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sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Lembranças dos tempos de infância



A data de 12/10, embora corresponda formalmente ao feriado nacional da santa padroeira do Brasil, que é Nossa Senhora Aparecida, também é comemorada como o Dia das Crianças.

Para mim, a infância foi uma época que começou bem nos meus primeiros anos de vida, quando fui muito feliz na companhia de meus pais. Trata-se de um tempo que ficou registrado em fotos através dos passeios pelos pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro e aniversários (ver a postagem Feliz Dia dos Pais!, de 12/08) como também nos finais de semana em família.

Além do mais, recordo que ganhava vários presentes nesse dia, o qual era quase um Natal. Aliás, eu tive inúmeros brinquedos no meu quarto até os quatro anos de idade. Pelo menos, em três ocasiões anuais (meses de abril, outubro e dezembro), recebia uma enxurrada deles tais como carrinhos, quebra-cabeças, bonecos, bolas de futebol, etc.

No entanto, parafraseando Moisés, nem só de presentes vive uma criança, mas, sim, de convívio social e de amizades. E aí confesso que, apesar do meu melhor momento ter sido na companhia de meus pais até perto dos quatro anos (quando eles vieram a se separar), tive mais contatos permanentes com os meus coleguinhas da vizinhança. Isto ocorreu quando eu eu minha mãe fomos morar com a avó e bisavó numa casa de vila de dois quartos no bairro Grajaú, Zona Norte do Rio.






De qualquer modo, antes mesmo de ser um morador da casa oito, do número 130, da Avenida Engenheiro Richard, já costumava ir lá brincar. Andava de velocípede ou de carrinho numa vila que, na época, nem tinha portão, sendo que adorava ver os passarinhos da bisa.

Com menos frequência, passeava na casa de praia da avó paterna em Muriqui, lugar onde hoje moro com Núbia. Aqui eram sempre momentos bem agradáveis estar num quintal cheio de árvores frutíferas pois mudava totalmente a rotina de uma criança que passou os seus primeiros quatro anos morando num apartamento. Os 400 metros quadrados de área não construída pareciam ser imensos e misteriosos. Um mundo a ser explorado...







Assim como as casas das avós, eu curtia bastante a praia onde sempre costumava fazer os meus castelos de areia. Pena que depois ficava com os ombros e o rosto ardidos por causa do sol, mas confesso que curtia pra valer. Fazia uns mergulhos e "furava" as ondas dando umas braçadas, para depois tomar um picolé, comer biscoito de polvilho ou beber um mate gelado que os ambulantes vendiam num recipiente metálico.




Além disso tudo, outros passeios incluíam visitas ao zoológico (onde eu ficava louco vendo aqueles bichos enormes), brincadeiras na pracinha do bairro, idas ao clube ou os encontros com outras crianças. Sem esquecer também das aventuras no Tivoli Park do que, infelizmente, não disponho de fotos agora.





Na hipótese de me perguntem se eu gostaria de reviver todos aqueles momentos voltando a ser criança novamente, respondo apenas que na memória, em minhas breves visitas ao passado. Pois, embora tenham sido instantes felizes, certo é que nada dura para sempre e há um aprendizado a ser alcançado. Logo, não abriria mão do que conquistei de experiências, caso fosse possível repetir aquilo que se foi.

Olhando para o futuro, não sei se será agradável um dia ficar velho, limitado e sozinho já que eu e Núbia não tivemos filhos. Porém, é estupidez rejeitar a ideia de que um dia todos iremos perecer. E, neste contexto, penso que a memória editada quanto aos bons anos vividos em cada época contribui para que qualquer momento do presente se torne significativo.

Desejando desde já um feliz dia às crianças de todo o mundo (não sei se todos os países incluem a data de 12/10 no calendário), compartilho então esta mensagem programada desde setembro para que o esquecimento ou a falta de oportunidade de "blogar" não me impeçam de fazer tempestivamente a postagem.

Tenham uma excelente sexta-feira!

4 comentários:

  1. Bom dia! Muito pelo post. Feliz dia para todas as crianças do mundo!

    Bjocas ;)
    Espero-vos na nossa/vossa casa, com; - Libidinosos recantos ... lascivos desejos profundos

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    Respostas
    1. Olá, Filipa. Obrigado por sua visita ao meu blogue. Volte sempre! Bjs

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  2. Sempre que vejo o meu marido criança nas fotos, acho que ele não saiu da infância. Mas comigo, ele é homem. Em todos os sentidos. O provedor.😘💋

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