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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

No aguardo das eleições suplementares aqui em Mangaratiba



Alguns municípios brasileiros terão eleições suplementares para prefeito e vice-prefeito no dia 28/10 (mesma data do segundo das eleições gerais), sendo que Mangaratiba será um deles assim como Aperibé, Iguaba Grande e Laje do Muriaé, todos aqui do Estado do Rio de Janeiro.

Até pouco tempo atrás, isso não era possível. Porém, com a recente Resolução de nº 23.577/18 do TSE, a Justiça Eleitoral passou a permitir a realização de eleições suplementares no mesmo dia dos pleitos ordinários. De acordo com a norma, que alterou a Resolução TSE nº 23.280/2010

"Havendo necessidade excepcional de realização de novas eleições no segundo semestre do ano de eleições, elas poderão ser marcadas para data reservada à realização de pleitos ordinários, condicionada à prévia autorização do ministro presidente do Tribunal Superior Eleitoral, fundamentada em manifestação da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE quanto à inexistência de óbices técnicos"

Sendo assim, foi publicada na semana passada a Resolução do TRE-RJ de n.º 1053/2018 que fixou o calendário eleitoral para a nossa cidade, sendo que já se iniciou o período de convenções partidárias. E, em 16/08, já teremos o começo da tão aguardada campanha eleitoral.

Confesso que me sinto um pouco ansioso para iniciar os trabalhos. Meu partido fará uma convenção nesta segunda-feira (13/08), às 17 horas, e não vejo a hora de ir pra rua pedir voto para o meu candidato.

Possivelmente, teremos umas quatro ou cinco candidaturas na cidade. Além da nossa, que é a mais representativa da oposição, tendo como seu maior nome o ex-vereador Alan Bombeiro (PSDB), deve concorrer o presidente da Câmara Municipal, senhor Vitor Tenório (PDT), o qual está respondendo interinamente pelo Poder Executivo e será o nosso principal adversário. Inclusive, acho bem provável que o pleito fique polarizado entre os dois e haja um entrelaçamento com as eleições gerais na disputa pelo governo do Estado do Rio de Janeiro que, de acordo com as pesquisas de intenções de voto, deverá chegar ao segundo turno.

Todavia, enquanto a posse do novo governador só ocorre em janeiro de 2019, acredito que, por aqui, tudo se resolva ainda neste ano, sendo que o prazo limite para a diplomação será em 19/11. E, se as coisas correrem de maneira tranquila, antes mesmo dessa data poderemos ter um novo gestor na cidade.

Assim sendo, como sou partidário, não posso deixar de convidar os meus amigos aqui da região para participar conosco da convenção do PSDB e do Solidariedade que ocorrerá próximo ao Supermercado Unidos, no número 86 da Rua Manaus, na Praia do Saco.

Finalmente, independente das preferências políticas de cada um, considero que a sociedade precisa ajudar na fiscalização eleitoral e fazer com que se cumpra a legislação aplicável a fim de que haja transparência e igualdade de oportunidades para todos os candidatos. Por isso, denunciar ao Ministério Público Eleitoral eventuais abusos e violações será de grande valia para termos uma disputa limpa no Município.

Tenham uma excelente segunda-feira, meus amigos!

domingo, 12 de agosto de 2018

Feliz Dia dos Pais!



Longe de ser um Natal fora de época para o comércio, a exemplo do que se tornou o Dia das Mães no Brasil, eis que o segundo domingo de agosto sempre acaba tendo alguns festejos, passeios, envio de presentes, visitas familiares e algum contato entre pais e filhos. Mesmo que seja um simples telefonema ou mensagens trocadas via internet.

No entanto, esta é uma data que, durante anos, foi muito dolorosa pra mim por causa do falecimento de meu pai aos sete anos de idade. Pois foi uma perda na época inesperada e que não aceitei com facilidade a ponto de haver negado o fato diante de meus colegas na escola. Pelo menos até os onze anos, quando então resolvi encarar a realidade, havendo depois encontrado um pouco de amparo na religião.

Na atualidade, confesso não sofrer mais com a perda de meu pai e nem depender tanto da figuração psicológica da Divindade como um Ser Paternal. Consegui trabalhar o que me foi levado pela vida, dar valor com gratidão ao que tive e olhar para frente.

Todavia, não deixo de honrar postumamente a memória de meu pai, compartilhando as coisas que ainda guardo na memória (e em fotografias) sobre sua pessoa, incluindo as recordações dos melhores momentos nos aniversários e passeios pelos lugares da cidade do Rio de Janeiro, onde morávamos nos meus tempos de infância. E, pelo menos até os meus quatro anos, quando vivíamos juntos (eu, minha mãe e ele), teria sido umas das épocas mais felizes da infância.

As recordações que tenho de meu pai era a de um homem barbado, embora nem sempre ele tivesse tal aparência. Era magro, usava óculos e tinha uma inteligência excepcional. Também era uma figura bem popular no nosso bairro, na Zona Norte do Rio de Janeiro, em que seus amigos o chamavam de "Piu", por haver sido goleiro no futebol de salão e "frangado" diante do gol do time adversário.


Também era um bom cervejeiro e um amante da boemia, embora fosse um excelente profissional. Formado em Engenharia Mecânica, trabalhou em empresas como a Honda, Petrobrás e o seu último emprego foi na Companhia Estadual de Gás do Rio de Janeiro, na época ainda uma estatal. Aliás, ele havia trocado a Petrobrás justamente para permanecer na Cidade Maravilhosa com a família e não ser mandado para fazer obras no Iraque, na época em que o ditador Saddam Hussein presidia aquele país e havia uma sangrenta guerra contra o Irã.

Sobre os passeios que fazíamos, visitamos várias vezes os pontos turísticos do Rio de Janeiro, embora morássemos lá. Talvez porque eu pedisse para ir repetidamente nesses locais e me agradava observar a cidade do alto dos morros do Pão de Açúcar ou do Corcovado, ainda que me portasse de modo inquieto quando chegava ao local.





Claro que não íamos apenas aos dois badalados mirantes cariocas. Havia vezes em que o passeio do final de semana era pegar uma praia na Zona Sul, irmos ao clube, à reserva florestal do bairro, à Quinta da Boa Vista (onde fica o zoológico do Rio), assistirmos uma sessão de teatro, de cinema ou fazermos uma visita a algum parente/amigo. E eram ocasiões muito boas que se mantiveram mesmo depois da separação conjugal entre ele e a minha mãe.


Além disso, eu gostava dos aniversários, os quais foram verdadeiros festões nos meus primeiros três anos de vida. E, em todas essas comemorações, meu pai se fez presente como na foto a seguir da época em que estava completando um quinquênio de vida com um evento mais simples celebrado na casa de amigos da família.



Papai faleceu aos 36 anos, em setembro de 1983, sem que eu tivesse a chance de ir ao seu enterro e não conhecesse de imediato a causa da morte. Aliás, contaram-me que ele estava doente no hospital como, na verdade, já tinha ido à óbito em sua residência na Rua Augusto Sampaio, no Leme, após sofrer um infarto no miocárdio.

Hoje, tendo eu 42 anos e vivido seis anos a mais que o meu pai, ainda não tive a graça da paternidade e acredito que partirei desta sem deixar descendente visto que Núbia já não pode mais ser mãe pelas suas condições de saúde e idade. Ela até teve duas gravidezes, mas que não foram adiante. E, se as oportunidades de trabalho e de renda nos fossem mais favoráveis, talvez adotássemos uma criança já na fase escolar.

De qualquer modo, festejo o Dia dos Pais e quero felicitar a todos os homens que têm (ou tiveram) filhos pela paternidade pois, realmente, é uma experiência muito importante, apesar de todas as dificuldades enfrentadas nos dias atuais. E ainda que o planeta hoje possa estar inchado com uma super população próxima dos 8 bilhões de habitantes, há que se perpetuar a presença de nossa espécie transmitindo um legado cultural para as gerações que nos sucedem.

Termino então por aqui esta minha postagem para que não fique tão cansativa para o amigo leitor, deixando aos pais os meus sinceros parabéns.


Ótima semana a todos!

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Uma eleição com um número bem elevado de candidaturas



Desde as eleições presidenciais de 1989 que o Brasil nunca mais teve tantos candidatos à cadeira número um do país. Pois, com o encerramento do prazo para convenções partidárias em 05/08, eis que catorze legendas aprovaram candidatos próprios para a disputa da Presidência da República em outubro.

Entretanto, através da formação de coligações, os partidos que decidiram não lançar candidato se uniram aos que optaram por ter candidatura própria de modo que das 35 legendas atualmente existentes, pelo menos 34 definiram qual candidato irão apoiar. Desta maneira, tais instituições agregam tempo de TV e dinheiro do fundo eleitoral durante a campanha presidencial, objetivando resultados nas disputas para senador, deputado federal, governador e deputado estadual. 

De todos os partidos o que mais fez alianças foi o PSDB, reunindo em torno da candidatura de Geraldo Alckmin também o PP, o PPS, o PTB, o PSD, o SD, o PRB, o DEM, e o PR. Isto representará um tempo maior de propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio, o que ainda pode ter influência sobre o eleitorado mesmo nos tempos atuais de internet e de desinteresse político.

Até o momento, faltando menos de 60 dias para os mais de 147 milhões de brasileiros irem às urnas eleger o novo presidente da República, é certo que o cenário eleitoral ainda está indefinido. Com Lula de fora da disputa deste ano, o deputado Jair Bolsonaro (PSL) encontra-se, momentaneamente, em primeiro nos cinco maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, segundo sondagens realizadas pelo Instituto Paraná Pesquisas. No último levantamento do instituto em São Paulo, entre os dias 13 e 18 de junho, o parlamentar somou 21,4% das intenções de voto dos paulistas e ficou empatado tecnicamente com o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 18,4%. Já a Marina Silva (Rede) aparece lá com 11,7%. 

Mas o fato é que Lula, embora não possa vir como candidato, ainda possui força política. E, deste modo, conforme noticiado ontem pelo UOL, o nome do ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT), citado como candidato do ex-presidente ao Planalto, "ganha cerca de dez pontos percentuais em relação ao cenário em que seu nome não é atrelado ao líder petista". De acordo com a matéria,

"No último levantamento, divulgado na sexta-feira (3), o ex-prefeito aparece com 2% das intenções de voto quando seu nome não é ligado a Lula. Ele fica atrás de Jair Bolsonaro (PSL, com 22%), Marina Silva (Rede, 11%), Ciro Gomes (PDT, 10%), Geraldo Alckmin (PSDB, 10%), Alvaro Dias (Podemos, 5%), e empatado com Manuela D’Ávila (PCdoB) e Henrique Meirelles (MDB).
Ao ser apontado como candidato de Lula, Haddad salta para 13%, e fica atrás apenas de Bolsonaro, que registra 20%. O terceiro lugar é dividido entre Marina e Alckmin, com 9% cada um"

Apesar de toda a incerteza e imprevisibilidade existentes no nosso cenário político, tenho a impressão de que a candidatura do radical de direita Jair Bolsonaro deve perder fôlego nas próximas semanas quando se iniciar a campanha na TV, em que tanto Alckmin quanto Haddad cresceriam e ambos iriam para o segundo turno. Com isto, repetiríamos a rivalidade entre PT e PSDB que, há 24 anos, predomina na corrida presidencial.

Seja como for, devemos considerar que, além da fragmentação, o período de campanha este ano corresponde à metade do que foi em 2014, visto que a minirreforma eleitoral de 2015 reduziu o tempo de 90 dias para 45. E também há uma evasão de audiência da TV aberta para a internet, como já foi dito, além do descontentamento muito grande do eleitor com a política. Logo, nunca sabemos quais serão os números das abstenções, votos nulos e em branco.

Que o eleitor brasileiro possa se definir com consciência e não se deixar enganar com aventureiros.

Ótima terça-feira e todos!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Aproveitando o primeiro final de semana de agosto



Este é ainda um mês com dias relativamente "frios" e ainda agradáveis para o meu gosto. Pelo menos, é o que posso dizer acerca da primeira quinzena do mês, sendo que os três primeiros dias foram bem chuvosos.

Para curtir o primeiro final de semana de agosto, fomos primeiramente na festa caipira do grupo da terceira idade aqui de Muriqui, ocorrida na quadra do Iate Clube, na última sexta-feira (03/08). Foi uma noite divertida em que degustamos um pouco das comidas típicas vendidas nas barracas e encontramos pessoas. Aliás, posso dizer que os nossos velhinhos são bem animados!




Havendo ficado em casa no sábado e acompanhando pela internet a convenção do partido, saímos só no domingo, quando então fomos até o sítio de um amigo na localidade rural de Batatal, já no entorno do Parque Estadual do Cunhambebe, parte serrana do Município. Trata-se de um lugar cheio de rios, matas, cachoeiras e algumas plantações, sendo já um comecinho de serra.

O sítio é bem tranquilo. Além do rio, há no local um pequeno lago com dois patos, um galinheiro e uma casa para o cachorro, sendo que a casa encontra-se em construção. Chegamos por volta das 11 horas e lá almoçamos, permanecendo até às 15:30 aproximadamente, sendo que o cardápio era feijoada e tinha uma farofa de pimenta, a qual estava uma delícia assim como a couve. 

A temperatura ficou amena o tempo todo, embora vontade não me faltou de tomar um banho gelado no rio que passa próximo à propriedade do meu amigo José Joaquim Madeira, o anfitrião. E compareceram pouco mais de 90 pessoas ao almoço, sendo que muitos ali já eram conhecidos meus, a exemplo da colega de profissão, Dra. Fátima Farias Ramos.








Ao retornarmos, ainda era dia e não perdemos a oportunidade de fazer um breve passeio na rua indo comprar algumas coisas na padaria. Aliás, deu para aproveitar bastante da tarde e da noite, preparando-nos para uma semana e um mês que promete ter muitas atividades. Inclusive quanto à política brasileira já que a campanha eleitoral se inicia na segunda quinzena com 15 candidatos indicados nas convenções partidárias que se encerraram no domingo. Mais aí já será uma outra postagem...

Ótima semana a todos!

terça-feira, 31 de julho de 2018

Precisamos de uma legislação mais firme contra o turismo predatório!



Nesta noite, estava eu debatendo com uma moradora daqui da região sobre a situação da Ilha Grande devido ao turismo desordenado que vem acontecendo por lá. Segundo ela comentou em minha postagem no site de relacionamentos Facebook,

"Observei essa degradação quando estive na Ilha Grande!! Muito lixo pelas trilhas, animais mortos pelo caminho!! A fauna e a flora sofrem com a falta de consciência do homem!! Precisamos de nos conscientizar que a natureza depende do modo como à tratamos! E daqui a alguns anos infelizmente não poderemos mostrar aos nossos filhos e netos!! (...) No dia que visitei a Ilha Grande avistei vários guardas florestais e mesmo assim a Ilha perto da Praia do Abraão estava com um aspecto horrível!! Muito lixo e sujeira! Fiquei horrorizada com o que as pessoas deixam nas trilhas!! Estive na praia dos Meros e me deparei com uma montanha de lixo!! Fora os turistas que lançam ao mar os seus dejetos!! Na minha opinião tinha que haver uma consciêntizacao maior por parte dos visitantes! E a praia de Freguesia de Santana? Linda! Mas muito mal tratada! Me deu tristeza de ver tamanha falta de consciência!!!"

Respondendo à internauta, lembrei das restrições já existentes na admirável ilha de Fernando de Noronha, onde há tempos existe uma limitação no número de visitantes juntamente com a cobrança de uma taxa de preservação ambiental. Lá a legislação estadual de Pernambuco definiu a capacidade de suporte do arquipélago em 246 visitantes por dia, o que soma um limite de 89.790 pessoas ao ano, algo que também consta no Plano de Manejo da ilha, a qual também é considerada um parque natural. E não faz muito tempo, o conselho gestor da unidade ainda passou a observar que essa lei passou a ser descumprida com a autorização de voos extras/regulares, possibilitando um considerável aumento de visitantes.

No caso da Ilha Grande, o maior problema são os acessos feitos justamente de Conceição de Jacareí, localidade distrital situada entre Mangaratiba e Angra dos Reis, onde inexiste o adequado controle acerca do fluxo de pessoas. São várias as empresas particulares de transporte marítimo ali causando um impacto enorme com uma visitação excessiva que ultrapassa a capacidade de suporte da ilha. Só num final de semana de verão, por exemplo, chegamos a ter mais de 20 mil pessoas visitando o lugar, o que é flagrantemente danoso.

A meu ver, precisamos ter uma lei federal dispondo sobre o acesso aos lugares de visitação restrita e que obrigue o visitante a fazer um cadastro antes de ingressar nos tais locais, quer se tratem de unidades de conservação ou mesmo de comunidades em seu entorno. E aí, se o turista for pego praticando algo nocivo ao meio ambiente, tipo descartando resíduos na trilha, molestando os animais silvestres, praticando acampamento selvagem ou saindo dos circuitos permitidos para caminhadas, a pessoa ficaria impedida de retornar dentro de um determinado prazo. E a mesma suspensão valeria para o ingresso em outros locais também de visitação restrita.

Certamente que o Brasil, com seu grande potencial ecoturístico, pode e deve receber visitantes nos parques naturais que possui e nas suas respectivas regiões do entorno. Porém, esse regramento precisa ser feito com maior disciplina, segurança, monitoramento, auto-sustentabilidade financeira e presença constante da fiscalização. E daí considero sugestivo que os nossos legisladores pensem numa maneira de ampliar o controle quanto ao acesso de todos esses lugares de interesse ambiental a fim de que tanto a natureza quanto a sociedade saiam ganhando.

Bom descanso a todos!

OBS: Créditos autorais da imagem acima atribuídos a Felipe de Souza, conforme extraído do portal da Prefeitura Municipal de Angra dos Reis em http://www.angra.rj.gov.br/noticia.asp?vid_noticia=49199&IndexSigla=imp

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Uma instigante pergunta ao eleitor...



Hoje, no site de relacionamentos Facebook, encontrei uma pergunta bem interessante de um morador daqui de Mangaratiba que assim postou:

"Pra vc votar no candidato, qual o critério que vc usa pra decidir seu voto?" (Evando Perninha in https://www.facebook.com/EvandoPerninhaoficial/posts/2112288818841158)

A questão torna-se bem apropriada quando se busca obter o voto consciente. Não apenas pelo fato de que precisamos participar de eleições, mas, sim, porque tem a ver com os processos de escolhas que fazemos em nossas vidas.

Verdade é que nem sempre sabemos optar pelo que é melhor para nós. Desde criança, muitas das vezes não temos os valores pessoais respeitados pela família e pela sociedade, sendo que assim concordamos a fim de não parecermos diferentes das outras pessoas. Queremos nos encaixar dentro de padrões estabelecidos para sermos aceitos pelo nosso grupo e isso é muito ruim para o nosso crescimento existencial.

Ora, quando se trata de votar num candidato a cargos públicos, durante o período eleitoral, precisamos ser conscientes em relação às necessidades coletivas quando formos definir o nosso representante nos Poderes Legislativo ou Executivo. E aí devemos nos perguntar sobre o que realmente precisamos e qual a cidade, o estado ou o país que queremos para o futuro.

Certo que entre o querer e o realizar há um longo caminho a ser percorrido sendo um passo importante indagarmos para que rumo segue uma estrada. Porém, como muitas das vezes as placas postas nos caminhos da política são falsas, precisamos ter conosco uma bússola e exercitarmos o senso crítico a fim de sabermos ao menos qual a direção e a segurança da via sugerida.

Em outras palavras, temos que saber para onde seguem os candidatos e partidos, bem como se os mesmos chegam de fato a algum destino. Logo, há que se observar quem são tais pessoas que postulam esses cargos, com quem as mesmas estão aliançadas no meio político, quais os grupos sociais que as apoiam, se têm um passado limpo, se cumprem com a palavra, dentre outros quesitos mais que podemos formular. E, neste sentido, em tempos de Operação Lava Jato, não custa consultarmos nos sites dos tribunais se o candidato, ainda que "ficha limpa", responde a alguma ação penal.

Todavia, o que mais vejo de absurdo no Brasil são as pessoas ficarem repetindo os velhos erros cometidos em pleitos passados. Tratam-se de eleitores que, apesar de terem já se decepcionado com um político, resolvem lhe dar uma segunda chance na vã expectativa de que agora "tudo vai ser diferente". Como aquele cônjuge por diversas vezes traído por seu par, mas que ainda assim insiste em acreditar que houve uma mudança de caráter, achando que um traíra "vai aprender a ser gente", como na música de Roberto Carlos e Erasmo Carlos.

Por outro lado, considero as limitações do nosso eleitor de condição humilde. Falta-lhe  de fato a percepção do que é melhor para si e para o coletivo. Alguns enxergam certas vantagens pessoais e até as obtém, porém não calculam as perdas do que deixam de usufruir coletivamente. Pois é o que ocorre com quem vende o seu voto em troca de bens ou dinheiro. Isto porque, tão logo passam as eleições, o cidadão amarga prejuízos muito maiores quando não encontra remédios nos hospitais, uma escola de qualidade para seus filhos, um transporte público decente, segurança, saneamento básico, etc.

Portanto, há que se ter realmente critérios para a definição do voto. Pois, do contrário, continuaremos sempre reféns dos lobos espertalhões que fazem da política um meio de enriquecimento pessoal em prejuízo de toda a coletividade.

domingo, 29 de julho de 2018

Fazendo a feira no último domingo de julho



Pois é, meus amigos. O melhor tempinho pra mim já está passando e, nesta semana mesma, entraremos em agosto que, embora ainda seja inverno, não considero lá tão "frio" quanto este mês e os dois anteriores (junho e maio).

Se bem que, como já escrevi outras vezes aqui, não temos mais invernos frios no litoral do Estado do Rio de Janeiro. Há somente alguns dias de frio de modo que, nesta estação, as temperaturas acabam oscilando mais porque o ambiente se torna consideravelmente seco. Logo, podemos ter um calorão à tarde e uma madrugada em que se torne preciso puxar o cobertor na cama.

Neste último domingo de julho, que foi um dia ensolarado, eu e Núbia aproveitamos para dar um passeio numa feirinha que se iniciou hoje aqui em Muriqui. Trata-se do evento "Nossa Feira", ocorrida na denominada "Praça do Skate", e que tem por objetivo promover os produtos locais da agropecuária, além de artesanatos, roupas e lanches.




Como ninguém trabalha no domingo, não tivemos pressa de sair de casa e fomos visitar o evento só depois das dez da manhã quando o sol já estava forte. E nem precisamos de agasalho, havendo eu e Núbia nos vestido apenas com camisetas de malha, sendo que fui de bermuda, com metade das patas de fora.

Achei o local relativamente movimentado para a época do ano visto tratar-se de baixa temporada turística no litoral. Porém, não faltou animação sendo que tivemos a oportunidade de degustar vários sabores. Inclusive um delicioso bolinho de milho que acabamos experimentando um pedaço por cortesia do vendedor e trazendo um inteiro para casa. Nota 10!


Também não perdemos a oportunidade de levar uma dúzia de limão galego que os agricultores colhem em seus próprios sítios e que, geralmente, não recebem nada de agrotóxico. Porém, nessas ocasiões, sempre aproveito para prestigiar os produtos de valor agregado tais como temperos caseiros e doces da roça, de modo que não perdi a chance de comprar uma geleia de cupuaçu que devo logo experimentar no pão antes de dormir.




Assim, ocupamos a nossa manhã e ficamos o resto do dia em casa, cuidando de algumas tarefas domésticas e descansando. Almoçamos um aipim cozido, sendo que lá mesmo os feirantes vendem a raiz já descascada. E só ligamos a TV para assistir o segundo tempo do jogo de futebol que, infelizmente, não era do Flamengo e sim do Botafogo. Porém, a cada momento o narrador noticiava um gol do líder do campeonato na partida contra o Sport.

Com muita satisfação, terminamos então este domingo na expectativa encararmos um mês de agosto com muito gosto já na quarta-feira.

Ótima semana a todos!