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sábado, 1 de agosto de 2020

Anúncio de pré-candidatura



Olá, amigos! 

Neste primeiro dia do mês de agosto, achei conveniente comunicar a todos que estou me disponibilizando como pré-candidato ao cargo de vereador no Município de Mangaratiba. 

Trata-se de um projeto que venho amadurecendo há alguns anos e acredito que chegou o momento de desenvolver um futuro trabalho no Poder Legislativo em prol da democracia, da liberdade, do bem estar social, do aperfeiçoamento das normas locais, dos direitos dos trabalhadores, da defesa do direito à moradia, do meio ambiente, da moralidade pública e da transparência, dando continuidade a muitas causas que já venho defendendo como cidadão. 

Sei que agora ainda é o começo de uma longa caminhada pois o meu nome, assim como os dos demais pretendentes, terá que ser aprovado numa convenção partidária e depois passar pelo devido registro na Zona Eleitoral, apresentando toda aquela documentação que a Lei e o TSE exigem. 

Todavia, estou pronto para a essa árdua batalha de Davi contra o Golias. E, como bem disse Mahatma Gandhi, a meu ver um dos maiores líderes da primeira metade do século passado, 

"Nas grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer". 

Ótima noite aos que me acompanham e que me incentivam a prosseguir nessa luta.

OBS: Segundo o artigo 36-A da Lei Federal nº 9.504, de 30 de setembro 1997, “Não configura propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolva pedido explícito de voto, a menção à pretensa candidatura…”

CONTRIBUIÇÕES DADAS NA OFICINA VIRTUAL DO PLANO DE MANEJO DO PARQUE DA PEDRA DO URUBU



Nos dias 29 e 30/07/2020 (na quarta e quinta-feira da última semana de julho), participei da Oficina Participativa da Elaboração do Plano de Manejo do Parque Natural Municipal da Pedra do Urubu, do Município de Mangaratiba, a qual foi realizada virtualmente através do aplicativo Google Meet

Na oportunidade, dentre as várias colocações que fiz, defendi que, para a unidade ter um maior controle quanto à segurança do local (tanto de turistas quanto do meio ambiente), houvesse um único acesso, com guarita e também uma estrutura interna para colhimento do visitante como uma cantina, banheiros e uma área de convivência. 

Também expus a minha opinião acerca do conselho gestor do parque para que seja um organismo o mais democrático possível, tendo caráter deliberativo e não meramente consultivo, com a mais ampla participação da sociedade civil, ressaltando que o cargo de conselheiro não é próprio da pessoa e sim da entidade eleita que o indicou. 

Houve também outros debates importantes, sobretudo a respeito do zoneamento da unidade, cujos fins devem ser, ao mesmo tempo, turístico, de lazer, de contemplação, de preservação da fauna e da flora, de educação ambiental, além de uso para pesquisa científica. 

Confesso que esta foi a primeira vez que participei de uma reunião virtual em evento público, o que, provavelmente, só teria ocorrido no âmbito da nossa cidade, devido às restrições da pandemia por COVID-19 que impedem a ocorrência de aglomerações. Porém, o futuro parece ter chegado mais rápido por causa dessa doença horrorosa, de modo que precisamos nos acostumar às mudanças que a nova realidade vai nos impondo. Inclusive, na minha profissão, pela segunda quinzena do mês, terei uma audiência de instrução e julgamento da Justiça Estadual que será realizada por vídeo conferência pelo sistema Cisco Webex...


Um excelente sábado, meus amigos!

sexta-feira, 31 de julho de 2020

The Orgasm Day



Hoje, 31/07/2020, ao ler uma matéria no jornal Diário do Rio, Restaurantes cariocas preparam menus afrodisíacos para Dia do Orgasmo, fiquei sabendo que existia uma data dedicada ao momento de maior prazer da excitação sexual, quando um casal atinge o nível máximo de intensidade na sua relação. Ou seja, a comemoração do orgasmo.

Confesso que, até hoje, eu nem sabia da existência desse dia, muito embora já conhecesse, desde a última década do século passado, o que é orgasmo. E, ao pesquisar a respeito, descobri a seguinte informação na Wikipédia:

"O Dia Mundial do Orgasmo foi informalmente criado na Inglaterra no dia 31/07 por redes de sex shops. Estas realizaram pesquisas que revelaram que 80% das mulheres inglesas não atingem o clímax em suas relações."

Achei curioso que o Orgasm Day possa ter surgido justamente num país conservador como a Inglaterra, muito embora a sequência do texto exponha que não estejamos tão distantes dos britânicos nesse aspecto da vida:

"Em termos de insatisfação sexual, os brasileiros não ficam longe. Um estudo conduzido pelo Projeto de Sexualidade da USP (ProSex) detectou que 50% das brasileiras têm problemas relacionados à falta de orgasmo. Cerca de 12 milhões de homens sofreriam de alguma disfunção sexual"

Não sei se essas informações da enciclopédia virtual estão mesmo corretas ou atualizadas e tenho até indagações se os ingleses não seriam mais felizes na cama do que os brasileiros, visto que considero o comportamento sexual do nosso povo bem reprimido. Pois, apesar das expressões de sensualidade e da pouca roupa nos eventos de Carnaval, isso não significa que haja uma verdadeira satisfação na intimidade da vida a dois.

Todavia, a questão do orgasmo é bem complicada de se falar e não acredito que hoje o maior problema esteja diretamente relacionado com a repressão moral-religiosa em si, mas, sim, ao fato de que o tema leva muitos a se deparar com os próprios bloqueios ou do(a) parceiro(a), o que gera frustrações. E aí, acho que, nem diante da gaúcha Fernanda Lima, apresentadora do programa Amor & Sexo, tais pessoas conseguiriam se abrir facilmente, de maneira que o mais fácil para muitos seria ignorar a existência desse dia ou inventar desculpas moralistas.

A meu ver, quer tenhamos grandes orgasmos ou não, é importante conversar sobre as coisas que envolvem o prazer, visto ser a sexualidade algo natural e que nos acompanha por praticamente toda a vida. Aliás, tem a ver com a nossa saúde e com a felicidade dentro de uma vida conjugal, de modo que é recomendável aos casais o cultivo dos frequentes momentos de intimidade no relacionamento a dois. Inclusive, há citações bíblicas a respeito:

"Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade" (Eclesiastes 9:9)

"Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade. Como cerva amorosa, e gazela graciosa, os seus seios te saciem todo o tempo; e pelo seu amor sejas atraído perpetuamente" (Provérbios 5:18-19)
 
De qualquer maneira, temos aí mais uma oportunidade do comércio reaquecer suas finanças nesses tempos difíceis da pandemia ao mesmo tempo em que esquenta corações também. Ou seja, ganhamos nesta sexta-feira um segundo Dia dos Namorados para apimentar o inverno, exatamente sete semanas depois. Sem esquecermos de que, em 6/9, às vésperas das celebrações da nossa Independência, teremos ainda o Dia do Sexo...

Uma excelente noite para todos!

quarta-feira, 29 de julho de 2020

Sou contra termos nota de duzentos reais!



Conforme divulgado nesta quarta-feira (29/07) pela imprensa, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou o lançamento da cédula de R$ 200, que terá como personagem o lobo-guará. De acordo com a instituição, a nova cédula deverá entrar em circulação já no final de agosto, e a previsão é que sejam impressas 450 milhões de notas desse valor em 2020.
 
Essa é a primeira vez, em 18 anos, que a moeda brasileira ganha uma cédula de novo valor. E, sinceramente, mesmo com o acúmulo de inflação nesse período (hoje o salário mínimo é quase quinze vezes maior do que na época do começo do Plano Real em 1994), sou contra termos uma nota de R$ 200,00. Isto porque termos cédulas de valores altos favorece muito a corrupção e a movimentação de recursos pelos criminosos, favorecendo delitos como o caixa dois (inclusive dos políticos), a sonegação fiscal e o comércio paralelo de produtos roubados ou contrabandeados. 

A meu ver, o correto seria o governo ir reduzindo a circulação de dinheiro em espécie no território nacional. Sem contar que a pandemia nos leva a concluir pela necessidade de substituir o pagamento convencional pelo eletrônico, o que deveria ser incentivado pelo Conselho Monetário Nacional e o Banco Central, ao invés de criarem essa nota esdrúxula R$ 200,00, a qual, diga-se de passagem, pouco será usada pelas pessoas de condição humilde que recebem um ou dois salários mínimos.

De qualquer modo, após o anúncio da instituição, surgiram vários memes e comentários na internet. Por exemplo, muitos pediram para trocar o lobo-guará pelo popular cão vira-lata caramelo, numa referência ao trabalho dos caixas que terão que conseguir troco para R$ 200,00. Porém, comparações com a valorização do dólar estão entre os memes mais compartilhados, além da imagem do presidente e da pobre coitada da ema que o atacou no Palácio da Alvorada, em Brasília.

Em todas as situações, é certo que o brasileiro não perde o bom humor...

OBS: Primeira imagem extraída de uma página de notícias do sítio oficial do Banco Central em https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/474/noticia 

sábado, 25 de julho de 2020

A infância da criançada há 40 anos...



Embora não considere que tive a infância ideal, vivi uma época em que havia menos violência e dependência tecnológica do que nos tempos atuais. 

Morei uns anos numa vila com 12 casas situada no bairro Grajaú, Zona Norte do Rio de Janeiro, onde as crianças podiam brincar ao ar livre sem que fosse preciso fechar o acesso da rua à área comum dos condôminos através de um portão eletrônico, como passou a ser do final do século passado para cá. 

No começo da década de 80, apesar do Brasil ainda viver o final do regime militar (com reabertura democrática), contraditoriamente ainda tínhamos outras liberdades e uma cultura mais rica. Não que a ditadura nos proporcionasse isso, mas é que a sociedade não havia sido tão afetada com a criminalidade por falta de uma política séria que envolvesse segurança, educação e assistência através de um trabalho sério. 

Entretanto, não quero hoje ficar o tempo todo falando de política. Prefiro rememorar os bons momentos de um tempo quando meninas e meninos não ficavam tão presos a um smartphone, mas saíam para fazer uma passeio num clube (éramos sócios do Grajaú Tênis) ou na pracinha do bairro com balanços, gangorras e escorregas, o que seria um espaço mais democrático. 

É certo que, na minha época de criança, já existia televisão, muitas pessoas residiam em apartamentos (eu mesmo morei num antes e depois de ir para a vila) e não demorou muito para que surgisse a "febre" dos viciantes videogames. Porém, tínhamos outras distrações baratas e gratuitas de modo que, quanto mais humilde a família, mais próxima da natureza era a vida do menor. 

Jogar bola, brincar de se esconder do coleguinha, andar de bicicleta, reunir-se para um jogo de tabuleiro com lance de dados (ou de cartas), uma partida de bola de gude, correr e subir em árvores permitiam uma saudável interação que, antes da pandemia da COVID-19, já estava muito menos frequente entre a "gurizada", como dizem os gaúchos. 

Hoje, diante das incertezas dessa doença que assola o mundo, já não sabemos como será vivenciada a infância daqui para frente. Pode ser que encontrem a cura através de uma vacina, mas não sabemos se, no decorrer dos próximos quatro anos, teremos recursos suficientes para o enfrentamento do problema de maneira que a humanidade e pessoas de todas as faixas de idade terão que se adaptar a uma nova realidade. 

Por esse aspecto, acredito que o contato presencial poderá voltar a ser valorizado futuramente. E, quando tudo passar, quem sabe nunca mais (ou por muito tempo) não nos deixaremos escravizar pelas tecnologias da comunicação?! 

Ficam aí esses pensamentos para refletirmos. 

Ótimo sábado a todos!

OBS: Embora eu não possa precisar exatamente quando as imagens originais acima foram produzidas, suponho que tenham sido feitas entre os anos de 1979 e 1980. A casa na qual morei pertencia à minha bisavó pelo lado materno, dona Maria de Nazareth, e era a oitava da vila, situada no número 130 da avenida Engenheiro Richard. Hoje ninguém mais da família reside ali. O último habitante do imóvel foi o meu irmão Thiago que deixou o Rio em 2018, mudando-se para o Uruguai. Mas, na minha época, além da citada "bisa", moravam no endereço minha avó Marisa, minha mãe Myrian e meu tio Luiz Augusto, além de quatro passarinhos. Houve ainda um senhor de idade, seu Ari, parente pelo lado materno, com quem convivi por pouco tempo, pois veio logo a falecer.

segunda-feira, 20 de julho de 2020

No aguardo do resultado do novo exame...



Fui hoje (20/07) ao Hospital Municipal de Mangaratiba Victor de Souza Breves e fazer o meu teste a fim de saber se fui ou não infectado pelo coronavírus já que, entre o final de junho e começo de julho do corrente ano, tive os sintomas da COVID-19, apesar do exame anterior haver dado negativo, conforme havia informado na postagem Deu negativo, mas..., de 04/07. Na oportunidade levei Núbia comigo pois a esposa também chegou a apresentar sintomas bem parecidos com o meu não muito depois de eu ter ficado doente.

Para a minha surpresa, não tinha o teste rápido de COVID no local, sendo que o serviço em questão não é disponibilizado nas demais unidades de saúde do Município, a exemplo dos distritos. 

Contudo, ainda assim, insisti. Disse até que entraria até na Justiça por causa da inicial recusa em realizarem o teste e consegui que fizessem o Swab, que é aquele do "cotonete". Confesso que incomodou um pouco, mas acredito que valerá a pena porque a certeza dignóstica é muito mais precisa e detalhada do que o teste rápido que nem estava disponível.

Agora vamos aguardar o resultado para descobrirmos se tivemos ou não esse "bicho". E, se for o caso do exame dar positivo, poderemos então confirmar se já possuímos os anticorpos contra o vírus e que não transmitiríamos mais a doença para ninguém. 

Infelizmente, muita gente acaba aceitando a resposta negativa da Prefeitura sobre "não haver testes no momento" e acaba voltando conformado para casa. Só que, se não lutarmos pelo nosso direito à saúde, o que é previsto no artigo 196 da Constituição, seremos sempre vítimas dos descasos cometidos pelos governantes. 

Sendo assim, meus amigos, apesar de não ser médico, sugiro a todos que estão passando pelo mesmo problema para que insistam em conseguir fazer o Swab. Afinal, trata-se de um Direito nosso sermos suficientemente diagnosticados e, deste modo, voltarmos com segurança ao trabalho e às demais atividades da vida diária.


Ótimo final de segunda-feira a todos e um feliz Dia do Amigo!

sábado, 18 de julho de 2020

O homem que abasteceu o Rio de Janeiro com água em seis dias!



Por repetidas vezes, nos anos 90, quando viajava entre Muriqui e Juiz de Fora, cheguei a passar de ônibus pela pequena cidade de Paulo de Frontin, entre Mendes e Paracambi. Mas confesso que nunca atentei para os importantes feitos históricos do grande homem que dá nome a esse município atualmente com cerca de 14 mil habitantes.

O engenheiro André Gustavo Paulo de Frontin (1860 — 1933), como se sabe, foi senador, prefeito do então Distrito Federal, além de deputado. Entretanto, o que fez dele uma pessoa notória teria sido quando, no escaldante verão de 1888/1889, juntamente com o também engenheiro Raimundo Teixeira Belfort Roxo (1838 — 1896), promoveu o abastecimento de água na cidade do Rio de Janeiro, num prazo recorde de uma semana, através de um empreendimento que ficou conhecido como o Episódio da água em seis dias. De acordo com um pequeno artigo publicado na Wikipédia,

"O episódio da água em seis dias ocorreu no final do Segundo reinado no Brasil, no verão de 1888. Eram dias de calor insuportável na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Império, com os termômetros registrando 42 °C a população sofria com o abastecimento irregular dos chafarizes. Os comícios e passeatas eram frequentes e as críticas encontravam voz na imprensa principalmente através dos artigos de Rui Barbosa no Diário de Notícias. Pressionado, o Imperador D. Pedro II ordenou a realização de um concurso público para a escolha de um escritório de engenharia que realizasse novas obras de canalização. O projeto vencedor, dos engenheiros Paulo de Frontin, Belfort Roxo e dos alunos da Escola Politécnica do Rio de Janeiro foi dimensionado para ser realizado em seis dias, ao invés dos seis meses prometidos pelos empreiteiros ao Governo Central, e a um custo bem menor."

Na ocasião, Paulo de Frontin contava com 29 anos de idade e, embora já fosse professor da Escola Politécnica Nacional, muitos duvidavam de sua capacidade devido à idade. Porém, mesmo suportando as pressões sociais e políticas, o projeto foi executado dentro do prazo prometido e criando uma estrutura que chegou a ser aproveitada por longos anos:

"A água das cachoeiras do Rio Tinguá, na Serra do Comércio, na Baixada Fluminense, chegou à Represa do Barrelão, na cidade do Rio, canalizada em tubulação assentada à margem da linha da Estrada de Ferro Rio d´Ouro. O volume diário era de 16 milhões de litros. Este sistema de abastecimento foi posteriormente ampliado e abasteceu durante muito tempo a Capital. Com o Plano Diretor de Abastecimento de Água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (PDA -RMRJ), elaborado pelo Eng. Jorge Paes Rios, para a CEDAE, estas captações foram destinadas apenas ao abastecimento da Baixada Fluminense devido a sua enorme expansão demográfica. O engenheiro Paulo de Frontin foi declarado Patrono do Engenharia Brasileira."

Segundo o artigo científico Bastam seis dias: A domesticação da água e a plataforma republicana na Revista Illustrada (2017) da pesquisadora Heloísa Raquel Inacio Costa, Frontin deixou exposto o fato do governo na época haver disponibilizado "recursos extraordinários" para financiar o plano de Francisco Bicalho, o qual ele julgava ser "um plano fadado ao fracasso", havendo apresentado um proposta que seria "mais rápida e menos dispendiosa".

O que me chama a atenção nesse episódio é que, no Brasil, muita coisa que poderia ser resolvida com rapidez não ocorre talvez por causa dos interesses contrários. No entanto, o exemplo de Frontin me faz lembrar a maneira célere como os japoneses há nove anos atrás, em março de 2011, conseguiram reconstruir uma rodovia em Naka, na província de Ibaraki, também no prazo de apenas seis dias (clique AQUI para ler), tratando-se de um trecho de 150 metros que faz ligação com a capital Tóquio.

Ora, muitas décadas antes do Japão haver recuperado uma estrada no mesmo tempo em que Deus teria criado o mundo, segundo as Escrituras Sagradas, um engenheiro brasileiro, nascido na cidade serrana de Petrópolis, também realizou essa proeza, mostrando o quanto também somos capazes. Basta querermos! 

Aqui em Mangaratiba, há décadas em que a população de praticamente todos os distritos sofre com a falta de água, apesar de termos inúmeras nascentes nas nossas serras. Aliás, desde que fixei residência no Município, em agosto de 2012, já testemunhei, por várias vezes ao ano, isso se repetindo.

Ora,  páginas 31 e 32 do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB), feito em 2013 pela Secretaria de Meio Ambiente, durante a gestão de Natacha Kede, encontramos a seguinte observação que ainda reflete os problemas de hoje enfrentados na nossa cidade:

"Em termos de quantidade de água disponível, o problema do sistema de água do Município afeta os distritos de Itacuruçá e, especialmente, Muriqui/Praia Grande, conforme pode ser observado no quadro abaixo. Hoje estes bairros captam certamente mais do que o permitido por Lei (50% do Q7/10) e certamente tem problemas de água na época de temporadas. A solução será importar água da sede (sistema do Rio Saco) [...] A falta de água em todos os distritos é considerada crônica em épocas de temporada, sendo agravada pela deficiência do sistema de reservatórios, dado que os reservatórios existentes no município não passam de 2,2 mil m3 (a maioria na Sede), muito aquém da necessidade atual (7,3 mil m3) e futura (11,6 mil m3)"

Sete anos depois da elaboração do documento, é certo que a necessidade por água aumentou, embora a capacidade dos reservatórios seja a mesma de 2013 e de várias décadas atrás. E, mesmo que o nosso problema não tenha como ser resolvido nos míticos seis dias, poderíamos já ter chegado a uma solução desde que se elaborou o Plano de Saneamento Básico.

Confesso que tenho visto tanta publicidade da Prefeitura de Mangaratiba nas redes sociais de internet sobre obras de urbanismo maquiadoras no Município, durante esse complicado ano eleitoral. Porém, desconheço sobre a execução de algum projeto que tenha por objetivo ampliar a capacidade dos reservatórios hídricos, de modo que as pessoas permanecem convivendo com o risco de ficar sem água em plena pandemia, momento este em que precisamos fazer frequentes higienes para não pegarmos (ou transmitirmos) o coronavírus. 

Nesses tempos de irresponsabilidades e de falta de prioridades, creio que relembrar o projeto de abastecimento de Frontin mostra para todos nós que certos problemas não são tão difíceis de solução. Pois verdade seja dita que, nos municípios brasileiros, o componente que mais falta nas políticas públicas é a vontade de fazer dos governantes...

Ótimo final de semana a todos!