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domingo, 17 de novembro de 2013

"O que não tem espada, venda a sua capa e compre uma"



"A seguir, Jesus lhes perguntou: Quando vos mandei sem bolsa, sem alforje e sem sandálias, faltou-vos, porventura, alguma coisa? Nada, disseram eles. Então, lhes disse: Agora, porém, quem tem bolsa, tome-a, como também o alforje; e o que não tem espada, venda a sua capa e compre uma. Pois vos digo que importa que se cumpra em mim o que está escrito: 'Ele foi contado com os malfeitores'. Porque o que a mim se refere está sendo cumprido. Então, lhe disseram: Senhor, eis aqui duas espadas! Respondeu-lhes: Basta!" (Evangelho de Lucas, capítulo 22, versículos de 35 a 38; versão e tradução ARA)

Este teria sido o último ensinamento de Jesus durante o momento da Ceia, segundo o 3º Evangelho. Trata-se de uma passagem bíblica cuja interpretação requer cautela afim de não cairmos em sérios equívocos teológicos, pois, no passado, inúmeras guerras sangrentas foram travadas usando-se, inclusive, o santo nome de Cristo. E, por certo, o Mestre não estava a incitar violência física contra ninguém.

Inicialmente, precisamos contextualizar essa mensagem que, além de ser parte da instrução discipular final, foi precedida do aviso sobre a negação de Pedro. Jesus estava para ser preso e condenado à morte como se fosse um bandido da pior estirpe. Daí a citação de parte do versículo 12 de Isaías 53 feita pelo escritor do Novo Testamento. Nosso Senhor identifica a sua missão com a figura do servo sofredor idealizada pelo profeta.

Podemos afirmar que aquela teria sido a primeira adversidade que a Igreja suportou em sua bimilenar existência. Foi um teste de fogo diferente do comissionamento registrado nos capítulos 9 e 10 (ler os artigos Um movimento que abalou o rei e Trabalhadores na seara do Senhor que abordam as correspondentes passagens de Lucas). Em ambas as situações, o Mestre os apostolou praticamente com a roupa do corpo. Não poderiam ter um par de sandálias (extra) ou alforje, o que seria um tipo de bolsa utilizada pelos peregrinos da Antiguidade afim de carregarem suas provisões de viagem e pertences pessoais. Na cidade ou vilarejo onde entrassem, deveriam ser recebidos nas casas dos respectivos moradores, "comendo e bebendo do que eles tiverem" (10:7).

Tais experiências foram um bem sucedido estágio missionário em que os apóstolos tiveram de pregar sobre o Reino de Deus e ministrarem cura às pessoas sem a presença física do Mestre. Tudo lhes correu bem naquelas vezes, mas viriam ocasiões em que não encontrariam tanta facilidade. Por isso precisariam ser prudentes porque enfrentariam um futuro perigoso. Da mesma maneira que Jesus, os seus seguidores também iriam passar por perseguições defrontando-se com uma forte resistência nos mundos físico e espiritual a ponto de tornar árdua, mas não impossível, a tarefa de construção do Reino dentro das complexas relações humanas.

Sem dúvida que há uma diferença enorme entre fazer belos sermões religiosos para uma plateia num auditório e mexer com determinados pontos críticos de uma sociedade. Ir para uma região e começar a organizar os trabalhadores explorados pelos seus patrões, dizer às mulheres que passem a valorizar sua dignidade pessoal e denunciar a hipocrisia existente nos templos, bem como a corrupção nos palácios, certamente vai atrair uma oposição. Em tal hipótese, você já não será mais visto como um visitante ilustre bem-vindo no lugar. Os poderosos e os indivíduos de mentalidade conservadora/servil pedirão, no mínimo, que deixe a terra deles. Rebaixarão a sua reputação das colunas sociais para as páginas policiais afim de que o discípulo de Cristo seja também "contado com os malfeitores".

Assim sendo, cumpre-nos vender a capa e comprar a espada, o que significa uma preparação interior para guerrearmos em prol da causa do Reino de Deus. Mas lembremos que nosso Senhor Jesus Cristo nunca falou para os seus discípulos reagirem com violência! Tanto é que, quando eles lhe apresentaram duas armas, o Mestre respondeu "basta". Isto é, ele quis dizer chega daquele tipo de conversa porque os apóstolos demonstravam não estar entendendo o sentido da mensagem recebida dando provas do quanto ainda estavam imaturos.

Interessante é que, mesmo sendo ainda crianças na fé, aqueles seguidores de Jesus vão conseguir superar a prova pela qual passariam dentro de algumas horas. O Mestre previu que eles tropeçariam, mas nunca deixou de acreditar no sucesso de sua Igreja. Posteriormente, todos, exceto Judas, tornaram-se valorosos guerreiros. Aprenderam a preservar a fé diante das dificuldades que se apresentavam. Pedro pode ter negado a Jesus por três vezes antes que o galo cantasse, mas sabemos, conforme as tradições cristãs, que o apóstolo também enfrentou uma cruz quando martirizado em Roma décadas mais tarde. Aliás, a ele é atribuída a autoria deste texto epistolar abaixo que foi dirigido para destinatários que não conheceram pessoalmente o Salvador por serem de outras regiões distantes de Israel::

"Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais [afligidos] contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória, obtendo o fim de vossa fé: a salvação da vossa alma." (1ªPedro, capítulo 1º, versículos de 6 a 9; ARA)

Embora não seja esse o mal que desejamos, devemos aprender a ver no enfrentamento da adversidade uma oportunidade para crescimento espiritual e fortalecimento da fé. Da mesma maneira que o fogo é utilizado para a purificação de metais preciosos, as provações podem contribuir para que uma superficial profissão de fé venha a se tornar algo bem radicado e firme nos propósitos divinos. Afinal, são situações indesejadas mas capazes de fazer do crente fiel uma verdadeira peça de joalheria.

Tenham todos uma excelente semana!


OBS: A ilustração acima refere-se a uma antiga espada utilizada na época romana. Extraí a foto do acervo virtual da Wikipédia conforme consta disponibilizada em http://en.wikipedia.org/wiki/File:Spatha_end_of_second_century_1.jpg

22 comentários:

  1. Rodrigo, creio que você não adentrou satisfatoriamente ao cerne desse tão controverso versículo que eu concordo com quem o vê como histórico.
    Parece muito claro que a menção à espada e ao julgamento de Jesus como um "malfeitor" nos obriga a ir mais a fundo nessa questão.
    Jesus estaria insinuando que os discípulos se armassem para que o teor de "marginalidade" que ele esperava ter sobre si fosse exacerbada?
    Ou será que ele estava se preparando para um confronto como ao meu ver, é o que explica melhor a passagem?
    Mas confronto com quem? Ora, com o inimigo. E quem era o inimigo de Israel? O império romano.
    Será que tal versículo meio deslocado nos relatos evangélicos queria demonstrar que Jesus esperava para aquele momento que Deus irrompesse na história para derrotar o inimigo do seu povo? Esperava um confronto real, e por isso, precisariam de poucas espadas, já que o força máxima viria realmente de Deus?

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    1. Caro Eduardo.

      Inicialmente, muito obrigado por comentar este meu texto e acho importante ter participado porque a sua colaboração me ajuda num futuro livro e/ou e-book que desejo ainda editar sobre Lucas.

      Vou ver se respondo às indagações que propôs, send que tenho total consciência de que não abordei por completo todas as possibilidades do texto bíblico em nenhum de meus artigos. Algo que considero impossível porque a interpretação da Palavra creio ser infinita. Mas vou às suas indagações:

      Jesus estaria insinuando que os discípulos se armassem para que o teor de "marginalidade" que ele esperava ter sobre si fosse exacerbada?

      Acredito que sim. É uma hipótese bem provável em que os discípulos viveriam debaixo de uma perseguição não experimentada o comissionamentos dos capítulos 9 e 10 de Lucas.


      Ou será que ele estava se preparando para um confronto como ao meu ver, é o que explica melhor a passagem? Mas confronto com quem? Ora, com o inimigo. E quem era o inimigo de Israel?

      Também. Neste caso, eu afastaria a conjunção coordenativa "ou" de sua oração porque as duas interpretações cabem. Aí, se procurarmos no capítulo 22 de Lucas, veremos que o texto menciona Satanás repetidamente. O autor sagrado nos falaria aí de uma oposição maligna contra Jesus e seus discípulos. Satanás iria peneirá-los como trigo (verso 31) e já havia entrado em Judas (v. 3). Assim, não me parece que o inimigo seja figurado em Roma e menso ainda no sacerdócio judaico.


      Será que tal versículo meio deslocado nos relatos evangélicos queria demonstrar que Jesus esperava para aquele momento que Deus irrompesse na história para derrotar o inimigo do seu povo?

      Penso que não. Jesus preanunciou ali o seu momento de fraqueza pela identificação que estabeleceu de maneira expressa com o servo do SENHOR de Isaías 53 no verso 25. Mas se vc entender que o inimigo aí seja Satanás, eis que o mal foi derrotado com a cruz.


      Esperava um confronto real, e por isso, precisariam de poucas espadas, já que o força máxima viria realmente de Deus?

      Que ele esperasse um confronto, eu concordo, mas não me parece que de fato precisariam de espadas ou de qualquer arma. Ainda mais se for no sentido literal.


      Agradeço mais uma vez por comentar.

      Abraços.

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    2. As armas eram necessárias por um motivo mais simples.

      Se Jesus quisesse produzir uma rebelião, teria pedido muito mais do que duas espadas.

      O objetivo era dar certa segurança ao discípulos, para que tivessem algum poder de impedir o linchamento pela turba raivosa. Sem armas, estariam vulnerávias a qualquer grupinho que viesse com pedras nas mãos.

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    3. As armas eram necessárias por um motivo mais simples.

      Se Jesus quisesse produzir uma rebelião, teria pedido muito mais do que duas espadas.

      O objetivo era dar certa segurança ao discípulos, para que tivessem algum poder de impedir o linchamento pela turba raivosa. Sem armas, estariam vulnerávias a qualquer grupinho que viesse com pedras nas mãos.

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    4. Boa tarde, Marco.

      Ainda que se adote uma análise mais simples dessa passagem do Evangelho, penso que serviria mais de um alerta preventivo acerca dos riscos que os discípulos correriam a partir de então. Não que comprassem as espadas literalmente até porque jamais as usariam. Aliás, acho que nem deu tempo para que de fato comprassem as armas e quando Pedro fez uso da sua, Jesus o repreendeu.

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  2. Muito boa sua interpretação desta passagem, de Lucas 22. 35-38, me exclareceu o que havia pensado a respeito da espada, acredito que Deus lhe deu o entendimento correto. Obrigada!

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  3. Muito boa sua interpretação desta passagem, de Lucas 22. 35-38, me exclareceu o que havia pensado a respeito da espada, acredito que Deus lhe deu o entendimento correto. Obrigada!

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    1. Bom dia, Rosilea! Obrigado por sua leitura e comentários.

      Por mai que os textos das Escrituras nos conduzam a uma diversidade de interpretações, o que melhor consigo significar para os nossos dias acerca dessas passagens, foi mesmo o que destaquei em negrito: uma preparação interior para guerrearmos em prol da causa do Reino de Deus. Ao contrário do que afirmam alguns detratores do cristianismo, não vejo ali qualquer apologia de Jesus à violência. Aliás, os próprios discípulos parecem não ter demonstrado uma compreensão imediata acerca das palavras do Mestre quando apresentaram literalmente as duas espadas. Creio que a mensagem de Paulo aos efésios pode completar o pensamento de uma luta pacífica do cristão quando o apóstolo escreveu que a nossa luta não é contra a carne e nem contra o sangue...

      Um abraço e ótima semana pra você!

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  4. Bons os comentários. A multiforme sabedoria de Deus revela-se também nos servos que interpretam a Palavra. Mas também tenho uma particular interpretação... Penso que, se a "espada" representa a "Palavra" em Ef. 6. 17, duas bastariam: o Velho Testamento, com as profecias acerca de Jesus; e o Novo, com o cumprimento dessas profecias. Os apóstolos usaram muito as profecias do V.T. para evangelizar e fazer a defesa da fé, aplicando-as ao contexto da Nova Aliança. "Ser contado entre os malfeitores", penso que faz alusão aos dois ladrões que estavam com Ele na crucificação.

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  5. Bons os comentários. A multiforme sabedoria de Deus revela-se também nos servos que interpretam a Palavra. Mas também tenho uma particular interpretação... Penso que, se a "espada" representa a "Palavra" em Ef. 6. 17, duas bastariam: o Velho Testamento, com as profecias acerca de Jesus; e o Novo, com o cumprimento dessas profecias. Os apóstolos usaram muito as profecias do V.T. para evangelizar e fazer a defesa da fé, aplicando-as ao contexto da Nova Aliança. "Ser contado entre os malfeitores", penso que faz alusão aos dois ladrões que estavam com Ele na crucificação.

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    1. Olá!

      Eu não misturaria a passagem do Evangelho com a de Efésios onde Paulo apresenta a espada como sendo uma metáfora circunstancial, ainda que se ajuste numa compreensão pacífica do comportamento que o cristão deve ter. Do contrário, acabamos criando uma dourina dentro das concepções de hoje projetando-a para um texto de 2 mil anos... Não que suas conclusões finais devam ser rejeitadas.

      No Evangelho, Jesus não estava se referindo dessa manheira. Mas, de qualquer modo, dá para compreendermos que as duas espadas, em Lucas, não poderiam ser instrumentos para derramar sangue pois, ao interpretarmos Jesus, precisamos ser coerentes no que concluímos acerca do ensino do Mestre. E, assim sendo, o mesmo pregador que mandou os discípulos amarem os inimigos, nunca os incitaria a fazer um tipo de "guerra santa" contra os perseguidores. Logo, reporto-me ao que coloquei no texto negritando que é "uma preparação interior para guerrearmos em prol da causa do Reino de Deus". Isto, obviamente, vai requerer um bom conhecimento das Escrituras tanto no sentido de assimilarmos bem o conteúdo da Bíblia como no seu manejo para exortarmos, orientarmos e consolarmos pessoas.

      Abraço e Deus abençoe o irmão.

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    2. Sobre o "Ser contado entre os malfeitores", realmente tem a ver com a condenação de Jesus que não somente foi crucificado com dois "ladrões" como também apenado como se fosse um criminoso embora inocente.

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  6. Não é desejável pretender retirar o sentido literal da palavra de Jesus por outro, figurado, porque o literal não corresponde á nossa visão preconcebida e enraizada de um Jesus manso, de paz e que não reage á injustiça....
    Uma espada é uma arma de guerra. Essa palavra deve ser interpretada em conjunto com a em Mateus 10 34, em que Jesus nos fala que não veio trazer a paz mas a guerra ou a dicisão, e as espadas que mandou comprar, serviram para Pedro cortar a orelha do criado do sumo sacerdote judeu aquando da sua captura.
    Assim, convém ao cristão se prepara para a guerra e se munir das armas necessárias para o bom combate da fé seja pregando a Palavra seja se defendendo dos inimigos de Deus e dos seguidores do demónio....

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    1. A compreensão de todo e qualquer texto faz-se em seu contexto histórico-literário, mas a sua aplicação conforme o nosso contexto e necessidades levando-se em conta os princípios norteadores que conduzem a uma espiritualidade sadia.

      Defender-se de um ataque é um instinto natural e o Direito Penal permite isso. Mas o uso da "espada" por um grupo religioso com fins de ataque, como já ouvi dizer sobre possíveis fatos no continente africano envolvendo supostas milícias ditas cristãs, parece-me algo exorbitante. É o que digo também da Inquisição e das Cruzadas, acontecimentos da História.

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  7. Ora com toda mensagem de cristo e dos apostolos é obvio que Cristo se referia a espada da palavra, da fé do espirito etc. fosse assim ele formaria um exercito, mas sem necessidade com todo poder de DEus, entendam que Cristo venho para quebrar todos os paradigmas, quebrar orgulho soberba, a ignorancia e violencia, e mostrar o real significado da vida, a interpretação dos evangelhos é dificil mesmo, é so mesmo quem se aprofundar em estudo e espiritualidade e fé, e ainda ter uma opinião e conclusão não alienada, a maior causa da violencia são o fanatismo da religioes e interpretação errada.

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    1. Olá, amigo. Sem dúvida que, como bem colocou, "a maior causa da violencia são o fanatismo da religioes e interpretação errada". E, realmente, há que se ter sempre cautela quando se interpreta trechos dos evangelhos como esse comentado na postagem e aquele sobre a expulsão dos vendilhões do Templo. A compreensão das boas novas de Cristo numa análise em conjunto com todos os princípios que podemos extrair de suas mensagens conhecidas, não autorizam o uso da violência. Abraços fraternos.

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  8. Penso que talvez, naquele momento a igreja que nascia ali com a instituição da Eucaristia, devia ser protegida tanto do inimigo espuritual quanto dos inimigos físicos, será que é possível que haja uma dualidade nas palavras de Jesus?naquele momento a igreja eram os apóstolos e ela não deveria morrer, mas ser protegida como um recém nascido, tanto que Pedro, ao negar Jesus, chorou amargamente, mas protegeu sua vida, o que seria da igreja se Pedro, que era seu chefe, houvesse assumido Cristo e sido condenado com e
    Ele naquele momento? A igreja seria natimorta? Pedro assim como os outros se protegendo protegeu a igreja e por isso nós antes pagãos pudemos conhecer Cristo Jesus. Será que pode ser interpretado assim?

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  9. Penso que talvez, naquele momento a igreja que nascia ali com a instituição da Eucaristia, devia ser protegida tanto do inimigo espuritual quanto dos inimigos físicos, será que é possível que haja uma dualidade nas palavras de Jesus?naquele momento a igreja eram os apóstolos e ela não deveria morrer, mas ser protegida como um recém nascido, tanto que Pedro, ao negar Jesus, chorou amargamente, mas protegeu sua vida, o que seria da igreja se Pedro, que era seu chefe, houvesse assumido Cristo e sido condenado com e
    Ele naquele momento? A igreja seria natimorta? Pedro assim como os outros se protegendo protegeu a igreja e por isso nós antes pagãos pudemos conhecer Cristo Jesus. Será que pode ser interpretado assim?

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  10. Boa noite, amigo!

    Acredito que essa ideia sobre os apóstolos se protegerem cabe, sim, no texto bíblico em comento. O método de uso da espada é que deve ser entendido como metafórico.

    Assim, embora Jesus fosse morrer em menos de vinte e quatro horas, não era chegada ainda a hora do martírio dos apóstolos. E, no caso de Pedro, o livro de Atos vai ainda relatar outros livramentos posteriores, muito embora o autor sagrado venha a registrar as mortes de Estêvão e de Tiago, irmão de João.

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  11. Nem eu nem minha esposa nunca tínhamos lido esta parte do Evangelho de Lucas. Tampouco também nunca foi objeto de uma homilia nas celebrações católicas. Qual motivo leva a Igreja a não tornar públicas certas passagens dos evangelhos?

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    1. Olá, Gabriel.

      Acho que a Igreja não nega publicidade a essa passagem bíblica. Ela apenas pouco trabalha o texto em seu ensino por não ter muitos ensinos a serem transmitidos.

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