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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Saída de Lewandowski e os Desafios da Segurança Pública para 2026



A saída antecipada do ministro Ricardo Lewandowski do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública abriu espaço para uma discussão estratégica no governo sobre o futuro da pasta, que atualmente combina Justiça e Segurança Pública. Mais do que uma simples troca de nomes, a situação evidencia a necessidade de o governo não apenas escolher um sucessor com perfil adequado, mas também apresentar um projeto robusto que atenda às demandas de curto, médio e longo prazos.

A segurança pública continuará sendo uma das pautas centrais do pleito de 2026. Indicadores de criminalidade, gestão das forças policiais federais e estaduais, inteligência e prevenção à violência urbana estarão no radar da população e da mídia, influenciando diretamente a percepção do eleitor sobre a capacidade do governo de garantir proteção e ordem.

Neste contexto, a escolha do próximo ministro é crucial, mas não suficiente. Seja ele um técnico de carreira da Polícia Federal, um militar de alta patente com experiência em defesa e integração institucional, ou um perfil jurídico‑político como Alexandre de Moraes, o mais importante é que haja uma estratégia clara de atuação:


  • Curto prazo: respostas rápidas a crises de segurança, integração das forças policiais e melhoria na percepção de segurança da população;
  • Médio e longo prazo: reformas estruturais, coordenação entre União, estados e municípios, fortalecimento de políticas preventivas e inteligência, e geração de resultados sustentáveis que reforcem a credibilidade do governo.


A discussão sobre divisão da pasta também ganha relevância. Separar Justiça e Segurança Pública permitiria foco especializado, gestão mais ágil e visibilidade direta dos resultados em segurança, mas exige planejamento cuidadoso para evitar conflitos institucionais ou medidas apenas simbólicas, especialmente considerando que o mandato atual se aproxima do final.

Em resumo, a saída de Lewandowski é mais do que uma mudança de liderança: é uma oportunidade para o governo reorganizar a política de segurança pública de forma estratégica, garantindo que o ministério não apenas tenha um líder competente, mas também um projeto consistente e orientado por resultados, capaz de atender às demandas imediatas da população e consolidar políticas estruturais que fortalecerão o país no médio e longo prazo, especialmente em um ano eleitoral crucial.


📝 A PEC da Segurança pode fortalecer a estrutura da política de segurança pública, mas não é imprescindível. Resultados concretos dependem de um projeto estratégico sólido e de um ministro alinhado ao governo. A PEC funciona como um instrumento de fortalecimento, mas não substitui liderança e execução eficientes.


📷: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil 

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