Hoje, 17 de janeiro de 2026, celebramos 80 anos da primeira sessão do Conselho de Segurança da ONU (17/01/1946, Church House, Londres). Criado após a Segunda Guerra Mundial, o órgão nasceu com a missão de manter a paz global. O Brasil, como um dos seis membros não permanentes iniciais, participou ativamente, ajudando a eleger o presidente temporário (Austrália) e definir regras de procedimento – um marco histórico para nossa diplomacia multilateral.
Primeiros passos e o papel brasileiro
Logo após a sessão inaugural, o Conselho enfrentou sua primeira crise real: o Irã em 1946, quando tropas soviéticas permaneceram além do prazo acordado no norte do país. O CSNU mediou a retirada, e o Brasil apoiou resoluções multilaterais, defendendo a soberania e o diálogo pacífico, princípios que ecoam até hoje na nossa Constituição de 1946. Foi o primeiro teste concreto do Conselho: quando as potências cooperam (EUA, URSS, Reino Unido, China, França), a ONU pode atuar com eficácia.
Oriente Médio e limites da ONU
Em 1947, o Plano de Partilha da Palestina criou o Estado de Israel, mas também plantou as sementes de conflitos duradouros. Ao longo das décadas, o Conselho enfrentou vetos e disputas entre potências, que travaram decisões sobre o conflito israelo-palestino.
Atualmente, em Gaza (2023-2026), agências como UNRWA e UNICEF prestam assistência humanitária, mas resoluções do Conselho frequentemente não são implementadas, bloqueadas por interesses estratégicos.
O Brasil propõe reformas, como a redução do poder de veto e maior representação do Sul Global, defendendo soluções multilaterais e inclusivas.
Brasil hoje: hora de liderar?
Como potência emergente, apoiamos a paz e os direitos palestinos, mas sem assento permanente no CSNU, nossa voz ainda encontra limites. A experiência de 1946 nos inspira: a ONU pode ser um espaço de mediação eficaz, mas somente se houver compromisso real das potências mundiais.

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