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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Blogueiro completando seus 36 anos...



“Pois todos os nossos fios se passam na tua ira;
acabam-se os nossos cabelos como um breve pensamento”
(paródia do verso 9 do Salmo 90)

Recordo-me que, na igreja batista onde me congreguei nos anos de minha adolescência, no bairro São Francisco Xavier, aqui no Rio de Janeiro, vi alguns homens com seus 35 anos participando ainda do grupo jovem. Claro que, neste contexto, enquadravam-se mais os caras solteiros porque as pessoas casadas, nesta faixa etária, certamente iriam identificar-se com algum outro ministério.

Um homem depois dos 35 anos pode ser considerado quase um jogador sênior. No futebol, atletas nesta faixa de idade já estão se despedindo das chuteiras. Uns prosseguem por mais alguns anos e uma minoria ainda consegue durar nos gramados até os 40, conforme fazem algumas personalidades mais famosas na busca de marcarem o milésimo gol. Isto sem falarmos nos goleiros que, em via de regra, costumam se “aposentar” mais tarde do que o restante da equipe.

Nas outras profissões, contudo, não é assim. E, se dependesse dos nossos (des)governantes, trabalharíamos até os 70 anos ou mais. Porém, de qualquer modo, o encerramento de carreira dos conhecidos jogadores de futebol no final dos trinta é capaz de mexer com a cabeça de muitos homens.

Embora sexualmente potente e com mais experiência nos relacionamentos, o jovem trintão quase com 40 já não se sente tão atleta. Uns já estão carecas e barrigudos. Outros vaidosos demais. E ainda tem aqueles que começam a ficar encucados com uma velhice que nem chegou.

Completando nesta quinta-feira (12/04/2012) meus 36 anos, tenho percebido um pouquinho do avançar da idade numa lenta velocidade de 20 km/h. Nas curtas férias que tive no município de Mangaratiba, entre o final de dezembro e o começo de janeiro, senti pela primeira vez o sol forte do litoral fluminense queimando minha futura careca na região frontal da cabeça, quando caminhei pela linha do trem de até a localidade itaguaiense de Coroa Grande. Pois tendo feito um “corte raso” na cabeleira dias antes do Natal, pude constatar o estrago da natureza genética herdada provavelmente da família de minha mãe. Isto porque papai e vovó tinham bastante cabelo.

Eu que sempre fora um Tony Ramos, jamais passou pela minha mente há uns 13 anos atrás que viria a me tornar um homem calvo no futuro. E pra minha surpresa, um bebum chamou-me de “pouca telha” nos dias próximos ao Carnaval quando fui com Núbia levar minha avó ao médico. Todavia, eu já não me incomodo tanto com o inevitável processo de “desertificação florestal” pois dizem que uma das razões da calvície pode ser resultado de uma boa dosagem de testosterona no sangue, indicando talvez que a minha libido continuará em alta pelos próximos anos.

Se for assim, que sexo não me falte no decorrer de todo este século! Pois pior do que “a pipa do vovô” não subir mais é o velhinho ainda continuar na vontade e não ter com quem fazer.

Bem, não sou médico e entendo mais de gozação do que de saúde. Porém, no que depender de mim (espero que Núbia jamais perturbe minha paciência), não pretendo sofrer nem por um instante fazendo alguma cirurgia de implante de cabelo. Menos ainda ousaria tomar finasteride (propecia) arriscando ficar impotente. Afinal, como diz a letra daquela marchinha carnavalesca, “é dos carecas que elas gostam mais”.


Nós, nós os carecas
Com as mulheres somos maiorais
Pois na hora do aperto
É dos carecas que elas gostam mais

Não precisa ter vergonha
Pode tirar seu chapéu
Pra que cabelo? Pra que seu Queiroz?
Agora a coisa está pra nós, nós nós...



E viva o time dos carecas!


OBS: Eu com meu princípio de calvície estou no lado esquerdo da foto acima. Esta é a imagem mais recente sobre mim e foi tirada nos dias da comemoração do 54 anos de minha mãe, a qual faz aniversário neste mesmo mês, em 04/04. As outras pessoas são minha irmã Marina, seu namorado Mauro e o meu irmão Thiago (bem mais careca).

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nossos jovens deveriam trabalhar e se casar mais cedo!

Faço constantemente uma pergunta: será que o namoro deveria ser tão prolongado na nossa sociedade?

Ultimamente andei acompanhando alguns comentários e postagens no site Verbo Eterno onde pessoas costumam compartilhar seus problemas íntimos pedindo um aconselhamento pastoral. Ali pude encontrar muitos dramas dos jovens evangélicos relacionados ao sexo e um dos tópicos mais debatidos trouxe a pergunta se "carícias entre namorados é pecado?", contando já com mais de 90 manifestações de internautas até o momento acerca do assunto (a maioria de gente pedindo conselhos).

Dentre os comentários encontrados ali, pude identificar um expressivo número de pessoas se sentindo culpadas por estarem tendo relações sexuais durante o namoro. Outros mostravam-se preocupados porque determinadas carícias e intimidades estavam esquentando demais a relação, conforme relatou este(a) participante anônimo(a) com seu moderno internetês:


"Pastor tow mto angustiada
namoro á um ano e tow percebendo que
as intimidades tão acontecendo e não tow conseguindo me controlar… no começo era mais facil mas agora tow mto complicada em relação a isso… antes eu e ele buscavamos mais a Deus hj nem tanto pq até vergonha de ir a igreja eu tenhu e de tomar ceia também… pq as caricias jah começaram e jah estamos nos alisando nas partes intimas…
preciso de uma ajudaa
jah fui na psicologaa e num adiantou de nadaa
por favor me ajudee…
eu tow sofrendoo mtoo e eu naum qro q o espirito santo esteja triste comigoo"



Ao ler esses dramas, pude recordar dos meus, sobretudo da época de jovem solteiro em que acabei me desviando da Igreja. Tentei responder alguns dos comentários postados mais recentes, tentando passar uma orientação com um pouco de conhecimento bíblico e experiências pessoais que pudessem trazer-lhes conforto. Procurei ao máximo evitar a hipocrisia de um religioso casado para transmitir uma sincera solidariedade.

Olhando para as loucuras cometidas no nosso evangelicalismo, em parte atribuo às lideranças a responsabilidade quanto aos dramas experimentados pelos jovens. As igrejas criaram uma redoma em torno do casamento feito no papel, tratando como pecado toda e qualquer relação fora do matrimônio formal. Criamos uma ideia de pecado individualizada e personalizada geralmente focada na traição conjugal e no sexo ilícito, esquecendo-nos de outros aspectos da integridade pessoal e coletiva.

Sem dúvida que os posicionamentos culturais adotados no meio eclesiástico acabam excluindo do convívio comunitário muitos homens e mulheres que vivem há anos numa harmoniosa relação de companheirismo, proibindo-os de participar de retiros para casados dentre outras atividades específicas. Pessoas que às vezes vivem há anos na união estável, às vezes até com filhos, chegam a ser orientadas a se privarem do contato sexual até a celebração do casamento e aí acabam abrindo uma brecha para a incontinência.

Dentro da visão bíblica, o casamento independe de qualquer formalidade para ocorrer diante de Deus e da comunidade. É claro que na comunidade israelita sempre houve a valorização de atos cerimoniais e as escolhas quase sempre ficavam a critério das famílias, não dos noivos. Logo, era o pai da noiva quem muitas das vezes determinava com quem a filha iria se casar. E as promessas de casamento (o noivado) tinha valor, bem como a celebração religiosa na comunidade.

Hoje os tempos mudaram. As mulheres podem escolher seus maridos e os namoros acontecem sem nenhuma necessidade de aprovação dos pais. Já na adolescência, a garotada já se sente livre para "ficar" com quem deseja, beijar na boca, trocar de parceiro, trocar carícias íntimas, fazer sexo, noivar, casar, divorciar, casar novamente, viver em união estável, ter amantes, praticar o homossexualismo, etc. Contudo, a Palavra de Deus continua sendo o que ela é, verdadeira como sempre, sendo que em sua essência ela continua dizendo qual a vontade do Criador para a humanidade independentemente dos costumes ou da cultura.

Entretanto, o casamento formal precisa continuar sendo valorizado, mesmo que se adote uma teologia ampla de inclusão das igrejas. O matrimônio para a mulher é uma garantia jurídica na maioria dos casos, além de evitar a banalização da quebra de compromissos já que nem todos são capazes de honrar suas juras de amor.

Com base na Palavra de Deus, temos o dever de rever os costumes e modificar a cultura. Precisamos estar atentos ao sentido da instrução espiritual afim de que, diante de cada caso concreto, de cada época ou lugar, os valores corretos prevaleçam. E aí cabe não só aos teólogos e líderes religiosos, mas aos discípulos de Jesus em geral, a formatação de novos hábitos sociais que estarão de acordo com esses princípios bíblicos.

Então, o que fazer?

De acordo com o meu pragmatismo, proponho que os nossos jovens passem a se casar numa idade mais nova, antes mesmo de cursarem uma faculdade.

Penso que a decadência da sociedade ocidental está associada ao improdutivo prolongamento da adolescência em que rapazes e moças permanecem tratados como crianças grandes até se firmarem no exercício profissional. Com isto, tem se tornado cada vez mais comum os homens saírem de casa depois dos 30 anos, comportamento este que se vê não apenas no Brasil, mas também em países europeus como Portugal e Itália. E, por incrível que parece, a Justiça italiana já andou condenando pais idosos a pensionarem seus marmanjos...

Contudo, vejo uma boa solução para isto tudo que é a inclusão cada vez mais cedo do jovem no mercado de trabalho junto com uma educação que forme adultos responsáveis, envolvendo tanto o ensino técnico nas escolas quanto a preparação do indivíduo para a vida (não apenas para consumir). Logo, o casamento numa idade mais nova torna-se um ingrediente fundamental para a criação dessa nova sociedade que fará dos países ocidentais culturas produtivas e com uma taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) satisfatória.

Por outro lado, digo que o mercado não perde, pois, neste caso, o consumo tenderia a aumentar. E, quanto aos sistemas previdenciários, seria a grande solução, melhor do que os governos aumentarem a idade mínima para a aposentadoria. Isto porque se tivermos um número maior de jovens trabalhando, haverá um crescimento proporcional da contribuição e, consequentemente, mais recursos disponíveis ao INSS.

Penso que a possibilidade de construir novos hábitos sociais está mais próxima das igrejas cristãs do que do próprio governo.

Se refletirmos bem, as comunidades protestantes e católicas no Brasil têm o poder de mobilizar uma significativa parcela da população do país. Isto porque padres e pastores conseguem se comunicar na linguagem que o povo fala e transmitir mensagens de encorajamento, conforme muito bem analisa o mestre em teologia da Igreja Anglicana em Uganda, Peter Okaalet:


"(...) A igreja se autossustenta; tem audiência leal, que se encontra toda semana; tem liderança previsível; atravessa barreiras geográficas, étnicas, nacionais, de gênero e outras; conta com o apoio popular e fala a linguagem do povo. Mais que isso, pode oferecer esperança além da sepultura e tem a Bíblia, um manual sagrado que já se mostrou eficaz para mudar o comportamento moral. Em tempos de desespero, o povo precisa ouvir que a mensagem da Bíblia é sobre esperança, amor e futuro (...)" - extraído do artigo HIV/aids, publicado no Comentário Bíblico Africano


Em termos morais e espirituais (a parte que mais interessa aos cristãos), percebo que será um grande benefício para os nossos jovens casarem-se numa idade mais nova, mesmo que precisem do apoio da família até se estabelecerem e arcarem com despesas básicas como alimentação, moradia, vestuário, cuidados com a saúde, etc. Uma juventude casada e trabalhadora fica mais resguardada dos perigos da droga, da aids e de inúmeros pecados que tanto prejudicam a convivência humana e a comunhão com Deus.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Juventude, ensino, trabalho e uma nova sociedade

Tenho visto nestas eleições vários candidatos discursando sobre o ensino técnico e profissionalizante como uma solução para inserir o jovem no mercado de trabalho.

Não discordo da proposta e acho até que o governo deveria oferecer cursos profissionalizantes que também reintegrassem trabalhadores de meia idade que hoje estão desempregados ou precisando de uma oportunidade num país onde as empresas literalmente fecham as portas para quem tem mais de 40 anos. Por outro lado, deve-se pensar sempre nos jovens a dar a eles oportunidades de inserção ativa na sociedade e no mercado de trabalho, juntamente com a possibilidade de terem uma formação global para enfrentarem a vida.

Atualmente, em que a quantidade de mão-de-obra inativa só vem crescendo, acho uma grande perda que a garotada abaixo dos 16 anos não esteja trabalhando e contribuindo para o sistema previdenciário. Muitos falam mal do trabalho do menor, mas eu vejo aspectos bem positivos, desde que não se trate de uma atividade vil e exploratória capaz de impedir o adolescente de progredir normalmente nos seus estudos. E, caso precise ficar seis horas trabalhando ou mais, muitas das vezes o jovem pode ter um aproveitamento ruim na escola.

Mas será que o trabalho não pode auxiliar na formação do menor? Se meninos e meninas com 12 anos fossem para um trabalho-estágio por até quatro horas diárias numa empresa perto de casa, nossos adolescentes não seriam beneficiados com tal experiência?

Acho que a resposta vai depender do tipo de atividade, das condições de trabalho e da quantidade de horas laboradas pelo adolescente.

A empresa que contrata o menor deveria ser um apêndice da escola. Um local onde o jovem recebesse parte da sua formação para se tornar no futuro mão-de-obra especializada e não ter tantas dificuldades na hora de arranjar o seu primeiro emprego.

Contudo, não é apenas disto que o nosso país precisa, caso queira formar verdadeiros cidadãos capazes de contribuir para a construção de uma grande nação. Entendo que a escola precisa ajudar na formação do caráter do indivíduo, estabelecendo regras respeitosas de comportamento que tornem o indivíduo responsável.

Em falar na responsabilidade, acho que este é um grande problema da juventude de hoje. Mesmo depois dos 18 ou 21 anos, parece que a adolescência vai sendo prolongada até o rapaz ou a moça sair da faculdade, fato que tem criado adultos imaturos de maneira que não só no Brasil como em países da Europa Ocidental encontramos pessoas com mais de 30 anos vivendo com os pais e sendo sustentadas por eles.

Ora, e se os jovens passassem a se casar mais cedo, por volta dos 17 anos, como ocorria com mais frequência há 100 anos atrás?

Penso que esta seria uma grande solução para formar adultos responsáveis, bem como diminuir o contato dos jovens com as drogas e o sexo ilícito. Porém, seria necessário o mercado disponibilizar oportunidades de trabalho para esses jovens casais e o governo dar condições para que o rapaz pudesse sair mais cedo da casa dos pais.

Atualmente não só o Brasil como a sociedade ocidental em geral encontram-se em evidente decadência que se manifesta também na crise previdenciária. Em países europeus, fascistas apresentam como solução fechar as fronteiras e o recrudescimento de leis contra a imigração estrangeira. Já os liberais continuam propondo mudanças nas regras da aposentadoria que acabam aumentando o tempo de contribuição do trabalhador. Só que poucos têm coragem para enfrentar os graves equívocos cometidos pelas políticas de bem estar do menor.

Alguns que estiverem lendo este texto poderão pensar que estou sendo um nazista em relação aos nossos jovens. Mas não é nada disto que eu quero propor. Tenho hoje uma forte preocupação com o envolvimento da juventude com o crime, o que tem suas explicações na ociosidade de quem é sustentado apenas para estudar, armazenando energias que poderiam estar sendo gastas numa empresa e no casamento.

Há que se considerar que o sexo é algo que faz muito bem para qualquer indivíduo. Uma boa frequência de relações sexuais, inclusive para os jovens, é importante para a saúde física e mental. Logo, se um rapaz se casa aos 17 com uma menina da mesma faixa etária, ele estará canalizando sua energia sexual de maneira saudável, ficando menos vulnerável à aids, à violência e ao consumo de álcool ou de drogas, bem como passaria seu tempo cultivando objetivos de vida produtivos como melhorar no emprego, comprar coisas para o lar, criar os filhos, etc.

Se quisermos que o Brasil tenha futuro, entendo ser indispensável refletirmos sobre questões como essas pois do jeito que está as coisas só tendem a piorar.