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quarta-feira, 4 de março de 2026

Há 20 anos atrás...



 👩‍❤️‍👨 Há exatos 20 anos, nos arredores de Nova Friburgo, num lugar que já nem existe mais, ela disse "SIM".


A noiva entrou ao som da canção do Titanic — mas o nosso amor não afundou. ⛴️


As enchentes de 2011 devastaram o sítio usado para eventos onde nos casamos, porém o nosso amor permaneceu. 🌧️


Depois passamos mais da dois terços desse tempo aqui em Mangaratiba, suportando perdas, atravessando dificuldades financeiras e enfrentando desafios, como as diversas cirurgias que Núbia precisou fazer. 🏥


Hoje completamos duas décadas de matrimônio. Nos conhecemos há 27 carnavais, no Arraial do Sana, distrito serrano de Macaé. 🌄


É praticamente metade das nossas vidas caminhando juntos. 👩‍❤️‍💋‍👨








OBS: Não por acaso, os 20 anos de casamento são conhecidos como Bodas de Porcelana. A porcelana é um material que, embora delicado na aparência, torna-se resistente após passar pelo fogo e pelo tempo. Assim também é o matrimônio que chega a duas décadas: um vínculo moldado pelas experiências da vida, pelas alegrias e pelas provações, que exige cuidado, mas que revela beleza e solidez justamente por ter resistido às altas temperaturas da caminhada juntos.

quinta-feira, 12 de junho de 2025

Mais de vinte e seis anos namorando...



Nosso namoro começou ainda no século passado, mais precisamente em fevereiro de 1999, quando nos conhecemos durante o Carnaval daquele ano, num lugarejo das serras macaenses chamado Sana. Eu morava em Nova Friburgo, onde cursava Direito, e Núbia em Niterói. Durante sete anos, namoramos à distância, passando quase todos os fins de semana juntos sendo que, às vezes, eu descia mas, na maioria das ocasiões, era ela quem subia.

Finalmente, nos casamos em 4 de março de 2006, no salão de festas de um sítio situado na região do Campo do Coelho, 3° Distrito de Friburgo, que, desde aquela terrível enchente de 2011, já não existe mais. Contudo, o nosso amor tem permanecido.

Viemos parar em Muriqui, no Município de Mangaratiba, e posso dizer que já estamos vivendo na região da Costa Verde a maior parte do nosso tempo juntos. Entretanto, nessa fase das nossas vidas, nem tudo é animação como antes, pois enfrentamos nossos desafios diários com muito mais exigências que a realidade impõe. E vamos seguindo nessa jornada não só na esperança de tempos melhores, porém compreendendo que a própria estrada em si acaba sendo o nosso ambiente. 

Hoje, mesmo comemorando em casa, tendo nos alimentado de uma macarronada ao sugo que fiz, a celebração do nosso 26° dia dos namorados em nada perde para os outros anos quando saíamos de casa, ou viajávamos. Afinal, não é o lugar, ou o que temos de bens, ou consumimos que nos fará felizes, ainda que estejamos muitas das vezes presos a situações como dispor de uma boa saúde ou ofertar presentes caros. 

Desejamos dias melhores, porém a presente data é o que a Vida nos reservou para usufruirmos com gratidão, o que me fez lembrar desse verso das Estruturas Sagradas: "Desfrute a vida com a mulher a quem você ama, todos os dias desta vida sem sentido que Deus dá a você debaixo do sol; todos os seus dias sem sentido! Pois essa é a sua recompensa na vida pelo seu árduo trabalho debaixo do sol" (Eclesiastes 9:9; NVI)



OBS: O poncho indígena que minha esposa usa na foto é mais antigo do que nós... Pelo que me foi contado, meus avós paternos o teriam comprado há mais de 70 anos no Rio Grande do Sul. É uma das relíquias de família que tenho guardado e ajuda a aquecer o corpo durante os raros dias frios que temos cá no litoral fluminense.

segunda-feira, 4 de março de 2024

Dezoito anos de casados 🌊👩‍❤️‍👨



Hoje (04/03/2024), eu e minha esposa Núbia celebramos 18 anos de matrimônio. 


Trata-se de um momento muito especial na vida de qualquer casal. Sem dúvida é uma grande conquista alcançar esse tempo todo de convivência que equivale à maioridade legal.


Para quem não sabe, essa comemoração é chamada de "Bodas de Turquesa", a qual é uma pedra que traz consigo a ideia de solidez e segurança. Por ser flexível, o material consegue representar exatamente esse momento da relação do casal, onde um já está adaptado ao outro, minimizando assim os conflitos no dia a dia. 


Além disso, a turquesa remete ao azul, seja do céu ou do mar, que são duas coisas que passam por muitas mudanças, como a água agitada e as tempestades do céu. Porém, elas sempre melhoram no fim das contas, o que reflete no casal que precisa aprender a lidar com esses desafios.


Nesta segunda-feira, fizemos uma breve comemoração no final do dia. Simplesmente, pedimos uma pizza em casa acompanhada de um gostoso suco de maracujá, e, assim, tirando um tempinho para nós dois.





Bom descanso, pessoal!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Como fazer de sua esposa a mulher virtuosa de Provérbios 31?

Nesta última sexta-feira (08/06), quando eu estava na feira do bairro comprando legumes, um vendedor de bananas comentou algo até preconceituoso. Disse ele mais ou menos assim:


"Fruta quanto mais preta, mais gostosa fica. Eu estava casado com uma mulher branca que só me 'roubava' (talvez o fizesse gastar). Separei-me dela, casei-me com uma 'preta' trabalhadeira e agora estou só progredindo financeiramente"


Tirando de lado o aspecto étnico-racial e o excesso de machismo, será que existiria pelo menos um pingo de razão em suas palavras?

Penso que, se levarmos em conta o poema alfabético que consta entre os versos 10 a 31 do último capítulo do livro bíblico de Provérbios, o qual fala da mulher de valor (eficiente e virtuosa), talvez seja importante a escolha de uma boa esposa para que o casamento dê certo.

A mulher virtuosa da época da Bíblia, no sentido literal, seria a perfeita dona-de-casa. Porém, se fizermos uma interpretação mais profunda do texto, veremos que a mensagem aplica-se a todos os cônjuges responsáveis que cooperam diligentemente na administração do lar. E isto sem dúvida que inclui tanto as esposas que trabalham fora de casa como os maridos também.

De acordo com Provérbios, podemos afirmar que estas seriam algumas das características da “mulher virtuosa”: torna-se digna de confiança do cônjuge; é trabalhadeira; otimiza o tempo; não age de maneira perdulária com os recursos; pratica a caridade com os pobres; previne-se quanto às dificuldades; consegue desfrutar das melhores coisas pelo seu talento em utilizar os bens; não envergonha o cônjuge pela sua conduta; enfrenta a vida com fé; cultiva sabedoria e bondade; e cria relacionamentos amáveis com a família.

Certamente que o autor estabeleceu um padrão a ser seguido ou alcançado pelas esposas porque não existe mulheres (e nem homens) perfeitas. Todos somos pessoas com falhas e cometemos os mais reincidentes erros, assim como ninguém é totalmente reprovável em sua conduta e possui qualidades a serem reconhecidas. Só que o fato de sermos todos gente fora de um padrão ideal jamais pode servir como desculpa para acomodações.

Por outro lado, o texto de Provérbios serve como um alerta para os homens ainda solteiros que ainda estão em busca de um relacionamento afetivo (a beleza não é tudo), mas que muitas das vezes desconhecem o cotidiano da vida de casado. Pois quando termina a lua de mel e marido e esposa vão travar juntos a batalha da vida, inúmeros são os desentendimentos que surgem por causa da gestão de uma coisa chamada dinheiro. E aí penso que todas as colocações feitas pelo escritor bíblico precisam também ser observadas pelo marido quanto à sua conduta já que a esposa não tem como suportar sozinha todas as dificuldades e encargos da família.

Verdade seja dita que muitos homens deixam de assumir os próprios erros e preferem colocar toda a culpa na esposa pelo seu insucesso. Assim fez o nosso ancestral mítico Adão, desde que o mundo é mundo, quando resolveu atribuir a Eva a responsabilidade por suas escolhas quando confrontado por Deus estando ainda no jardim. Entretanto, o Criador da mulher não aceitou aquela resposta como válida e deixou bem claro que as consequências negativas a serem enfrentadas daí por diante seriam por causa da decisão tomada pelo varão (Gn 3.17a):

"E a Adão disse: Visto que atendeste a voz de tua mulher e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa"

Creio que o homem pode habilidosamente atuar para que a sua mulher desenvolva-se eticamente tornando-se mais próxima do ideal bíblico descrito em Provérbios. Porém a resposta seria que ele deve antes mudar a si mesmo e reconsiderar o seu comportamento. Pois cada um deve buscar a própria transformação de caráter e o divórcio não pode se tornar algo tão banalizado a ponto de qualquer dificuldade tornar-se motivo para duas pessoas se separarem. Antes é preciso ter persistência e refletir o tempo inteiro, praticando o amor.

Neste sentido, vale a pena citar um importante trecho da carta do apóstolo Paulo à igreja em Éfeso:

“Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, sem coisa semelhante, porém santa e sem defeito.” (Efésios 5.25-27; ARA)

Ao invés do marido só exigir que sua esposa seja uma mulher perfeita, deve ele se tornar um doador assim como faz Cristo dentro da teologia do cristianismo. Nós homens precisamos deixar de ser meros receptores, sairmos da acomodação cotidiana e nos tornarmos pessoas amorosas para com a esposa e toda a família. Pois só com uma atitude proativa que eficientemente contribuiremos para melhorar os relacionamentos com os quais nos achamos envolvidos.

Que Deus nos dê força e luz!


OBS: A primeira imagem acima, Good Housekeeping refere-se á capa de um dos vários periódicos que circularam nos Estados Unidos do início do século XX exaltando a economia doméstica. Tal periódico seria da edição de agosto de 1908. A revista foi fundada em maio de 1885 por Clark W. Bryan. Quanto à segunda ilustração, trata-se de uma retratação encontrada no mural de uma igreja na Etiópia de autor desconhecido.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Reflexões sobre o assédio

Um dos maiores problemas na convivência humana chama-se assédio. Este pode ocorrer de várias formas dentro das nossas relações sociais. Fala-se, por exemplo, no assédio moral, no assédio sexual, no assédio publicitário, no assédio religioso, político, profissional, estudantil e cultural. E já existe até mesmo o assédio consciencial que consiste numa invasão ou intrusão doentia de ideias, de emoções e de motivações de uma pessoa sobre a outra.

Nem sempre é possível punir ou responsabilizar um assediador. E, por um lado, acho até bom certas condutas de assédio não serem criminalizadas pelo direito brasileiro afim de evitarmos o desenvolvimento de paranoias dentro da nossa sociedade semelhante ao que ocorre há algum tempo nos Estados Unidos. A meu sentir, não é pela repressão, mas sim pela educação, que as pessoas aprenderão sobre a importância de se respeitar a vontade e o jeito de ser das outras para podermos viver melhor.

Muito ainda impressiona o público as notícias que falam no assédio sexual. Acertadamente, a nossa legislação já protege o funcionário de uma empresa contra os assédios do empregador e do superior hierárquico. Principalmente para que a empregada não fique constrangida a ir pra cama com o chefe contra a própria vontade, sob a ameaça de ser dispensada do trabalho.

Se pensarmos bem, há outros tipos de assédio sexual que não estão restritos às relações trabalhistas.

Será que o fato de uma moça receber indesejados e repetidos convites para sair com um vizinho, internauta, conhecido do trabalho ou colega de escola também não caracterizaria algum assédio?

Mesmo que com um baixo potencial ofensivo, a conduta assediadora existe nas mais simples situações do cotidiano. Até mesmo com insistentes olhares não discretos dentro de um coletivo, um homem pode estar incomodando uma passageira com sua atitude perturbadora. E acho que nada justifica a manutenção da conduta se a outra pessoa demonstrou desinteresse ou repulsa à cantada.

Mas seria possível falar em assédio dentro de uma relação de namoro ou mesmo no casamento?

Bem, eu diria que, no companheirismo, é o que mais ocorre por causa do elevado grau de intimidade entre os parceiros. Inclusive em relação ao sexo! Só que nem sempre o assédio sexual será aquele que mais incomodará um dos cônjuges. Muitas das vezes, o assédio irá se tornar manifesto quanto ao desejo de querer mudar o comportamento do outro, no convencimento de ideias a respeito de crenças religiosas, na maneira da pessoa vestir-se, no jeito de ela se expressar, bem como no direito da mulher trabalhar ou estudar.

Graças à insubstituível experiência do casamento, tenho verificado o quanto nós homens ainda somos tremendos assediadores das nossas mulheres. É muito fácil respeitar a liberdade das pessoas de fora e sufocarmos quem vive debaixo do mesmo teto que nós. No íntimo não queremos uma parceria realmente livre na comunhão conjugal porque pretendemos dominar ou suprir carências emocionais.

Verdade é que, quando o homem assedia sua mulher, ele acaba ignorando a sua co-dependência em relação à esposa, recusando-se a evoluir. Pois a beleza do relacionamento está justamente na apreciação da natureza espontânea e quase selvagem do outro, o que exige de nós uma renúncia à posição de domínio. Ou seja, devemos lidar com a pessoa amada dando-lhe espaços sem esperarmos uma egoísta satisfação imediata das nossas expectativas. E aí só uma atitude realmente amorosa de um em relação ao outro é que poderá nos ensinar.


OBS: A ilustração acima refere-se ao filme Assédio Sexual (1994) dirigido por Barry Levinson e que contou com a participação dos atores Michael Douglas, Demi Moore, Donald Sutherland e Caroline Goodall na composição de seu elenco.

domingo, 4 de março de 2012

Minha nova colaboradora no blogue

"Disse mais o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea." (Gênesis 2.18; ARA)


Olá, amigos!

No mês passado, tomei a iniciativa de colocar a minha esposa Núbia Mara Cilense como a nova colaboradora deste meu blogue.

A princípio, eu havia criado esta página mais para compartilhar minhas ideias, pensamentos, sentimentos, gostos e um pouco do meu cotidiano. Jamais pensei em fazer daqui um blogue temático e nem pretendo.

No entanto, mesmo mantendo a linha de ser um blogue pessoal, achei por bem permitir que Núbia também possa contribuir quando desejar. Afinal, quando agente se casa, nós nos tornamos parte um do outro.

"Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne." (Gn 2.24)

Aproveito para comunicar que, nesta data, eu e Núbia estamos completando seis anos de casamento, sendo que, nesta caminhada, tenho evoluído bastante com ela. Graças a este relacionamento, aprendi a desenvolver mais a minha sensibilidade pelo social e pela condição do outro ser humano, coisa que até então eu costumava ignorar.

Minha esposa, por mais que tenha suas falhas e defeitos, bem como não queira hoje congregar-se comigo numa igreja ou grupo colaborando com meu ministério, ela é alguém que Deus pôs na minha frente para que eu me espiritualizasse mais. Sendo Núbia uma paciente que luta contra a depressão, pude começar a compreender de como é o sofrimento alheio nestes casos.

Com seis anos de casados e considerando mais sete, quando nos conhecemos desde fevereiro de 1999, peço que Deus continue nos dando forças e que o Eterno sempre faça parte da nossa relação. Afinal, como diz também a Bíblia (meu livro de orientação), "o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade" (Eclesiastes 4.12b; ARA).

Bendito seja Deus! Ele é a terceira dobra do nosso casamento!

domingo, 6 de março de 2011

Cinco anos de casamento


"Alegre-se com a esposa da sua juventude."
(Mishlê 5.18b; NVI)


Nesta última sexta-feira, eu e Núbia completamos cinco anos de casamento formal. Mas também estamos comemorando 12 anos de relacionamento comprometido, visto que nos amamos pela primeira vez no Carnaval de 1999, na localidade de Sana, situada bem nas serras macaenses.

A maioria dos países ocidentais considera o quinto ano de matrimônio como as bodas de madeira, mas que, aqui no Brasil, também é denominado bodas de ferro. Já o décimo segundo ano seriam as bodas de seda ou de ônix.

Particularmente eu considero o casamento civil algo sem importância para as relações entre as pessoas, exceto no plano jurídico, sem que haja qualquer interferência quanto à questão espiritual. Também penso que o matrimônio não depende da celebração pública para ocorrer perante Deus, mas não me desfaço da importância de que a sociedade possa comemorar o evento e se tornar ciente da união entre um homem e uma mulher.

De qualquer modo, eu e Núbia só passamos a viver juntos debaixo de um mesmo teto após assinarmos os papéis. Até então, depois que nos conhecemos no Sana, ficamos sete anos nos encontrando aqui em Nova Friburgo ou em Niterói (cidade onde ela foi nascida e criada), bem como chegamos a viajar para diversos outros lugares.

Não acho que namorar à distância seja 100% satisfatório e tão pouco uma espera de sete anos para juntar as escovas de dente, tempo que correspondeu praticamente ao mesmo que Jacob trabalhou para seu sogro Labão afim de casar-se com Raquel. Pra mim, os namoros deveriam ser breves, só com mãozinha dada, sempre com intenções de casamento e, finalmente, tornar-se logo um curto noivado que dure cerca de seis meses. Só que isto é apenas o que idealizo, pois, na realidade, sabemos que as coisas são bem diferentes pois ninguém tem uma história igual a um padrão.

No meu caso, a experiência de ter me casado com Núbia e estarmos vivendo juntos um quinquênio acabou sendo um significativo acréscimo de experiência aos sete anos que já tínhamos nos relacionado. Se antes o que predominou na nossa relação foi a euforia e a curtição nas viagens por lugares exóticos, ultimamente temos atravessado lutas e muitas batalhas pela sua saúde.

Entre as dificuldades da vida, tenho aprendido a construir um amor com Núbia, tentar ser um companheiro mais presente e buscar entusiasmo para fazê-la feliz. E, justamente porque um faz parte do cotidiano do outro, temos tido a oportunidade de aprender coisas que, na certa, jamais compreenderíamos caso a nossa relação continuasse a encontros de férias e nos finais de semana. E o sofrimento tem me ensinado, embora seja evidente que eu prefiro que Núbia estivesse bem, com sua saúde totalmente restabelecida e que tivéssemos novas chances de viajarmos pelo mundo

Apesar das proveitosas experiências obtidas nos últimos anos de casamento, que acabaram sendo mais significativas do que os inesquecíveis passeios do namoro, sei que cinco anos juntos ainda é muito pouco para que um homem possa considerar-se um marido suficientemente acrisolado. O ferro, embora seja um metal duro e resistente, é considerado dentro da Química como um elemento de transição e está sujeito à oxidação e pode muito bem ficar enferrujado. Porém, pode também ser transformado em aço que é uma liga metálica cuja característica capaz de distingui-la do ferro é a sua maior ductilidade. Ou seja, o aço é mais resistente do que o ferro no processo de ensaio de tração.

Já a madeira, sabe-se que também é um material naturalmente resistente e sólido, graças às fibras de celulose e hemicelulose que são unidas por lignina. Por tal característica, somada também à impermeabilidade, a madeira é utilizada há séculos na construção civil e na fabricação de móveis. Contudo, é preciso protegê-la contra a ação do fogo e do ataque de cupins.


No atual momento de minha vida, peço a Deus que me conceda graça, força, direção e vitória contra os inúmeros defeitos que tenho. Oro para que o Eterno restaure a saúde de minha esposa, curando-a completamente, e lhe dê ânimo, abençoando nossa união.

Nossa comemoração deste dia 4 foi bem simples. O clima estava chuvoso e com temperaturas amenas. Fomos a um restaurante aqui no nosso quarteirão onde há um delicioso rodízio de sopas e ficamos lá por um tempinho. Depois voltamos pra casa afim de dormir.

Mesmo com tantas lutas e problemas, estamos comemorando este momento e creio além das aparências podendo dizer que até aqui Deus nos ajudou.


OBS: A primeira imagem refere-se à cerimônia celebrada pelo pastor Renato Gonçalves em que me casei com a sempre jovem mulher Núbia Mara Cilense, em 04 de março de 2006, num sítio situado na RJ-130, rodovia que liga Nova Friburgo a Teresópolis. Já a segunda foto foi na viagem que fizemos à Amazônia (janeiro/fevereiro de 2000), tratando-se de um passeio de barco pelo rio Xingu. A terceira foi na Bahia (maio/2005). E a última foi quando nos conhecemos no distrito do Sana, município de Macaé (RJ), no Carnaval de 1999, mais precisamente no "Bar do Jamaica".

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nossos jovens deveriam trabalhar e se casar mais cedo!

Faço constantemente uma pergunta: será que o namoro deveria ser tão prolongado na nossa sociedade?

Ultimamente andei acompanhando alguns comentários e postagens no site Verbo Eterno onde pessoas costumam compartilhar seus problemas íntimos pedindo um aconselhamento pastoral. Ali pude encontrar muitos dramas dos jovens evangélicos relacionados ao sexo e um dos tópicos mais debatidos trouxe a pergunta se "carícias entre namorados é pecado?", contando já com mais de 90 manifestações de internautas até o momento acerca do assunto (a maioria de gente pedindo conselhos).

Dentre os comentários encontrados ali, pude identificar um expressivo número de pessoas se sentindo culpadas por estarem tendo relações sexuais durante o namoro. Outros mostravam-se preocupados porque determinadas carícias e intimidades estavam esquentando demais a relação, conforme relatou este(a) participante anônimo(a) com seu moderno internetês:


"Pastor tow mto angustiada
namoro á um ano e tow percebendo que
as intimidades tão acontecendo e não tow conseguindo me controlar… no começo era mais facil mas agora tow mto complicada em relação a isso… antes eu e ele buscavamos mais a Deus hj nem tanto pq até vergonha de ir a igreja eu tenhu e de tomar ceia também… pq as caricias jah começaram e jah estamos nos alisando nas partes intimas…
preciso de uma ajudaa
jah fui na psicologaa e num adiantou de nadaa
por favor me ajudee…
eu tow sofrendoo mtoo e eu naum qro q o espirito santo esteja triste comigoo"



Ao ler esses dramas, pude recordar dos meus, sobretudo da época de jovem solteiro em que acabei me desviando da Igreja. Tentei responder alguns dos comentários postados mais recentes, tentando passar uma orientação com um pouco de conhecimento bíblico e experiências pessoais que pudessem trazer-lhes conforto. Procurei ao máximo evitar a hipocrisia de um religioso casado para transmitir uma sincera solidariedade.

Olhando para as loucuras cometidas no nosso evangelicalismo, em parte atribuo às lideranças a responsabilidade quanto aos dramas experimentados pelos jovens. As igrejas criaram uma redoma em torno do casamento feito no papel, tratando como pecado toda e qualquer relação fora do matrimônio formal. Criamos uma ideia de pecado individualizada e personalizada geralmente focada na traição conjugal e no sexo ilícito, esquecendo-nos de outros aspectos da integridade pessoal e coletiva.

Sem dúvida que os posicionamentos culturais adotados no meio eclesiástico acabam excluindo do convívio comunitário muitos homens e mulheres que vivem há anos numa harmoniosa relação de companheirismo, proibindo-os de participar de retiros para casados dentre outras atividades específicas. Pessoas que às vezes vivem há anos na união estável, às vezes até com filhos, chegam a ser orientadas a se privarem do contato sexual até a celebração do casamento e aí acabam abrindo uma brecha para a incontinência.

Dentro da visão bíblica, o casamento independe de qualquer formalidade para ocorrer diante de Deus e da comunidade. É claro que na comunidade israelita sempre houve a valorização de atos cerimoniais e as escolhas quase sempre ficavam a critério das famílias, não dos noivos. Logo, era o pai da noiva quem muitas das vezes determinava com quem a filha iria se casar. E as promessas de casamento (o noivado) tinha valor, bem como a celebração religiosa na comunidade.

Hoje os tempos mudaram. As mulheres podem escolher seus maridos e os namoros acontecem sem nenhuma necessidade de aprovação dos pais. Já na adolescência, a garotada já se sente livre para "ficar" com quem deseja, beijar na boca, trocar de parceiro, trocar carícias íntimas, fazer sexo, noivar, casar, divorciar, casar novamente, viver em união estável, ter amantes, praticar o homossexualismo, etc. Contudo, a Palavra de Deus continua sendo o que ela é, verdadeira como sempre, sendo que em sua essência ela continua dizendo qual a vontade do Criador para a humanidade independentemente dos costumes ou da cultura.

Entretanto, o casamento formal precisa continuar sendo valorizado, mesmo que se adote uma teologia ampla de inclusão das igrejas. O matrimônio para a mulher é uma garantia jurídica na maioria dos casos, além de evitar a banalização da quebra de compromissos já que nem todos são capazes de honrar suas juras de amor.

Com base na Palavra de Deus, temos o dever de rever os costumes e modificar a cultura. Precisamos estar atentos ao sentido da instrução espiritual afim de que, diante de cada caso concreto, de cada época ou lugar, os valores corretos prevaleçam. E aí cabe não só aos teólogos e líderes religiosos, mas aos discípulos de Jesus em geral, a formatação de novos hábitos sociais que estarão de acordo com esses princípios bíblicos.

Então, o que fazer?

De acordo com o meu pragmatismo, proponho que os nossos jovens passem a se casar numa idade mais nova, antes mesmo de cursarem uma faculdade.

Penso que a decadência da sociedade ocidental está associada ao improdutivo prolongamento da adolescência em que rapazes e moças permanecem tratados como crianças grandes até se firmarem no exercício profissional. Com isto, tem se tornado cada vez mais comum os homens saírem de casa depois dos 30 anos, comportamento este que se vê não apenas no Brasil, mas também em países europeus como Portugal e Itália. E, por incrível que parece, a Justiça italiana já andou condenando pais idosos a pensionarem seus marmanjos...

Contudo, vejo uma boa solução para isto tudo que é a inclusão cada vez mais cedo do jovem no mercado de trabalho junto com uma educação que forme adultos responsáveis, envolvendo tanto o ensino técnico nas escolas quanto a preparação do indivíduo para a vida (não apenas para consumir). Logo, o casamento numa idade mais nova torna-se um ingrediente fundamental para a criação dessa nova sociedade que fará dos países ocidentais culturas produtivas e com uma taxa de fecundidade (número de filhos por mulher) satisfatória.

Por outro lado, digo que o mercado não perde, pois, neste caso, o consumo tenderia a aumentar. E, quanto aos sistemas previdenciários, seria a grande solução, melhor do que os governos aumentarem a idade mínima para a aposentadoria. Isto porque se tivermos um número maior de jovens trabalhando, haverá um crescimento proporcional da contribuição e, consequentemente, mais recursos disponíveis ao INSS.

Penso que a possibilidade de construir novos hábitos sociais está mais próxima das igrejas cristãs do que do próprio governo.

Se refletirmos bem, as comunidades protestantes e católicas no Brasil têm o poder de mobilizar uma significativa parcela da população do país. Isto porque padres e pastores conseguem se comunicar na linguagem que o povo fala e transmitir mensagens de encorajamento, conforme muito bem analisa o mestre em teologia da Igreja Anglicana em Uganda, Peter Okaalet:


"(...) A igreja se autossustenta; tem audiência leal, que se encontra toda semana; tem liderança previsível; atravessa barreiras geográficas, étnicas, nacionais, de gênero e outras; conta com o apoio popular e fala a linguagem do povo. Mais que isso, pode oferecer esperança além da sepultura e tem a Bíblia, um manual sagrado que já se mostrou eficaz para mudar o comportamento moral. Em tempos de desespero, o povo precisa ouvir que a mensagem da Bíblia é sobre esperança, amor e futuro (...)" - extraído do artigo HIV/aids, publicado no Comentário Bíblico Africano


Em termos morais e espirituais (a parte que mais interessa aos cristãos), percebo que será um grande benefício para os nossos jovens casarem-se numa idade mais nova, mesmo que precisem do apoio da família até se estabelecerem e arcarem com despesas básicas como alimentação, moradia, vestuário, cuidados com a saúde, etc. Uma juventude casada e trabalhadora fica mais resguardada dos perigos da droga, da aids e de inúmeros pecados que tanto prejudicam a convivência humana e a comunhão com Deus.