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sexta-feira, 14 de junho de 2024

Noventa e seis anos de Chê!



"Lutam melhor os que têm belos sonhos" (Che Guevara)


Há exatos 96 anos, nascia em Rosário o revolucionário marxista, médico, guerrilheiro, diplomata e teórico militar  Ernesto Guevara de la Serna, mais conhecido como Che Guevara (1928 – 1967), cujo rosto estilizado tornou-se um símbolo contracultural de rebeldia e insígnia global na cultura popular.


Apesar de não ser nenhum grande fã da história desse notório líder da Revolução Cubana e nem ter um pingo de simpatia por movimentos políticos armados, gosto de algumas de suas frases. Algumas delas tratam dos sonhos sendo que, neste aspecto, desejo jamais parar de sonhar (ou de esperançar) por um mundo melhor.


Sem dúvida, são os sonhos que nos inspiram e motivam. Num mundo onde muitos acabam se conformando com uma realidade injusta, desigual, condicionante e até mesmo de exploração do próprio trabalho, sonhar é o primeiro passo para que possamos descortinar uma realidade diferente.


Ora, Chê também disse certa vez que quem sonha se torna "livre de espírito", embora, também segundo ele, a adesão a uma luta é o que conduziria à liberdade na vida.


A meu ver, embora nunca o homem possa ser plenamente livre, a ação é o que pode concretizar o sonho, mesmo que este não seja executado tal como idealizamos. Porém, volto a dizer, tudo começa dentro dos nossos corações...


Apesar de ter se tornado vitorioso na Revolução Cubana juntamente com Fidel Castro, Chê deixou Cuba em 1965 para fomentar a revolução no exterior. Primeiramente sem sucesso, atuou no Congo-Kinshasa e, depois, veio parar na Bolívia, onde foi capturado por forças bolivianas assistidas pela CIA e sumariamente executado.


Muitas décadas depois de sua morte, Chê ainda continua sendo uma figura histórica venerada e ao mesmo tempo desprezada, polarizado no imaginário coletivo em uma infinidade de biografias, memórias, ensaios, documentários, canções e filmes. Seu martírio percebido, suas invocações poéticas para as chamadas "luta de classes" do marxismo e o seu desejo de criar a consciência de um "Novo Homem" impulsionada por incentivos morais e não materiais, certamente ainda inspiram muitos jovens de esquerda.


Particularmente, mesmo sem me identificar como um comunista e menos ainda com a ultrapassada luta armada, comungo de muitos dos ideais do Chê. Inclusive quanto a uma outra frase a ele atribuída que vale a pena citar: "Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros".


Ótimo final de semana a tod@s!