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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Jesus também sofreu bullying




No estudo bíblico anterior, no qual escrevi sobre os versículos de 32 a 38 do capítulo 23 do Evangelho de Lucas, acabei focando mais num aspecto do episódio da crucificação relacionado ao perdão. Agora, porém, antes de prosseguir na leitura sequencial, pretendo refletir sobre outras questões encontradas no texto sagrado referenciado, as quais me despertaram um certo interesse e podem ser aplicadas a um tema muito debatido na atualidade - o bullying.

Curiosamente, com a inscrição da epígrafe zombeteira colocada na cruz, os próprios soldados romanos teriam formulado a identidade de Jesus como o "Rei dos Judeus" (v. 38). Também as autoridades [religiosas] ali presentes falavam do Mestre em tom de escárnio como sendo ele o "Cristo" e o "escolhido", muito embora o nosso Senhor jamais pareça ter referido a si próprio com qualquer um desses títulos, segundo os evangelhos sinóticos.

Não podemos nos esquecer que todos ali se encontravam debaixo do jugo opressor do Império Romano. Quer fossem os soldados ou mesmo os líderes religiosos que, na qualidade de sacerdotes, ou de escribas, eram conselheiros do Sinédrio (Lc 22:66). Pagavam caros tributos a um rei que maltratava e humilhava seus súditos conforme Jesus bem havia ensinado aos discípulos durante um momento íntimo da Ceia:

"Mas Jesus lhes disse: Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores." (Lc 22:25).

De fato, o Salvador portava-se como um legítimo príncipe no meio de seu povo que, diferentemente dos monarcas deste mundo, resolveu compartilhar um reino conosco. Ele veio aqui para nos servir ao invés de ser servido e para isso deu a própria vida derramando a sua alma em amor naquela cruz. Propôs tratar o ser humano como seu amigo, seu igual, não um serviçal.

Apesar disso, muitos preferiram continuar como súditos de César. Aqueles que o crucificaram estavam, naquele momento, optando por uma condição não muito diferente do escravo. Aliás, não foi por menos que, certa vez, o psiquiatra austríaco Wilhelm Reich (1897-1957) assim teria escrito em seu manifesto Escuta, Zé Ninguém! publicado postumamente: "tu és o teu próprio [navio] negreiro".

Essa passagem bíblica sobre a zombaria que fizeram com Jesus na cruz faz-me lembrar de um tema muito debatido atualmente - o bullying. Recordo que sofri muito disso em meu tempo de escola por ter sido um aluno com um comportamento diferente da maioria. Só o fato de fazer perguntas frequentes ao professor e de mostrar interesse por determinados assuntos já causava uma reação entre os colegas de classe. Recebi muitos apelidos, vaias, comentários negativos sobre minha sexualidade, ameaças e até agressões físicas. Posso dizer que o convívio colegial foi um dos mais dolorosos momentos de minha vida assim como continua sendo para muitos estudantes do nosso país que não se encaixam no comportamento padronizado da maioria.

Ainda assim, nenhuma criança ou adolescente sofreu na escola uma brutalidade tão perversa quanto foi a cruz do nosso Senhor. Temos no Calvário um forte exemplo da covardia humana praticada por adultos e não pelas mãos de menores. Porém, como tratei na penúltima postagem deste blogue, Jesus foi capaz de compreender aquelas pessoas e perdoá-las.

Verdade é que quem pratica qualquer tipo de bullying está escarnecendo de si mesmo. A conduta é típica do indivíduo que recusa a enfrentar a própria realidade pois prefere viver atacando nos outros as coisas existentes na própria personalidade e que tanto o incomodam. O diferente faz com que o agressor se lembre do que ainda lhe falta e das dificuldades encontradas para obter determinadas conquistas pessoais.

Ora, Jesus era livre e a liberdade do Mestre perturbava muitos dos seus opositores. Nosso Senhor não precisava ficar medindo palavras para dizer o que fosse mais conveniente ou agradável aos ouvidos dos outros e nem dependia da manutenção de uma máscara/reputação no meio social. Suas atitudes muitas das vezes chocavam a opinião pública e, apesar de tudo, ele prosseguia sem se retrair. Nenhum bullying afastou-o do foco de sua missão resgatadora!

Assim como no episódio de Lc 4:1-13, abordado no artigo A importância das tentações na formação de um líder, Jesus parece ter sido novamente testado em relação à sua identidade para que demonstrasse poder publicamente salvando a si próprio. Ali as autoridades, os soldados e também um dos malfeitores crucificados (v. 39) quiseram instigá-lo para que resolvesse sair da cruz.

Se no deserto Jesus respondeu ao diabo fazendo menção reiterada das Escrituras Sagradas, eis que, na cruz, ele optou pelo silêncio. Embora se encontrasse fisicamente fraco, o seu interior não se abalou com aquelas palavras contra ele proferidas. O Mestre sabia que não precisava provar nada para ninguém e nem desejava criar nas pessoas uma fé infantil baseada em exibições de poder e/ou de força sobrenatural. Ele bebeu até o final do cálice que lhe era destinado por mais que a cruz fosse aos olhos dos outros a mais absoluta derrota.

Infelizmente, enquanto escarneciam de Jesus, nenhum dos zombadores conseguia ver a si próprio pendurado no madeiro. Quando o Império Romano crucificava alguém, estava, ao mesmo tempo, dando uma mensagem para os demais súditos e dizendo que todos também estavam sujeitos à mesma pena capital caso se tornassem insubmissos contra César. E, se considerarmos a morte como um "castigo" em decorrência do pecado, o que é admissível do ponto de vista teológico (Gn 2:17), quem ridicularizava Jesus estava tentando sem sucesso mascarar a sua impossibilidade de ser meritoriamente justificado perante Deus. É por este ângulo que podemos compreender a profecia de Isaías 53 cujos versos de 4 a 6 assim declaram:

"Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi transpassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos trás a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o SENHOR fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos."

Realmente foi necessário Jesus passar por tudo aquilo sendo certo que a cruz inaugurou um novo tempo para toda a humanidade. Digo isto sem qualquer pretensão religiosa proselitista porque todas as culturas do planeta podem saborear com acessibilidade essa graciosa mensagem de amor e de perdão do nosso Salvador. Em Cristo Jesus, descobrimo-nos incondicionalmente aceitos por Deus e estamos em paz com o Criador. É o que pretendo abordar no próximo estudo de Lucas que fala dos dois malfeitores que foram crucificados com Jesus.

Encerro desejando uma ótima terça-feira para todos os meus leitores!


OBS: Ilustração acima de autoria desconhecida e utilizada em várias postagens e campanhas contra o bullying.

8 comentários:

  1. Verdade, segundo os sinóticos, não, apenas parcialmente vejamos: Mateus
    1:1 LIVRO da geração de JesusCristo, filho de Davi, filho de Abraão.
    9:27 E, partindo Jesus dali, seguiram-no dois cegos, clamando, e dizendo: Tem compaixão de nós, filho de Davi.
    Isso não esta ai por acaso, na verdade, foi com base no titulo de Jesus filhos de Davi que, então eles de fato não “formularam a Identidade de Jesus, fontes tanto de Mateus grego, com Mateus em hebraico dão a Jesus o titulo de membro da formosa família do rei Davi, as autoridades religiosas zombavam, mais faziam isso com conhecimento, e sabiam que ele deveria desde o princípio ter sido empossado como Messias do Templo. Ligar que José Ben Caivas jamais desejou abandonar, em favor de Jesus, pois tinha sido nomeado pelos romanos a este cargo, e com ele ganhava muito dinheiro.

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  2. De fato,o Salvador portava-se como um legítimo príncipe no meio de seu povo que, diferentemente dos monarcas deste mundo, resolveu compartilhar um reino conosco. Ele veio aqui para nos servir ao invés de ser servido e para isso deu a própria vida derramando a sua alma em amor naquela cruz. Propôs tratar o ser humano como seu amigo, seu igual, não um serviçal.

    Atrevo-me a dizer que a função principal do Mestre entre os homens jamais foi se portar como cordeio de sacrifícios, sua morte na cruz romana jamais foi um “sacrifício de espiação”, como foi introduzido nas escrituras pelo herege Paulo. Foi na verdade um “martírio”, cruel e perverso, algo deplorável e ant judaico, pois a vinda do Messias previa que ele fosse um professor das coisas do reino de Deus, e não um filho nascido por intervenção divina, mas que ele foi de fato gerado de semente humana e jamais foi nascido de virgem alguma, este sempre foi um conceito pagão milhares de vezes refutado a grande custo por devotos que aceitavam sem questionar ser a doutrina de Jesus de inspiração divina.
    Para que aceitemos o dogma da cruz por amor a humanidade, teremos que admitir que Deus queria de fato o sacrifício de Isaque, coisa que ele Deus rejeitou, então por que mandaria sacrificar seu próprio filho se tivesse sido ele o autor da Jesus em carne e ossos?
    Nestório, que fora nomeado patriarca de Constantinopla em 426 E.C., foi declarado herege e banido para Edessa por ousar delcarar completamente irrelevante a discussão sobre se Jesus era “Deus” ou “Filho de Deus”, pois estava óbvio que ele era um homem, nascido muito naturalmente de um pai e de uma mãe.

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  3. Prezado Francisco,

    Primeiramente agradeço por sua visita, leitura e comentários aqui neste blogue. Posso dizer que hoje você talvez seja o internauta que mais participa das postagens que faço aqui referentes a esses estudos sequenciais do Evangelho de Lucas.

    Contudo, vejo no amigo uma grande preocupação por querer determinar o que teologicamente se denomina "Cristo histórico". Uma preocupação antiga de nossa mente ocidentalizada e que busca compor uma versão que entende ser coerente de todos os fatos encontrados nas narrativas sobre Jesus mas que muitas das vezes pode nos impedir de saborear a beleza encontrada num texto que consideramos sagrado a exemplo dos evangelhos canônicos. Digo que não sou averso aos livros considerados apócrifos e não os dispenso nas leituras e análises que faço embora, no momento, sejam de pouca utilidade para o estudo que estou fazendo de Lucas.

    Entender a morte de Cristo como expiatório teve um enorme valor teológico num mundo onde sacrifícios de animais eram praticados para aliviar culpas e remediar a situação entre os homens e os deuses. Essa era a maneira como o homem lidava com seus erros na Antiguidade. Então, com a teologia criada pela Igreja, com base em Isaías 53, podemos hoje nos ver livres desses fajutos sistemas penitenciais que só serviam para alimentar um comércio de animais nos templos e engordar os bolsos dos sacerdotes. Logo, crendo ter Jesus morrido em definitivo por todos nós, aceitamos a existência de um Intercessor perpétuo perante o Pai que se tornou propiciação pelos nossos ecados de modo que, se falharmos, basta que, conscientemente, reconheçamos a falta e voltemos a caminhar buscando fazer o bem porque já estamos perdoados. Deus está reconciliado com a humanidade como sempre esteve. Só o homem quem havia se esquecido disso quando se afastou de seu Criador.

    Você citou Nestório e confesso que também considero irrelevante qualquer debate acerca da natureza divina de Cristo. Se um acredita que Jesus era Deus encarnado e outro fala que não, o que isso vai mudar em relação à conversão e reciclagem ética pela qual devemos passar? Sinceramente, é mas uma perda de tempo com doutrinas e acredito que esse personagem histórico da Igreja Oriental da qual se referiu deveria ter lá seus oponentes que desejavam seu cargo, motivo pelo qual pseudo-apologetas resolveram fazer do cara um herege. Por isso, amigo, não tenho gosto por apologética e pelos que tentam estabelecer suas versões acerca da Verdade, a qual não conhecemos na totalidade mas apenas formamos na nossa mente uma imagem.

    Afirmar que Jesus seja Deus encarnado é dogma para a ortodoxia cristã e heresia para os judeus, muçulmanas seitas heterodoxas como as Testemunhas de Jeová. Contudo, enquanto essa turma fica se debatendo, eles deixam de saborear a beleza dos dois lados. Quer seja a beleza da humanidade de nosso Senhor e também a beleza da presença/semelhança divina encontrada no Filho do Homem. Afinal, quem até hoje nos revelou melhor a face de Deus senão Jesus?

    Abraços.

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  4. Pois é meu amigo Ancora, gosto de suas postagens, mais acrescento, aqui que a questão que separa o Jesus Judeu do que roma criou tem muita impertinencia, e só não tem para você meu amigo, pelo simples fato que pensas como um cristão. Dai não enxergas Jesus como um seguidor do caminho, e portanto não consegues ver a mensagem oculta do Mestre essênio da paz. O que coloque no seu blog tem o objetivo sempre de te mostrar o Cristo fora desta teologia Cristianizada. Descordo de você quando diz “Que o sacrifício de Jesus acabou com o dos animais”. Ledo engano meu caro Ancora, a grande maioria dos judeus só não usam os sacrifício, pelo fato do templo esta destruído, se eles erguerem um outro templo ali ou em outro lugar, os sacrifício voltam, e quem os impedirá?
    Infelizmente vejo que a mensagem de Jesus ainda não foi entendida. No estudo do Livro de Tomé demostro algumas coisas sobre o que falta nos homens para entender o essênio Jesus, pense como um essênio e o entenderá.

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  5. Caro Francisco,

    O Jesus que me é pertinente é o Mestre com quem eu me relaciono experimentalmente em minha caminhada espiritual. Não seria o arquétipo religioso deste ou daquele segmento do cristianismo. Por isso, meu irmão, precisamos ter cautela para não pré-julgarmos as crenças alheias conforme nossas impressões e pontos de vista doutrinários.

    Quanto aos essênios, quer tenha Jesus convivido e até aprendido com eles, pois se trata de uma hipótese considerável (mais aplicável a João Batista do que ao Senhor), penso que o Mestre teria transcendido os limites de qualquer uma das seitas judaicas existentes em sua época e se tornou um notável líder superando, a meu ver, os diversos rabinos do tanaítico. Concordo que a Igreja acabou dando uma versão incompleta e até deturpada de Jesus, mas temos a oportunidade de experimentar em nós o Cristo vivo conforme a abertura que damos à ação do Espírito de Deus. Ou seja, segundo a nossa receptividade.

    Saudações fraternas.

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  6. Em tempo!

    Quanto à volta dos sacrifícios, tenho minhas dúvidas se a maioria dos judeus concordaria na hipótese de construção de um 3º Templo em Jerusalém.

    Para Maimônides a necessidade de sacrifícios, tal como havia sido no passado, foi reinterpretada. Segundo Rambam, Deus sempre colocava os sacrifícios abaixo de orações e da meditação filosófica. No entanto, tal prática teria sido admitida na Torá porque os israelitas estariam acostumados aos sacrifícios animais, visto que as tribos pagãs os realizavam como forma de comunicação com seus deuses. Assim, na visão desse mestre medieval do Judaísmo, era natural que os israelitas acreditassem que o sacrifício fosse necessário na relação entre o homem e Deus. Logo, concluiu ele que a decisão de Deus de permitir sacrifícios teria sido uma concessão às limitações psicológicas do homem.

    Paz!

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  7. Meu caro Ancora, você é um homem formado em universidade, e fui formado na escola da vida, sou um alto didata, acostumando a ver todos os lados de uma mesma questão. Minha universidade teve inicio com a idade de 16 anos, passei por duvidas, apaixonei-me pelos livros de crenças distintas, estudei o Budismo, vasculhei o Induísmo de ponta a ponta, pesquisei os livros sagrados Tibetanos, tenho copias de documentos antigos que deviam esta na Bíblia e que foram tidos como inapropriados, só para que as pessoas não se deparassem com a verdade.
    Acredite se quiser, mais o povo judeu, que nega o Cristo, que dizem até que este personagem jamais existiu na história judaica, estes judeus errantes, descrentes, que ainda se apegam a Lei primitiva de Moisés, que nunca aceitaram que o Messias veio afirmar os dez mandamentos e trazer novas leis ao mundo, por certo não exitariam em repor as praticas sacrificiais dos dias passados, o que o faz pensar que seria diferente? Observando que eles ainda guardam grande parte das 613 leis, e vi um depoimento de um judeu em uma comunidade do antigo orkut, onde ele disse que as demais leis um dia seriam de novo guardadas tão logo eles tivessem os meios de edificar um novo Templo. Entre estas leis esta a das "Águas Amargas", uma verdadeira perversidade feita no passado as mulheres. Ancora você é formado, mais isso não quer dizer muita coisa, pois tem que ter mais experiencias. Um piloto com poucas horas de pilotagem no ar jamais é selecionado para trasporte de passageiros antes que complete muitas horas de experiencias no ar.

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  8. Caro Francisco,

    Considero-me um ser humano em eterno aprendizado e faz parte desse permanente processo debatermos, discordarmos uns dos outros, refletirmos, revermos posicionamentos, etc.

    Como em toda religião, você certamente encontrará no Judaísmo fundamentalistas bem como pensadores liberais. Por muito tempo, o muro das lamentações foi guardado por grupos bem ortodoxos, mas agora as mulheres têm conseguido que reconheçam o direito delas terem acesso ao local sagrado para fazerem suas orações. E, sendo assim, tenho lá minhas dúvidas se num país onde os praticantes da religião são minoria (25% dos israelitas de lá são ateus) eles vão conseguir que algum dia os sacrifícios de animais voltem a ser como no passado assim como tenho dúvidas se construirão o 3º Templo.

    Até entre os judeus ortodoxos, há os que seguem a visão de Maimônides acerca dos rituais de sacrifícios, admitindo que a religião passa por suas evoluções. Porém, para os ortodoxos conseguirem construir um terceiro Templo e depois ainda sacrificarem será uma difícil questão de política. Ainda mais no século XXI!

    Agora quem somos nós para querermos determinar como será o futuro. Na Antiguidade, a humanidade foi mais sábia do que na Idade Média e, atualmente, com tanto jovens deixando de aprender para se entreterem nas redes sociais, a ponto de ficarem usando o celular na sala de aula enquanto a professora tenta lhes ensinar alguma coisa, temo que ocorra aquilo que o "profeta" Albert Einstein um dia "previu":

    "Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapasse nossa interação humana, e o mundo terá uma geração de idiotas"

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