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domingo, 26 de outubro de 2025

O tráfico de drogas é terrorista?



Essa é uma questão que vem sendo muito debatida ultimamente: seria o tráfico de drogas terrorista?!

Por si só, digo logo que NÃO, pois se trataria apenas de um comércio ilegal de substâncias proibidas e/ou realizado de maneiras ilícitas.

Certamente que a definição de terrorismo pode variar dependendo do contexto e da perspectiva. No entanto, de acordo com a ONU, terrorismo é definido como:


"Ato ou ameaça de violência contra civis ou alvos não combatentes, com o objetivo de intimidar ou coagir governos, populações ou organizações a adotar determinadas ações ou políticas."


Essa definição abrange uma ampla gama de atos, incluindo:


- Ataques a civis;

- Sequestros;

- Bombardeios;

- Ataques cibernéticos;

- Propaganda e recrutamento para causas extremistas.


O terrorismo é considerado um crime internacional, sendo condenado pela maioria dos países e das organizações internacionais. Porém, a definição e a abordagem do terrorismo podem variar dependendo do contexto político e cultural, obviamente conforme os interesses do definidor...

No caso das maiores facções do tráfico no Brasil, embora tenham o controle de territórios em muitas das grandes cidades, entendo que ainda não podem ser enquadradas como terroristas, ao contrário do que defendem os bolsonaristas. 


OBS: Imagem extraída da internet.

segunda-feira, 15 de julho de 2024

O terrorismo que vem do Ocidente...



Temos o péssimo hábito de associar as práticas terroristas com os grupos extremistas do Oriente Médio, como se nós ocidentais não fôssemos capazes de cometer esses mesmos crimes hediondos.


No entanto, somos ainda muito preconceituosos e fazemos do Ocidente o centro do mundo, como se aqui fosse a base cultural, política, jurídica e filosófica de toda a civilização. Só que nos esquecemos do quanto as nossas sociedades estão vulneráveis a esse comportamento vil, sendo que, raramente, associamos determinadas condutas que ocorrem no nosso meio como sendo atos de terrorismo.


Pouco sabemos até o momento acerca do suposto atirador que teria tentado matar o ex-presidente Donald Trump no último sábado (13/07), nos EUA. A princípio, seria alguém filiado ao próprio partido Republicano, embora o jovem tivesse feito uma doação em 2020 para os Democratas.


Em todo caso, o atirador não seguia a religião islâmica, nem tinha origem familiar no Médio Oriente. Era um jovem branco dos EUA, com um longo e promissor futuro pela frente, caso não tivesse deixado crescer dentro de si o sentimento do ódio.


Todavia, esse não foi um caso isolado! Na história dos EUA, quantos presidentes e candidatos à Casa Branca não foram vítimas de um atentado? Pois, corrijam se errei, mas, de Lincoln até Kennedy, contabilizo cinco assassinatos de ocupantes da cadeira número um do referido país.


Ora, mas o que dizer dos massacres nas escolas que também se tornaram episódios frequentes aqui no Brasil neste século XXI?!


Tivemos em 2018 a facada contra o então candidato ao Palácio do Planalto, senhor Jair Bolsonaro. Porém, ele não foi a única vítima da violência política pois de uma maneira muito mais cruel mataram a vereadora carioca Marielle Franco e seu motorista Anderson. Sem contarmos os diversos casos de parlamentares, sindicalistas, trabalhadores sem terra e ativistas pelos rincões do Brasil...


Diante do acontecimento de anteontem, não posso replicar mensagens de seguidores das teorias conspiratórias a ponto de duvidar sem provas do tiro que pegou de raspão a orelha de Donald Trump ou da facada no Bolsonaro, apenas por serem os meus adversários ideológicos no campo da política por representarem a extrema direita que tanto combato. 


Entretanto, devo chamar a atenção para o fato de que o cultivo do ódio pode atrair consequências nefastas para uma sociedade, levando, inclusive, a uma destrutiva guerra civil.


Por certo, quem busca unir um país, como fez o próprio Lincoln em seu tempo (quando enfrentou a escravidão nos EUA), pode ser vítima de uma covardia. Contudo, a opção de combater aquilo que divide os seres humanos será sempre o melhor caminho a fim de que alcancemos um estado de paz.


Que tenhamos a nossa mente voltada para a conciliação e o diálogo pois nenhuma sociedade pode viver seccionada politicamente e prosperar. E tudo isso que temos visto precisa servir de exemplo para evitarmos o extremismo, seja ele político ou religioso.


Ótima tarde de segunda-feira a tod@s!

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Protestos injustificáveis contra embaixadas em países islâmicos

Esta semana assistimos pelos telejornais vários protestos sangrentos contra embaixadas dos Estados Unidos em razão de um filme ridicularizando a religião muçulmana. Manifestações explodiram nos continentes da África e Ásia com reações bem violentas em determinados países a ponto de ameaçar as relações diplomáticas entre o Ocidente e o Oriente.

Sinceramente, não dá para compreender a razão dessa atitude de selvageria que é bem covarde e irracional. Pois, além do filme não ser uma produção oficial do governo norte-americano, trata-se da liberdade de expressão de um povo que as constituições democráticas entendem como sendo um direito fundamental do indivíduo. Uma conquista que o Ocidente hoje desfruta graças às sementes plantadas pelos heroicos pensadores iluministas do século XVIII.

Ora, o que os religiosos radicais do Islã desejam que os Estados Unidos façam? Que o Obama imponha uma censura aos cidadãos livres da América?!

Apesar de toda essa estupidez praticada pelo fundamentalismo islâmico, a Casa Branca até que respondeu com bastante sabedoria esta semana e mostrou até agora que sabe oferecer a outra face. Ao considerar como "repugnante" o conteúdo do filme, Obama manifestou qual deve ser o posicionamento de um Estado realmente democrático e que tem por objetivo promover o respeito à liberdade religiosa.

Agora convenhamos. O que seria do mundo se as potências militares do Ocidente resolvessem responder com a mesma ignorância que os manifestantes da Líbia caso alguém fizesse uma produção cinematográfica ofendendo a Jesus, Maria, Paulo, Moisés, Abraao, a Bíblia ou até mesmo o Santíssimo Criador?

Entretanto, muitos ateus já fazem isto na Europa e nas Américas, mas são efetivamente protegidos pelas leis e por inúmeros cristãos. Estes, apesar de não concordarem e considerarem ato de blasfêmia um homem ridicularizar Deus, preferem se auto-limitar nestas horas de conflito do que reagir com violência.

Recordo que, poucos anos atrás, minha caixa postal eletrônica recebia repetidos emails pedindo o apoio de internautas contra a exibição de um suposto filme que mostraria o Senhor Jesus tendo relações homossexuais com os seus discípulos. Eu, embora tivesse verificado a inveracidade daquela informação alarmista, recusei a colocar o meu nome no manifesto virtual por entender necessário respeitar a liberdade de opinião acima das minhas crenças. Pois, ainda que o diretor de uma imbecilidade dessas fosse receber de Deus um castigo, não seria por mãos humanas que o julgamento ocorreria. E aí eu não perderia o meu tempo pedindo às autoridades brasileiras que impedissem a entrada de um filme profano no país, sendo que a própria proibição atrairia mais ainda o interesse do público.

Como seguidor de Jesus entendo que ser até pecado um crente sair por aí agredindo pessoas por causa de uma provocação religiosa. Analisando cuidadosamente as Escrituras, o máximo que a orientação bíblica permite numa situação assim seria a excomunhão temporária conforme prescreveu Paulo quanto ao sujeito que teve relações sexuais com a madrasta na igreja de Corinto (ler 1Co 5:1-5). E, no final do mesmo capítulo daquela epístola, o apóstolo concluiu:

"Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo." (1 Coríntios 5:12-13)

Fora das paredes da congregação, as normas de nenhum grupo religioso se aplicam em país laico. E ainda no âmbito interno de uma seita, existem limites que são as leis do país onde ela se encontra. Deste modo, se a blasfêmia é praticada por alguém oriundo da mesma cultura nacional-religiosa, igualmente não é possível matar, prender, ameaçar, torturar ou castigar fisicamente o apóstata usando o nome de Deus sem que esteja sendo cometido um delito. Pois, segundo o ordenamento jurídico de países livres como o Brasil e os EUA, pode-se afirmar tranquilamente que qualquer fogueira será um crime hediondo.

Num mundo onde coexistem diversos valores éticos em conflito, o caminho mais aceitável parece ser o da tolerância. Deve-se proteger a liberdade de expressão e, ao mesmo tempo, aconselhar aos demais titulares desse direito que o utilizem sabiamente. Afinal de contas, para que sair por aí provocando a onça com vara mesmo sendo esta de longa metragem? Pois, do outro lado do "pau", estão os pobres funcionários das repartições diplomáticas que nada têm a ver com a briga.

Tomara que Obama vença as eleições e não haja retribuição bélica por parte dos Estados Unidos a essa covardia conforme desejam muitos do Partido Republicano.

Oremos pela paz do Oriente Médio e dos demais países islâmicos!


OBS: A foto acima foi extraída da Wikipédia, em http://pt.wikipedia.org/wiki/Atentados_terroristas_%C3%A0s_embaixadas_dos_Estados_Unidos_na_%C3%81frica , e mostra o histórico atentado ocorrido contra a embaixada de Nairobi, dia 07/08/1997, que matou pelo menos 213 pessoas, incluindo 12 americanos e feriu pelo menos outras 4.000.