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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Vai um picolé da Moleka aí?



Dia 20/11 (feriado regional de Zumbi no Rio de Janeiro dedicado à consciência negra), comecei a vender picolé na praia aqui no litoral sul fluminense.

Eu já estava pensando em fazer isso há algum tempo mas me faltava uma dose de coragem e de entusiasmo para acreditar num investimento em algo sem ter a certeza de ganho. Olhava para as dificuldades, via uma quantidade enorme de contas a pagar e temia arriscar perder qualquer quantia. Mesmo que fosse a compra de um isopor de R$ 15,00 mais a fita adesiva de R$ 4,00 para passar em volta da caixa mais as primeiras unidades de picolés. Algo inferior a R$ 100,00 mas que pode parecer muito para um sujeito desempregado com a auto-estima não muito firme.

Na tarde do dia 19, comprei os instrumentos de trabalho que precisava. Não tinha nada no bolso e a minha conta no ITAÚ já se achava com saldo negativo. Comprei o isopor assim mesmo pagando no cartão de débito e, desta meneira, fiz com que a quantia de R$ 10,00 dada pela sogra para a compra de um queijo ficasse comigo quando fui até à mercearia para ela. Ao invés de pagar no dinheiro, usei o cartão aumentando mais ainda a dívida do especial. Então sobraram R$ 6,00 do troco pela aquisição da fita adesiva na papelaria.

O feriado amanheceu chuvoso e parecia que não iria dar praia. Por ter acordado cedo, fui logo para a oração na igreja às 7:30 hs e dali retornei para a casa. Sem fome para o café porque tinha enchido a pança num aniversário durante a noite passada, preparei meu chimarrão e fui bebendo só o chá de Ilex paraguariensis enquanto escrevia um texto teológico para publicar futuramente no blogue. Dei graças a Deus mesmo por aquela momentânea falta de oportunidade.

No final da manhã, o céu limpou e o sol saiu. Eu ainda estava empolgadão escrevendo o meu rascunho no caderno de anotações e resolvi não deixar a cadeira enquanto não terminasse aquela redação. Mas quando a concluí, saí dali anfetaminado pela erva mate e compareci ao local de trabalho de um irmão da igreja pedindo-lhe uns jornais velhos. Acordei Núbia para ela m ajudar a preparar a caixa de isopor enquanto faria a barba e tomaria um banho afim de cuidar da aparência.

Com a barriga vazia, despedi-me de todos os de casa e fui à luta. A vontade de começar a trabalhar e de viver dignamente era tanta que saciou a fome física. Não dava para esperar o almoço ficar pronto. Tinha que começar a vender logo os picolés.

Tendo apenas R$ 6,00 na carteira, não seria possível comprar muitos picolés. Eu sabia que o mínimo no atacado são 40 unidades com pagamento á vista. Só que a fila dos terminais do Banco 24 Horas estava enorme e cheia de turistas sacando dinheiro afim de retornarem para suas cidades. Por precaução, levei o talão de cheque mais o cartão de débito. Só que uma dúvida restava:

Como convencer o fornecedor se ele não aceitasse algo além de dinheiro vivo?

Foi aí que resolvi criar uma situação favoravel. A princípio, eu não falei nada para a vendedora sobre a falta de dinheiro. Comecei informando-a que iria começar a trabalhar com os picolés e que precisava de dicas sobre como arrumar o produto na caixa e escolher os sabores mais procurados pelo consumidor. Indaguei sobre como manteria conservada a temperatura no isopor e ela logo emprestou uma placa de gelo guardada no refrigerador da loja. Também fiz-me de desentendido e perguntei a respeito da quantidade mínima para o atacado. Ela me respondeu:

"Isso aqui você me devolve no final quando terminar de trabalhar. Fechamos às seis. Se necessário, eu troco a placa de gelo para você. Também retorno o dinheiro dos picolés que não vender e estiverem começando a derreter. Só não deixe que amoleçam porque aí o produto perde a serventia e, neste caso, não poderemos ressarci-lo. Como você está começando hoje, eu deixo levar 20 picolés ao inves de 40 com o preço de atacado"

Decidi abrir o jogo com ela quando tinha deixado por último o pagamento que deve ser feito com antecipação sem esconder minha condição. Tentei primeiro fazer a compra no cartão de debito e depois no cheque usando-o como caução, mas não foi possível. Aí apresentei os R$ 6,00 guardados na carteira e propus comprar só o que desse com o preço de atacado. Então, a moça liberou por sua conta e risco como funcionaria as unidades restantes para completar os 20 picolés anotando o debito no papel sem eu precisar assinar. Fiquei duro e sem nenhuma nota ou moeda para o troco, mas tudo bem. Era melhor do que sair só com 5 unidades pagando o preço de varejo em que a margem de lucro ficaria bem menor.

Quando cheguei na praia, tomei primeiro a direção da direita rumo ao Iate Clube. Comecei a gritar "olha o picolé", mas ninguém se interessou. Voltei, fui para a esquerda e continuei anunciando o produto com os seus maravilhosos sabores. Então não demorou muito para que pessoas e, principalmente, familias com crianças fizessem sinal pra eu me aproximar.

Que coisa interessante! As vezes eu andava por alguns minutos ate aparecer um cliente. Porem, bastava achar uma família que conseguia vender varios picoles de uma só vez. Quando menso esperava, vinha um garoto ou uma menininha perguntando quanto que era. Então oferecia no mesmo preço que os demais vendedores para não prejudicar a ninguém.

As horas passaram depressa e eu me senti super satisfeito com a venda inesperada naquele feriado em que muitos ambulantes talvez já nem acreditassem por causa do mal tempo feito na manhã. É certo que boa parte dos turistas já estava deixando o municipio de Mangaratiba, mas ainda havia gente na praia aproveitando seus últimos instantes de folga. Pessoas que talvez só encarariam o trânmsito na estrada de noite ou no dia seguinte.

Agradeci a Deus pelo que consegui, pelos meus primeiros frutos com o novo trabalho. Amei estar servindo pessoas num ambiente agradável que é a praia daqui vendendo um produto saudável como são os saborosos picoles da Moleka (nenhum deles tem gordura trans). E o fato de eu ter caminhado para lá e para cá carregando uma caixa de isopor nas costas, fez-me bem ajudando na produção de serotonina apesar das dores nas costas. Alegre, retornei para casa. Fiquei feliz por ter encontrado uma fonte alternativa de renda bem oportuna neste preocupante momento de instabilidade financeira que atravesso.

Muito obrigado, Pai Celestial!

23 comentários:

  1. Olá Rodrigo, Fico feliz com as boas novidades. É isso ai cara um homem saudável e disposto ao trabalho nunca deveria sentir insegurança com o dia de amanhã. Parabéns pelo seu espirito de luta e que Deus continue te dando saúde e disposição que são os verdadeiros tesouros de um homem.

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  2. Grande Gabriel! Fico feliz por receber seus incentivos e palavras de encorajamento. Não podemos nos prostrar diante das dificuldades que encontramos, não é mesmo? O verão está chegando e creio que Deus me proporcionará dias melhores. Espero também ter mais disponibilidade para poder visitar os blogues dos comentaristas. Abração e tudo de bom pra você.

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  3. Uma pessoa que passa no mínimo meia década estudando nos bancos de uma faculdade, investindo tempo e dinheiro na sua formação profissional, não estaria jogando o diploma no lixo se resolve trabalhar de camelô? Por amor ao debate, como se costuma dizer no meio forense, qual a opinião dos internautas?

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    1. De fato, não é producente quando alguém subaproveita o potencial que tem. Mas, por outro lado, o profissional que se graduou e especializou precisa ser devidamente valorizado no mercado.

      Morando há uns três meses em Mangaratiba, tenho visto muitos dos meus colegas advogados trabalhando por pouco e isto não é muito diferente da realidade observável no restante do país. Foi o que vi nos seis anos em que exerci a advocacia em N. Friburgo e também no Rio de Janeiro em termos proporcionais quando consideramos o alto custo de vida lá. Pois tem escritórios e empresas pagando até menos de 2 contos por mês aos advogados empregados!

      Nem sempre as pessoas têm noção, mas a advocacia é profissão de grande responsabilidade. Ao pegar uma causa, o advogado pode não ter o dever de ganhá-la, mas precisa buscar todos os meios para que o cliente não perca a chance de êxito. Saindo uma sentença e não havendo mais como recorrer, formou-se a coisa julgada. É como se o Poder Judiciário colocasse uma pedra em cima da controvérsia e dali por diante as partes não podem dicutor mais nada. Assim sendo, se o advogado perde prazo, não recorre, deixa de arrolar as testemunhas certas, não comparece à audiência, não faz as cópias de documentos importantes para restaurar os autos se estes se perderem, deixa de se comunicar satisfatoriamente com o cliente, dentre outras coisas, o prejuízo poderá ser irreparável.

      Certa vez, ei estava conversando com um empresário que trabalha com importação e exportação e ele me falou sobre a importância do bom advogado na área do comércio exterior onde muitos colegas se aventuram sem terem sido experimentados no ramo. Como sabemos, é bem comum encontrar advogados que se disponibilizem a redigir qualquer contrato de compra e venda por menos de R$ 1.500,00. Só que, se o profissional não tem conhecimento naquela área, ele pode causar um grande prejuízo se deixar de colocar as cláusulas corretas no documento, prevendo as inúmeras situações possíveis dentro daquela relação que se desenvolverá envolvendo empresas de outros países com normas e riscos diferentes daqui. Logo, um grande empresário não vai se importar de pagar até cem vezes mais o valor da tabela da OAB para contratar um advogado realmente especializado e que lhe prestará um serviço satisfatório, dando segurança aos negócios.

      Vender picolés na pŕaia pode ser cansativo, nem sempre tem gente para comprar, existem aqueles dias chuvosos que inviabilizam a atividade, mas a responsabilidade é bem menor. Ademais, se um advogado é ainda pouco conhecido num local, não tem uma clientela suficiente capaz de sustentar sua atividade e está sem um emprego decente, não custa trabalhar como vendedor ambulante. Ainda mais num feriado quando a Justiça está fechada.

      Confesso que o ambiente da praia é muito mais agradável do que os corredores do Fórum. Estar ao ar livre e conversar com pessoas faz muito mais bem à minha mente do que andar de terno e gravata num calorão desses frustando-me com juízes e me aborrecendo com as situações conflitantes que são muito maiores já que a advocacia é quase sempre contenciosa na prática.

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    2. Olá Rodrigo. Sua historia me de lembra a minha! Ah quatro meses estou vendedor sacoles, no inicio achava que não ia cai bem, pois a muito tempo não via mais niguem comprando ou vendedo sacoles e sim picolés. Inclusive aqui na rua que moro veio mora um senhor que trabalha com picolé a muito tempo. Mais meu esposo desempregado devido a crise, eu que tinha iniciado com vendas de bolos decorados, antes da crise fiquei na mão durante a crise, afinal estava começando e pouquíssimos sabiam.Bom ja angustiada e sem saber o que fazer pedir a Deus uma orientação, e no dia seguinte acordei e me veio na cabeça em fazer sacoles para vender. Pois foi o que fiz, so com uns trocados comprei algumas frutas, e com a venda de um Bolo comprei o isopor e os saquinhos. Fiz os sacoles e depois de pro tos com a cara e a coragem, sai pelas ruas oferecendo meus sacoles.comercei vendedo poucas quantidades, mais aos poucos estão aumentando. Hoje ja comprei u. Frizzer e apoia o carnaval vou providencia um adesivo com minh marca p os produtos. Amo o que faço!! Parabéns querido por ser este exemplo p nos.

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    3. Boa noite, Andreia.

      Primeiramente obrigado por sua leitura e comentários.

      Penso que não podemos nos acovardar diante das dificuldades e obstáculos. A venda de picolés foi e ainda continua sendo a minha principal fonte de renda desde novembro de 2012 quando iniciei como ambulante irregular e estava vivendo um tremenda sufoco financeiro.

      Nesse tempo todo, minhas dificuldades continuam (infelizmente doença na família e poucos recursos são condicionantes), embora e o que ganho com as vendas tem permitido que eu continue sobrevivendo. E vou caminhando sem perder as eseranças de conseguir melhorar.

      Obrigado mais uma vez por visitar esta página e desejo muito sucesso pra você e sua família.

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    4. São pessoas como vc que me inspira a querer batalhar nas ruas, sou ambulante, vendo Sapatinhos de Crochê, cada all star custa 13 reias, por dia eu consigo uma produção mínima de 26 reias, que no caso são dois all star, mais num dia bom de produção, em que eu não tenho nenhum problema pra ficar me tirando a concentração eu consigo uma produção de 60 reais sem deixar os afazeres dá casa de lado, o meu celular tem alarme pra tudo, pra depois não me desorganizado. E tem vontade de vender picolé mais tenho medo de não conservar direito e acabar derretendo tudo. Aí lá se vai 60 reais de investimento pró lixo. Também tenho investido em uma amiga que faz conjunto de banheiro de Crochê, eu compro dela é revendo no meu preço, mais ultimamente eu tenho saído no prejuízo, pq ela demora muito a entregar e os clientes meus acaba desistindo dá encomenda, e eu pra Não sacanear acabo pegando e ficando com conjuntos encalhados '-'.... Vim aqui ler todo o seu texto pq pensei que ensinava como conservar melhor os picolés no isopor. Não tô achando vídeos no YouTube.

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  4. Boa noite,
    Sou vendedora há muitos anos,já vendi roupas,bijouterias,perfumes,avon,natura e etc... .
    No mês de Outubro iniciei um negócio na porta de casa,vendendo salgados e refrigerantes.Quando o tempo começou a esquentar iniciei a venda de picolé e sorvete moleka.
    Produto excelente,sou moradora de Nilópolis onde é a fábrica de sorvetes moleka,e mesmo sendo moradora não conhecia o produto.Na minha opinião não fica devendo nada para o sorvete da Kibon.
    Rodrigo,continue crendo nesse Deus maravilhoso que você serve,e se foi esse caminho que ele te mostrou vai a luta irmão.
    Não importa se voc~e é advogado,médico,engenheiro ou não tem formação nenhuma.Deus abriu uma porta e te mostrou o caminho e creio que através desta porta coisas grandes acontecerão em sua vida.
    E afinal de contas é muito gostoso trabalhar com o público não é mesmo!!!
    Ao invés de ficar trancado em um escritório ou ficar dentro de um terno passeando pelos fóruns da vida,você pode ser livre amigo.
    Deus te abençoe e te guarde e te faça vitorioso.
    Creia,se creres,verás a glória de Deus!!!

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  5. Rodrigo,
    Assumo que tive uma certa dificuldade em entender essa mudança tão grande de advogado para vendedor, mas depois que li o seu comentário, entendi melhor e dou a maior força. Todo trabalho honesto é totalmente válido! Parabéns!
    Thiago

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  6. Prezados Márcia Cristina e Thiago,

    É bom ler as mensagens de incentivo escritas por vocês.

    Penso que trabalhar com vendas é uma boa oportunidade. Seja como fonte de renda principal ou complementar.

    Não desisti da advocacia, mas não posso ficar na dependência exclusiva dela ou só do que estudei na faculdade. Muito menos desvalorizar um serviço de grande responsabilidade como muitos colegas andam fazendo por aí pegando causas que não valem a pena nos Juizados Cíveis...

    Os picolés da Moleka, como bem colocou a Márcia, não deixam a dever para os do principal concorrente. O de coco, por exemplo, tem até uns pedacinhos da fruta misturados com o leite. Outro sabor muito bom é o de milho verde, sendo este menos conhecido pelo público infantil.

    Agradecendo-lhes mais uma vez pelos comentários, aproveito a oportunidade de desejar uma excelente semana a todos.

    Abração!

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  7. Prezados Márcia Cristina e Thiago,

    É bom ler as mensagens de incentivo escritas por vocês.

    Penso que trabalhar com vendas é uma boa oportunidade. Seja como fonte de renda principal ou complementar.

    Não desisti da advocacia, mas não posso ficar na dependência exclusiva dela ou só do que estudei na faculdade. Muito menos desvalorizar um serviço de grande responsabilidade como muitos colegas andam fazendo por aí pegando causas que não valem a pena nos Juizados Cíveis...

    Os picolés da Moleka, como bem colocou a Márcia, não deixam a dever para os do principal concorrente. O de coco, por exemplo, tem até uns pedacinhos da fruta misturados com o leite. Outro sabor muito bom é o de milho verde, sendo este menos conhecido pelo público infantil.

    Agradecendo-lhes mais uma vez pelos comentários, aproveito a oportunidade de desejar uma excelente semana a todos.

    Abração!

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  8. Prezados Márcia Cristina e Thiago,

    É bom ler as mensagens de incentivo escritas por vocês.

    Penso que trabalhar com vendas é uma boa oportunidade. Seja como fonte de renda principal ou complementar.

    Não desisti da advocacia, mas não posso ficar na dependência exclusiva dela ou só do que estudei na faculdade. Muito menos desvalorizar um serviço de grande responsabilidade como muitos colegas andam fazendo por aí pegando causas que não valem a pena nos Juizados Cíveis...

    Os picolés da Moleka, como bem colocou a Márcia, não deixam a dever para os do principal concorrente. O de coco, por exemplo, tem até uns pedacinhos da fruta misturados com o leite. Outro sabor muito bom é o de milho verde, sendo este menos conhecido pelo público infantil.

    Agradecendo-lhes mais uma vez pelos comentários, aproveito a oportunidade de desejar uma excelente semana a todos.

    Abração!

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  9. Prezados Márcia Cristina e Thiago,

    É bom ler as mensagens de incentivo escritas por vocês.

    Penso que trabalhar com vendas é uma boa oportunidade. Seja como fonte de renda principal ou complementar.

    Não desisti da advocacia, mas não posso ficar na dependência exclusiva dela ou só do que estudei na faculdade. Muito menos desvalorizar um serviço de grande responsabilidade como muitos colegas andam fazendo por aí pegando causas que não valem a pena nos Juizados Cíveis...

    Os picolés da Moleka, como bem colocou a Márcia, não deixam a dever para os do principal concorrente. O de coco, por exemplo, tem até uns pedacinhos da fruta misturados com o leite. Outro sabor muito bom é o de milho verde, sendo este menos conhecido pelo público infantil.

    Agradecendo-lhes mais uma vez pelos comentários, aproveito a oportunidade de desejar uma excelente semana a todos.

    Abração!

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  10. caramba. Que mensagem bacana!
    Eu também sou também tenho formação mas a verdade que não somos valorizados.
    Eu particularmente, não retornarei a minha área de atuação, pois paga-se pouco.
    O jeito foi prestar concurso público. Apesar de ganhar pouco, a estabilidade pesa.
    Vender picolé é uma renda complementar e não é vergonha para ninguém.
    Realmente oq está me faltando é essa coragem.
    Parabéns!

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    1. Olá, amigo!

      Embora eu não tenha largado totalmente a minha formação (este ano mesmo ingressei cm uma ação popular para defender o meio ambiente aqui onde moro), tenho feito das vendas a minha principal fonte de renda na atualidade.

      Mexer com vendas exige tanto coragem como ousadia. Você só descobre se leva jeito para a coisa se tentar. E tentar mais de uma vez. Cada produto que se coloca no mercado exige uma atenção/disposição diferente. No caso do mercado informal, entre ambulantes, existe aí uma questão social que pesa de modo que a liberdade de atuação do vendedor não chega a ser total. É preciso lidar com o Poder Público no que diz respeito às autorizações/fiscalizações, bem como com a convivência com os outros vendedores, os quais muitas das vezes tentam padronizar o comportamento laboral nos locais, tipo o seu preço de venda, dentre outras coisas. É uma luta pela sobrevivência nos lugares públicos.

      Infelizmente, muitas profissões que exigem formação do indivíduo não estão devidamente valorizadas. Querem que o profissional trabalhe por pouco e aí tem muitos que se sujeitam contribuindo com esse rebaixamento. Só que hoje a realidade do Brasil é outra e predomina uma tendência de crescimento, o que justifica o aumento dos honorários cobrados seja por advogados, contadores, corretores de imóveis, engenheiros, etc. E aí penso que, se um vendedor de picolé consegue ganhar até mais de 400 reais num domingo de praia lotada, por que um advogado vai ficar se sujeitando a acompanhar processos que duram anos para depois ganhar menos de dois contos somente em hipótese de êxito do cliente? Por isso, mais do que nunca é preciso que cada profissional tenha como padrão os valores da tabela do seu respectivo conselho.

      Abraços e obrigado aí pelos comentários.

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  11. Olá Rodrigo boa noite achei super válida a sua história . Eu tenho 34 anos e até os meus 29 +ou- sempre trabalhei com o público e em out de 2012 minha vó teve um AVC muito forte e se tornou minha filha .. e esse ano ela descansou durante esses 4 anos vivíamos com a pensão dela .. agora como tenho um filho de 1 ano comecei a vender picole moleka na. Praça perto de CS ... No primeiro dia fiquei muito envergonhada pois nunca me imaginei sentada em um banco com uma caixa de isopor vendendo picolé .. e em pouco tempo essa vergonha foi embora com primeiro sorriso de uma criança quando lhe entreguei o picolé em sua mão.. só estou ainda meio enrolada pois não conheço essa placa de gelo e meus picolés estão derretendo um pouco rápido ei vira e mexe tenho q ir em CS trocar os picolés .. + vou procurar essa placa de gelo .. obg pela história de incentivo

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  12. Olá Rodrigo boa noite achei super válida a sua história . Eu tenho 34 anos e até os meus 29 +ou- sempre trabalhei com o público e em out de 2012 minha vó teve um AVC muito forte e se tornou minha filha .. e esse ano ela descansou durante esses 4 anos vivíamos com a pensão dela .. agora como tenho um filho de 1 ano comecei a vender picole moleka na. Praça perto de CS ... No primeiro dia fiquei muito envergonhada pois nunca me imaginei sentada em um banco com uma caixa de isopor vendendo picolé .. e em pouco tempo essa vergonha foi embora com primeiro sorriso de uma criança quando lhe entreguei o picolé em sua mão.. só estou ainda meio enrolada pois não conheço essa placa de gelo e meus picolés estão derretendo um pouco rápido ei vira e mexe tenho q ir em CS trocar os picolés .. + vou procurar essa placa de gelo .. obg pela história de incentivo

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    1. Olá!

      Gostei de conhecer a sua história e admiro pessoas que lutam e trabalham.

      Essa placa de gel, também chamada de placa térmica, é a mesma que se utiliza nos carrinhos de picolé, as quais, conforme o tamanho delas e das caixas, cabem também no isopor.

      Infelizmente, é difícil achar um local que vende. Minha sugestão é que faça um contato com os representantes da Thermototal para que informem onde possa achar no Rio de Janeiro (provavelmente só deverá encontrar uma loja que venda as placas sem o carrinho no Centro). Porém, pode conseguir o carrinho em vários locais em que Madureira seria mais barato.

      Em algumas sorveterias da Moleka, os donos chegam a empresas ou alugar aseus jogos de placa. Aí é conversar com a loja, mas sempre é bom você ter seu material e não depender de ninguém.

      Boa sorte e tudo de bom.

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    2. Olá!

      Gostei de conhecer a sua história e admiro pessoas que lutam e trabalham.

      Essa placa de gel, também chamada de placa térmica, é a mesma que se utiliza nos carrinhos de picolé, as quais, conforme o tamanho delas e das caixas, cabem também no isopor.

      Infelizmente, é difícil achar um local que vende. Minha sugestão é que faça um contato com os representantes da Thermototal para que informem onde possa achar no Rio de Janeiro (provavelmente só deverá encontrar uma loja que venda as placas sem o carrinho no Centro). Porém, pode conseguir o carrinho em vários locais em que Madureira seria mais barato.

      Em algumas sorveterias da Moleka, os donos chegam a empresas ou alugar aseus jogos de placa. Aí é conversar com a loja, mas sempre é bom você ter seu material e não depender de ninguém.

      Boa sorte e tudo de bom.

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  13. parabéns Rodrigo,estou numa situação parecida,olha que nunca pensei que fosse passar por isso, sou funcionário publico do governo do estado RJ e estou quase desesperado,procurando um renda extra,para quitar dividas e outras contas,gostaria de dicas e bizus de como armazenar os picolés no isopor e placa de gelo.

    grato

    Hermes

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    1. Boa tarde, Hermes.

      Essas placas térmicas geralmente vêm com o carrinho e você também pode solicitar ao representante na sua região que encomende placas avulsas. Mas há fornecedores de picolés, inclusive muitos distribuidores da Moleka, que emprestam ou alugam para os seus vendedores. Aí tudo é uma questão de conversar com o dono da loja.

      Armazenar o picolé é fácil. Eles só precisam estar bem juntinhos junto à placa térmica para manter a temperatura. Tanto o carrinho quanto o isopor podem ter a placa.

      Em algumas distribuidoras de picolé vendem o gelo seco e aí acho mais vantajoso porque pesará menos e você terá mais espaço para colocar os picolés, o que, nesta época, compensa comprar porque vai vender muito.

      Boas vendas!

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  14. Boa tarde varão Que Deus te abençoe eu estou na mesma situação em que você se encontrava pois vou fazer a mesma coisa vou comprar minha caixa de isopor e fazer o mesmo pois todos temos potencial minha esposa está prestes a ganhar bebê esperamos oito anos para ter o nosso primeiro filho pois quando estava no meio dá gestação recebi a notícia que iria ser despedido fiquei com o coração na mão só Deus sabia o que se passava na minha cabeça e meio já sem dinheiro resolvi que iria vender picolé e o mais da marca Moleka e estava olhando na internet sobre depoimentos de pessoas que vendem este produto quando me deparei com o seu depoimento e estava lendo a sua estória quando recebi uma ligação do meu antigo trabalho o diretor ligou pessoalmente para mim me oferecendo alguns trabalhos como trabalho com engenharia sou desenhista ele me ofereceu alguns trabalhos amanhã mesmo começo

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    1. Olá Diego.

      Desejo que tenha êxito com o seu trabalho. Compreendo o quanto é duro ficar desempregado e precisar sustentar família e pagar as contas. Mas torço pra que seja bem sucedido e supere todas as dificuldades.

      Abraços e tudo de bom.

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