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domingo, 20 de abril de 2025

Que nossos olhos se abram para a missão que temos nesta vida!



"E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu. Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes." (Lucas 24:30-31)


O Domingo de Páscoa creio eu que não é para encerrarmos o dia tristes ou melancólicos... 

Umas das narrativas dos Evangelhos que mais curto é quando o autor de Lucas fala sobre os discípulos de Emaús, os quais não perceberam a presença de Jesus enquanto caminhava com eles. 

Prosseguiram na estrada conversando até que convidaram o Mestre para uma ceia quando chegaram em casa, já na aldeia. Nesse tempo todo, estavam eles muito tristes por causa da sua morte e se sentindo desesperançados. 

No entanto, Jesus foi paciente e pedagógico com os dois seguidores até que os olhos do entendimento se lhes abriram. Ou seja, compreenderam que tinham uma missão a cumprir nesse mundo e o trabalho de anúncio das boas novas iria continuar.

A ressurreição, meus amigos, é o sinal de um novo começo, uma nova história. Se Jesus tivesse vivido na terra como Davi, teria sido uma repetição de algo que só deu certo para uma época e não resolveria o problema espiritual do ser humano.

Acredito na ressurreição como algo que nos inspira a continuar o trabalho do Mestre e construirmos o Reino de Deus aqui por meio da aplicação do Evangelho nas nossas relações.

De olhos abertos, os dois discípulos trataram de voltar logo para Jerusalém onde se encontraram com os demais irmãos. Entenderam qual seria o papel deles aqui e se acharam novamente com Jesus, na comunidade.

Há muito o que fazermos nesse mundo. Passada a celebração da Semana Santa, devemos prosseguir na nossa caminhada. Porém, melhor será com o entendimento aberto acerca do nosso papel e da nossa missão na vida que recebemos de Deus.

Ótima semana a todos e muita luz nos nossos caminhos.


OBS: Imagem acima referente ao quadro do pintor francês Laurent de La Hyre, 1656.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

O bendito “desperdício” na casa dos pobres


Há uma passagem nos evangelhos que nos leva a refletir sobre o sentido das boas ações que deve ser buscado e praticado.

Tanto Mateus quanto João trazem seus respectivos relatos sobre uma mulher que ungiu a Jesus com um caro perfume oriental. No texto do quarto evangelho, tal personagem é identificada como sendo a Maria de Betânia (uns a confundem também com Maria Madalena ou com aquela que enchugou os pés do Senhor com os cabelos) e o discípulo que a critica o escritor diz que seria Judas Iscariotes, o traidor. No entanto, prefiro mais a mensagem de Mateus porque, mantendo as pessoas no anonimato (exceto o anfitrião e o local), inclui a todos nós nos julgamentos injustos que frequentemente cometemos.

“Ora, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, aproximou-se dele uma mulher, trazendo uma vaso de alabastro cheio de precioso bálsamo, que lhe derramou sobre a cabeça, estando à mesa. Vendo isto, indignaram-se os discípulos e disseram: Para que este desperdício? Pois este perfume poderia ser vendido por muito dinheiro e dar-se aos pobres. Mas Jesus, sabendo disto, disse-lhes: Por que molestais esta mulher? Ela praticou boa ação para comigo. Porque os pobres, sempre os tereis convosco, mas a mim nem sempre me tendes; pois, derramando este perfume sobre o meu corpo, ela o fez para o meu sepultamento. Em verdade vos digo: Onde for pregado em todo o mundo este evangelho, será também contado o que ela fez, para memória sua.” (Mt 26.6-13; ARA)

Em seu ministério, muitas vezes Jesus deixou de fazer a sua própria vontade em benefício do próximo ensinando-nos o que é o amor. Seu discurso contra o acúmulo das riquezas e defendendo o pobre foi feroz em vários momentos. Lembrando Sofonias 2.3, o Sermão da Montanha é iniciado tendo a figura do pobre na base ética de seu discurso (Mt 5.3) e que se repete nas bem-aventuranças de Lucas (6.2). Na primeira missão apostólica, os seus discípulos foram proibidos de levar bens em excesso (Mt 10.9-10). Suas boas novas são direcionadas ao pobre (Lc 7.22), confirmando para ser para este público o envio do Messias prometido (Is 11.4; 61.1; Sl 72.12-13). No episódio envolvendo o jovem rico, Jesus chega a dizer que é mais fácil um camelo passar por um buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino de Deus (Lc 18.24-25). E, considerando o contexto evangelístico da obra de Mateus, eis que, no Sermão Profético, o Cristo chega a ser identificado com os pobres “pequeninos” (Mt 25.35-40).

Curiosamente, na cidade de Betânia (nome que significa “a casa dos pobres”), Jesus permite que o seu próprio corpo torne-se daquele ato de generosidade e de consagração. Sua alma altruísta nem precisava receber a luxuosa oferta. Porém, naquele momento, o Senhor permitiu que a mulher praticasse a sua boa ação sem qualquer censura, vendo naquele gesto uma profunda manifestação de amor.

Qual foi mesmo o valor daquela extravagância?

Segundo o texto joanino seriam 300 denários (Jo 12.5), representando quase que o ano inteiro do trabalho de um homem do povo. Já em Mateus, o preço do perfume seria de 30 siclos que era o preço da vida de um escravo, conforme previsto no Código da Aliança (Ex 21.32). Ou seja, era grana pra caramba! Daria para alimentar muitas pessoas famintas.

A resposta de Jesus aos discípulos foi também muito significativa. Os pobres eles sempre teriam. Porém, o mesmo não seria possível dizer acerca de sua pessoa no meio do grupo já que a hora do martírio estava próxima.

Ao dizer para os discípulos que “os pobres, sempre os tereis convosco” Jesus estava legitimando a opressão e a exclusão afim de que a Igreja se mantivesse inerte em sua luta por Justiça como acabou fazendo na maior parte de sua bimilenar história?

Penso que não. Pois me parece que Jesus estava ensinando sobre como prestar uma assistência mais qualificada ao próximo. Como amar verdadeiramente com intensidade a quem nós conhecemos para não nos perdemos numa fria distribuição de riquezas onde a pessoa ajudada passa a ser mais um número do que um ser.

Será que o trabalho social deve nos tornar tão rígidos a ponto de considerarmos um “desperdício” promover uma festa em benefício de um membro da equipe com direito a bolo, ida a um restaurante ou até mesmo um bom vinho? Iremos limitar a assistência prestada a esmolas?

Acertadamente Jesus ampliou todos os conceitos da Lei de Moisés para que os seus discípulos pudessem contemplar a essência dos mandamentos e experimentassem o amor. Jamais ele se prendeu à rigidez das normas escritas ou permitiu que uma prática de vida viesse a se tornar uma conduta restrita, alienante, bitoladora ou compulsiva. E isso abrange vários atos da vida humana além das doações.

Sendo eu um ecologista, vou sempre ter que deixar de comprar uma rosa para dar de presente a alguém num momento especial só porque estaria contribuindo com uma cultura agrícola que ainda usa muitos agrotóxicos, desperdiça água e ocupa terras férteis que poderiam ser destinadas à produção de alimentos ou mesmo à recuperação dos ecossistemas nativos?

Temos hoje centenas de milhões de habitantes vivendo na mais absoluta miséria ao redor do planeta, o que significa muito mais do que a população mundial na época de Jesus. São pessoas vítimas de um sistema econômico e político excludente. Algo que certamente não se resolve apenas com as anuais campanhas de fraternidade da Igreja Católica ou com um programa oficial tipo o Fome Zero, o Bolsa Família, etc. Mesmo se todos os cristãos decidissem sacrificialmente privar-se de seus luxos, ainda assim seria necessário mais do que dinheiro para que cada indivíduo recupere sua dignidade. Teríamos que derramar vasos de perfumes sobre a cabeça de cada pequenino!

Com seu gesto, Maria de Betânia não apenas reconhecer que o carpinteiro de Nazaré era o Messias (os antigos monarcas de Israel eram ungidos) como também ensinou para todas as gerações o que é amar. Não é por menos que o Mestre ordenou que onde fosse proclamado o Evangelho, houvesse memória daquele extravagante ato de caridade.

Que seja intenso o nosso amor pelos pobres!


OBS: A ilustração acima, “Unção de Jesus”, tem a sua autoria é atribuída a Maitre François (cerca de 1475-1480), tendo sido extraída de http://www.biblical-art.com/artwork.asp?id_artwork=18119&showmode=Full e pela Wikipédia.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Em busca de uma simplicidade madura

Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.” (Marcos 10.13-16; ARA – conferir com Mt 19.13-15 e Lc 18.15-17)


Os ditos de Jesus que comparam as crianças com a procura pelo “Reino de Deus” podem ser considerados únicos em toda a Bíblia e distintos da literatura rabínica de sua época. Nem nas Escrituras hebraicas (o “Antigo Testamento”), e tão pouco no ensino de Paulo, as crianças alcançaram tamanha importância.

No entanto, as passagens dos Evangelhos que dão significação central às crianças costumam ser objeto de severas críticas por algumas pessoas. Segundo elas, estaria implícito nas palavras atribuídas a Jesus um tipo de "infantilismo existencial" ou "confiança cega", em que o novo convertido deve tornar-se "incapaz de questionar os absurdos cometidos pela religião".

Tal crítica é, em parte, considerável porque realmente a interpretação do texto acima citado admite uma construção doutrinária nesse sentido. E a passagem bíblica pode ser até mal intencionada e equivocadamente relacionada a Mateus 7.9-10 (ou a Lucas 11.11-12), quando Jesus fala da credulidade do homem em relação a Deus de que, se o filho pedisse pão, peixe ou ovo, o pai não lhe daria uma pedra, uma cobra ou um escorpião. Aliás, é inegável que, nesses séculos de história do cristianismo, inúmeros pregadores induziram seus ouvintes a praticarem suicídio intelectual com ameaças de que, se não acatassem as ordens eclesiásticas, ficariam de fora do “céu” após morrerem. E, movidos então pelo medo e por uma confiança cega no líder religioso, muitos devotos chegaram até a matar seus semelhantes acreditando estar acumulando créditos para uma futura entrada no Reino.

Acontece que a ideia de confiança cega não se firma quando empreendemos uma coerente análise sistemática das Escrituras, sendo uma concepção diametralmente oposta à passagem de Atos dos Apóstolos quando o texto bíblico nos mostra que os convertidos da sinagoga de Bereia verificaram se a pregação de Paulo e Silas estava mesmo correta:

Ora, estes de Bereia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não poucos homens.” (At 17.11-12; ARA)

Por sua vez, em Mateus 13.52, Jesus exalta o escriba (pessoa instruída) que se tornou versado nos assuntos do Reino, o qual tira do seu tesouro “coisas novas e coisas velhas”. E a respeito da pequena parábola deste versículo, os comentários da Bíblia de Jerusalém nos fornece a seguinte orientação:

O doutor judeu que se tornou discípulo de Cristo, possui e administra toda a riqueza antiga, acrescida das perfeições da nova (v. 12). Esse elogio do 'escriba cristão' resume todo o ideal do evangelista Mateus e tem bem a aparência de ser a sua assinatura discreta. O v. convida os discípulos a ser também eles criadores de novas parábolas.

Refletindo melhor sobre a metáfora das crianças em relação ao Reino, cabe aqui a indagação se Jesus estava mesmo falando de “confiança cega” conforme muitos seguidores e críticos do cristianismo ainda pensam? Por acaso a criança não é altamente questionadora a ponto de formular perguntas bem espontâneas sem nenhum medo de expor suas dúvidas?

Lembro que eu, quando ainda era criança, fazia constantes perguntas aos meus pais sobre a origem de Deus. Queria entender por que Deus sempre existiu e o que poderia ter existido antes Dele. E, quando me falavam sobre o dogma católico da “Santíssima Trindade” eu não me conformava em simplesmente aceitar como resposta ser um mistério indecifrável pelo homem a afirmação de que o Pai, o Filho e o Espírito Santo são Um. Pois, se algo não fazia sentido pra mim, eu queria encontrar respostas, de modo que só interrompi minhas buscas pessoas depois que fui doutrinado pelo cristianismo e psicologicamente coagido com ameaças indiretas sobre o “inferno”, “purgatório” ou “excomunhão”.

Mas voltando à passagem bíblica inicial, o que observo na comparação entre o Reino de Deus e as crianças é um louvor de Jesus à simplicidade e à retidão de caráter dos pequeninos. Isto porque eles não se apegam a orgulhosas posições, são incapazes de guardar rancores mesmo contrariados, pedem desculpas facilmente pelo erro cometido, não se envergonham de ser quem realmente são e se mostram bem mais dispostos a aprender do que nós adultos conformados.

Estudando o Evangelho não canônico de Tomé, encontrei duas passagens que ampliam a metáfora do Reino aplicada às crianças. Uma delas seria esta sentença que é considerada um possível paradigma de Mc 10.15, Lc 18.17 e Mt 18.3-4: “Esses pequeninos que mamam são como aqueles que entram no Reino” (To 22a).

Em outro dito, no mesmo evangelho tido erroneamente como “apócrifo”, Jesus relaciona as crianças ao Reino pela pureza interior delas (To 46b). E o que melhor me esclarece sobre qual seria o entendimento do Senhor seria a sentença de To 4a: “O homem idoso não hesitará em perguntar a uma criancinha de sete dias sobre o lugar da vida, e ele viverá”.

Ora, meditando nesta passagem do Evangelho de Tomé, juntamente com a ideia do “novo nascimento” de João 3, podemos perceber que o infante experimenta o Reino melhor do que muitos de nós que temos consciência do certo e do errado, vos que nos preocupamos excessivamente com o amanhã, o destino da alma depois da morte, o futuro dos descendentes, etc. Para a criança de peito existe apenas o aqui e agora, pois ela se deleita intensamente com cada momento, não se restringindo com moralismos ou juízos de aparência. Tais bebês simplesmente vivem adorando a Deus em espírito e em verdade.

Ao comentar sobre a relação entre o Reino e as crianças, Ron Miller, ex-padre católico e atualmente professor da Universidade Lake Forest (Illinois, EUA), assim nos ensina compartilhando uma experiência pessoal:

"(...) Jesus desenvolveu um diferente conceito dos Céus – a ideia de um Deus que fornece a compaixão, o perdão e o paraíso celeste -, o qual vem a ser a mensagem principal deste Evangelho [de Tomé] e do Novo Testamento. E dentro deste contexto, somente um ser imaculado, puro como uma criança, poderia entender os segredos do paraíso celeste. Você deve estar pensando: por que ser como uma criança? Na verdade, um infante possui tão pouca experiência que as formas negativas da mente e do coração ainda não criaram nenhum obstáculo em sua percepção do mundo. Recentemente, um casal de alunos na universidade onde leciono levou seu filho de dois anos para que eu o conhecesse. O pequeno garoto adentrou correndo a sala de aula e, repentinamente, parou no meio de todos os alunos. Maravilhado, olhou todos os objetos à sua volta, inclusive cada pessoa detalhadamente. O que eu daria para ter visto o que ele viu naquele momento, pois tinha o semblante de quem olhou para o paraíso (...)" (O Evangelho de Tomé: uma bússola para a evolução espiritual; tradução de Claudinei dos Santos; revisão técnica Hermínio Figueiredo. Rio de Janeiro: Nova Era, 2006, págs. 34 e 35)

Outra característica marcante nos pequeninos é o desapego. Na sentença 21a do Evangelho de Tomé, aos responder uma pergunta de Maria sobre a quem se assemelhariam os seus seguidores, Jesus compara os discípulos a crianças que brincam num campo alheio e que, quando os donos do terreno as expulsam, elas simplesmente deixam a propriedade de maneira pacífica:

Eles se parecem com crianças que se instalam num campo que não lhes pertence. Quando os donos do campo vierem, dirão: 'Entregai nosso campo.' Elas se despirão diante deles para que eles possam receber o campo de volta e para entregá-lo a eles.” (To 21a)

O que podemos aprender de novo com esta rica passagem de um livro que poderia muito bem constar no cânon das nossas bíblias?

Ao refletir sobre este dito atribuído a Jesus, percebo que a criança possui a notável característica de reconhecer intuitivamente a nossa condição de peregrinos neste planeta chamado Terra. O pequenino não pretende ser dono de nada, mas tão somente obter alegria e diversão. Por isto, quando os proprietários do imóvel solicitam que as crianças deixem o terreno, elas espontaneamente dão “a outra face” do célebre Sermão da Montanha, deixando o local como também as próprias vestes, mostrando que não têm o interesse de serem donas do Éden, mas tão somente atuarem como jardineiros, despidas de qualquer materialidade.

Para bem ilustrar através de acontecimentos contemporâneos o que vem a ser o desapego, faço menção a Mahatma Gandhi (1869-1948), o principal líder da independência indiana. Mesmo sendo um hindu, Gandhi deu um grande exemplo de vida aos cristãos do Ocidente. Graças ao seu desprendimento, ele pôde levar adiante seu audacioso projeto libertador, abalando o poderoso Império Britânico.

Vestindo roupas rústicas, a “Grande Alma” carregava seus pertences num pequeno saco e se apoiava sobre uma vara de bambu para locomover-se. Tendo se formado em Direito e exercido a advocacia em Londres, ele abriu mão do conforto e das riquezas. Assim, despido praticamente de todos os bens e livre da preocupação de gerir um patrimônio, Gandhi pôde então cumprir a agenda de seu itinerante ministério revolucionário porque sua bagagem tornou-se tão leve quanto a de uma criança.

É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.” (Marcos 10.25; ARA)

Igualmente nós, sem imitarmos os hábitos pessoais bizarros de Gandhi, também devemos aprender a aliviar nossa bagagem. Tanto no aspecto material quanto no emocional e no espiritual. Pois, se “morremos com Cristo” e “nascemos de novo”, conforme nos ensinam as Escrituras, não temos mais que nos preocupar tanto com a cobrança de contas ou morais. Não somos obrigados a aparentar nada para sermos aprovados pelas pessoas. Estamos livres pela graça divina de toda e qualquer condenação, bem como de prisões cármicas, penitências, sacrifícios, sentimentos de culpa pelos erros do passado, etc. E basta apenas atuarmos responsavelmente pela realização deste bimilenar ideal de Cristo – a construção do Reino de Deus.

E que venha a nós o Reino do Eterno! O Senhor nosso Deus é um! Aleluia!


OBS: A foto acima refere-se aos tempos de minha infância, provavelmente entre o final dos anos 70 e começo da década de 80. As citações do Evangelho de Tomé foram extraídas da seguinte página na internet http://www.igrejavaroesdeguerra.com.br/LIVROS/Apocrifo_Evangelho_Tome.pdf