Os noticiários de ontem divulgaram a confirmação descoberta do telescópio da NASA que encontrou um planeta gêmeo da Terra em outro sistema solar distante em uns 600 anos luz daqui e que se enquadraria naquilo que os cientistas hoje denominam de "zona habitável".
O novo astro foi batizado de Kepler 22b (em razão do nome do telescópio norte-americano) e foi visto pela primeira vez no ano de 2009, tendo sido confirmado recentemente. E, de acordo com os cientistas, este planeta irmão seria maior do que o nosso, mas teria uma translação inferior ao ano terrestre com uma rota de 290 dias ao redor de sua estrela a qual, por sua vez, seria menos quente do que o sol.
Eu que sou um admirador das pesquisas espaciais desde a infância, quando já decorava os nomes de todos os planetas do nosso sistema solar (na época Plutão ainda não tinha sido destituído), sem dúvida que eu vibrei com a notícia. Principalmente porque a descoberta tem tudo a ver com o meu discurso teológico já que defendo abertamente dentro do meio religioso a existência de vida em outros planetas.
Contudo, logo depois que li esta notícia no Yahoo e fui até a sala comunicar à minha esposa, veio em minha cabeça um insight. Pois, enquanto o telescópio da humanidade fica olhando para bem longe a procura de vida, esquecemos da abundância de vidas humanas, animais e vegetais que estão se manifestando à nossa volta.
Este lampejo de luz ocorreu-me quando, por alguns instantes, minha mulher deixou de prestar a atenção no que eu falava para apreciar a imagem de um bebê mostrado na TV. Para ela, naquele momento, o sorriso de uma criança era mais interessante do que as descobertas espaciais da Agência Espacial dos Estados Unidos!
O que o homem está procurando tão longe? Será que a vida não está tão pertinho dele? Que valor estamos dando à vida que se manifesta no nosso próximo e dentro de nós? Não estaria o nosso olhar perdido no espaço?
Além dos ecossistemas aquáticos e terrestres, temos também um universo a ser explorado e que talvez seja infinitamente maior. Trata-se da mente humana.
Cada ser humano tem um imenso universo dentro de si a ser conhecido. Porém, nem sempre conseguimos valorizar a vida que existe bem pertinho. Uns ainda são capazes de derramar o sangue do seu semelhante, deixar crianças morrendo de fome, queimar florestas, fazer guerras e tem aqueles que matam de outras maneiras destruindo sentimentos.
Esta noite, estando a refletir, lembrei-me de passagem do Evangelho de João quando Jesus conversa com a mulher samaritana e assim lhe diz:
"aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Jo 4.14; ARA)
Ou, como se verifica em outra parte do mesmo Evangelho:
"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." (Jo 7.38; ARA)
Nada contra as pesquisas espaciais. Muito pelo contrário. Mas certamente seria ótimo se direcionássemos o nosso "telescópio" também para mais perto. Inclusive para "dentro" de nós mesmos, afim de que possamos ter um encontro verdadeiro com a Vida e compreendermos o seu significado.
OBS: A origem da imagem, exibida em diversos jornais, acima é da Agência Espacial dos Estados Unidos – NASA.
Este blogue tem por objetivo divulgar aquilo que eu penso. Escrevo não somente assuntos jurídicos como também comento sobre política, religião, sexualidade, filosofia, questões locais da cidade onde moro e tudo o que me vem na cabeça. Quem desejar fazer seus comentários, fique a vontade. Aqui não tem censura!
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terça-feira, 6 de dezembro de 2011
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