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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Alguma outra Terra à vista?!




Esta semana li uma matéria no Metrópoles informando que cientistas da Universidade de Tecnologia de Luleå, na Suécia, já teriam encontrado 45 planetas semelhantes à Terra no universo. Isto é, apresentam indícios de água líquida e atmosfera muito parecida com a nossa.


Entretanto, há um ponto desanimador nessa notícia. É que o planeta mais próximo e que reúne fortes características de habitabilidade, encontra-se a uma distância de 4,22 anos-luz daqui...


"Isso significa que demoraria 17 mil anos para chegar até lá em uma velocidade de 265 mil quilômetros por hora. Os pesquisadores seguem estudando os planetas a fim de garantir que ao menos um dos 45 é, de fato, habitável." 


Gosto muito de ciência e creio que essas descobertas dos pesquisadores nos ensinam muita coisa, inclusive acerca de nós mesmos. Basta nos abrirmos para as reflexões da vida com racionalidade. 


Se há outros planetas no universo parecidos com o nosso que possam ser habitados (e quem sabe já possuam alguma forma de vida), não tenho dúvidas. Afinal, só a nossa galáxia é imensa. E, talvez, antes do ano 3000 desta era, com o avanço da tecnologia, de algum modo confirmaremos esses estudos dos suecos, caso o homem não venha a se auto-extinguir até lá. 


Todavia, antes da constatação de qualquer descoberta, pelo envio de alguma expedição, mesmo que não tripulada, precisaremos aprender a viver o hoje e preservarmos o que a natureza nos proporcionou por milhares de anos. 


Nas últimas décadas, foram exterminadas inúmeras espécies de animais, sendo que, de acordo com um estudo feito pela organização não-governamental ambientalista WWF, o planeta perdeu 68% dos seus animais selvagens em menos de 50 anos. Senão vejamos essa notícia divulgada ontem (10/09) no UOL: 


"O relatório alarmante publicado nesta quinta-feira (10) pela ONG WWF aponta que o planeta perdeu em menos de 50 anos 68% dos animais selvagens, principalmente por causa do desmatamento e da expansão de áreas agrícolas. O documento mostra uma situação crítica nas regiões da América do Sul e Central onde mais de 90% de espécies de anfíbios, répteis e peixes desapareceram" - https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/rfi/2020/09/10/planeta-perdeu-68-dos-animais-selvagens-em-menos-de-50-anos-aponta-relatorio-da-wwf.htm


Além disso, as projeções para até a segunda metade do século não são muito animadoras, havendo o fundado risco de haver guerras no mundo por água e alimento já que estamos destruindo tudo em nossa volta e seríamos capazes de fazer o mesmo com outros lugares no espaço. Isso sem nos esquecermos da possibilidade de pandemias piores do que as da gripe espanhola ou da COVID-19.


Por isso, qualquer descoberta acerca de outros mundos, não muda a nossa realidade atual. Logo, durante no mínimo alguns séculos neste milênio, tudo indica que teremos tão somente esta Terra para nós e os nossos filhos vivermos. 


Cuidemos bem desse nosso único planeta!




Ótima sexta-feira a todos!

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Chega dessas sondagens ou enquetes na internet!




Deste o dia 04/09/2020, está rolando no grupo "ELEIÇÕES 2020-MANGARATIBA" do sítio de relacionamentos Facebook uma sondagem eleitoral com o seguinte enunciado, omitindo que a mesma não se trata de pesquisa eleitoral e faz menção aos pretensos candidatos ao pleito de vereador no Município de Mangaratiba como sendo já candidatos:


"ELEIÇÕES 2020- MANGARATIBA

VOTE EM EM SEU CANDIDATO E FAÇA ELE GANHAR ENGAJAMENTO NAS MÍDIAS SOCIAIS. 

OBS: SE O SEU CANDIDATO NÃO ESTIVER NA LISTA, DEIXA NOS COMENTÁRIOS O NOME DELE."


Embora eu desconheça no mundo real quem seja o responsável pela postagem e pelo grupo “ELEIÇÕES 2020-MANGARATIBA”, consta ali como autor e administrador alguém de nome Carlos Oliveira (não se sabe se o mesmo está ocultando a sua real identidade nas redes sociais). E, tendo acessado pela última vez a página, na tarde do dia 08/09/2020 (ontem), foi possível observar um total de 747 comentários e 107 compartilhamentos, o que significa um alcance imensurável de internautas.


Vale ressaltar que, até às eleições municipais de 2012, as enquetes e sondagens podiam ser realizadas, desde que sua divulgação estivesse condicionada à informação clara de que se tratava de mero levantamento de opiniões, sem controle de amostragem científica. Porém, com a mudança determinada pela Lei Federal n° 12.891/2013, foi acrescentado o parágrafo 5º do artigo 33 na Lei n° 9.504/1997 ("Lei das Eleições") com a seguinte redação: 


"É vedada, no período de campanha eleitoral, a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral".


Importante registrar que esse tipo de levantamento deve ser punido com o pagamento de multa prevista no parágrafo 3º do artigo 33 da Lei nº 9.504/97, independentemente da menção ao fato de não se tratar de pesquisa eleitoral.


Embora a propaganda eleitoral esteja prevista apenas para 26/09/2020, devido às alterações no calendário eleitoral feitas pelo Congresso Nacional, em razão da pandemia do novo coronavírus, não se pode ignorar que há meses vivemos numa pré-campanha em que são feitas livremente a divulgação da autoimagem, das propostas e a captação de apoio. Deste modo, tais abordagens nas redes sociais da internet desequilibram a concorrência entre os pretensos candidatos ao cargo de vereador no âmbito de um Município, causando a impressão aos usuários do referido site que os mais "votados" estariam "fortes" e "mais avantajados".


Ora, não se pode aplicar essa proibição da Lei apenas ao período da propaganda eleitoral! Pois, sendo a enquete algo capaz de desequilibrar o pleito e induzir a consolidação de apoio, há que ser combatida desde já tal conduta inadequada.


No caso em tela, além da referida sondagem deixar de mencionar expressamente que não se trata de pesquisa eleitoral, ela incentiva a declaração de voto em pretensos candidatos, antecipando um comportamento que deveria ocorrer abertamente somente a partir do período de propaganda, além de se tornar algo flagrantemente anti-isonômico e, portanto, contrariando princípios do Direito Eleitoral, fugindo da razoabilidade.


Portanto, é indispensável que o Ministério Público comece a combater práticas como essas na internet, com a adoção das devidas providências para que haja mais respeito na sociedade quanto à isonomia entre candidatos nas eleições, o que, por sua vez, é saudável para uma democracia.


Ótima quarta-feira a todos!

terça-feira, 8 de setembro de 2020

Aglomerações, congestionamentos e sujeira: um retrato do feriadão aqui em Mangaratiba




Na edição de hoje no blogue Notícias de Itacuruçá, o internauta Lauro Santos, editor do site, postou a seguinte nota, registrando como foi caótico o feriadão aqui em Mangaratiba nesses dias de pandemia:


"Teve de tudo no município, no final de semana de feriado prolongado: engarrafamento de trânsito dentro dos distritos; flanelinhas invadindo áreas particulares para cobrar pelo estacionamento; lancha incendiada na marina de Itacuruçá; brigas de socos e pontapés na praça da igreja; tiros em Muriqui, etc. A comparação mais comum entre moradores foi que parecíamos estar no ano novo ou no carnaval, tamanha a quantidade de visitantes." - Extraído de https://itacrio.wordpress.com/2020/09/08/08-de-setembro-de-2020/


Considero vergonhoso não terem sido adotadas as medidas possíveis para adequarmos a recepção de turistas à capacidade dos nossos balneários e às normas de segurança em relação à pandemia, por parte das nossas autoridades.


O Poder Público Municipal, por mais uma vez, mostrou a sua hipocrisia por dizer que está prevenindo a propagação da COVID-19, pois parece que, na prática, o prefeito liberou geral a bagunça, mesmo tendo em suas mãos a caneta… Ou seja, pode o Chefe do Executivo local baixar decretos e e direcionar a fiscalização para atuar nos pontos estratégicos de cada distrito, mas não fez isso.


Ora, o senhor Alan Campos da Costa (conhecido também como Alan Bombeiro), que é um pré-candidato à reeleição ao cargo que ocupa desde 20/11/2018, costuma postar em sua página nas redes sociais de internet que a pandemia não acabou, pede para as pessoas usarem máscaras, manterem o isolamento social, etc. Porém, não tenho mais visto o Município tomar medidas preventivas eficientes para combater a contaminação pelo coronavírus, a exemplo das barreiras sanitárias antes existentes nos acessos da rodovia Rio-Santos às áreas urbanas.






Fato é que as nossas praias ficaram superlotadas nesse feriadão em todos os nossos distritos litorâneos! Em Muriqui, por exemplo, foi um horror. Um pesadelo! Até ônibus de excursão me informaram que andou chegando por aqui…




Mas será que o governante vê isso ou está apenas assistindo e publicando os vídeos do que anda ocorrendo na Zona Sul do Rio de Janeiro, como fez recentemente em sua página no Facebook, deixando de abordar com mais precisando o que anda ocorrendo aqui?! 


E, se o senhor Alan tem ciência do que ocorre lá na capital estadual, não poderia prevenir a cidade dessa vinda avassaladoras de turistas que sabidamente procuram a região da Costa Verde nessas épocas de feriado prolongado?!


Apesar dos pesares, reconheço e aplaudo os trabalhos árduos dos nossos varredores por terem feito a parte deles, limpando montanhas de lixo e os resíduos descartados em locais públicos, embora recebendo tão pouco de remuneração paga uma empresa contratada  pela Prefeitura que custa uma fortuna aos cofres públicos...




De qualquer forma, digo e repito que está ficando insuportável e muito preocupante essa situação no Município de Mangaratiba de modo que considero necessário o Ministério Público agir contra as omissões dos nossos gestores locais. Até porque as temperaturas estão se elevando e há outros feriados prolongados vindo aí como os dias 12/10, 02/11, 20/11, 25/12 e 01/01...


Não queremos ser infectados pelo vírus e nem pegar essa doença letal que já matou dezenas de pessoas numa cidade de pouco mais de 40 mil habitantes!




Ótima semana a todos!

segunda-feira, 7 de setembro de 2020

Afinal, qual seria a data correta da nossa independência?!




Há quem faça os seus questionamentos acerca da data da proclamação da nossa independência ter sido em 7 de setembro de 1822, a qual só passou a ser comemorada quatro anos depois, após Portugal ter reconhecido a separação em 1825. 


Segundo alguns historiadores, eis que nenhum jornal da época teria informado o suposto fato ocorrido às margens do rio Ipiranga, durante a viagem de D. Pedro a São Paulo, sendo que as primeiras notícias só teriam surgido a partir de 12 de outubro de 1822, quando o príncipe foi aclamado Imperador do Brasil, no Campo de Santana, já de volta ao Rio de Janeiro. Ou seja, não havia ainda nenhuma publicação oficial capaz de produzir efeitos jurídicos.


É certo que, cinco dias antes da data hoje celebrada, Dona Leopoldina, no exercício interino do governo, já havia se reunido com o Conselho de Estado no Rio de Janeiro e assinou, em 2 de setembro de 1822, um Decreto declarando o país oficialmente emancipado. Isto porque, quando a princesa soube que Portugal estaria preparando uma ação contra o Brasil, não podendo aguardar o retorno do marido, fora aconselhada por José Bonifácio a realizar o ato.


Verdade seja dita que não houve nenhum "grito do Ipiranga" e, conforme o historiador Otávio Tarquínio de Souza já investigou, com ampla divulgação feita por José Laurentino Gomes, eis que D. Pedro estava era sofrendo de um distúrbio intestinal, após haver deixado a casa da amante em Santos e subido a Serra do Mar rumo a São Paulo. Logo, foi em meio a essas cólicas que a notícia da ruptura política já feita chegou ao conhecimento do príncipe.


Ora, se assim considerarmos, quem de fato assinou a nossa Independência foi uma mulher de origem austríaca, mas que havia abraçado a causa brasileira.


Por outro lado, podemos entender que não teria sido o príncipe e nem a princesa quem fez o Brasil conquistar a independência. Pois, como se sabe, as províncias da Bahia, do Maranhão e do Pará, por exemplo, só reconheceram a ruptura com a metrópole em 1823, depois de muitos conflitos travados entre a população local e os soldados portugueses.


Acredito que, dificilmente, os livros didáticos apresentados à educação básica irão corrigir a versão dada à História, a qual foi ideologicamente direcionada no passado, mas acabou se consolidando a ponto de ter se tornado o Dia da Pátria somente 112 anos depois, através do Decreto n.º 7, de 20 de novembro de 1934. E apenas virou feriado nacional com a Lei n.º 662, de 06 de abril de 1949, sendo que os protocolos de sua comemoração foram estabelecidos pela Lei n.º 5.571, de 28 de novembro de 1969, já em plena ditadura militar.


Todavia, considero que a coexistência entre a versão já feita da História com a sua desconstrução proporciona um certo sabor ao nosso Dia da Independência visto que nos faz refletir acerca da dinâmica dos processos políticos, das distorções provocadas pela influência ideológica e da importância decisiva da participação popular.


Portanto, em que pese a data não estar correta, comemoremos hoje esse acontecimento que, na prática, cuida-se de uma profecia a ser cumprida quando um dia tivermos independência tecnológica em estratégicos setores da economia, recuperarmos o respeito internacional perdido durante a década passada e proporcionarmos dignidade ao nosso povo. Pois, do contrário, o 7 de setembro nunca passará de uma ilusória comemoração da formalidade.


Ótimo feriado a todos!


OBS: A ilustração acima refere-se ao mítico quadro Independência ou Morte (1888) do pintor Pedro Américo.

Mangaratiba precisa de uma instituição municipal de longa permanência de idosos!

 



Muitas pessoas de bem, quando chegam a uma certa etapa de suas vidas, deparam-se cedo ou tarde com um preocupante problema: como manter o pai ou a mãe dentro de casa quando um deles, ou ambos, numa avançada idade, tornam-se doentes e passam a depender dos cuidados especiais de alguém? 


Nessas horas difíceis, uns permanecem até o fim ao lado de seu genitor e compartilhando do mesmo ambiente, enquanto que outros contratam um enfermeiro, ou um ajudante capacitado, para tal objetivo. Porém, há filhos que, por variadas razões, optam pelos serviços de uma instituição de longa permanência de idosos (ILPI), termo que hoje em dia seria mais digno do que os vocábulos "asilo" ou "casa de repouso". 


Assim, no Município de Mangaratiba, apesar de não haver nenhuma ILPI, eis que, em 2017, a ASSOCIAÇÃO CASA DE ASSISTÊNCIA PARA IDOSOS LUGAR DE GENTILEZA, mais conhecida pelo nome de Lar Gentileza, situada na Rua Amambaí, nº 50, bairro Junqueira, passou a oferecer serviços de assistência aos idosos. Porém, como se sabe, depois da interdição desse abrigo, determinada pelo juiz da Vara Única da Comarca de Mangaratiba (processo n.º 0001383-20.2020.8.19.0030), vários idosos lá internados acabaram sendo transferidos para instituições de longa permanência, situadas fora do Município, já que as famílias não tinham condições de recebê-los de volta: 


"Diante do exposto, CONCEDO A ANTECIPAÇÃO DE TUTELA para determinar a interdição do Abrigo Lugar de Gentileza, devendo os segundo e terceiro réus no prazo de cinco dias encaminharem os idosos para suas famílias ou destino mais adequado, para tal tarefa deverão se articular com o Poder Público Municipal (...)" - Proferida em 24/04/2020 pelo Juiz de Direito Dr Marcelo Borges 


Sem entrar no mérito da demanda judicial, a qual foi movida pelo Ministério Público e se encontra analisada pela Justiça, tendo o Lar Gentileza a possibilidade de exercer o seu direito de ampla defesa, eis que essa recente situação me levou a refletir sobre o problema da omissão e a falta de compromisso do Poder Público Municipal. 


Observa-se que o Município de Mangaratiba tem falhado quanto à adoção de medidas objetivas no desenvolvimento de uma política pública voltada para amenizar esse problema. Ou seja, é preciso a Prefeitura criar vagas para idosos em abrigos, de acordo com as normas legais pertinentes à matéria. 


Constata-se, claramente, que vem ocorrendo continuamente o descumprimento do dever constitucional e legal do Município com as pessoas idosas em situação de risco, no que diz respeito à falta de vagas em abrigo de longa permanência dentro de Mangaratiba. 


De acordo com o artigo 230 da Constituição Federal, a família, a sociedade e o Estado têm o "dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida". E, por sua vez, o Estatuto do Idoso (Lei Federal n.º 10.741/2003) estabeleceu em seu artigo 46 o seguinte: 


"Art.46. A política de atendimento ao idoso far-se-á por meio do conjunto articulado de ações governamentais e não-governamentais da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios" 


Deste modo, é patente a obrigação do Poder Público de assumir as políticas em favor da pessoa idosa, garantindo-lhe a dignidade consoante o mandamento da nossa Lei Maior. Trata-se de uma questão que é humanitária em seu contexto, tão basilar como o direito à vida e o direito à saúde, os quais são dotados de eficácia imediata. 


Ora, ainda que a Prefeitura esteja mantendo os idosos egressos do Lar Gentileza em abrigos de outros municípios, reitero ser necessário que tenhamos em Mangaratiba uma instituição de longa permanência, com suficiência de vagas para atender às demandas, e que seja, preferencialmente, pública. 


Acredita-se que o Brasil será, até o ano de 2025, o 6º (sexto) país mais envelhecido do mundo, com cerca de 34 milhões de idosos, enquanto que a população mundial, até o ano de 2050, terá cerca de 1/5 (um quinto) de idosos. Logo, como o aumento da população idosa acarreta, indubitavelmente, a imprescindível necessidade de adoção de políticas públicas voltadas para esse significativo segmento da sociedade, os municípios brasileiros não podem ficar omissos diante dessa situação. 


Mais do que nunca, os nossos gestores precisam tratar com respeito e dignidade aqueles que já desempenharam o seu papel preponderante na vida ativa. Por isso, termos instituições de longa permanência de idosos da própria Prefeitura (ou conveniadas), em Mangaratiba, é o mínimo que o Município pode fazer por eles, livrando-os de uma situação de risco.


OBS: Postagem inicialmente publicada em 06/09/2020 no blogue Propostas para uma Mangaratiba melhor. Na mesma data, após ter feito a divulgação da mesma em outras redes sociais, fui informado de que, há quatro anos, tramita uma ação civil pública, movida pelo Ministério Público em face do Município, de n.º n.º 0004463-31.2016.8.19.0030, já sentenciada, desde janeiro do corrente, em que o juiz da vara Única da Comarca de Mangaratiba, Dr. Marcelo Borges, determinou o seguinte: (i) que o Município de Mangaratiba disponibilize atendimento social de emergência ao idosos; e (ii) instale abrigo para os idosos que aqui residem.

sábado, 5 de setembro de 2020

Rumo à convenção partidária!




Olá, amigos. 


Conforme havia informado a vocês, na postagem de 01/08/2020, estou me disponibilizando como pré-candidato ao cargo de vereador aqui em Mangaratiba pelo AVANTE e, para o próximo sábado (12/09), foi convocada a convenção do partido que, finalmente irá aprovar a nominata que estará disputando o pleito proporcional.


Na mesma data, deverão ser aprovados os pré-candidatos a prefeito e vice-prefeito que, no caso, seriam os nomes de Aarão e Brandão, numa coligação com o Cidadania (antigo PPS).


Infelizmente, por causa das restrições sanitárias, em razão da COVID-19, não posso chamar todas as pessoas que me apoiam. Porém, conto com a torcida de vocês.


Mandarei notícias a respeito depois que houver o evento! 


Um abraço a todos e ótima semana!

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

Voto é coisa muito séria!




Um dos motivos pelo qual o brasileiro sofre é porque muitos eleitores não dão o devido valor ao voto, o qual é a nossa arma dentro da democracia.


Apesar de ser de conhecimento de todos o que vou escrever aqui, nunca é demais lembrar que muita gente se vende nas eleições em troca de dinheiro, favores ou vãs promessas de emprego. E isso acontece tanto com as pessoas mais humildes, quanto com os possuem melhores condições, inclusive entre os candidatos.


É claro que, nesse sujo "mercado eleitoral", cada um tem seu preço. Pois para quem não sabe, há políticos que vendem a própria candidatura, quer seja para outro concorrente (ao abandonar a campanha), para um prefeito corrupto que tenta a qualquer custo reeleger-se, ou ainda para um empresário que pretende obter vantagens nos futuros contratos milionários com a Administração Pública, como a licitação da coleta de lixo, as compras de medicamentos e materiais hospitalares, a merenda das escolas, os uniformes dos alunos, as festas, as obras, as propagandas oficiais, os programas de informática, as terceirizações, etc.


No entanto, apesar de tudo isso ser errado, quem geralmente se dá mal é o eleitor comum que passará quatro anos sem receber serviços eficientes de uma prefeitura e sem contar uma gestão que melhore a qualidade de vida dos moradores da cidade, além de correr o risco de sofrer humilhações e perseguições quando for tentar cobrar os seus direitos futuramente. Sem contar que também ficará sem vereadores que cumpram com o papel deles, a exemplo de fiscalizar um mal governo, de modo que os representantes na Câmara só serão oposição por interesse próprio fazendo as coisas piorar.


É preciso que o eleitor dê o devido valor ao voto, escolhendo pessoas capacitadas e dignas para o representar.


Ao definir o nome do seu prefeito, é preciso o eleitor observar se aquele candidato é de fato alguém capacitado para o cargo que pretende ocupar. Pois para governar uma cidade não basta ser aquele político gente boa que anda na rua beijando e abraçando todo mundo, com a cara cheia de falsidade como se fosse um amorzinho de pessoa para depois de eleito não atender mais ninguém.


O prefeito antes de mais nada tem que ser um bom gerente da coisa pública e ter no mínimo um pouco de experiência administrativa para não ficar nas mãos dos outros que se aproveitarão da sua falta de conhecimento para terem influência sobre os atos do governo. Por isso, é recomendável que o candidato à "cadeira número um" da cidade faça um curso de gestão municipal e tenha um considerável tempo de trabalho num cargo de direção, chefia ou assessoramento. Ou então, seja alguém que atuou como secretário ou presidente de autarquia, podendo ser também um funcionário concursado que entenda do assunto. Até mesmo para podermos avaliar a sua ética e liderança.


Já o vereador é algo completamente diferente e quem exerce o seu mandato numa Câmara Municipal não significa que, devido a isso, esteja apto para ser prefeito ou vice-prefeito de uma cidade. E, aliás, precisamos ter muita atenção com o segundo nome da chapa, sabermos bem quem é o cara, porque, numa eventual vacância, será o vice quem assume.


Ora, quantas vezes não ficamos sabendo de prefeitos que morreram, foram afastados, se licenciaram por suposto motivo de tratamento de saúde ou renunciaram no meio do mandato pretendendo se candidatar nas eleições gerais dois anos depois? E tem vezes que eles mesmos já acordaram isso entre si, sem nem ao menos darem ciência antecipada ao eleitor acerca desses planos obscuros.


Mas voltando a falar do vereador, não podemos confundir os nossos representantes no Legislativo com o trabalho do assistente social ou de um despachante.


Vereador não pode prometer aquilo que faz o prefeito ou um governador! 


Muito menos pode o vereador dizer que vai dar emprego para as pessoas, arrumar vaga em creche, conseguir dinheiro pra festas, patrocinar o time de futebol de um bairro, ou facilitar o atendimento na rede de saúde pública... 


Verdade seja dita que, se um candidato ou um vereador já eleito anuncia tais coisas, abra os olhos, meu amigo, porque o sujeito é um safado ou nem sabe a que veio. Aliás, algumas dessas condutas sãp consideradas criminosas e podem turar o candidato da disputa.


O trabalho principal de um vereador é aprovar as leis do Município. Pois é daí que vem o nome Poder Legislativo. E, mesmo assim, tem leis que caberão apenas ao prefeito da cidade apresentar, ficando a critério da Câmara aceitar ou não a proposta.


Nesse sentido, será papel do vereador discutir o orçamento da cidade, sendo que ele também vai fiscalizar os atos do prefeito, controlando as contas públicas. E aí o nosso representante na Câmara poderá fazer visitas nas escolas e hospitais para saber se os serviços estão sendo bem prestados, acompanhar o andamento das obras, requisitar documentos, informações, chamar os secretários para comparecer a uma sessão do Legislativo e pedir esclarecimentos.


Se é para escolher um candidato a vereador, então vamos conhecer um pouco da vida daquela pessoa. Ou seja, se é um homem ou uma mulher com coragem, qual o seu histórico de luta dentro da comunidade, suas ideias e propostas como futuro vereador.


Para mim, enquanto o prefeito deve ser um político que entende de administração pública, o vereador precisa ser um cidadão participativo que briga pelas causas da sociedade. E aí valorizo muito quem há algum tempo é ativista, líder comunitário ou sindical, prestou trabalhos em alguma ONG de fiscalização ou fez parte de um conselho setorial. Pois esse é para mim o perfil de um vereador, não o de um religioso que, de uma hora para outra, se diz "escolhido por Deus" ou porque o sujeito faz certas "caridades" no bairro, ajudando as emergências de um ou de outro.


Ciente disso, não tem desculpa se o eleitor vota em "A" ou "B" porque o candidato é elegante, simpático ou fala bonito.  Menos ainda chegar no dia da eleição e pegar aquele santinho que algum apoiador inescrupuloso jogou no chão emporcalhando a cidade. Até porque quem faz isso está comprando voto com dinheiro sujo da corrupção e só quer conseguir uma vantagem de última hora em cima dos indecisos.


Portanto, meus amigos, não se espantem com o que vou dizer. Se até o dia 15/11 você não souber em quem irá votar para vereador e/ou prefeito, mas precisa comparecer ás urnas para cumprir uma obrigação, então sugiro que vá até à sua sessão eleitoral, aguarde a sua vez e anule. Pois é melhor invalidar o voto do que tomar uma decisão sem consciência.




Pensem nisso! Voto é coisa muito séria. Não é brincadeira...