São ricas as passagens bíblicas em que os profetas de Israel exortam o povo a se voltar para Deus. Trata-se da ideia do Teshuvá, o retorno ao caminho certo.
Quase três milênios depois em que as vozes de Isaías, Jeremias, Oséias, Zacarias e outros corajosos homens clamaram pelas estradas e vilas do antigo Israel, a mesma mensagem de apelo ao arrependimento (individual e coletivo) permanece tão atual como naqueles tempos da Bíblia. E se extende a todos os povos do nosso planeta já que o projeto divino é universal.
Tanto as pessoas devem se voltar para Deus, como também a nossa nação! Precisamos deixar a corrupção, o conformismo, a omissão nas questões sociais, o desmatamento das florestas, o desenvolvimento predatório e a violência em todas as suas formas.
Seguindo o exemplo dos profetas e de Jesus, desejo que novos evangelistas se levantem neste país e, com coragem, anunciem as boas novas da paz e do bem tal como diz o texto de Isaías 52:7. Falo de pregadores que, ao invés de fazerem proselitismo religioso ou falsas promessas de enriquecimento imediato, convoquem a nação para um arrependimento coletivo e denunciem abertamente os graves problemas que afligem o pobre, o deficiente físico, a criança, o idoso e o meio ambiente.
Para encerrar esta breve mensagem, compartilho uma excelente música de Asaph Borba - "Volta pra Deus, Israel".
Este blogue tem por objetivo divulgar aquilo que eu penso. Escrevo não somente assuntos jurídicos como também comento sobre política, religião, sexualidade, filosofia, questões locais da cidade onde moro e tudo o que me vem na cabeça. Quem desejar fazer seus comentários, fique a vontade. Aqui não tem censura!
domingo, 22 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Blogueiro de Férias
Certamente que os meus leitores mais assíduos, e que costumam comentar as mensagens deste blogue, devem ter notado a minha ausência por estes dias.
Mudei-me de cidade no dia 11 de dezembro e ainda não me preocupei em instalar a internet na nova residência. Desde então, fiz alguns acessos à rede na casa de minha mãe até às vésperas do Natal e, em 27/12, viajei pra Muriqui, distrito de Mangaratiba (RJ). E, como na casa da sogra não tem computador, resta-me procurar os serviços das lan-houses na sede do município ou em Itaguaí. Isto porque não encontrei nenhum local de acesso público à internet na localidade onde estou veraneando.
Por um lado, é ótimo ficar sem internet em casa. Pelo menos por uns tempos. Pois assim agente fica mais disponível para passear, caminhar junto à natureza, conforme fiz na manhã desta quarta-feira (04/01), ir à praia, estar com a família (não apenas de corpo presente), molhar as plantas no quintal e até mesmo assistir um pouquinho de TV.
Nesta primeira terça-feira do ano (03/01), aproveitei para registrar uma denúncia contra a concessionária AMPLA no site do Ministério Público quando estive em Itaguaí. O motivo é que, em Muriqui, só existe uma opção para pagamento da fatura de energia elétrica – a agência dos Correios. Se o sistema da ECT não está funcionando, o consumidor é obrigado a viajar até Mangaratiba ou Itaguaí pra não ficar inadimplente (caso ele não pague pelo telefone, internet ou no auto-atendimento do Bradesco).
Assim, até que tenho tentado descansar, mas nem sempre consigo. No dia que viajei do Rio de Janeiro pra cá, eu e minha esposa precisamos arrumar um escândalo na rodoviária Novo Rio porque a empresa Costa Verde Transportes não estava deixando agente embarcar com a nossa gata de estimação Sofia. Deitei então na frente do ônibus e também acionei o DETRO, sendo que o problema só veio a ser resolvido com a chegada da fiscalização meia hora depois do horário previsto para a partida do terminal. Entramos no veículo aplaudidos pelos demais passageiros.
Pouca gente sabe, mas viajar com o animal de estimação é um direito do consumidor! Algo que, em alguns estados, a exemplo do Rio Grande do Sul, já está sendo disciplinado por lei. Porém, no meu entender, nem há necessidade de previsão legal. Pois, desde que o bicho esteja devidamente vacinado, com o atestado válido do veterinário e acomodado numa gaiola adequada, entendo que em hipótese alguma a empresa pode impedir o embarque.
Ainda pretendo retornar ao assunto sobre viagens com animais aqui no blogue. Só que, nesta semana, estou curtindo os meus últimos dias de férias garantidos pelo recesso judiciário (período entre 20/12 a 06/01 em que a Justiça pára no Brasil) em que os prazos processuais ficam suspensos. Nesta próxima segunda (09/01), tentarei voltar com a esposa e a gata pela mesma empresa Costa Verde e temo que eu vá acabar tendo problemas conforme o e-mail de resposta da mensagem enviada para o SAC deles no dia 03/01. E, de qualquer modo, vou ter que viajar pro Rio na referida data porque, na terça-feira (10/01), já tenho atividades laborais agendadas logo pela manhã. Portanto, o melhor a fazer é aproveitar intensamente o momento já que as férias de advogado autônomo duram muito pouco e tenho bastante coisa pra estudar pro concurso do Tribunal de Justiça do Rio.
OBS 1: Como blogueiro e facebookeiro, talvez eu raramente possa acessar a internet até que os cabos sejam instalados no apartamento onde estou morando no Grajaú, Zona Norte do Rio. Ao retornar, inevitavelmente vou precisar da rede de computadores, sem a qual não consigo acessar as minhas publicações e emails profissionais. Afinal, vou ter que acompanhar, através da ajuda de um colega, cerca de vinte processos lá de Nova Friburgo onde morava há menos de um mês. E hoje em dia fica bem difícil comunicar sem a internet e seus recursos de digitalização de documentos, consulta ao andamento das ações, etc. Caso em consiga passar no concurso para o Tribunal de Justiça (TJ), cujas provas estão previstas pra março (edital saiu recentemente), terei que deixar e, em compensação, ganharei 30 dias de férias conforme ainda garante o Estatuto dos Servidores do Estado.
OBS 2: A foto acima foi extraída do site da Prefeitura de Mangaratiba na internet. Desta vez, não trouxemos nossa máquina...
Mudei-me de cidade no dia 11 de dezembro e ainda não me preocupei em instalar a internet na nova residência. Desde então, fiz alguns acessos à rede na casa de minha mãe até às vésperas do Natal e, em 27/12, viajei pra Muriqui, distrito de Mangaratiba (RJ). E, como na casa da sogra não tem computador, resta-me procurar os serviços das lan-houses na sede do município ou em Itaguaí. Isto porque não encontrei nenhum local de acesso público à internet na localidade onde estou veraneando.
Por um lado, é ótimo ficar sem internet em casa. Pelo menos por uns tempos. Pois assim agente fica mais disponível para passear, caminhar junto à natureza, conforme fiz na manhã desta quarta-feira (04/01), ir à praia, estar com a família (não apenas de corpo presente), molhar as plantas no quintal e até mesmo assistir um pouquinho de TV.
Nesta primeira terça-feira do ano (03/01), aproveitei para registrar uma denúncia contra a concessionária AMPLA no site do Ministério Público quando estive em Itaguaí. O motivo é que, em Muriqui, só existe uma opção para pagamento da fatura de energia elétrica – a agência dos Correios. Se o sistema da ECT não está funcionando, o consumidor é obrigado a viajar até Mangaratiba ou Itaguaí pra não ficar inadimplente (caso ele não pague pelo telefone, internet ou no auto-atendimento do Bradesco).
Assim, até que tenho tentado descansar, mas nem sempre consigo. No dia que viajei do Rio de Janeiro pra cá, eu e minha esposa precisamos arrumar um escândalo na rodoviária Novo Rio porque a empresa Costa Verde Transportes não estava deixando agente embarcar com a nossa gata de estimação Sofia. Deitei então na frente do ônibus e também acionei o DETRO, sendo que o problema só veio a ser resolvido com a chegada da fiscalização meia hora depois do horário previsto para a partida do terminal. Entramos no veículo aplaudidos pelos demais passageiros.
Pouca gente sabe, mas viajar com o animal de estimação é um direito do consumidor! Algo que, em alguns estados, a exemplo do Rio Grande do Sul, já está sendo disciplinado por lei. Porém, no meu entender, nem há necessidade de previsão legal. Pois, desde que o bicho esteja devidamente vacinado, com o atestado válido do veterinário e acomodado numa gaiola adequada, entendo que em hipótese alguma a empresa pode impedir o embarque.
Ainda pretendo retornar ao assunto sobre viagens com animais aqui no blogue. Só que, nesta semana, estou curtindo os meus últimos dias de férias garantidos pelo recesso judiciário (período entre 20/12 a 06/01 em que a Justiça pára no Brasil) em que os prazos processuais ficam suspensos. Nesta próxima segunda (09/01), tentarei voltar com a esposa e a gata pela mesma empresa Costa Verde e temo que eu vá acabar tendo problemas conforme o e-mail de resposta da mensagem enviada para o SAC deles no dia 03/01. E, de qualquer modo, vou ter que viajar pro Rio na referida data porque, na terça-feira (10/01), já tenho atividades laborais agendadas logo pela manhã. Portanto, o melhor a fazer é aproveitar intensamente o momento já que as férias de advogado autônomo duram muito pouco e tenho bastante coisa pra estudar pro concurso do Tribunal de Justiça do Rio.
OBS 1: Como blogueiro e facebookeiro, talvez eu raramente possa acessar a internet até que os cabos sejam instalados no apartamento onde estou morando no Grajaú, Zona Norte do Rio. Ao retornar, inevitavelmente vou precisar da rede de computadores, sem a qual não consigo acessar as minhas publicações e emails profissionais. Afinal, vou ter que acompanhar, através da ajuda de um colega, cerca de vinte processos lá de Nova Friburgo onde morava há menos de um mês. E hoje em dia fica bem difícil comunicar sem a internet e seus recursos de digitalização de documentos, consulta ao andamento das ações, etc. Caso em consiga passar no concurso para o Tribunal de Justiça (TJ), cujas provas estão previstas pra março (edital saiu recentemente), terei que deixar e, em compensação, ganharei 30 dias de férias conforme ainda garante o Estatuto dos Servidores do Estado.
OBS 2: A foto acima foi extraída do site da Prefeitura de Mangaratiba na internet. Desta vez, não trouxemos nossa máquina...
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
De braços abertos para o turista?
Estou morando há menos de duas semanas aqui no Rio de Janeiro, cidade que sediará as Olimpíadas de 2016 e também alguns jogos do Mundial de futebol de 2014. Porém, pelo que tenho observado, ainda falta muito para o Brasil atrair uma quantidade de turistas compatível com o seu potencial e que seja comparável com os países mais visitados.
Um dia desses, pensei em levar minha esposa ao Corcovado e, ao telefonar para a empresa responsável pelo transporte de passageiros, após ter aguardado indefinidamente pelo atendimento humano, em sucessivas ligações, não obtive a informação que desejava acerca do preço do trenzinho e se eles aceitam cartão de crédito. Uma das funcionárias que pegou a minha ligação, não sabia dar a resposta e pediu que eu aguardasse.
Uns dias atrás, escrevi um texto neste blogue sobre o nosso terminal rodoviário e os insatisfatórios serviços dos táxis. E verdade seja dita, o Poder Público parece não estar investindo o suficiente em serviços de orientação ao turista e nem em capacitação da população da cidade para que os comerciantes aprendam a lidar melhor com o público.
Pensando no turismo, que é uma indústria sem chaminés e capaz de se tornar uma das melhores alternativas de desenvolvimento para a cidade, percebo que, se alguém desembarca na Rodoviária Novo Rio, verá de cara uma péssima impressão do lugar e, dificilmente, conseguirá receber as informações que necessita. Por sua vez, os taxistas dali, que poderiam aproveitar a visita de alguém de fora para oferecer passeios pela cidade, nem ao menos vislumbram esta possibilidade de negócio.
Outra coisa absurda que vejo é a impossibilidade de alguém locomover-se pela cidade utilizando a bicicleta como seu meio de transporte. Enquanto muitos brasileiros já exploraram a Europa pedalando, eis que, no Rio de Janeiro, isto é praticamente inviável. E, mesmo se um morador da cidade, arriscar ir da Zona Norte até a Zona Sul em sua bike, o risco de vida devido à ausência de uma ciclovia e o desrespeito dos motoristas de veículos automotores tornam a aventura desaconselhável.
Ora, mas será que interessa aos governantes locais investir suficientemente no transporte alternativo?
Esta manhã, fui de ônibus de Vila Isabel até Caxias e, no trajeto, observei várias faixas de protestos contra o prefeito Eduardo Paes (PMDB) por ele não estar se importando com a Leopoldina, conforme prometera em campanha. Segundo os cartazes, o atual governante estaria se preocupando mais com a construção da TransCarioca do que com o saudável transporte ferroviário.
Lamentavelmente, é assim que os peemedebistas Eduardo Paes e Sérgio Cabral tratam o transporte público no Rio de Janeiro, de modo que chego a desconfiar de que estes políticos estejam privilegiando as empresas de ônibus. E, sendo assim, tenho também minhas dúvidas se uma presença maior de turistas na cidade não iria ajudar nas denúncias contra as decepcionantes autoridades locais e regionais.
Ano que vem, o Rio e os outros municípios brasileiros terão eleições, o que seria uma ótima oportunidade para o povo escolher representantes melhores. Há quem diga que a reeleição de Eduardo Paes é quase certa, o que não duvido muito, embora isto não me desanime a fazer oposição aos caciques do PMDB fluminense. E, como o mundo não vai acabar em 2012, já que o Brasil não tem estrutura suficiente para receber um evento deste porte, pretendo fazer campanha pelo voto consciente sem me vincular a qualquer partido.
De qualquer modo, a vitória nas urnas desses caras tem sido um reflexo da mentalidade e da acomodação de muitos cidadãos cariocas. Isto sem nos esquecermos do medo (irracional) de que uma Prefeitura comandada por alguém de um partido de oposição ao governador possa inviabilizar as obras dos eventos esportivos. Assim, cada vez mais estou convencido de que só revolucionaremos a cidade dando ao povo uma formação política para a cidadania, o que, inegavelmente, depende de uma educação de qualidade.
Desejo desde já boas festas a todos os que têm lido meus artigos aqui no blogue e que 2012 seja um ano de mudanças radicais. Tanto pro Rio de Janeiro quanto para o mundo todo.
OBS 1: A primeira ilustração acima refere-se à foto do Cristo Redentor, principal cartão postal da cidade, e pertence ao acervo da Riotur, tendo sido extraída de http://www0.rio.rj.gov.br/riotur/pt/atracao/?CodAtr=3903
OBS 2: A segunda imagem refere-se ao futuro trajeto da TransCarioca, um projeto metropolitano de Bus Rapid Transit da cidade do Rio de Janeiro que tem por objetivo ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Foi extraída da Wikipédia, classificada como material de domínio público: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:NovasViasExpressasRJ.JPG
Um dia desses, pensei em levar minha esposa ao Corcovado e, ao telefonar para a empresa responsável pelo transporte de passageiros, após ter aguardado indefinidamente pelo atendimento humano, em sucessivas ligações, não obtive a informação que desejava acerca do preço do trenzinho e se eles aceitam cartão de crédito. Uma das funcionárias que pegou a minha ligação, não sabia dar a resposta e pediu que eu aguardasse.
Uns dias atrás, escrevi um texto neste blogue sobre o nosso terminal rodoviário e os insatisfatórios serviços dos táxis. E verdade seja dita, o Poder Público parece não estar investindo o suficiente em serviços de orientação ao turista e nem em capacitação da população da cidade para que os comerciantes aprendam a lidar melhor com o público.
Pensando no turismo, que é uma indústria sem chaminés e capaz de se tornar uma das melhores alternativas de desenvolvimento para a cidade, percebo que, se alguém desembarca na Rodoviária Novo Rio, verá de cara uma péssima impressão do lugar e, dificilmente, conseguirá receber as informações que necessita. Por sua vez, os taxistas dali, que poderiam aproveitar a visita de alguém de fora para oferecer passeios pela cidade, nem ao menos vislumbram esta possibilidade de negócio.
Outra coisa absurda que vejo é a impossibilidade de alguém locomover-se pela cidade utilizando a bicicleta como seu meio de transporte. Enquanto muitos brasileiros já exploraram a Europa pedalando, eis que, no Rio de Janeiro, isto é praticamente inviável. E, mesmo se um morador da cidade, arriscar ir da Zona Norte até a Zona Sul em sua bike, o risco de vida devido à ausência de uma ciclovia e o desrespeito dos motoristas de veículos automotores tornam a aventura desaconselhável.
Ora, mas será que interessa aos governantes locais investir suficientemente no transporte alternativo?
Esta manhã, fui de ônibus de Vila Isabel até Caxias e, no trajeto, observei várias faixas de protestos contra o prefeito Eduardo Paes (PMDB) por ele não estar se importando com a Leopoldina, conforme prometera em campanha. Segundo os cartazes, o atual governante estaria se preocupando mais com a construção da TransCarioca do que com o saudável transporte ferroviário.
Lamentavelmente, é assim que os peemedebistas Eduardo Paes e Sérgio Cabral tratam o transporte público no Rio de Janeiro, de modo que chego a desconfiar de que estes políticos estejam privilegiando as empresas de ônibus. E, sendo assim, tenho também minhas dúvidas se uma presença maior de turistas na cidade não iria ajudar nas denúncias contra as decepcionantes autoridades locais e regionais.
Ano que vem, o Rio e os outros municípios brasileiros terão eleições, o que seria uma ótima oportunidade para o povo escolher representantes melhores. Há quem diga que a reeleição de Eduardo Paes é quase certa, o que não duvido muito, embora isto não me desanime a fazer oposição aos caciques do PMDB fluminense. E, como o mundo não vai acabar em 2012, já que o Brasil não tem estrutura suficiente para receber um evento deste porte, pretendo fazer campanha pelo voto consciente sem me vincular a qualquer partido.
De qualquer modo, a vitória nas urnas desses caras tem sido um reflexo da mentalidade e da acomodação de muitos cidadãos cariocas. Isto sem nos esquecermos do medo (irracional) de que uma Prefeitura comandada por alguém de um partido de oposição ao governador possa inviabilizar as obras dos eventos esportivos. Assim, cada vez mais estou convencido de que só revolucionaremos a cidade dando ao povo uma formação política para a cidadania, o que, inegavelmente, depende de uma educação de qualidade.
Desejo desde já boas festas a todos os que têm lido meus artigos aqui no blogue e que 2012 seja um ano de mudanças radicais. Tanto pro Rio de Janeiro quanto para o mundo todo.
OBS 1: A primeira ilustração acima refere-se à foto do Cristo Redentor, principal cartão postal da cidade, e pertence ao acervo da Riotur, tendo sido extraída de http://www0.rio.rj.gov.br/riotur/pt/atracao/?CodAtr=3903
OBS 2: A segunda imagem refere-se ao futuro trajeto da TransCarioca, um projeto metropolitano de Bus Rapid Transit da cidade do Rio de Janeiro que tem por objetivo ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. Foi extraída da Wikipédia, classificada como material de domínio público: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:NovasViasExpressasRJ.JPG
domingo, 18 de dezembro de 2011
Esculpindo vidas
“Em todo bloco de mármore vejo uma estátua como se ela estivesse de pé diante de mim, já formada e perfeita em atitude e ação. Só tenho de desbastar as paredes rudes que aprisionam a bela figura e revelá-la aos outros olhos que não podem vê-la”. (Michelângelo)
Michelângelo Buonarroti (1475-1564) foi certamente um dos maiores artistas da humanidade, sendo praticamente impossível falarmos na Renascença sem nos lembrarmos de algumas de suas famosas como Davi, Moisés, a Pietà ou O escravo moribundo. E o mais interessante era que, aos olhar para um pedaço de pedra, ele conseguia vem além daquela matéria informe figuras com formas que brotavam em sua mente criativa.
O pastor norte-americano Greg Cootsona, autor do excelente livro Aprenda a dizer não, publicado no Brasil pela editora Mundo Cristão, fez um interessante estudo da vida do artista. Segundo ele, Michelângelo
“discerniu, presa dentro do bloco rígido, uma beleza que tinha de ser libertada. Assim, trabalhou com toda a genialidade e persistência que podia reunir. Desde então, o que surgiu da pedra tem admirado e fascinado os espectadores. Há quem considere a estátua de Davi a maior escultura já criada. Michelângelo desvendou a beleza através daquilo que removeu (...) descobriu que poderia criar sua escultura somente removendo aquilo de que a figura não necessitava até alcançar a beleza de sua forma inerente (...) Olhando com mais intensidade o rosto de Davi de Michelângelo, você pode ver uma projeção idealizada do artista – não sua figura real, mas a criatividade que o impulsionava (..) A precisão da visão combinada com uma incrível determinação levou Michelângelo a olhar objetivamente através do bloco informe e enxergar ali dentro a figura na qual o mármore poderia transformar-se. (extraído das páginas 25 a 29 do livro)
Igualmente, nós também podemos ser considerados uma obra-prima viva do grande Artista do Universo. Bendito seja Ele! Todavia, não somos esculturas prontas e acabadas pois estamos todos em permanente construção (e desconstrução), precisando evoluir a cada dia.
Segundo o livro de Gênesis, quando Deus criou a Terra, ela estava “sem forma e vazia” (ARA), o que pode expressar um estado anterior de desordem e caos, como se observa pela compreensão dos termos hebraicos tohu e bohu. Ou seja, no princípio, tudo ainda era uma criação que aguardava ser formada até que o movimento determinado da Vida, o ruah, o “grande vento”, foi inteligentemente moldando todo o Universo. Uma criação que, teologicamente falando, podemos dizer que é ex nihilo, isto é, “do nada”, em que apenas o Eterno transcende.
Neste sentido, vale a pena meditarmos nesta valiosa passagem bíblica:
“Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hebreus 11.3; ARA)
Uma outra tradução deste verso acima citado diz que “o mundo visível não tem sua origem em coisas manifestas” (Bíblia de Jerusalém). Isto significa que a realidade é algo muito mais abrangente do que as coisas perceptíveis pelos nossos cinco sentidos, sendo assim o visível uma mera sombra ou parte de um todo. E eu acredito que o mesmo pode ser aplicado ao ser humano quando analisado de um ponto de vista transcendente. Como o Criador de fato nos vê.
De que maneira temos olhado para nós mesmos ou para o nosso próximo?
Será que nos percebemos como blocos duros de mármore impossíveis de sermos trabalhados?
Ou será que dentro de cada um não existe uma bela pessoa desejada por Deus e que só está aguardando ser esculpida e libertada?
Precisamos permitir que o grande sopro do Criador, o Espírito Santo, trabalhe em nós sem oferecermos resistência ao projeto divino. Creio que Deus não abandona a sua criação e continua criando, expandindo o Universo, permitindo a evolução de novas formas de vida e esculpindo os corações dos homens. E isto Ele faz removendo tudo aquilo que impede a manifestação de nossa forma espiritual. A saber, retirando os rancores, a imoralidade, a inveja, a intolerância, a ignorância, o egoísmo, os maus hábitos, as máscaras e a falta de fé.
A obra divina em nossas vidas coincide com o que a Epístola aos Gálatas diz nos versos 16 ao 26 do seu capítulo 5 em que Paulo contrasta as “obras da carne” com o “fruto do Espírito”. Não que o texto estivesse se referindo ao corpo humano quando o apóstolo fala em “carne”, mas sim à nossa maldade, à “árvore do conhecimento do bem e do mal” situada dentro do nosso Éden interior, da qual muitas vezes preferimos nos alimentar ao invés de buscarmos a “árvore da vida”.
Inegavelmente esta é a grande diferença entre as obras de Michelângelo e nós que somos obra-prima de Deus. O brilhante escultor dos séculos XV e XVI não perguntava ao mármore se o material bruto queria transformar-se em Davi. Contudo, o Eterno respeita o nosso livre arbítrio e nos propõe escolher entre a vida e a morte, a benção e a maldição, o caminho estreito e o caminho largo. O seu reino está com as portas sempre abertas nos aguardando com abundante graça, cabendo à humanidade decidir se quer entrar nele ou permanecer na sua obscuridade espiritual.
Desejo que, nesta semana, você receba de Deus toda a sabedoria e a criatividade necessárias para que a divina obra se realize em seu viver, com muita paz e graça.
OBS: A imagem acima trata-se de uma foto da escultura Davi, tirada por Rico Heil, e se encontra na Galeria da Academia de Belas Artes de Florença, Itália. Foi extraída da Wikipédia na presente data.
Michelângelo Buonarroti (1475-1564) foi certamente um dos maiores artistas da humanidade, sendo praticamente impossível falarmos na Renascença sem nos lembrarmos de algumas de suas famosas como Davi, Moisés, a Pietà ou O escravo moribundo. E o mais interessante era que, aos olhar para um pedaço de pedra, ele conseguia vem além daquela matéria informe figuras com formas que brotavam em sua mente criativa.
O pastor norte-americano Greg Cootsona, autor do excelente livro Aprenda a dizer não, publicado no Brasil pela editora Mundo Cristão, fez um interessante estudo da vida do artista. Segundo ele, Michelângelo
“discerniu, presa dentro do bloco rígido, uma beleza que tinha de ser libertada. Assim, trabalhou com toda a genialidade e persistência que podia reunir. Desde então, o que surgiu da pedra tem admirado e fascinado os espectadores. Há quem considere a estátua de Davi a maior escultura já criada. Michelângelo desvendou a beleza através daquilo que removeu (...) descobriu que poderia criar sua escultura somente removendo aquilo de que a figura não necessitava até alcançar a beleza de sua forma inerente (...) Olhando com mais intensidade o rosto de Davi de Michelângelo, você pode ver uma projeção idealizada do artista – não sua figura real, mas a criatividade que o impulsionava (..) A precisão da visão combinada com uma incrível determinação levou Michelângelo a olhar objetivamente através do bloco informe e enxergar ali dentro a figura na qual o mármore poderia transformar-se. (extraído das páginas 25 a 29 do livro)
Igualmente, nós também podemos ser considerados uma obra-prima viva do grande Artista do Universo. Bendito seja Ele! Todavia, não somos esculturas prontas e acabadas pois estamos todos em permanente construção (e desconstrução), precisando evoluir a cada dia.
Segundo o livro de Gênesis, quando Deus criou a Terra, ela estava “sem forma e vazia” (ARA), o que pode expressar um estado anterior de desordem e caos, como se observa pela compreensão dos termos hebraicos tohu e bohu. Ou seja, no princípio, tudo ainda era uma criação que aguardava ser formada até que o movimento determinado da Vida, o ruah, o “grande vento”, foi inteligentemente moldando todo o Universo. Uma criação que, teologicamente falando, podemos dizer que é ex nihilo, isto é, “do nada”, em que apenas o Eterno transcende.
Neste sentido, vale a pena meditarmos nesta valiosa passagem bíblica:
“Pela fé entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (Hebreus 11.3; ARA)
Uma outra tradução deste verso acima citado diz que “o mundo visível não tem sua origem em coisas manifestas” (Bíblia de Jerusalém). Isto significa que a realidade é algo muito mais abrangente do que as coisas perceptíveis pelos nossos cinco sentidos, sendo assim o visível uma mera sombra ou parte de um todo. E eu acredito que o mesmo pode ser aplicado ao ser humano quando analisado de um ponto de vista transcendente. Como o Criador de fato nos vê.
De que maneira temos olhado para nós mesmos ou para o nosso próximo?
Será que nos percebemos como blocos duros de mármore impossíveis de sermos trabalhados?
Ou será que dentro de cada um não existe uma bela pessoa desejada por Deus e que só está aguardando ser esculpida e libertada?
Precisamos permitir que o grande sopro do Criador, o Espírito Santo, trabalhe em nós sem oferecermos resistência ao projeto divino. Creio que Deus não abandona a sua criação e continua criando, expandindo o Universo, permitindo a evolução de novas formas de vida e esculpindo os corações dos homens. E isto Ele faz removendo tudo aquilo que impede a manifestação de nossa forma espiritual. A saber, retirando os rancores, a imoralidade, a inveja, a intolerância, a ignorância, o egoísmo, os maus hábitos, as máscaras e a falta de fé.
A obra divina em nossas vidas coincide com o que a Epístola aos Gálatas diz nos versos 16 ao 26 do seu capítulo 5 em que Paulo contrasta as “obras da carne” com o “fruto do Espírito”. Não que o texto estivesse se referindo ao corpo humano quando o apóstolo fala em “carne”, mas sim à nossa maldade, à “árvore do conhecimento do bem e do mal” situada dentro do nosso Éden interior, da qual muitas vezes preferimos nos alimentar ao invés de buscarmos a “árvore da vida”.
Inegavelmente esta é a grande diferença entre as obras de Michelângelo e nós que somos obra-prima de Deus. O brilhante escultor dos séculos XV e XVI não perguntava ao mármore se o material bruto queria transformar-se em Davi. Contudo, o Eterno respeita o nosso livre arbítrio e nos propõe escolher entre a vida e a morte, a benção e a maldição, o caminho estreito e o caminho largo. O seu reino está com as portas sempre abertas nos aguardando com abundante graça, cabendo à humanidade decidir se quer entrar nele ou permanecer na sua obscuridade espiritual.
Desejo que, nesta semana, você receba de Deus toda a sabedoria e a criatividade necessárias para que a divina obra se realize em seu viver, com muita paz e graça.
OBS: A imagem acima trata-se de uma foto da escultura Davi, tirada por Rico Heil, e se encontra na Galeria da Academia de Belas Artes de Florença, Itália. Foi extraída da Wikipédia na presente data.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Insatisfatório serviço de táxi na rodoviária Novo Rio
Lamentavelmente, o terminal rodoviário Novo Rio, umas das principais portas de entrada da Cidade Maravilhosa, ainda é um ponto esquecido no mapa das políticas governamentais.
Situada num local feio, fétido e poluído, a rodoviária é também um lugar isolado, sem contar com uma estação de metrô e que nem sempre pode dispor de opções confortáveis para transportar o passageiro com um padrão de qualidade satisfatório. É o que se vê, por exemplo, em relação aos serviços de táxi oferecidos ali.
Ontem (14/12/2011), ao desembarcar no terminal, pouco antes das 20 horas, fiquei por vários minutos aguardando um táxi da cooperativa para me levar até o Grajaú, mesmo pagando uma cara tarifa pré-fixada de R$ 26,00 com bandeira 2. Pois, logo após comprar o bilhete do táxi dentro da rodoviária, o consumidor ainda fica em pé numa fila no lado de fora da rodoviária esperando a sua vez de entrar no carro.
Há momentos em que é fácil conseguir um táxi comum. Mas, em outras ocasiões, não. E a fila pode durar muito tempo...
Nesta quarta-feira, além de ter chovido na cidade (fator que aumenta a demanda pelo serviço de táxi), parece ter havido também congestionamentos no trânsito, o que são acontecimentos previsíveis e corriqueiros nas grandes cidades brasileiras. Porém, segundo me informou o motorista, as filas podem chegar a dobrar quarteirões em épocas de feriado, como se vê nos dias quentes de final e começo de ano.
Ora, como que esta cidade pretende receber turistas nos eventos esportivos agendados para a presente década?
Ou será que na cabeça do prefeito Eduardo Paes as pessoas só vão ficar andando de avião durante a Copa de 2014?
Além do mais, não é justo que pessoas idosas, gestantes e mães com criança de colo sejam atendidas em condições tão absurdas. E, sendo assim, onde é que fica o direito à prioridade desses cidadãos e a observância do princípio constitucional da dignidade do ser humano?
Refletindo sobre a maneira pouco respeitosa em que o consumidor é tratado na rodoviária do Rio, concluí ser indispensável o Poder Público obrigar as empresas prestadoras de serviços de táxi a disponibilizarem ali uma sala de espera com ar condicionado e assentos. Deste modo, ao invés do passageiro ficar em pé e com sua bagagem formando fila numa calçada imunda, o usuário aguardaria sentado numa cadeira ergometricamente correta, esperando ser chamado conforme a numeração de sua senha.
Outrossim, este tipo de serviço precisa de novas e melhores regras que, através de lei municipal, assegure mais qualidade, segurança e respeito ao consumidor. Pois, tendo em vista o preço cobrado pelos taxistas, bem como os interesses da coletividade, nossas autoridades precisam adotar medidas que reduzam a vulnerabilidade do passageiro.
Entendo que, se o órgão local com poderes de regulação puder elaborar e aplicar um eficiente plano de metas de qualidade para ser gradualmente alcançado até 2016, a situação deste tipo de transporte poderá mudar consideravelmente em todo o município do Rio. Assim, todas as empresas e cooperativas passariam a fornecer protocolos padronizados que facilitariam bastante a fiscalização pelo Poder Público e pela sociedade. Neste caso, um chamado telefônico, em condições normais, teria que ser cumprido dentro de um prazo máximo. Qualquer atraso obrigaria o fornecedor a devolver imediatamente o dinheiro pago acrescido de uma multa a ser recebida pelo consumidor para compensar a perda de tempo, sem prejuízo de uma eventual reparação por danos material ou moral. E, caso a empresa ou cooperativa trabalhe com cartões de crédito ou de débito, teria que tratar todos os seus clientes com igualdade, não podendo dar um tratamento diferenciado para aquele que paga em dinheiro ou aceitar apenas esta forma de pagamento quando a procura aumentar em razão de fato extraordinário (houve vezes em que a cooperativa de táxis na rodoviária só estava aceitando pagamentos em dinheiro porque a demanda tinha disparado).
Independente de quaisquer mudanças na legislação aplicável aos táxis, o Poder Público deve também ser mais exigente na relação contratual no tocante à prestação desse serviço em terminais rodoviários, aeroportos, estações ferroviárias e de transportes aquáticos. Não apenas por causa do alto fluxo de pessoas, mas principalmente em razão das condições específicas do passageiro que, além de estar portando bagagem, também sofre o cansaço físico decorrente da viagem e necessita de um espaço adequado para aguardar pelo seu atendimento. E aí, se a lei passar a exigir esta cláusula para fins de validade contratual, bem como houver vontade política da Prefeitura, as coisas poderão começar a mudar.
OBS: A foto acima, cuja autoria é atribuída a Eliane Carvalho, foi extraída do site da Prefeitura do Rio de Janeiro em http://www.rio.rj.gov.br/web/smtr/exibeconteudo?article-id=1426064
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Atendimento demorado da Oi Fixo em Copacabana!
Mudei-me há poucos dias para o Rio de Janeiro e já estou arrumando minhas brigas com a Telemar, empresa conhecida também como Oi Fixo.
Ontem (12/12/2011), compareci ao atendimento presencial da empresa na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na Zona Sul do Rio, afim de solicitar a transferência de titularidade da linha telefônica que era utilizada pela minha avó paterna, falecida em setembro deste ano, para o meu nome. O horário de chegada na loja da Oi se deu por volta das 16:18 horas, mas só consegui ser de fato atendido às 17:25 horas, tendo aguardado por um período superior a uma hora!
Acontece que o tempo de espera neste posto de atendimento da concessionária tem sido demasiadamente excessivo e viola frontalmente os direitos do consumidor e os princípios que norteiam o Plano Geral de Metas de Qualidade da ANATEL, motivo pelo qual, hoje mesmo, já registrei uma reclamação perante a agência reguladora sob o n.° 1802185.2011.
Conforme notei, através de conversas com outros consumidores presentes no local, a demora no atendimento parece ser uma constante nesta loja da empresa, valendo ressaltar que alguns serviços, como a transferência de titularidade de uma linha, só pode ser resolvidos presencialmente, tendo em vista as peculiaridades de determinados casos. Ainda mais quando o usuário encontra-se com um precário acesso à rede e sem internet ligada na sua casa, como é a minha situação nestes dias após a mudança.
De qualquer modo, a demora excessiva no tempo de espera é de todo injustificável porque causa atraso de vida ao cidadão, além de irritação, angústia, indignação, aborrecimentos, cansaço físico e outros transtornos que afetam os compromissos das pessoas. Principalmente quando estão relacionados ao trabalho do usuário que nem sempre tem a disponibilidade de ausentar-se por um período mais longo do seu emprego ou contar com algum patrão um pouquinho compreensivo.
Ora, pelo que pude observar nesta segunda-feira, eis que o posto de atendimento da empresa carece de mais funcionários para atender melhor ao público. O espaço do local chega a ser ocupado com outras atividades, sendo que a concessionária poderia muito bem ocupar toda a loja com o serviço de atendimento ao público, bem como direcionar o consumidor conforme o tipo de demanda apresentada, tendo em vista as hipóteses que precisam ser sanadas ali. Isto porque algumas solicitações, a exemplo da transferência de titularidade de uma linha, só podem ser tratadas em lojas próprias da Oi Fixo.
Como se sabe, atualmente a Oi Fixo tem procurado ampliar o seu atendimento presencial pela via da terceirização, o que tem sido um artifício para a concessionária não ter que dispor de um número maior de lojas próprias. E, no Rio de Janeiro, conforme a orientação que recebi pelo telefone na central 10331, só existiriam três lojas próprias da concessionária, as quais estariam situadas na Avenida Chile, em Copacabana e, salvo engano, em Bangu. Porém, se a informação dada pelos telefonistas procede, eis que não há nenhuma loja própria que presta o serviço Oi Atende na Zona Norte do município do Rio de Janeiro.
Prezado leitor, não dá para aceitarmos que, numa cidade no porte do Rio de Janeiro, futura sede dos jogos olímpicos de 2016, faltem postos de atendimento próprios da concessionária de telefonia fixa em bairros expressivos e populosos, os quais recebem um considerável fluxo de pessoas, a exemplo da Tijuca, Meyer ou Madureira. Pois, se uma cidade como Petrópolis, que tem uma população inferior a alguns bairros cariocas, dispõe de uma loja própria da Oi Fixo, por que este serviço, que eu chamaria de Oi NÃO Atende, não pode contar com uma loja própria na Zona Norte?
Além do demorado tempo de espera no posto de atendimento da Oi, que, por si só, já é um absurdo, deve-se considerar que o consumidor também sofre com o seu deslocamento, enfrentando trânsito, dependendo do precário transporte coletivo urbano ou tendo que achar um local adequado para estacionar o carro na rua. Isto se a pessoa não vier a pagar por um caro estacionamento no Rio, o que é caríssimo por aqui.
Acrescente-se ainda que a concessionária tem exigido que, nas hipóteses de alteração de titularidade da linha de telefone, o consumidor ainda precise fazer o reconhecimento de firma em cartório, não sendo suficiente pra eles a simples exibição dos documentos de identificação. E, com tais exigências fora do razoável, os gastos financeiros do usuário da telefonia e a perda de tempo tornam-se ainda maiores, já que o consumidor ainda tem que enfrentar outra fila no tabelionato de notas.
Será justificável tanta burrocracia só para alterar a titularidade de uma linha telefônica?
Indignado com o que assisti, resolvi ir hoje ao Ministério Público e protocolizei uma representação contra a Telemar lá no sétimo andar do número 26 da Rua Rodrigo Silva, onde está situado o atendimento das Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, visto que o problema afeta uma coletividade de cidadãos e diz respeito a um serviço essencial.
Não sei se o MP já está fazendo algo quanto ao insatisfatório atendimento da Oi Fixo aqui no Rio. É provável que sim e talvez já existam procedimentos investigatórios, termos de ajustamento de conduta ou até ação civil pública. Contudo, desejo que o problema se resolva para o bem de todos e que a Oi Fixo melhore o seu atendimento porque se trata antes de mais nada de uma questão de inteligência afim de agradar o cliente, permitindo que a vida possa fluir para todos dentro da sociedade, o que, certamente, será bom pra todo mundo. Inclusive para quem presta o serviço de telefonia.
OBS: Imagem extraída do site http://www.consumidorrs.com.br/rs2/inicial.php?case=2&idnot=15465
Ontem (12/12/2011), compareci ao atendimento presencial da empresa na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na Zona Sul do Rio, afim de solicitar a transferência de titularidade da linha telefônica que era utilizada pela minha avó paterna, falecida em setembro deste ano, para o meu nome. O horário de chegada na loja da Oi se deu por volta das 16:18 horas, mas só consegui ser de fato atendido às 17:25 horas, tendo aguardado por um período superior a uma hora!
Acontece que o tempo de espera neste posto de atendimento da concessionária tem sido demasiadamente excessivo e viola frontalmente os direitos do consumidor e os princípios que norteiam o Plano Geral de Metas de Qualidade da ANATEL, motivo pelo qual, hoje mesmo, já registrei uma reclamação perante a agência reguladora sob o n.° 1802185.2011.
Conforme notei, através de conversas com outros consumidores presentes no local, a demora no atendimento parece ser uma constante nesta loja da empresa, valendo ressaltar que alguns serviços, como a transferência de titularidade de uma linha, só pode ser resolvidos presencialmente, tendo em vista as peculiaridades de determinados casos. Ainda mais quando o usuário encontra-se com um precário acesso à rede e sem internet ligada na sua casa, como é a minha situação nestes dias após a mudança.
De qualquer modo, a demora excessiva no tempo de espera é de todo injustificável porque causa atraso de vida ao cidadão, além de irritação, angústia, indignação, aborrecimentos, cansaço físico e outros transtornos que afetam os compromissos das pessoas. Principalmente quando estão relacionados ao trabalho do usuário que nem sempre tem a disponibilidade de ausentar-se por um período mais longo do seu emprego ou contar com algum patrão um pouquinho compreensivo.
Ora, pelo que pude observar nesta segunda-feira, eis que o posto de atendimento da empresa carece de mais funcionários para atender melhor ao público. O espaço do local chega a ser ocupado com outras atividades, sendo que a concessionária poderia muito bem ocupar toda a loja com o serviço de atendimento ao público, bem como direcionar o consumidor conforme o tipo de demanda apresentada, tendo em vista as hipóteses que precisam ser sanadas ali. Isto porque algumas solicitações, a exemplo da transferência de titularidade de uma linha, só podem ser tratadas em lojas próprias da Oi Fixo.
Como se sabe, atualmente a Oi Fixo tem procurado ampliar o seu atendimento presencial pela via da terceirização, o que tem sido um artifício para a concessionária não ter que dispor de um número maior de lojas próprias. E, no Rio de Janeiro, conforme a orientação que recebi pelo telefone na central 10331, só existiriam três lojas próprias da concessionária, as quais estariam situadas na Avenida Chile, em Copacabana e, salvo engano, em Bangu. Porém, se a informação dada pelos telefonistas procede, eis que não há nenhuma loja própria que presta o serviço Oi Atende na Zona Norte do município do Rio de Janeiro.
Prezado leitor, não dá para aceitarmos que, numa cidade no porte do Rio de Janeiro, futura sede dos jogos olímpicos de 2016, faltem postos de atendimento próprios da concessionária de telefonia fixa em bairros expressivos e populosos, os quais recebem um considerável fluxo de pessoas, a exemplo da Tijuca, Meyer ou Madureira. Pois, se uma cidade como Petrópolis, que tem uma população inferior a alguns bairros cariocas, dispõe de uma loja própria da Oi Fixo, por que este serviço, que eu chamaria de Oi NÃO Atende, não pode contar com uma loja própria na Zona Norte?
Além do demorado tempo de espera no posto de atendimento da Oi, que, por si só, já é um absurdo, deve-se considerar que o consumidor também sofre com o seu deslocamento, enfrentando trânsito, dependendo do precário transporte coletivo urbano ou tendo que achar um local adequado para estacionar o carro na rua. Isto se a pessoa não vier a pagar por um caro estacionamento no Rio, o que é caríssimo por aqui.
Acrescente-se ainda que a concessionária tem exigido que, nas hipóteses de alteração de titularidade da linha de telefone, o consumidor ainda precise fazer o reconhecimento de firma em cartório, não sendo suficiente pra eles a simples exibição dos documentos de identificação. E, com tais exigências fora do razoável, os gastos financeiros do usuário da telefonia e a perda de tempo tornam-se ainda maiores, já que o consumidor ainda tem que enfrentar outra fila no tabelionato de notas.
Será justificável tanta burrocracia só para alterar a titularidade de uma linha telefônica?
Indignado com o que assisti, resolvi ir hoje ao Ministério Público e protocolizei uma representação contra a Telemar lá no sétimo andar do número 26 da Rua Rodrigo Silva, onde está situado o atendimento das Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, visto que o problema afeta uma coletividade de cidadãos e diz respeito a um serviço essencial.
Não sei se o MP já está fazendo algo quanto ao insatisfatório atendimento da Oi Fixo aqui no Rio. É provável que sim e talvez já existam procedimentos investigatórios, termos de ajustamento de conduta ou até ação civil pública. Contudo, desejo que o problema se resolva para o bem de todos e que a Oi Fixo melhore o seu atendimento porque se trata antes de mais nada de uma questão de inteligência afim de agradar o cliente, permitindo que a vida possa fluir para todos dentro da sociedade, o que, certamente, será bom pra todo mundo. Inclusive para quem presta o serviço de telefonia.
OBS: Imagem extraída do site http://www.consumidorrs.com.br/rs2/inicial.php?case=2&idnot=15465
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Procurando por vida longe de casa...
Os noticiários de ontem divulgaram a confirmação descoberta do telescópio da NASA que encontrou um planeta gêmeo da Terra em outro sistema solar distante em uns 600 anos luz daqui e que se enquadraria naquilo que os cientistas hoje denominam de "zona habitável".
O novo astro foi batizado de Kepler 22b (em razão do nome do telescópio norte-americano) e foi visto pela primeira vez no ano de 2009, tendo sido confirmado recentemente. E, de acordo com os cientistas, este planeta irmão seria maior do que o nosso, mas teria uma translação inferior ao ano terrestre com uma rota de 290 dias ao redor de sua estrela a qual, por sua vez, seria menos quente do que o sol.
Eu que sou um admirador das pesquisas espaciais desde a infância, quando já decorava os nomes de todos os planetas do nosso sistema solar (na época Plutão ainda não tinha sido destituído), sem dúvida que eu vibrei com a notícia. Principalmente porque a descoberta tem tudo a ver com o meu discurso teológico já que defendo abertamente dentro do meio religioso a existência de vida em outros planetas.
Contudo, logo depois que li esta notícia no Yahoo e fui até a sala comunicar à minha esposa, veio em minha cabeça um insight. Pois, enquanto o telescópio da humanidade fica olhando para bem longe a procura de vida, esquecemos da abundância de vidas humanas, animais e vegetais que estão se manifestando à nossa volta.
Este lampejo de luz ocorreu-me quando, por alguns instantes, minha mulher deixou de prestar a atenção no que eu falava para apreciar a imagem de um bebê mostrado na TV. Para ela, naquele momento, o sorriso de uma criança era mais interessante do que as descobertas espaciais da Agência Espacial dos Estados Unidos!
O que o homem está procurando tão longe? Será que a vida não está tão pertinho dele? Que valor estamos dando à vida que se manifesta no nosso próximo e dentro de nós? Não estaria o nosso olhar perdido no espaço?
Além dos ecossistemas aquáticos e terrestres, temos também um universo a ser explorado e que talvez seja infinitamente maior. Trata-se da mente humana.
Cada ser humano tem um imenso universo dentro de si a ser conhecido. Porém, nem sempre conseguimos valorizar a vida que existe bem pertinho. Uns ainda são capazes de derramar o sangue do seu semelhante, deixar crianças morrendo de fome, queimar florestas, fazer guerras e tem aqueles que matam de outras maneiras destruindo sentimentos.
Esta noite, estando a refletir, lembrei-me de passagem do Evangelho de João quando Jesus conversa com a mulher samaritana e assim lhe diz:
"aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Jo 4.14; ARA)
Ou, como se verifica em outra parte do mesmo Evangelho:
"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." (Jo 7.38; ARA)
Nada contra as pesquisas espaciais. Muito pelo contrário. Mas certamente seria ótimo se direcionássemos o nosso "telescópio" também para mais perto. Inclusive para "dentro" de nós mesmos, afim de que possamos ter um encontro verdadeiro com a Vida e compreendermos o seu significado.
OBS: A origem da imagem, exibida em diversos jornais, acima é da Agência Espacial dos Estados Unidos – NASA.
O novo astro foi batizado de Kepler 22b (em razão do nome do telescópio norte-americano) e foi visto pela primeira vez no ano de 2009, tendo sido confirmado recentemente. E, de acordo com os cientistas, este planeta irmão seria maior do que o nosso, mas teria uma translação inferior ao ano terrestre com uma rota de 290 dias ao redor de sua estrela a qual, por sua vez, seria menos quente do que o sol.
Eu que sou um admirador das pesquisas espaciais desde a infância, quando já decorava os nomes de todos os planetas do nosso sistema solar (na época Plutão ainda não tinha sido destituído), sem dúvida que eu vibrei com a notícia. Principalmente porque a descoberta tem tudo a ver com o meu discurso teológico já que defendo abertamente dentro do meio religioso a existência de vida em outros planetas.
Contudo, logo depois que li esta notícia no Yahoo e fui até a sala comunicar à minha esposa, veio em minha cabeça um insight. Pois, enquanto o telescópio da humanidade fica olhando para bem longe a procura de vida, esquecemos da abundância de vidas humanas, animais e vegetais que estão se manifestando à nossa volta.
Este lampejo de luz ocorreu-me quando, por alguns instantes, minha mulher deixou de prestar a atenção no que eu falava para apreciar a imagem de um bebê mostrado na TV. Para ela, naquele momento, o sorriso de uma criança era mais interessante do que as descobertas espaciais da Agência Espacial dos Estados Unidos!
O que o homem está procurando tão longe? Será que a vida não está tão pertinho dele? Que valor estamos dando à vida que se manifesta no nosso próximo e dentro de nós? Não estaria o nosso olhar perdido no espaço?
Além dos ecossistemas aquáticos e terrestres, temos também um universo a ser explorado e que talvez seja infinitamente maior. Trata-se da mente humana.
Cada ser humano tem um imenso universo dentro de si a ser conhecido. Porém, nem sempre conseguimos valorizar a vida que existe bem pertinho. Uns ainda são capazes de derramar o sangue do seu semelhante, deixar crianças morrendo de fome, queimar florestas, fazer guerras e tem aqueles que matam de outras maneiras destruindo sentimentos.
Esta noite, estando a refletir, lembrei-me de passagem do Evangelho de João quando Jesus conversa com a mulher samaritana e assim lhe diz:
"aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna" (Jo 4.14; ARA)
Ou, como se verifica em outra parte do mesmo Evangelho:
"Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." (Jo 7.38; ARA)
Nada contra as pesquisas espaciais. Muito pelo contrário. Mas certamente seria ótimo se direcionássemos o nosso "telescópio" também para mais perto. Inclusive para "dentro" de nós mesmos, afim de que possamos ter um encontro verdadeiro com a Vida e compreendermos o seu significado.
OBS: A origem da imagem, exibida em diversos jornais, acima é da Agência Espacial dos Estados Unidos – NASA.
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