Terminou ontem o feriado carnavalesco, mas não acho que isto seja motivo para tristezas.
É momento de alegria e de graça! Principalmente para quem aproveitou o feriado de maneira sadia e agora vai retornar às suas atividades laborais ou estudantis, visto que a vida continua e deve ser celebrada em múltiplas ocasiões distintas.
Para os católicos, a quarta-feira de cinzas é considerado o primeiro dia da Quaresma e simboliza a conversão do crente. Nas missas, os padres colocam cinzas na testa do cristão que, por tradição religiosa, permanecem na cabeça da pessoa até o sol se por. E, a partir de então, algumas pessoas ficam se privando de comer carne até à Páscoa.
Ave Maria! Ainda bem que decidi seguir a Cristo livre das amarras doutrinárias do institucionalismo católico e evangélico!
Contudo, pelo fato da quarta-feira de cinzas corresponder ao dia seguinte após o Carnaval, muitos brasileiros associam este feriado de meio dia ao luto pelo fim da maior festa popular do país. Então, quem segue o catolicismo e resolveu cair na folia, mesmo sem ter cometido excessos, muitas vezes acaba se deparando com o sentimento aprisionador de que violou um mandamento e pecou.
Por sua vez, inúmeros evangélicos, quando brincam no Carnaval, sentem-se até mais culpados do que os católicos. Pois, no evangelicalismo brasileiro, a cultura carnavalesca ainda é tida como algo pecaminoso, totalmente impura e impossível de integrar uma diversão sadia, sem necessariamente alguém ter que praticar condutas de depravação sexual, atos de violência ou enveredar pelo consumo abusivo de álcool e de drogas.
Mas será que as pessoas devem se sentir culpadas e em pecado por agirem dentro da normalidade?
Somos humanos e o homem é um animal gregário. Logo, faz parte da nossa natureza levarmos uma vida em comunidade onde as festas populares, desde o começo da civilização e as eras pré-históricas, cumpriam o papel de aproximar as pessoas de um determinado grupo. Na Antiguidade, em quase todo o mundo, celebrava-se a colheita, a vitória de uma guerra, o nascimento de uma criança, recordações de acontecimentos históricos, o ano novo, a lua nova, o início do verão ou do inverno, o nascimento de uma criança, a entrada na adolescência, o casamento e a morte. E, não raramente, tais comemorações eram enriquecidas com algum significado religioso.
Infelizmente, o cristianismo acabou se tornando uma religião de pessoas tristes e fechadas para a sociedade. Criou-se uma dicotomia entre o espiritual e o secular, em que este chega a ser terrivelmente demonizado. E conviver com amigos não crentes dentro de uma festa, mesmo num ingênuo aniversário de criança, chega a ser mal associado com um trecho do Salmo 1º quando a Bíblia fala em "assentar-se na roda dos escarnecedores".
"A alegria só pode brotar de entre as pessoas que se sentem iguais", assim disse o romancista francês Honoré de Balzac. E o que ele falou faz sentido porque, no momento em que crio distinções morais em relação às demais pessoas do gênero humano, por me achar espiritual, acabo me privando de uma alegria plena no convício coletivo.
Segundo Caio Fábio, "Jesus não fala uma única vez, nos quatro Evangelhos, a palavra 'espiritual'. Esse chavão não passou por sua boca, por uma razão muito simples: para Jesus, não havia uma vida espiritual; para Jesus, a espiritualidade era a vida. Sobre a vida ele falou muito, e o tempo todo; sobre espiritualidade, não". (destacou-se)
Verdade seja dita que é o moralismo da sociedade, ditado muitas vezes pela religião, que acaba dando uma extrema relevância a determinados comportamentos que não agradam a um grupo dominante. Com isto, construiu-se no decorrer dos séculos uma moral que reprime com rigor condutas como o pecado sexual e a embriaguez, mas toleram outras "obras da carne" tão perturbadoras quanto, a exemplo do ódio, das rixas, dos ciúmes, da ira, das dissensões, das invejas, do egoísmo e da avareza. Aliás, há pastores que seguem a herética teologia da prosperidade e chegam a incentivar um repugnante apego ao dinheiro entre os seus seguidores, exceto se forem ofertar na igreja. E, quanto à dimensão coletiva do pecado, o cristianismo é muito superficial.
Entretanto é esta visão desproporcional, torta, tendenciosa e deturpada do pecado que tanto atrapalha os cristão na compreensão do arrependimento que deve acompanhar a fé no Evangelho. Por causa disto é que muitos têm dificuldade nos dias de hoje em experimentar a Metanoia, palavra grega que significa conversão.
Por outro lado, a conversão não significa uma mudança de cultura, mas sim de postura, devendo ser algo contínuo na vida da pessoa. Trata-se de algo que, na visão hebraica, corresponderia à Teshuvá (o retorno ao caminho certo), onde o homem reconhece sua tendência ruim e se abre para a generosidade da vida, considerando as oportunidades que ela continuamente nos dá e o quanto, em si mesma, é bela, perfeita e boa.
Ora, entendo que a conversão não deve fazer de ninguém uma pessoa triste, mas sim alegre e cheia de graça. E esta graça é que nos faz livres de mandamentos dos homens inventados por padres e pastores sem graça afim de que possamos graciosamente viver para a prática do amor, sem carregar peso na consciência ou cultivar restrições comportamentais.
Para os judeus, nas seis semanas que precedem a festividade de Pessach (Páscoa), existem quatro sábados especiais dentre os quais o Shabat Shecalim é o primeiro deles, tendo sido comemorado em 2011 neste dia 5 de março (que foi o sábado de Carnaval iniciado ao por do sol de sexta-feira). Então, é comum as pessoas que seguem as tradições judaicas cumprimentarem-se com estas palavras: "Chazak! Chazak! Venit'Chazek!" (Força! Força! Que sejamos todos fortalecidos!)
Meu desejo é que, após esta semana de feriado carnavalesco, sejamos realmente fortalecidos para vivermos este ano com muita alegria e graça, com bastante energia e força do Deus Eterno.
Este blogue tem por objetivo divulgar aquilo que eu penso. Escrevo não somente assuntos jurídicos como também comento sobre política, religião, sexualidade, filosofia, questões locais da cidade onde moro e tudo o que me vem na cabeça. Quem desejar fazer seus comentários, fique a vontade. Aqui não tem censura!
quarta-feira, 9 de março de 2011
terça-feira, 8 de março de 2011
Parabéns, mulher!

"Débora, uma profetisa, mulher de Lapidote, liderava Israel naquela época. Ela se sentava debaixo da tamareira de Débora, entre Ramá e Betel, nos montes de Efraim, e os israelitas a procuravam, para que ela decidisse suas questões." (Juízes 4.4-5; tradução da NVI)
Neste 8 de março, no qual está sendo celebrado o Carnaval brasileiro, é também considerado o dia internacional da mulher como uma data fixa do calendário. Trata-se de um momento em que, se não fosse pela coincidência com maior festa popular do país, certamente teria mobilizado muito mais pessoas em defesa dos direitos feministas.
Mas que ocasião mais inoportuna para a comemoração de uma data tão importante e que, em 2011, caiu justamente no começo do mandato da primeira mulher presidente do país?
Apesar de não ter votado em Dilma Rousseff no dia 3 de outubro, mas sim em outra candidata, vejo que a eleição de uma mulher para ocupar a Presidência do Brasil, com 56 milhões de votos, significou de certo modo uma mudança marcante na nossa sociedade. Isto porque se trata da participação feminina em cargos de liderança, coisa que, por longos anos, foi negado no país.
Curiosamente, mais de três mil anos antes de Dilma, o povo de Israel já foi liderado por uma mulher - Débora, cujo nome de origem hebraica significa "abelha". E, de acordo com o texto bíblico citado acima, onde Débora é mencionada como "mulher de Lapidote", podemos deduzir que ela foi originalmente uma dona de casa, mas que passou a servir sua nação, sendo que em nenhuma outra passagem das Escrituras uma mulher ocupou um cargo político tão elevado.
Todavia, Débora viveu num tempo onde ainda não existiam reis e a liderança era algo conquistado ao invés de herdado. Ela, por sua notável sabedoria, era espontaneamente consultada pelas pessoas de seu povo, atendendo-as não dentro de um imponente palácio, mas sim debaixo de uma simples palmeira.
De acordo com a narrativa bíblica, Débora foi uma verdadeira motivadora dos israelitas para que fossem vitoriosos numa importante etapa de sua história que foi a libertação do domínio opressor de Jabim, rei de Canaã. Até então, pelo período de duas décadas, parece que Israel foi uma nação tributária de um reino que teria existido na região da Galiléia cujo comandante dos exércitos chama-se Sísera.
Divinamente inspirada, Débora incentiva Baraque a liderar uma tropa de homens afim de que eles lutassem contra Sísera e libertasse o país do poder dos cananeus. E, de acordo com o relato da Bíblia, os israelitas saem vitoriosos. Só que, ao final, quem mata Sísera não é Baraque, mas sim um outra mulher chamada Jael, uma perspicaz beduína que é mencionada no texto como "mulher de Héber" (verso 21).
Nos tempos de hoje, posso ver o Brasil, semelhantemente aos israelitas, lutando contra a pobreza, o desemprego, as injustiças e a falta de segurança, bem como em relação às deficiências na escolaridade e na saúde. Porém, não acho que esta batalha seja apenas de uma mulher só como se Dilma fosse a mãe do país, pois não podemos pensar que a história seja feita apenas por heróis como se presidentes, reis ou rainhas fossem os reais responsáveis pelo êxito.
Acredito que, com a união de todo o povo, temos grandes chances de sairmos vitoriosos contra os principais problemas que afligem a nação brasileira. Penso que todo este processo vai requerer a participação não só de homens, mas também de mulheres que sejam capazes de deixar de lado a apatia afim atuarem decisivamente diante de cada questão.
Como se vê na célebre história da Bíblia, Débora era a estrategista, a pessoa que organizava a nação de Israel. Porém, foram homens e mulheres que lutaram e expulsaram o invasor, tendo sido uma simples mulher do campo quem matou o general do exército inimigo.
Igualmente, desejo que não apenas a presidenta Dilma faça a sua parte, mas também as milhões de mulheres brasileiras que são mães, filhas, avós, trabalhadoras, donas de casa, aposentadas, esposas, solteiras, viúvas, divorciadas, professoras, operárias, médicas, advogadas, juízas, policiais, etc.
Sendo assim, quero encerrar este artigo parabenizando as mulheres de todo o país e convocando-as a contribuírem corajosamente para a construção de um futuro melhor.
OBS: As imagens acima foram extraídas do site da Presidência da República em http://www.presidencia.gov.br/presidenta sendo que o crédito da foto de Dilma com a faixa presidencial deve ser atribuído a Roberto Stuckert Filho / PR.
domingo, 6 de março de 2011
Chimarrão e tereré: dois hábitos muito saudáveis

A primeira ocasião de que recordo ter visto alguém bebendo chá de erva mate verde foi por volta de 1982, quando viajei ao Paraná na companhia de minha mãe. Fomos a Curitiba e depois a uma pequena cidade interiorana chamada São João do Triunfo, onde era bastante comum o uso da erva Ilex paraguaiensis. Porém, não cheguei a experimentá-la daquela vez.
Em 1985, quando passei a morar com meu avô paterno em Juiz de Fora (MG), aprendi um pouco mais sobre o chimarrão. Quando jovem, vovô tinha servido ao exército brasileiro por duas oportunidades no Rio Grande do Sul, em cidades que ficavam nos pampas, bem na fronteira com a Argentina. Lá ele aprendeu sobre a cultura sulina e o uso do bendito amargo, pelo que me transmitiu muitos dos seus conhecimentos. Segundo ele, o homem que bebesse chimarrão com açúcar iria "apanhar da mulher".
Nas fitas do Gaúcho da Fronteira, um dos cantores preferidos do meu avô, havia algumas músicas que falavam sobre o chimarrão. Uma delas assim dizia:
"Churrasco e bom chimarrão
Fandango, trago e mulher
É disso que o velho gosta
É isso que o velho quer"
Mesmo tendo conhecido o chimarrão junto com as deliciosas carnes macias dos pampas, meu avô já não mantinha o hábito de tomar um amargo nas últimas décadas de sua vida em Minas Gerais. Nem quando eu lhe trouxe uma cuia de presente ao retornar da viagem que havia empreendido até Porto Alegre em meados dos anos 90.
Um dia resolvi sair do armário e beber o chimarrão, o que só consegui fazer depois que o meu paladar já tinha gostado do sabor da cerveja aos 17/18 anos. Uma das vezes foi quando almocei numa churrascaria que, por cortesia e marketing, oferecia o amargo aos clientes que tivessem a ousadia de fazer um pedido desses.
Já o tereré (ou tererê), que é a versão gelada do chimarrão degustada pelos mato-grossenses e paraguaios, suponho tê-lo experimentado junto com um grupo de vestibulandos vindos de Campo Grande, os quais estavam em Juiz de Fora afim de tentarem uma vaga na UFJF. Fizemos então uma roda na pensão onde eles estavam hospedados, compartilhando a guampa de mão em mão, mas sem observar o sentido horário das tradições gaúchas.

Na ocasião em que visitei o Pantanal junto com Núbia (julho/99), bebi bastante tereré. Foi quando também encontrei um grupo de norte-americanos que estavam conosco no acampamento (metade dos turistas era formada por gringos) e eles já tinham assimilado o hábito daqui da América do Sul desde que vieram do Paraguai. Ainda assim, Núbia preferiu cerveja gelada e a brasileiríssima pinga.
Morando aqui em Nova Friburgo, incorporei de vez o hábito do chimarrão à minha vida. Durante um tempo, cheguei a consumi-lo quase que diariamente até ficar viciado. Bebia em jejum assim que acordava. E fiz do amargo um grande companheiro nas manhãs frias em que preparava o projeto de monografia durante os últimos períodos letivos da faculdade de Direito.
Fazendo hoje um uso mais moderado, costumo beber o chimarrão mais quando como carne em demasia, mesmo se for apenas um galeto que costumo comprar num restaurante quase em frente ao meu edifício. E recorro à erva não só afim de facilitar a digestão, mas também para combater o acúmulo da gordura no organismo, alimentando a crença de que a ação diurética possa evitar qualquer aumento indesejado no colesterol.
Será tudo isto verdade? Não sei. Mas, no ano passado, entrei num site bem interessante que fala sobre o chimarrão, onde são listados os seguintes benefícios que me pareceram razoavelmente esclarecedores:
•Estimulante da atividade física e mental
•Estimula a circulação
•Aumenta o ritmo cardíaco
•Facilita a digestão
•Favorece a evacuação (fezes) e a micção (urina)
•Promove a regeneração celular
•Elimina estados depressivos
•Aumenta a resistência de músculos à fadiga
•Aumenta a força muscular
•Desenvolve as faculdades mentais
•Tonifica o sistema nervoso
•Regulariza a respiração
•Facilita a digestão
•Promove sensação de bem-estar e vigor
•Regula as funções sexuais
•Efeitos cosméticos na pele
•Previne a arteriosclerose
•Melhora a memória
•Previne gripes e alergias
•Diurético
•Diminui o colesterol e triglicerídeos
•Aumenta o gasto energético
•Favorece o emagrecimento
•Previne a doença de Parkinson
De qualquer modo, nós brasileiros e povos do sul do continente devemos muito aos índios quíchuas, aimarás e guaranis, os quais nos deixaram um legado tão precioso, saudável e socializador que é o costume milenar da erva mate.
OBS: As informações sobre os benefícios do chimarrão foram extraídas de http://renatapinheiro.com/beneficios-e-maleficios-do-chimarrao/
Blog do Dr. Rodrigo Luz: Cinco anos de casamento
Blog do Dr. Rodrigo Luz: Cinco anos de casamento: "'Alegre-se com a esposa da sua juventude.' (Mishlê 5.18b; NVI) Nesta última sexta-feira, eu e Núbia completamos cinco anos de casamento f..."
Cinco anos de casamento

"Alegre-se com a esposa da sua juventude."
(Mishlê 5.18b; NVI)
Nesta última sexta-feira, eu e Núbia completamos cinco anos de casamento formal. Mas também estamos comemorando 12 anos de relacionamento comprometido, visto que nos amamos pela primeira vez no Carnaval de 1999, na localidade de Sana, situada bem nas serras macaenses.
A maioria dos países ocidentais considera o quinto ano de matrimônio como as bodas de madeira, mas que, aqui no Brasil, também é denominado bodas de ferro. Já o décimo segundo ano seriam as bodas de seda ou de ônix.
Particularmente eu considero o casamento civil algo sem importância para as relações entre as pessoas, exceto no plano jurídico, sem que haja qualquer interferência quanto à questão espiritual. Também penso que o matrimônio não depende da celebração pública para ocorrer perante Deus, mas não me desfaço da importância de que a sociedade possa comemorar o evento e se tornar ciente da união entre um homem e uma mulher.
De qualquer modo, eu e Núbia só passamos a viver juntos debaixo de um mesmo teto após assinarmos os papéis. Até então, depois que nos conhecemos no Sana, ficamos sete anos nos encontrando aqui em Nova Friburgo ou em Niterói (cidade onde ela foi nascida e criada), bem como chegamos a viajar para diversos outros lugares.
Não acho que namorar à distância seja 100% satisfatório e tão pouco uma espera de sete anos para juntar as escovas de dente, tempo que correspondeu praticamente ao mesmo que Jacob trabalhou para seu sogro Labão afim de casar-se com Raquel. Pra mim, os namoros deveriam ser breves, só com mãozinha dada, sempre com intenções de casamento e, finalmente, tornar-se logo um curto noivado que dure cerca de seis meses. Só que isto é apenas o que idealizo, pois, na realidade, sabemos que as coisas são bem diferentes pois ninguém tem uma história igual a um padrão.
No meu caso, a experiência de ter me casado com Núbia e estarmos vivendo juntos um quinquênio acabou sendo um significativo acréscimo de experiência aos sete anos que já tínhamos nos relacionado. Se antes o que predominou na nossa relação foi a euforia e a curtição nas viagens por lugares exóticos, ultimamente temos atravessado lutas e muitas batalhas pela sua saúde.Entre as dificuldades da vida, tenho aprendido a construir um amor com Núbia, tentar ser um companheiro mais presente e buscar entusiasmo para fazê-la feliz. E, justamente porque um faz parte do cotidiano do outro, temos tido a oportunidade de aprender coisas que, na certa, jamais compreenderíamos caso a nossa relação continuasse a encontros de férias e nos finais de semana. E o sofrimento tem me ensinado, embora seja evidente que eu prefiro que Núbia estivesse bem, com sua saúde totalmente restabelecida e que tivéssemos novas chances de viajarmos pelo mundo
Apesar das proveitosas experiências obtidas nos últimos anos de casamento, que acabaram sendo mais significativas do que os inesquecíveis passeios do namoro, sei que cinco anos juntos ainda é muito pouco para que um homem possa considerar-se um marido suficientemente acrisolado. O ferro, embora seja um metal duro e resistente, é considerado dentro da Química como um elemento de transição e está sujeito à oxidação e pode muito bem ficar enferrujado. Porém, pode também ser transformado em aço que é uma liga metálica cuja característica capaz de distingui-la do ferro é a sua maior ductilidade. Ou seja, o aço é mais resistente do que o ferro no processo de ensaio de tração.
Já a madeira, sabe-se que também é um material naturalmente resistente e sólido, graças às fibras de celulose e hemicelulose que são unidas por lignina. Por tal característica, somada também à impermeabilidade, a madeira é utilizada há séculos na construção civil e na fabricação de móveis. Contudo, é preciso protegê-la contra a ação do fogo e do ataque de cupins.

No atual momento de minha vida, peço a Deus que me conceda graça, força, direção e vitória contra os inúmeros defeitos que tenho. Oro para que o Eterno restaure a saúde de minha esposa, curando-a completamente, e lhe dê ânimo, abençoando nossa união.
Nossa comemoração deste dia 4 foi bem simples. O clima estava chuvoso e com temperaturas amenas. Fomos a um restaurante aqui no nosso quarteirão onde há um delicioso rodízio de sopas e ficamos lá por um tempinho. Depois voltamos pra casa afim de dormir.
Mesmo com tantas lutas e problemas, estamos comemorando este momento e creio além das aparências podendo dizer que até aqui Deus nos ajudou.

OBS: A primeira imagem refere-se à cerimônia celebrada pelo pastor Renato Gonçalves em que me casei com a sempre jovem mulher Núbia Mara Cilense, em 04 de março de 2006, num sítio situado na RJ-130, rodovia que liga Nova Friburgo a Teresópolis. Já a segunda foto foi na viagem que fizemos à Amazônia (janeiro/fevereiro de 2000), tratando-se de um passeio de barco pelo rio Xingu. A terceira foi na Bahia (maio/2005). E a última foi quando nos conhecemos no distrito do Sana, município de Macaé (RJ), no Carnaval de 1999, mais precisamente no "Bar do Jamaica".
sexta-feira, 4 de março de 2011
O espaço territorial dos animais domésticos dentro das cidades brasileiras

A domesticação de animais é uma prática realizada desde os primórdios da humanidade, muito antes de se promover o arruamento das cidades, sendo que o homem sempre teve a necessidade de ter certos animais ao seu lado, seja para auxiliá-lo na caça de subsistência, ajudá-lo em certos serviços, ou apenas para fazer-lhe companhia.
Através dos cães, o homem pré-histórico encontrou um eficiente auxiliar na caçada do seu alimento proteico dentro do meio natural. Já os gatos, as primeiras referências encontram suas origens no antigo Egito, na Índia e na Pérsia, sendo que, por meio da circulação dos comerciantes da Antigüidade, o animal atingiu a Grécia e o Império Romano, vindo parar posteriormente no Brasil através do colonizador português.
Com a urbanização, o ser humano transformou ambientes naturais, criando outros artificialmente em uma complexa teia de obras para atender todas as suas necessidades como ser social, e isto implica em problemas relacionados ao ambiente, sua conservação e qualidade. E esta agressiva expansão urbana pôs em risco a qualidade de vida do homem e também dos animais, restringindo-lhes o devido espaço territorial que sempre tiveram e violando os seus basilares direitos.
Assim, devido à expansão urbana, os animais domésticos que, durante milênios, conviveram junto ao homem, há décadas que não podem mais viver livremente dentro do espaço das cidades sem correrem riscos de atropelamentos nas vias públicas. Por serem animais territorialistas, tanto o cão quanto o gato precisam de um espaço mínimo para viver em liberdade. E, normalmente, o espaço de cada fêmea poderá atingir 01 (um) hectare enquanto que o do macho chega a uns 10 (dez) hectares.
A Declaração Universal dos Direitos dos Animais assim proclama em seu artigo 5°, item 1 sobre os animais domésticos:
"Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie"
Dentro do contexto principiológico adotado pela Declaração reconhecida pela ONU, deve-se considerar que a destruição do ambiente em que vive o animal pela expansão urbana desordenada contrapõe-se ao seu direito à vida e à liberdade, cabendo ao homem harmonizar o planejamento de suas cidades com a existência dos animais domésticos que nelas habitam, valendo ressaltar que a nossa espécie tem o dever de por os seus conhecimentos e os seus cuidados a serviço dos animais.
Em 2004, depois que minha mãe retornou de uma viagem à Grécia, ela comentou que, em Atenas, muitos cães são criados soltos na rua. Porém, se o mesmo costume fosse adotado no Brasil, além dos riscos aos quais os animais domésticos ficariam expostos, até seus donos poderiam ser civilmente responsabilizados por eventuais danos cuja causa fosse atribuída aos cães.
Sinceramente, acho lamentável que o planejamento do espaço nas cidades no Brasil ainda seja mais voltado para a circulação de automóveis do que para promover a convivência entre pessoas e animais. Nossas ruas, atualmente, são verdeiros corredores de passagem e não ambientes seguros e propícios aos encontros entre os seres vivos.
Devido a isto, entendo que deveríamos repensar o ordenamento territorial das nossas cidades. Acho que, nos bairros residenciais, é preciso que o Poder Público tome medidas para diminuir a velocidade dos automóveis nem que para isto as ruas tenham que ficar cheias de redutores tipo os quebra-molas. E, neste sentido, todos os cidadãos têm legitimidade para solicitarem providências perante os órgãos de trânsito, tendo em vista o que diz o parágrafo 3º do artigo 1º da Lei Federal n.º 9.503/97 que se trata do Código de Trânsito Brasileiro (CTB):
"Os órgãos e entidades componentes do Sistema Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das respectivas competências, objetivamente, por danos causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão ou erro na execução e manutenção de programas, projetos e serviços que garantam o exercício do direito do trânsito seguro".
Certamente que o direito ao trânsito seguro não inclui apenas os seres humanos mas também os animais. Pois, embora sejam considerados apenas coisas para o Direito Civil, não se pode esquecer que os bichos são sujeitos de direitos claramente albergados na Carta Magna e na legislação protetiva aplicável, devendo-se assim serem repensadas as políticas que o Poder Público vem tomando quanto ao ordenamento territorial urbano, a fim de que o espaço das cidades seja melhor planejado ao incluirmos o indispensável convívio do homem com os animais domésticos.
"O grau de civilidade de um povo mede-se pela forma como ele trata os seus animais" (Nelson Mandela)

OBS: As fotos acimas são da minha gata de estimação Sofia.
quarta-feira, 2 de março de 2011
Qual a fantasia que criamos sobre Jesus?

Acabei de assistir a interessante entrevista do ex-padre Marcelo da Luz (não se ele tem algum parentesco distante comigo) e que foi concedida ao Programa "Ciência e Consciência" da TV Compléxis, tendo como tema a "Desconstrução do Mito de Jesus Cristo".
Muita coisa que ele falou realmente não é novidade para quem estuda assuntos teológicos ou já cursou algum seminário, sendo que algumas de suas colocações eu concordo enquanto outras não (principalmente no final onde pareceu que ele foi contraditório com o que falou no início).
Porém, ao invés de proferir de imediato uma crítica fundamentalista a respeito do entrevistado e correr o risco de ser injusto, prefiro antes olhar com humildade para a pessoa de Jesus, cuja biografia conhecemos muito pouco, bem como em relação aos ensinos expostos nos Evangelhos, visto que estes foram livros escritos décadas depois da morte e da ressurreição do Senhor.
Sendo assim, antes de comentar sobre esta polêmica entrevista, prefiro primeiramente compartilhá-la aqui no meu blogue para então fazer meus comentários junto com o de outras pessoas. Porém, gostaria de deixar como proposta para debatermos a pergunta que corresponde ao título da postagem:
Qual a fantasia que criamos sobre Jesus?
Mesmo que alguém tenha uma fé firme em Jesus Cristo, baseada numa experiência pessoal de relacionamento com o Messias e conhecimento verdadeiro do seu Nome, não podemos negar que a mente humana é capaz de fantasiar quaquer realidade.
Como o vídeo foi disponibilizado na internet por iniciativa da própria TV Compléxis e o Youtube permite a sua incorporação em outros sites (obviamente com a ciência do titular dos direitos autorais), entendo que existe autorização prévia para que haja uma divulgação por terceiros desde que sem fins lucrativos.
Por questão de ética, informo que o vídeo a seguir postado encontra-se também em http://irreligiosos.ning.com/video/desconstrucao-do-mito-de-jesus
Assistam e fiquem à vontade para comentar, sendo que eu, oportunamente, também pretendo expor minhas ideias a respeito da entrevista:
OBS: A imagem que ilustra o texto refere-se à capa do livro "Onde a Religião Termina?" do conscienciólogo e autor Marcelo da Luz, tendo sido extraída de http://www.ondeareligiaotermina.com.br/
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