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segunda-feira, 5 de junho de 2023

Uma data que precisa ser lembrada e refletida...




Antes de terminar o dia, não posso deixar de falar num assunto importante que é esta importante data de 05/06...


Cuidar do meio ambiente não é uma preocupação apenas para o futuro. A preservação dos recursos, da fauna e da flora são também coisas para o nosso presente. 


Com isso, o Dia Mundial do Meio Ambiente objetiva preservar a natureza e, portanto, melhorar diretamente a qualidade de vida da nossa população. 


Para terminar, compartilho aqui o vídeo que divulguei mais cedo, ainda pela manhã, no YouTube com o título É PRECISO REFLETIR E AGIR PARA SALVAR A VIDA NA TERRA!



Ótima semana para tod@s! 


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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Estão destruindo a natureza no litoral sul fluminense!

Durante as férias que passei em Mangaratiba (mais precisamente em Muriqui), entre o final de dezembro e o começo de janeiro, pude constatar a supressão da vegetação nativa por causa da insaciável expansão imobiliária.

Desde criança, eu já frequentava Muriqui passando temporadas de verão na casa de minha avó paterna na Rua Primeiro de Maio. Nosso meio de transporte eram os ônibus paradores da viação Eval hoje conhecida como Costa Verde. A viagem durava mais de duas horas e o motorista, depois de deixar Santa Cruz, entrava em Itaguaí, em seguida na vila de Itacuruçá e, finalmente, em Muriqui, quando então desembarcávamos e o coletivo continuava o itinerário até a sede do município.

Lembro que, naqueles anos de minha infância, os morros da Rio-Santos (BR-101) eram todos plantados por extensos bananais. E, na Baixada Fluminense, havia uma maior produção agrícola que dava aos sertões do Rio de Janeiro um cenário ainda rural. E, por sua vez, Muriqui era bem menor em termos de edificações, sendo que a maioria de suas ruas nem estavam pavimentadas (cheguei a pegar a Primeiro de Maio ainda de terra). Isto sem falar nos constantes apagões elétricos que ocorriam na localidade.

Desta vez, pude observar Muriqui por vários ângulos durante as minhas caminhadas feitas pelo município de Mangaratiba. Além da vista panorâmica que se tem ainda na rodovia e logo na entrada da vila do distrito, pude subir até um ponto bem alto situado numa serra, próximo a uma trilha que segue para um lugarejo rural chamado Rubião. Dali, numa altitude superior aos 500 metros, observei o quanto Muriqui expandiu-se. Tanto para os lados, avançando sobre a Serra do Mar e sobre a Mata Atlântica, quanto para cima, através de edifícios com três andares ou mais, provocando a poluição visual. Isto sem contar que até no outro lado da Rio-Santos e na estrada velha que vai pra Itacuruçá já existem construções.

Numa quinta-feira (05/01), caminhei de Muriqui até Coroa Grande, tendo antes entrado em Itacuruçá e passado pela estrada velha. Ali, ainda no início dos anos 90, eu costumava descer de bicicleta, beneficiando-me do baixíssimo tráfego de veículos automotores e da belíssima paisagem do litoral. Porém, desta vez, boa parte do trajeto já estava tomado por casas, ocupando terrenos até íngremes e limitando a vista da baía de Sepetiba.

Chegando a Itacuruçá naquele dia, tive outra surpresa desagradável. Depois de um clube de iatistas, deparei-me com um enorme empreendimento imobiliário restringindo o acesso de pessoas à praia. Uma linda área que deveria ser de manguezais está sendo ocupada por casas e apartamentos de veraneio, unidades habitacionais que passam a maior parte do ano vazias impermeabilizando o solo. E o nome de uma das empresas que está investindo ali é a tradicional construtora João Fortes Engenharia em que um de seus proprietários já foi deputado e ministro...

Terminei aquela caminhada andando pela linha do trem indo de Itacuruçá até Coroa Grande, lugar pertencente ao município de Itaguaí. Percorri um pequeno trecho de manguezal que separam as duas localidades, concluindo que se trata de mais uma área ameaçada pela ganância humana. Inclusive porque novos loteamentos estão surgindo em Coroa Grande, o que parece ter total apoio da Prefeitura de Itaguaí.

Descansando em Coroa Grande, pude ver o estrago que está sendo feito na Ilha da Madeira por causa dos empreendimentos do Sr. Eike Batista para a construção de um grande projeto portuário. Propriedades que antes valiam cerca de R$ 50.000,00 foram compradas por milhões pelo poderoso bilionário. E, com isto, tanto a vegetação quanto a topografia da ilha vêm sendo irreversivelmente destruídas.

Lamentavelmente, nem as autoridades municipais de Mangaratiba e nem as de Itaguaí estão cuidando adequadamente do meio ambiente. Na prática, os prefeitos agem como aliados da especulação imobiliária. Não só porque muitas vezes eles pretendem aumentar a arrecadação do IPTU mas também porque, como bem sabemos, sempre existem pessoas próximas da Administração Pública com grandes interesses econômicos em vista. Isto quando elas mesmas não estão lá dentro da máquina governamental beneficiando-se duplamente com os cargos de confiança.

Durante a caminhada que fiz na região serrana de Mangaratiba, em 04/01, encontrei uns homens a serviço da PETROBRÁS construindo ou fazendo a manutenção do trajeto dos dutos que vão de Angra dos Reis até Duque de Caxias. Ora, tal investimento certamente deve ter mobilizado prefeituras, ONGs e maus políticos que adotam falsamente o discurso ambientalista afim de arrancarem compensações financeiras dos empreendedores.

Nestas horas, é evidente que qualquer prefeito finge estar preocupado com a natureza como se fosse um ecologista. Não que ele queira realmente proteger o meio ambiente, mas sim tirar o máximo de vantagens financeiras afim de investir o dinheiro do empreendedor em coisas que nada têm a ver com a reparação ambiental. E, nestas ocasiões, a grana vai mesmo é pra pagar obras com super faturamento ou que tragam um retorno eleitoral nos anos pares.

Confesso que assistir a tudo isso é muito entristecedor. Pois eu gostaria que uma região tão bonita fosse melhor preservada para as gerações do presente e do futuro.

Todas as matas do litoral sul fluminense e do norte paulista não foram recuperadas à toa pelos governos militares de Ernesto Geisel e de João Batista Figueiredo. Acompanhando o projeto megalomaníaco de construir uma usina atômica em Angra dos Reis, os milicos pensaram na reconstituição das florestas afim de amortecerem os impactos na hipótese de um acidente nuclear, protegendo desta maneira as duas maiores metrópoles brasileiras.

Pois bem. Há quem duvide dessa tese da época dos militares de que hoje com três usinas atômicas as florestas não impediriam um desastre de grandes proporções como este que houve em março ano passado no Japão devido ao terremoto. Mas eu tenho pra mim de que, se houver uma situação dessas, no mínimo o abastecimento de água do Rio de Janeiro e de São Paulo seriam prejudicados pela poluição radioativa. Aí, se as matas estiverem preservadas, penso que ficamos menos vulneráveis, o que deve continuar sendo um forte argumento para que haja uma radical conservação da natureza nesta região de Mangaratiba, Angra dos Reis, Paraty, Ubatuba, Caraguatatuba e outros municípios próximos.


OBS: A primeira imagem ilustrativa foi extraída da página da Prefeitura de Mangaratiba. Já a segunda encontra-se na Wikipédia e sua autoria é atribuída a Rcandre com permissão para divulgar. Em relação à terceira foto, eu a pesquisei na página da Eletronuclear http://www.eletronuclear.gov.br/AEmpresa/CentralNuclear/Angra3.aspx

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Serra tem mostrado mais atenção com o meio ambiente do que Dilma!

Durante os programas eleitorais, na campanha no primeiro turno, minha esposa constatou que a candidata do PT, Dilma Rousseff, quase não falava em meio ambiente. Passei então a observar suas falas durante as apresentações na TV (não assisti todos os programas eleitorais), e observei que, apenas um dia, a petista falou brevemente sobre o desenvolvimento de tecnologias limpas, mas dentro do velho discurso desenvolvimentista que às vezes lembrava até o tempo dos militares.

No entanto, repetidas vezes, Serra tem afirmado compromissos com a defesa ambiental do país. Ontem mesmo, em Goiás, ele disse ser "um ambientalista". Ora, mesmo que o tucano esteja de olho nos eleitores da Marina (eu sou um deles), sei que realmente o governo do PSDB foi mais sensível à preservação da natureza do que esses oito anos de administração petista. Recordo-me que, durante a conferência ocorrida na Dinamarca, Dilma chegou a desautorizar o então ministro Carlos Minc sobre posições expostas pelo Brasil, conforme consta no trecho desta notícia extraída por mim do "Blog Reinaldo Azevedo" da Revista Veja:


"A ministra da Casa Civil e chefe da delegação brasileira na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-15), Dilma Rousseff, voltou a desautorizar o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ao afirmar que o Brasil, em nenhum momento, pediu recursos para se adaptar às mudanças climáticas. Mais cedo, Minc, durante entrevista, dissera que o Brasil abrira mão dos recursos (...) Dilma tomou a frente de toda a discussão em torno das mudanças climáticas. No domingo, por exemplo, Minc havia agendado uma entrevista para o final da tarde. No entanto, acabou cancelando-a. Ao invés dele, quem falou, por 1h15m, foi Dilma. Minc sentou-se ao lado da ministra e, nas vezes em que tentou falar algo, foi interrompido por Dilma, que fez questão de demonstrar que tinha estudado o assunto, citando, inclusive de memória, artigos do Protocolo de Kioto, sobretudo no que se refere às obrigações dos países ricos."


Ora, só podemos de fato julgar um candidato olhando para o que ele fez quando teve nas mãos um pouco de poder. E, em Copenhague, no ano de 2009, Dilma mostrou que não é lá tão amiga da natureza...

A seguir compartilho um vídeo onde José Serra discursa sobre meio ambiente. Embora eu não tenha dúvidas de que suas posições econômicas possam prevalecer, observo uma sensibilidade maior do candidato com as questões ambientais.