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quarta-feira, 23 de novembro de 2022

Viva o Almirante Negro!

 


Como descendente do velho Marechal Aires Antonio de Moraes Ancora (1831 — 1890), fiquei feliz em saber que, na data de ontem de 22/11/2022, a praça que o homenageia, no Centro do Rio de Janeiro, recebeu a estátua de João Cândido, o Almirante Negro, líder do movimento conhecido como "Revolta da Chibata".


Na verdade, a peça foi revitalizada e reposicionada para ganhar mais visibilidade, tendo deixado a Praça XV, onde ficava atrás da estação do VLT, passando a ocupar um espaço 300 metros adiante, de frente para o mar, num lugar de maior honra onde turistas poderão tirar fotos junto ao monumento.


Filho de negros que haviam sido escravizados, João Cândido Felisberto nasceu em 1880 tendo entrado para a Marinha aos 14 anos. Foi chamado de Almirante Negro após liderar o primeiro levante da Revolta da Chibata, que tomou o encouraçado Minas Gerais, uma das embarcações militares atracadas na Baía de Guanabara.


Na época dos fatos, os revoltosos afirmaram que, caso as autoridades não decretassem o fim dos castigos físicos, a cidade do Rio de Janeiro seria bombardeada. Embora o governo brasileiro tivesse aceitado as condições dos marinheiros, prometendo-lhes anistia, desde que a rebelião acabasse, eis que, dias depois do fim da revolta, os rebeldes começaram a ser perseguidos.


João Cândido foi preso, chegou a ficar internado em um hospício e acabou expulso das Forças Armadas. Demitido de vários empregos por pressão de oficiais da Marinha, ele terminou os seus dias como pescador e vendedor de peixes.


Num momento em que a nossa História é revista pela ótica da inclusão com a valorização do papel do negro na construção do país, nada mais justo do que a estátua do João Cândido ser exposta num lugar de maior visibilidade e acessibilidade, dividindo o espaço geográfico do Rio que preserva a memória de um outro militar brasileiro de ascendência lusitana, dando ao Almirante Negro a sua devida importância tal como se valoriza também, por meio de estatuas, o rei D. João VI e o General Osório.


Agradeço, nesta oportunidade, à Prefeitura do Rio de Janeiro por essa louvável iniciativa. Seja por enriquecer o logradouro que homenageia o meu antepassado, seis anos após as obras de revitalização da Praça Marechal Ancora, como pela importante iniciativa de conservar os monumentos da cidade.


Parabéns, Prefeito Eduardo Paes!


📷 Beth Santos/Prefeitura do Rio.

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Pra que o Cabral preso?!

 



Pessoal,


Gostaria de compartilhar o que penso sobre as penas privativas de liberdade, as quais tiveram suas origens nos velhos mosteiros medievais, o que, certamente, serviu de inspiração para, na segunda metade do século XVI, fosse construída em Londres aquilo que poderia ser chamada de primeira penitenciária do mundo. Era a House of Correction (“Casa da Correção”), destinada a abrigar quem vivesse na vagabundagem ou na mendicância como nos mostra Gilberto Ferreira:


“Na Inglaterra, em Bridewell, por volta do ano de 1552, protestantes se utilizaram de um velho castelo para alojar vagabundos e mendigos, cujo empreendimento em 1575 passou a chamar-se House of Correction e inspirou o legislador em 1576 a determinar que os outros condados também tivessem um estabelecimento daquela espécie. A Holanda, que não tinha galeras, criou o seu estabelecimento prisional em 1595 para homens e em 1598 para mulheres. Em 1656 foi a vez da França levantar o seu cárcere para deter vagabundos e miseráveis. Na Itália, por iniciativa do Papa Clemente XI, é construído em 1703 o Hospício de São Miguel que se destinava também a menores delinqüentes.” (Aplicação da pena. Rio de Janeiro: Forense, 1995, pág. 33)


Quando vejo pessoas raivosas querendo ver políticos presos, fico a pensar se, por acaso, a Inquisição já acabou mesmo?


Pois bem. Isso é o que indagava o meu falecido professor da faculdade, Dr. Ronaldo Leite Pedrosa de cujo livro “Direito em História” retirei importantes aprendizados. 


Como juiz criminal, o Dr. Pedrosa era muitas vezes questionado na Comarca de Nova Friburgo por sua aversão às prisões. Porém, nem sempre as pessoas eram capazes de alcançar os seus lógicos motivos por estarem elas emocionalmente envolvidas com os histéricos discursos pelo recrudescimento das penas, os quais continuam sendo constantemente propagados pelo sensacionalismo da mídia como se fossem a solução para a violência. Só que os argumentos do saudoso mestre sempre me pareceram bem plausíveis como podemos ler em sua obra a falar da necessidade da pena e da prisão, mencionando o milanês Cesare Bonesana, o Marquês de Beccaria (1738-1794):


“Numa época em que verificamos as estéreis e histéricas campanhas 'de lei e de ordem', quando a cada crime que envolve vítimas de destaque na sociedade se propõe o endurecimento das penas, inclusive (como se possível fosse...) a adoção da pena de morte, a leitura de BECCARIA nos faz refletir sobre a experiência do passado, que não deve ser esquecida. Não é a pena endurecida de prisão que diminuirá a criminalidade. Sabe-se bastante desgastada a afirmação de que a cadeia apenas destrói um pouco mais o ser humano. Gasta-se muito para piorar as pessoas, com o sistema carcerário.” (Direito em história. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2010, pág. 254)


É justamente Beccaria quem explicitou ser a necessidade o fundamento para que seja aplicada a pena restritiva de liberdade. Senão vejamos o que consta em sua clássica obra “Dei Delitti e delle Pene” (1766). Ali este célebre pensador, inspirado pelos ideais iluministas de sua época assim argumenta:


“Não bastava, porém, ter formado esse depósito; era preciso protegê-lo contra as usurpações de cada particular, pois tal é a tendência do homem para o despotismo, que ele procura, sem cessar, não só retirar da massa comum sua porção de liberdade, mas ainda usurpar a dos outros (…) Por conseguinte, só a necessidade constrange os homens a ceder uma parte de sua liberdade; daí resulta que cada indivíduo só consente em pôr no depósito comum a menor porção possível dela, isto é, precisamente o que era necessário para empenhar os outros a mantê-lo na posse do resto.” (Dos delitos e das penas. Tradução de Flório de Angelis. São Paulo: EDIPRO, 1993, pág. 17)


Dentro desta visão que busca resgatar valores essenciais do ser humano, pode-se concluir que a prisão de alguém apenas é justificável se for uma medida indispensável para assegurar a vida, a integridade física e a liberdade das demais pessoas dentro da sociedade. É algo que não pode ter nenhum caráter retributivo ou punitivo, mas tão somente o objetivo de impedir pessoas potencialmente perigosas de incidirem novamente em suas agressões, sendo óbvio que, em regra, não há nada de pedagógico numa cadeia.


Observa-se que, atualmente, ainda existem muitos delitos na legislação penal brasileira onde a perda da liberdade é aplicada sem que haja uma justificativa lógica. Pois, pelo fato de vivermos dentro de uma sociedade patrimonialista que legitima a propriedade privada, crimes como o furto ainda são punidos com prisão, bem como o estelionato, o tráfico de drogas, o contrabando, o desacato á autoridade, a falsa identidade, o peculato e outros tipos penais. E, isto se vê mais ainda no Código Militar onde a abrangência das condutas reprimidas desta maneira chega a ser maiores com uma equivocada finalidade disciplinar.


O pior de tudo é quando se usa da prisão preventiva arbitrariamente como um instrumento para satisfazer as angústias populares nos crimes de grande repercussão onde autoridades sensacionalistas nem ao menos respeitam o “In Dubio Pro Reo”. Pois tais atitudes têm se revelado inúteis para a solução das causas do delito praticado e, na prática, acabam sendo uma espécie de vingança onde o cidadão economicamente explorado sente-se psicologicamente compensado ao assistir na TV imagens do suposto criminoso conduzido com algemas por um camburão policial. Principalmente quando se trata de um político suspeito de ter desviado o dinheiro público, em que a corrupção é abordada como se fosse o principal motivo das problemas sociais, não um reflexo do próprio sistema injusto e desigual que governa o Brasil.


Outro aspecto igualmente nocivo das prisões tem sido a mácula imposta sobre a pessoa condenada pela Justiça. Ao deixar os portões da penitenciária, o indivíduo não consegue livrar-se facilmente da infâmia e terá uma enorme dificuldade para obter a aceitação das pessoas, conquistar um novo emprego e conviver socialmente. Logo, muitos ex-detentos acabam retornando à criminalidade por causa do preconceito e da hipocrisia ainda reinantes neste maravilhoso país onde até o fato de ser processado já se torna um enorme peso social.


Concluo este texto compartilhando a ideia de que este circo romano um dia vai ter que terminar e que a sociedade precisa tornar-se consciente de que não pode abrir mão facilmente de sua liberdade caindo na demagogia do discurso de determinados políticos oportunistas defensores da pena de morte ou do aumento das prisões. E, assim, espero que, ainda na primeira metade deste século XXI, venhamos a construir um futuro com poucas cadeias e menos algemas.


Finalmente, no que diz respeito ao cerceamento da liberdade do ex-governador Sérgio Cabral Filho, sem precisar discutir o mérito de qualquer ação criminal contra ele, hoje chego a conclusão de que manter o réu encarcerado num estabelecimento penal não está se mostrando necessário e nem resolvendo o problema da corrupção. Acho que ele deve sim responder por seus atos. Porém, se for o caso de condenar, sofrer uma pena que seja adequada.


OBS: Se você concorda com esse ponto de vista, assine a petição online que pede a soltura do ex-governador: https://secure.avaaz.org/community_petitions/po/supremo_tribunal_federal_liberdade_para_o_sergio_cabral_filho/

domingo, 6 de novembro de 2022

É preciso que as prefeituras sejam atentas aos programa de assistência às famílias em situação de risco habitacional!



Estamos no período mais chuvoso da primavera em nossa região e daqui para frente as chuvas tendem a ser mais frequentes e danosas para as famílias que vivem em situação de risco habitacional. Sabemos que, praticamente, em todos os anos, o Estado do Rio de Janeiro sofre nessa época até abril com enchentes e deslizamentos de terra, o que acaba deixando inúmeras famílias desabrigadas em diversos municípios, inclusive aqui na Costa Verde.


Entretanto, pouca gente sabe que o Estado do Rio de Janeiro criou desde maio um auxílio de R$ 3 mil para vítimas de enchentes, deslizamentos, desabamentos e incêndios, conforme foi publicado o Decreto n.º 48.057 no DOERJ de 02/05/2022. Trata-se, pois, do "Cartão Recomeçar", sendo que o valor recebido pelo assistido deverá ser utilizado para a compra de materiais de construção e reforma de moradias, móveis residenciais e eletrodomésticos.


Importante ressaltar que esse benefício é destinado exclusivamente às famílias que cumpram, cumulativamente, os seguintes requisitos:


- possuam renda familiar per capita de até meio salário mínimo ou renda familiar total de até três salários mínimos à época do acorrido;

- estejam inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico);

- residam em municípios em que houve reconhecimento pela Defesa Civil quanto a situação de qualquer tipo de desastres mencionado neste decreto;

- residam em imóveis diretamente atingidos por qualquer um do desastre descrito no caput, mediante comprovação por meio de atesto de setor responsável do município atingido.


Deve-se também esclarecer que os municípios afetados pelas catástrofes previstas no Decreto precisam optar pelo auxílio na execução do programa, devendo, ainda, apresentar demanda substanciada informando os dados dos familiares e das regiões atingidas.


Em meados do ano, Petrópolis entregou o Cartão Recomeçar para milhares de famílias, as quais foram identificadas durante o mutirão de revalidação dos cadastros do aluguel social realizado entre maio e junho, na sede da Prefeitura de lá.


Jamais devemos ignorar a  importância desses recursos assistenciais diante de um cenário de calamidade provocada pelas chuvas e também pela pandemia de Covid-19, a qual ainda não terminou sendo que é nos municípios que as famílias vulneráveis precisam ser atendidas. Por isso, é mais do que justificável a transferência de recursos diretamente para os cidadãos, na modalidade de benefício eventual, para que as pessoas possam adquirir bens necessários à reestruturação de sua vida tão afetada com as chuvas e também com a crise sanitária provocada pelo novo coronavírus.


Torço para que não tenhamos nenhuma tragédia climática nesse período de chuvas, porém sempre é prudente haver uma devida prevenção com a destinação de recursos para tais situações a fim de que o Poder Público, nessas horas de calamidade, possa dar um enfrentamento com medidas imediatas ou de rápida implementação.


Ótimo domingo a todos!

sábado, 29 de outubro de 2022

Bora votar?!



Prezados amigos e amigas,


Como bem sabemos, a essa altura dos acontecimentos, ninguém aguenta mais falar sobre eleição, porém o segundo turno é AMANHÃ! 🥳 (Finalmente, né?)


Ocorre que o voto é um instrumento importante pra gente fazer a diferença, principalmente na nossa vida e na de quem a gente ama! 💖


Contudo, mesmo assim, no primeiro turno, mais de 32 milhões de pessoas deixaram de votar. Isso representa quase 21% do eleitorado! É muita gente! 😱


Se você é uma dessas 32 milhões de pessoas (ou se você conhece uma delas) eu lhe dou, agora mesmo, 3 motivos pra ir votar no segundo turno!


1. A união faz a força 💪🏽

Pra começar, o seu voto importa, sim! Parece clichê, mas cada voto faz uma enorme diferença na hora de eleger quem é a pessoa mais preparada para nos representar pelos próximos 4 anos...


2. Se você não votar, outras pessoas escolherão por você 🤐

Ou seja, o resultado de uma eleição afeta a vida de todo mundo e até a de quem não vota. Então, é melhor ir votar e saber que a sua parte você fez, do que passar 4 anos com governantes, como um tal de Jair, que não te representam, né?


3. É uma maneira de defender a democracia ✊🏽

No Brasil, o governo democrático é recente e ainda sofre muitas ameaças. Há menos de 40 anos, por exemplo, nosso país ainda vivia uma ditadura militar, pessoas era frequentemente presas, mortas, torturadas, e ninguém podia nem votar pra presidente!


Portanto, para que a gente tenha voz, temos que defender nosso direito democrático de usá-la. Por isso, não esqueça de que o seu voto é importante e faz diferença!


Então você já sabe, né? Amanhã, dia 30 de outubro, vá votar! 🗳🦑


Um abraço e vamo que vamo!

sábado, 8 de outubro de 2022

Agora é trabalhar firme no segundo turno para elegermos o Lula!



No domingo passado (02/10), todos acompanhamos apreensivamente a apuração em que Lula (PT) foi o mais votado no país com 57.259.504 de votos contra 51.072.345 de Jair Bolsonaro (PL), seguido por 4.915.423 de Simone Tebet (MDB) e 3.599.287 de Ciro Gomes (PDT). Porém, não foi possível assegurar a vitória no primeiro. 


De maneira bem ampla, o petista venceu em todos os estados do Nordeste, além de Minas Gerais, no Sudeste, do Pará, do Amapá, do Tocantins e do Amazonas, no Norte. Já o Bolsonaro teve mais votos nas regiões Sul e Centro-Oeste, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, no Sudeste e em Rondônia, Acre e Roraima, na região Norte.


Como se sabe, o segundo turno é considerado quase que uma segunda eleição, embora, devido ao curto espaço de tempo de algumas semanas, dificilmente os eleitores que votaram em Bolsonaro ou em Lula mudarão suas intensões nesse pleito polarizado. Logo, a briga dos dois candidatos na disputa será para atrair os eleitores dos outros adversários derrotados, além das pessoas que votaram em branco ou nulo e ainda os que se abstiveram, visto que tivemos 123.682.372 de votantes e um representativo número de 32.770.982 de cidadãos ausentes.


Nesse sentido, o engajamento dos eleitores do Lula certamente fará diferença e contribuirá para consolidar a vitória em 30/10 com a possibilidade de ampliarmos as vantagens. Por isso, tanto o uso das redes sociais de internet quanto os contatos nas ruas e a participação nos eventos de campanha serão fundamentais nesses 22 dias que restam.


Precisamos mostrar para as pessoas que Lula deixou um legado de realizações nesse país e que, em seus dois governos, o brasileiro viveu muito melhor. Inclusive aqui no Estado do Rio de Janeiro onde Bolsonaro conseguiu ganhar por 10 pontos percentuais,


Também é importante desmentirmos as fake news, tipo mostrar, por exemplo, que aquela velha história de que Lula vai fechar igrejas é mentira, muito embora o Bolsonaro esteja praticamente fechando as universidades, colégios federais e creches. 


Portanto, meus amigos e minhas amigas, bora bater em cada porta, percorrer todas as cidades, ruas e comunidades para ampliarmos a voz do Lula aqui no estado do Rio de Janeiro e demais unidades da federação. Pois, como diz o poeta, "um mais um é sempre mais que dois".


Ótimos sábado a tod@s!

sábado, 24 de setembro de 2022

A HORA É ESSA! VAMOS NOS MOVIMENTAR...

Durante a semana, uma cidadã levou esse cartaz na sessão da Câmara Municipal de Mangaratiba e achei bem interessante. Não pude participar presencialmente porque estava trabalhando, porém assisti depois o vídeo oficial no YouTube e vi a foto inteira divulgada por outro internauta. 


Para quem não sabe, trata-se de uma frase da filósofa e economista marxista polaco-alemã Rosa Luxemburgo (1871 — 1919), mundialmente conhecida pela militância revolucionária ligada à Social-Democracia. Seu dito é, sem dúvida, uma inspiração para todos irmos à luta, seja por questões locais, regionais, nacionais ou globais. 


Nesse momento que vivemos no Brasil, considero bem oportuno falar da necessidade de nós, defensores da democracia, verdadeiramente nos movimentarmos na última semana de campanha que se inicia neste domingo (25/09) indo até o próximo sábado (01/10), a fim de elegermos o Lula logo no primeiro turno! 


Talvez você nunca participou de campanha eleitoral, sente vergonha de pedir apoio pra um candidato, tem deixado de votar nas últimas eleições ou nem se interessa tanto por política. Só que, dessa vez, o dever nos chama! Ou mudamos o governo, ou o país vai se afundar de vez no pântano do fascismo. 


Por isso, amigas e amigos, é fundamental que os lulistas e não lulistas se posicionem em favor do único nome capaz de vencer o inominável. E, deste modo convido todos e todas a irem às ruas, pedir votos para familiares e amigos, marcar conhecidos em postagens estratégicas de divulgação nas redes sociais de internet e usar intensamente os seus meios de comunicação como o aplicativo WhatsApp. 


Não temos tempo a perder! Daqui a oito dias, vamos às urnas em outubro apertar o 13 e confirmar, sem medo de ser feliz.

domingo, 4 de setembro de 2022

Meu repúdio às comemorações oficiais do bicentenario da Independência

 


Há quase 34 anos atrás, o cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto, mais conhecido como "Cazuza", criou uma polêmica por haver cuspido na bandeira do Brasil. Isso foi na época em que o Congresso Nacional promulgava a nossa Constituição e, apesar da redemocratização do país, a política já decepcionava sendo que as mudanças no campo social também estavam aquém das expectativas de uma parte da população.


Certamente Cazuza era uma personalidade forte e de crítica ácida. Radical, porém sincero e autêntico, tinha o jeito dele de agir, bem diferente do meu em muitos aspectos, mas que expressava o sentimento de indignação de muita gente. E para justificar seu ato de protesto feito no Canecão, escreveu uma carta em 18 de outubro de 1988.


Pois bem. Na próxima quarta-feira, dia 07/09/2022, o Brasil comemora seus 200 anos de emancipação política. Porém, não vejo significação alguma nos festejos oficiais desse (des)governo que está aí.


Primeiramente, pergunto o que iremos celebrar daqui a três dias?! 


O retrocesso econômico e social do Brasil?! 


A reforma da Previdência?!


As quase 700 mil mortes por COVID-19?!


Os escândalos dos "pastores" do MEC?!


A Amazônia sendo a cada dia mais devastada com as autoridades governamentais omissas para a "boiada passar"?!


Nossos índios novamente massacrados pelos garimpeiros que invadem ilegalmente as suas terras?!


Difícil aplaudir uma comemoração oficial, mesmo em uma data emblematica que são os 200 anos da formal independência do país, tendo na Presidência alguém que não representa verdadeiramente um Brasil livre, soberano, fraterno, inclusivo que seja realmente de todas e de todos.


Não sei se por falta de coragem ou se seria por não concordar totalmente com a maneira ousada como o saudoso poeta agiu há cerca de três décadas e meia atrás, porém acredito que dê no mesmo eu repudiar os festejos do bicentenario do nosso Independence Day. E, sendo assim, confesso que prefiro esperar por mais um ano (quem sabe em 07/09/2023?) para poder aplaudir de pé o tradicional desfile na Presidente Vargas tendo o Lula outra vez comandando o Brasil.


Ótima tarde a todes!