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terça-feira, 21 de outubro de 2025

Terra dos pescadores


Beco da Poesia, Mangaratiba - RJ


Ao passar pelo "Beco da Poesia", no Centro de Mangaratiba, curto mergulhar nos sentimentos expressos por esses brilhantes poetas que, por vezes, traduzem algo do cotidiano dos nossos pescadores, tradicionais moradores daqui da região. 

São famílias que, por consecutivas gerações, retiraram do mar o sustento e em muito contribuíram para o desenvolvimento da economia local em épocas passadas. 

Ainda hoje, os barcos se fazem presentes nas praias da Costa Verde, simbolizando uma paisagem marcante e uma cultura resistente.

Retornando agora do trabalho para casa, desejo que tenhamos momentos agradáveis nesse final de tarde, aproveitando a trégua breve da chuva numa primavera chuvosa, sendo a observação e a contemplação das belezas em nossa volta uma boa dica de preenchimento desse tempo, quando podemos.


Beco da Poesia

Praia do Centro de Mangaratiba

Praia do Centro de Mangaratiba

Praia do Centro de Mangaratiba


Boa tarde!

sábado, 18 de janeiro de 2025

Vinte e cinco anos de uma tragédia ambiental

 

Mancha afetou colônia de pescadores em Jurujuba, Niterói
📷: Márcia Foletto


Há exatos 25 anos, mais precisamente na madrugada de 18 de janeiro de 2000, ocorria o vazamento de cerca de 1,3 milhões de litros de óleo combustível na Baía de Guanabara.

O acidente aconteceu num oleoduto de responsabilidade da Petrobras, espalhou o produto poluente por cerca de 40 Km² e atingiu a área de proteção ambiental (APA) de Guapi-Mirim. 

Apenas 3 horas após o ocorrido é que o órgão responsável por emergências ambientais no Estado do Rio de Janeiro, o Serviço de Controle de Poluição Acidental (SCPA) da FEEMA, teve ciência dos fatos no dia do ocorrido. 

Devido à gravidade do acontecimento, o Plano de Resposta a Emergência da Baía de Guanabara (PEBG) foi acionado, enquanto uma embarcação da Petrobras recolhia o óleo derramado e barreiras de contenção de outras empresas do ramo de petróleo foram utilizadas para evitar ao máximo que o óleo se dispersasse. 

Técnicos da SCPA sobrevoaram a Baía de Guanabara e acompanharam a dispersão do vazamento, identificando que, em menos de 24 horas, o óleo já atingia as praias de Mauá, Anil, Limão e São Francisco no fundo da Baía. Percebeu-se que as barreiras de contenção e embarcações utilizadas na contingência eram insuficientes, de modo que o óleo atingiu também a ilhas de Paquetá, Brocoió e outras regiões da Baía. 

Estima-se que cerca de 12 mil pescadores tiveram suas atividades prejudicadas por conta do vazamento, de forma que a Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro (FEPERJ) entrou com ação na Justiça cobrando reparações financeiras relacionadas aos danos morais.

Além dos prejuízos econômicos ligados a pesca, a atividade turística também sofreu redução drástica em suas atividades, especialmente na visitação à Ilha de Paquetá.

Na época, eu tinha apenas 23 anos e já participava de causas ambientais na cidade de Nova Friburgo onde morava cursando Direito. Foi trágico ter lido nos jornais e nas notícias na internet acerca do acontecimento que repercutiu por muitos anos sem que houvesse um amparo imediatamente suficiente aos pescadores. 

Lembrar de fatos como esse é importante para que as pessoas não percam a consciência da preservação da natureza e haja um frequente monitoramento das atividades econômicas que são potencialmente impactantes para o ambiente.


Registro do senhor Edésio Ribeiro rodeado de peixe morto
📷: Domingos Peixoto - 21/01/2000 / O Globo

Imagem icônica de mergulhão coberto por óleo em Magé

Um ótimo sábado a tod@s!