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domingo, 31 de dezembro de 2023

OS TEMPOS MUDAM E OS HÁBITOS TAMBÉM...



Frequentemente, quando acesso a internet nessa época, encontro  circulando uma foto relativamente antiga, de autoria desconhecida, que mostra o Centro do Rio de Janeiro no último dia de um ano, possivelmente no início da década de 70. Na imagem, vemos pessoas e automóveis (não mais fabricados) se locomovendo por uma agitada rua da Cidade Maravilhosa enquanto cai uma chuva de papel picado inundando a via.


Dizer que acho feia a chuva de papel picado seria faltar com a verdade. Afinal, ainda peguei o finalzinho desse tempo e recordo o quanto curtia, num dia de jogo da seleção, atirar pedacinhos de jornal pela janela do 14° andar onde o meu saudoso avô paterno morava na Avenida Rio Branco, em Juiz de Fora, Estado de Minas Gerais, no prédio do antigo cinema Excelsior. Lembro bem o quanto a parte superior da marquise do prédio ficava suja no dia seguinte, dando trabalho extra pro zelador ter que subir lá para limpar, porém poucas pessoas tinham a consciência do mal que estavam causando para a coletividade. Isto porque aquela comemoração contribuía para o entupimento dos bueiros e das galerias de águas pluviais.


Felizmente o que era bonito antigamente foi se tornando feio dos anos 90 para cá. E, apesar de encontrar muita gente hoje em dia ainda descartando resíduos sólidos em locais errados, já não vejo mais as chuvas de papel picado. Porém, algo que muito me aborrece na atualidade são os artefatos pirotécnicos ruidosos.


Recentemente, graças a uma ação civil pública, a tradicional queima de fogos de Cabo Frio foi suspensa por ordem judicial. A prefeita de lá até tentou revogar a lei municipal que havia proibido o show pirotécnico com barulho, mas acabou não conseguindo convencer a Câmara de Vereadores que, acertadamente, optou por seguir a recomendação do Ministério Público em não aprovar a proposição.


Por mais que a queima de fogos seja apreciável para um grupo considerável de brasileiros, trata-se de algo que também precisa ser abolido e pertencer somente ao passado das nossas cidades. Pois, como se sabe, o barulho causado pelo estouro desses artefatos prejudica o bem estar dos animais, dos autistas, dos bebês recém nascidos, dos idosos, pacientes acamados e das pessoas que, como eu, preferem o sossego.


Neste sentido, entendo que também precisamos rever esse hábito tradicional de final do ano e de outros eventos comemorativos a exemplo da Alvorada de São Jorge, dos jogos de futebol, das festas juninas, e dos comícios eleitorais. Inclusive, não costumo votar em candidato que faz ou estimula esse tipo de coisa na sua campanha porque demonstra uma total falta de consciência do político.


Ainda sobre os malefícios da soltura de fogos, devemos pensar nos acidentes que frequentemente ocorrem numa época em que o atendimento de saúde se torna precário na maioria dos lugares. Sem nos esquecermos também do aspecto educativo em relação às crianças, as quais acabam se espelhando no que seus pais, familiares e demais adultos fazem...


Portanto, deixo aqui o meu apelo à sociedade e às autoridades para mudarmos essa realidade e pensarmos num Réveillon sem fogos barulhentos.


Ótimo final de ano a tod@s!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

I love QUEIJOS !!!!!!!!!


Numa das edições do Bom Dia Brasil desta semana, foi exibida uma interessante reportagem em que os ingleses estariam fabricando e consumindo seus queijos. A matéria mostrou um festival de degustações regado a vinho naquele país que , na nossa moeda, custaria algo em torno de uns R$ 140,00 (cento e quarenta reais).

Um pouco caro para os padrões brasileiros, não acha?

Não entendo muito sobre o detalhado mercado de queijos afim de fazer uma comparação exata de preços, mas eu arriscaria em dizer que, no Brasil, é possível usufruir de algo semelhante pagando-se bem menos do que no país da rainha Elizabeth!

Talvez não com os mesmos tipos de queijos que, de uma década para cá, passaram a ser produzidos na Inglaterra, numa flagrante usurpação das tradições francesas. Porém, se levarmos em conta os excelentes queijos hoje feitos no nosso país, parece-me bem possível qualquer restaurante oferecer ao consumidor uma tábua cheia de variedades mais duas taças de vinho chileno importado por menos até de R$ 40,00 (quarenta reais).

Beber vinhos e ingerir alimentos calóricos no verão talvez não combine muito com a época quente e com os nossos costumes. Numa cidade quente como o Rio de Janeiro, penso que não tem nada a ver comer uma tábua com todos aqueles queijos europeus em pleno mês de fevereiro, pois o que combina mais com a estação são as saladas, as quais podem ter no máximo uns pedacinhos de queijo frescal em substituição às carnes para quem prefere um cardápio próximo do vegetariano e necessita da proteína animal.

Modestamente falando, afirmo que Nova Friburgo tem muito a oferecer ao turista que adora queijo. Aqui há restaurantes em que é possível degustar deliciosos pratos e entradas pagando menos do que é cobrado no Rio de Janeiro. E o clima mais ameno no verão de certo modo ajuda no cardápio.

Para quem sobe a serra e vem conhecer a região de Nova Friburgo e Teresópolis, não pode deixar de visitar a nossa Queijaria Suíça que fica bem na rodovia RJ-130, praticamente no meio do caminho entre os dois municípios. Inaugurada em 1º de agosto de 1987, a FRIALP dispõe de um restaurante onde também é comercializado alguns queijos finos produzidos ali. E, no local, o visitante ainda pode visitar o museu do imigrante suíço onde é contada boa parte da história da povoação da cidade, encontrando-se documentos, vestimentas, fotografias, móveis e utensílios da época.

Particularmente eu gosto dos produtos da FRIALP, inclusive do queijo frescal que é um dos poucos que a minha esposa pode comer por causa de sua saúde e a severa dieta estabelecida pela nutricionista. E, quando comparo com outros produtos semelhantes que são vendidos nos mercados daqui, reconheço que a qualidade da Queijaria Suíça supera em muito os queijos de Macuco, Duas Barras e Godan, os quais são os que mais se encontram em Nova Friburgo.

Entretanto, não posso deixar de compartilhar aqui o quanto gosto de alguns queijos mais finos como os do tipo Brie, Gongorzola e Camembert, além daqueles de cabra temperado com ervas. Inclusive, aprendi um delicioso hábito com uma senhora idosa que encontrei no supermercado ABC na época em que cheguei à cidade. Na ocasião, ela me deu a dica de experimentar uva Itália com o queijo Brie e ficou uma delícia. Principalmente se a fruta estiver docinha.

Embora eu aprecie um bom vinho seco, não nego que comer uvas com queijos é ainda mais gostoso. Não sei se é pelo contraste entre o doce e o salgado, mas o certo é que até hoje a dica daquela velhinha ainda é um dos meus cardápios preferidos para degustar numa noite de sexta-feira no conforto do lar mesmo no nosso verão friburguense. Porém, se o queijo tipo Brie está caro, posso muito bem me contentar com um Minas curado de boa qualidade como se vê nas cidades da Serra da Mantiqueira e região.


OBS: A foto acima foi retirada do site da Queijaria Suíça e corresponde ao local do seu restaurante - http://www.frialpalimentos.com.br/queijaria-escola/restaurante