Páginas

Mostrando postagens com marcador Cristo Redentor. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cristo Redentor. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Quando a terra treme, a solidariedade precisa falar mais alto



Os terremotos que atingiram a Venezuela no fim de junho, justamente durante a realização da Copa do Mundo de 2026, deixaram um rastro de destruição, com milhares de mortos, feridos e desabrigados, transformando-se em uma das maiores tragédias humanitárias da história recente da América do Sul. Enquanto milhões de pessoas acompanhavam a partida da seleção brasileira contra a Escócia, as imagens da devastação e da mobilização das equipes de resgate também passaram a ocupar espaço nos noticiários internacionais, despertando uma grande corrente de solidariedade. 

Em poucos segundos, famílias perderam seus lares, comunidades inteiras foram devastadas e um país que já enfrentava enormes desafios viu sua situação tornar-se ainda mais dramática. Segundo anunciou ontem (02/07) a presidenta interina do país, Delcy Rodríguez, 2.595 pessoas perderam suas vidas durante a tragédia.

Em meio aos escombros, porém, surgiram histórias capazes de lembrar ao mundo que a esperança também resiste. O resgate da menina Fabiana Blanco, encontrada com vida após cerca de trinta horas soterrada, emocionou socorristas e milhões de pessoas. Seu sorriso ao deixar os destroços tornou-se um símbolo da força humana diante da adversidade, lembrando que, mesmo nas circunstâncias mais difíceis, a vida continua encontrando caminhos.

Outro gesto igualmente marcante veio do Brasil. O Cristo Redentor, um dos monumentos mais conhecidos do planeta, recebeu uma iluminação especial em homenagem às vítimas do terremoto. Mais do que um espetáculo visual, foi uma mensagem de fraternidade, lembrando que a dor de um povo não deve conhecer fronteiras e que a solidariedade é uma linguagem compreendida por toda a humanidade.

Ao mesmo tempo, campanhas de arrecadação de alimentos, água, produtos de higiene, medicamentos e agasalhos passaram a mobilizar instituições, organizações religiosas, entidades da sociedade civil e milhares de cidadãos brasileiros. Cada doação representa muito mais do que um objeto: representa esperança para quem perdeu quase tudo.

As diferenças políticas, ideológicas e diplomáticas jamais podem obscurecer aquilo que nos torna verdadeiramente humanos. Diante de uma catástrofe dessa magnitude, a prioridade é preservar vidas, aliviar o sofrimento e reconstruir comunidades.

A história ensina que terremotos terminam, mas suas consequências permanecem durante anos. A reconstrução exige recursos, planejamento, cooperação internacional e, sobretudo, solidariedade permanente. O momento de maior comoção costuma passar rapidamente; as necessidades das famílias afetadas, porém, permanecem por muito tempo.

Por isso, cada um de nós pode fazer a sua parte. Seja contribuindo com campanhas de ajuda humanitária, apoiando instituições sérias que atuam na região, divulgando informações confiáveis ou simplesmente cultivando a empatia, toda ação conta. Em tempos de tanta polarização, estender a mão a quem sofre talvez seja uma das formas mais nobres de reafirmar nossa humanidade.

Que o sorriso de uma menina resgatada dos escombros e a luz projetada sobre o Cristo Redentor nos recordem de uma verdade simples e profunda: a esperança não elimina a dor, mas ilumina o caminho da reconstrução. E essa reconstrução começa, antes de tudo, pela solidariedade entre os povos.



Nota de utilidade pública – Como ajudar as vítimas dos terremotos na Venezuela

Moradores do Estado do Rio de Janeiro que desejarem colaborar com a campanha de ajuda humanitária às vítimas dos terremotos na Venezuela podem entregar doações nos seguintes pontos de arrecadação, os quais foram anunciadas numa reportagem do portal de notícias G1:

Copacabana – Restaurante Venezuela Gourmet
Rua Barata Ribeiro, 559, loja D – CEP 22051-002
Telefone: (21) 97299-6686

Campo Grande
Estrada da Cachamorra, 1233, Bloco 10, Apto. 305
Telefone: (21) 99301-9669

Vargem Grande
Rua Mario Lisboa de Carvalho, 425
As doações devem ser entregues na portaria do condomínio York Prime Residências, informando que se destinam à campanha de ajuda humanitária para a Venezuela.
Telefone: (21) 99433-7395

Largo do Machado – Base Laranjeiras Presente
Largo do Machado, próximo ao nº 11 – Catete – CEP 22220-001
Telefone: (21) 96429-7009

Botafogo
Rua Barão de Itambi, 54, Apto. 302
Informar na portaria que o pacote corresponde à campanha de ajuda para a Venezuela.
Telefone: (21) 98047-0810

Itanhangá – Biblioteca Comunitária Monteiro Lobato
Rua Sérgio de Carvalho, s/nº – Itanhangá/Barra da Tijuca
(Sede da ONG Ação Em Atitude Floresta da Barra)
Telefone: (21) 98714-4115

Tijuca
Rua Conde de Bonfim, 10, Bloco 2, Apto. 305 (ao lado da Cacau Show)
Informar ao porteiro que a entrega se destina à campanha de ajuda para a Venezuela.
Telefone: (21) 99055-3553

No momento, os organizadores priorizam a arrecadação de medicamentos, materiais de primeiros socorros, produtos de higiene, materiais de limpeza, água potável e outros itens essenciais. As doações serão encaminhadas à Venezuela em voos da Força Aérea Brasileira, integrando a operação humanitária de assistência às populações afetadas.

A solidariedade não elimina a dor de uma tragédia, mas ajuda a reconstruir vidas. Cada gesto de generosidade representa esperança para quem, em poucos segundos, perdeu praticamente tudo.

segunda-feira, 13 de abril de 2020

É preciso melhorar a remuneração dos nossos profissionais de saúde!



Conforme noticiou o jornal O Dia, eis que, neste domingo (12/04), o monumento do Cristo Redentor, na capital estadual, recebeu um especial "abraço de Páscoa". Através de um show de projeções que "vestiu"' a estátua com um jaleco médico durante a missa pascal, buscou-se prestar uma grande homenagem aos profissionais da saúde e a todos os trabalhadores que estão nas ruas para enfrentar a pandemia COVID-19.

Sem dúvida, esse será um fato que entrará para a História do Rio e do mundo. Entretanto, há quem faça críticas a tal homenagem quando, notoriamente, sabemos que os hospitais do país estão mandando os seus "soldados" desarmados para uma guerra. Pois, conforme tem sido diariamente divulgado na mídia, são profissionais que lutam contra um inimigo invisível e sem as armas suficientes para a própria defesa.

A pergunta que não quer calar é por que não se disponibiliza recursos suficientemente para a aquisição dessas armas de proteção ao coronavírus?! 

Por que os gestores públicos sucateiam a saúde e deixam os valorosos soldados de branco desamparados?! 

Ora, muito mais importante do que as homenagens é fornecer aos profissionais de saúde os equipamentos de proteção eficientes (luvas e máscaras adequados), condições de trabalho dignas, uma remuneração descente e mais respeito.

Assim, se bem refletirmos sobre a situação daqui de Mangaratiba, por exemplo, eis que a (des)valorização do nosso profissional de saúde é igualmente preocupante. Por isso, seria bom a cidade inteira saber o quanto ganham os servidores efetivos da Prefeitura nos grupos funcionais dos níveis fundamental, médio e superior, os quais hoje lutam incansavelmente contra a COVID-19 e outras moléstias, arriscando suas vidas para salvarem outras. 

Não se espantem com a tabela abaixo (baseada no Decreto Municipal n.º 4.067/2019), mas um enfermeiro (graduado) no Município começa ganhando parcos R$ 2.121,62 que podem ser aumentados em 20% com o adicional de insalubridade. Ou seja, quase nada para quem cursou uma faculdade durante anos.

Já o técnico de enfermagem e o esquecido agente de saúde recebem, inicialmente, irrisórios R$ 1.166,20 (mil cento e sessenta e seis reais e vinte centavos). Ou seja, pouco mais do que um salário mínimo!

Cuidando da limpeza, lembremos de que um servente do nosso hospital com menos de cinco anos no cargo tem o seu vencimento base abaixo do salário mínimo! Isto é, míseros R$ 971,84 sobre o que incide o adicional de insalubridade e eventual triênio. Uma covardia! 


Enfim, penso que chegou a hora dos nossos governantes se sensibilizarem quanto a isso dando um verdadeiro reconhecimento aos trabalhadores que se acham na linha de frente de modo que o prefeito daqui poderia muito bem alterar o Decreto Municipal n.º 3.419/2015, o qual dispõe sobre o adicional de insalubridade a fim de que todos os profissionais que se acham hoje na linha de frente da COVID-19 recebam o adicional em seu grau máximo tal como os operadores de raio-X. 

Vale ressaltar que o uso de luvas e de máscaras nunca será o suficiente para neutralizar o contágio do vírus, de maneira que o profissional exposto a risco biológico não somente tem direito a EPIs como a uma proporcional remuneração por insalubridade. E, ainda que o contato do servidor com pacientes nem sempre seja permanente, a análise precisa ser feita sob o aspecto qualitativo da situação, lembrando que, de acordo com a Súmula 47 do TST, o fato de o trabalho em condições insalubres ser executado em caráter intermitente não é suficiente para afastar o direito ao recebimento do adicional em grau máximo.

Que os nossos gestores e legisladores possam ter essa compreensão!

OBS: Créditos autorais da imagem atribuídos a Daniel Castelo Branco/O Dia, conforme consta em https://odia.ig.com.br/rio-de-janeiro/2020/04/5898713-de-jaleco--cristo-redentor-homenageia-profissionais-da-saude--confira-fotos.html#foto=13