Há exatos 30 anos, mais precisamente em 9 de dezembro de 1994, começava a ser delineado o acordo da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) na Cimeira das Américas, realizada na cidade de Miami.
No entanto, o projeto foi recusado pela maioria dos governos latino-americanos desde novembro de 2005, durante a 4ª Cúpula das Américas, ocorrida em Mar del Plata, na Argentina, pois continha 2 níveis de integração que favoreceriam os países ricos, gerando um impasse não resolvido entre o MERCOSUL e os EUA.
Fato é que, se fosse efetivada a proposta da ALCA, a indústria norte-americana ofereceria produtos a preços mais baixos no continente latino-americano, levando, supostamente, ao fechamento de indústrias e ao aumento do desemprego. Tanto é que houve muitas críticas tanto de Lula quanto de Chávez, na época presidente da Venezuela.
Igualmente, na atualidade, indaga-se se algo semelhante não poderá ocorrer caso se concretize o acordo entre o MERCOSUL e a UE. Pois, embora países como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai poderão ganhar mercado na Europa para a venda dos seus produtos agrícolas, certamente será a indústria alemã quem terá um maior proveito.
OBS: Logotipo da Área de Livre Comércio das Américas.
