Páginas

Mostrando postagens com marcador Fernanda Torres. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fernanda Torres. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

O mimimi do “pé direito” e a beleza das coisas simples



✨ "Chinelas e cueiros sujos… são coisas de superior beleza em casa em que entre o sol e haja amor." – Eça de Queirós


Comecemos a tarde de hoje com um clássico português, citado hoje no site jurídico Migalhas. Porque, convenhamos, se até Eça reconhecia a beleza do cotidiano despretensioso — chinelos espalhados, fraldas sujas, risos de crianças — quem somos nós para ignorar que Havaianas podem ser muito mais do que sandálias? 🩴

O comercial com a atriz Fernanda Torres tornou-se, para alguns setores da direita, uma afronta simbólica ao “pé direito”. E assim surgiu a indignação moralista: boicotes, migração de sandálias para outras marcas e debates calorosos sobre o que é aceitável ou não. 


Fernanda Torres em campanha publicitária - Instagram

No entanto, como o meme que circula nas redes já nos ensina, a verdadeira questão não está na Havaiana em si, mas na incapacidade de enxergar o valor do afeto cotidiano.

O meme é simples, mas espirituoso: recorre a Eça, mistura literatura clássica com emojis modernos e Havaianas, e nos lembra que o cotidiano popular, cheio de pequenas imperfeições, tem sua própria beleza. 

O "mimimi" político? Deixemos de lado. A guerra cultural em torno de um trocadilho de fim de ano perde importância diante da luz do sol entrando em uma casa cheia de amor — e chinelos espalhados pelo chão. 🌞❤️

Portanto, antes de se indignar com sandálias, frisos de propaganda ou símbolos abstratos, lembremos: o valor está na vida simples, na alegria e no afeto diário, não na polêmica. Quem entende isso, sorri. Quem não entende… bem, que continue reclamando das "legítimas", como dizia o saudoso Chico Anísio. 🙄

segunda-feira, 6 de janeiro de 2025

Uma vitória para o cinema brasileiro e para a memória histórica



Não poderia esquecer de registrar em meu blogue a satisfação que estou sentindo com a premiação da nossa brasileira Fernanda Torres, premiada com o Globo de Ouro 2025 como melhor atriz de drama por haver talentosamente  interpretado Eunice Paiva em Ainda Estou Aqui, dirigido por Walter Salles, que, por sua vez, também foi indicado na categoria de melhor filme internacional, mas acabou superado por Emília Perez.

Além de ser um inestimável reconhecimento para o cinema brasileiro, achei ótima a fala de agradecimento da nossa atriz que dedicou a vitória à mãe, Fernanda Montenegro, relembrando que ela também fora indicada à mesma premiação em 1999, com o filme Central do Brasil

Contudo, não pode passar desapercebido que o filme retrata um período muito triste da história brasileira em que a nossa democracia e os direitos humanos foram violentados pelo Estado, a ponto de agentes do governo terem prendido, torturado, matado e destruído famílias, a exemplo do assassinato do ex-deputado Rubens Paiva (1929 - 1971).

Desse modo, a obra muito bem representada em Hollywood, representa um prestígio à nossa memória história e o anseio por Justiça, lembrando às novas gerações de um passado de perversidades, o qual nunca mais queremos que se repita no nosso país e em nenhum outro.

Brilha, Fernanda! Graças a você e ao Walter Salles, mais uma bela página do cinema nacional está sendo escrita.

Viva a cultura!