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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Colômbia nas ruas envia recado à América Latina: mobilização popular contra ameaças intervencionistas de Trump



Milhares de colombianos foram às ruas no dia 07/01 em diversas cidades do país para protestar contra as recentes declarações de Donald Trump, que incluiu a Colômbia em sua retórica de pressões políticas e ameaças indiretas à soberania latino-americana. Com bandeiras, cartazes e forte presença de movimentos sociais, sindicatos e organizações civis, as manifestações assumiram um caráter amplo: não se tratou apenas de um ato político, mas de uma defesa explícita da democracia regional e da autonomia das nações do continente.

Os protestos ocorreram em Bogotá, Medellín, Cali e outras cidades importantes, demonstrando que o clima de mobilização ultrapassou fronteiras partidárias. A mensagem central foi clara: não aceitar ingerências externas na política interna dos países latino-americanos, especialmente em um momento de instabilidade regional e tensões envolvendo Venezuela, Estados Unidos e governos progressistas do continente.

Além da crítica direta às ameaças feitas por Trump, as ruas colombianas mostraram apoio à preservação do diálogo diplomático e à solução de conflitos pela via política, não militar. Esse movimento também fortalece simbolicamente o governo Gustavo Petro, que enfrenta resistências internas e pressões externas, ao evidenciar que parte significativa da sociedade colombiana rejeita discursos que resgatam lógicas de Guerra Fria e tentativas de submissão geopolítica.

As manifestações colombianas acabam funcionando como exemplo para outros países latino-americanos. Em um contexto no qual a região vive disputas narrativas, polarização política e tentativas recorrentes de influência externa, a mobilização popular na Colômbia reafirma a importância do protagonismo dos povos latino-americanos na defesa de sua soberania.

Mais do que um protesto circunstancial, o que se viu nas ruas foi um recado político: a América Latina não aceita ser tratada como território de chantagem geopolítica. A reação colombiana ajuda a elevar o nível do debate continental e pode estimular outras nações a se posicionarem com firmeza em defesa de suas instituições democráticas e de sua autonomia internacional.


📝 As mobilizações na Colômbia, convocadas por Petro, foram amplas e tiveram repercussão significativa, com participação de milhares de pessoas em várias cidades, o que tende a fortalecer politicamente o presidente colombiano no contexto atual. Comparadas aos atos de 5 de janeiro no Brasil, as manifestações colombianas foram mais numerosas, mais dispersas geograficamente e com maior impacto político institucional, particularmente pela ligação direta com o discurso de soberania e defesa nacional.


OBS: Imagem extraída da página do presidente colombiano Gustavo Petro no Facebook.

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