Páginas

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Como voto para o Legislativo



Várias vezes aqui já postei escrevendo sobre as eleições presidenciais que teremos no dia 07/10. Porém, no domingo, o cidadão brasileiro irá às urnas também para escolher os seus futuros deputados estaduais, deputados federais e dois senadores. 

Dois senadores? Sim! Exatamente. Pois, desta vez, serão dois representantes de cada estado que terão o mandato de oito anos. Isto é, até o final de 2026, caso não venham depois a ser eleitos para outro cargo, cassados, presos ou renunciarem.

Logicamente que isso não é o que desejamos de nenhum dos nossos representantes nas casas legislativas. Pois o que esperamos deles são atitudes de honestidade, que fiscalizem o Executivo, aprovem leis justas, discutam com propriedade os temas de interesse da coletividade, manifestem boas ideias através das proposições apresentadas, bem como mantenham um diálogo frequente e transparente com os representados.

Para este ano, confesso que resolvi apoiar quem já vem fazendo algo de concreto pela sociedade, apesar de muitos dizerem por aí ser necessário "renovar" os deputados e senadores. Assim, para deputado estadual e federal, resolvi ajudar a reeleger, respectivamente, o Luiz Paulo (n.º 45678) e o Otávio Leite (n.º 4555), ambos do meu partido.



Embora tenhamos outros candidatos em nossa nominata que nunca tiveram mandato de deputado, tenho acompanhado os trabalho desses dois e não tive a oportunidade de investir na candidatura de representantes regionais do PSDB daqui da Costa Verde que sigam uma linha com a qual eu me identifico. 

No caso do deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, trata-se de um político que tem história, com 72 anos de idade, e que vem conduzindo o seu mandato na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) com muita sabedoria, mantendo-se firme na oposição e fiel aos seus princípios éticos. Tem se dedicado intensamente à luta contra a indústria das multas, à defesa do servidores públicos e ao combate aos abusos e arbitrariedades do Executivo Estadual, além de ser autor de mais de 70 leis aprovadas, dentre as quais destaco as seguintes:

Lei 4.886/2006: determina que os órgãos do Governo do Estado do Rio de Janeiro, responsáveis pelo licenciamento ambiental de empreendimentos e atividades utilizadores de recursos ambientais, considerados potencialmente poluidores, que possam causar degradação ambiental, não poderão iniciar os procedimentos inerentes à concessão da licença ambiental, caso não exista Lei que defina o zoneamento e o ordenamento do uso do solo para o município a que se destina o referido empreendimento

Lei 4943/2006: elabora o Plano Diretor Metropolitano de Resíduos Sólidos, a fim de oferecer a disposição final adequada para resíduos sólidos.

Lei 4430/2004: proíbe a comercialização de pneus importados que sejam recauchutados e remodelados no Estado do Rio

-  Lei 4952/2006: inclui nos boletins de ocorrência de acidentes de trânsito com vítimas, os procedimentos necessários para o recebimento de indenização a ser paga pelo Consórcio de Seguro Obrigatório – DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre)

Lei 5612/2009: autoriza que o Estado ofereça o programa com sugestões metodológicas como planejamento familiar, acidente de trânsito, prevenção ao uso de drogas, noções de ética, moral e cidadania.

Lei 4.582/2005: determina que os exames sejam realizados no berçário das maternidades e de hospitais públicos.

Quanto ao Otávio Leite, este tem forte atuação nas áreas do empreendedorismo, do turismo, da defesa das pessoas com deficiência, da cultura, dos esportes, da educação física e da educação em geral. Além de que ele é autor da "PEC da Música", o que deve garantir isenção de ISS para toda a produção musical, sendo os seus principais projetos de lei federal os seguintes, segundo o meu entender:

- Projeto de Lei Federal Complementar nº 467, de 2009: estabelece ajuste anual do valor de enquadramento de microempresa, de empresa de pequeno porte e do microempreendedor, bem como das tabelas anexas respectivas, e dá outras providências.

- Projeto de Lei Federal nº 5058 de 2009: institui o direito ao Brasileiro residente no exterior, de votar para Presidente e Vice-Presidente da República, Senador da República e Deputado Federal de seu estado de origem eleitoral, ou de origem natal, a seu juízo previamente definido e dá outras providências.

- Projeto de Lei Federal nº 5059 de 2009: estabelece procedimento facilitador para a acessibilidade na comunicação telefônica, através de SMP – Serviço Móvel Pessoal, para pessoa com deficiência auditiva e da fala em cumprimento ao inciso XIV do Art. 24 da Constituição Federal.

- Projeto de Lei Federal nº 5409 de 2009: estabelece que os programas de fomento, apoio e incentivo à cultura, empreendidos pela administração federal, possam se estender a atividades e projetos que objetivem o desenvolvimento do Turismo Receptivo Brasileiro, nos termos desta Lei.

- Projeto de Lei Federal nº 6520 de 2009: altera a Lei n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional – LDB, para dispor sobre educação física no ensino infantil, fundamental e médio.

- Projeto de Lei Federal Complementar nº 558, de 2010: permite a inclusão das clínicas veterinárias no SIMPLES, instituído pela Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006.

- Projeto de Lei Federal nº 249 de 2013: acrescenta dispositivos à Lei Complementar n.º 123, de 14 de dezembro de 2006, que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, para que possam emitir títulos mobiliários nas condições que especifica, e dá outras providências.

- Projeto de Lei Federal nº 3674 de 2012: cria incentivos para a abertura e funcionamento da “Primeira Empresa”, da “Primeira Empresa para Economia Verde”, e dá outras providências.

Fora isso, Otavio Leite é o autor da alteração na lei eleitoral que obrigou os partidos políticos, no registro de candidatos no TSE, a apresentar suas promessas de campanha. Atuou como relator da Comissão Especial dos Centros de Inclusão Digital, que vai regulamentar as lan houses e criar parcerias delas com a Administração Pública para fins pedagógicos. Participou como membro da PEC da Reforma Tributária e articulou a aprovação dos projetos que autorizam os tribunais de Justiça a recorrerem a videoconferências para ouvir presos sem precisar tirá-los dos presídios. E devem ser destacados os seus trabalhos em prol da ratificação da Convenção internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e da sanção da Lei Geral do Turismo.

Finalmente, apresento os meus dois senadores, ambos nomes apoiados pela coligação integrada pelo PSDB: Aspásia Camargo (n.º 455) e César Maia (n.º 255). 


Sobre a Aspásia, eu a conheci na campanha de 2002, quando ela foi candidata ao governo do Estado pelo Partido Verde (PV). Além de socióloga e professora, considero-a uma ambientalista atuante e que já teve mandatos Legislativo: vereadora duas vezes na cidade do Rio de Janeiro (2004-2010) e deputada na ALERJ (2011-2014).

E, em relação ao César Maia, trata-se de uma figura pública conhecida em quase todo o país, visto que já foi prefeito da cidade do Rio de Janeiro. É o pai do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia e vem disputando uma vaga no Senado desde 2010. Atualmente, exerce um segundo mandato consecutivo de vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro e acredito que, desta vez, será eleito. Aliás, o seu nome vem aparecendo em primeiro lugar nas pesquisas.


Tendo em vista o preocupante quadro de polarização na sociedade brasileira, em que corremos o sério risco de que algum presidente vindo dos extremos da política governe o Brasil, precisamos eleger candidatos de centro ao Legislativo. Pois, quer venhamos a ser governado por Bolsonaro ou pelo PT, poderemos preservar os valores democráticos da nossa república através dos parlamentares.

Portanto, desejo a todos que tenham um excelente final de semana, ficando na torcida para que as eleições sejam tranquilas e bem sucedidas em todo o país.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A quem deve ser dado o "voto útil"?



Daqui a três dias, 140 milhões de brasileiros estarão indo às urnas a fim de escolher o próximo presidente do Brasil. Ou, conforme indicam as pesquisas de opinião, quem serão os dois nomes que irão disputar o segundo turno das eleições previstos para 28/10.

Nessa reta final, surge então a ideia do chamado "voto útil", também conhecido como voto tático, que seria a definição do eleitor por um determinado candidato que não seja de seu interesse apenas para que um outro concorrente rejeitado deixe de vencer o pleito. Trata-se, pois, de uma estratégia que muitas das vezes pode dar certo ou ser um "tiro no pé".

Segundo a pesquisa IBOPE divulgada nesta quarta-feira (03/10), na qual foram ouvidos 3.010 eleitores na segunda-feira e na terça-feira, estes foram os seguintes resultados que, a princípio, isolam os dois primeiros colocados dos demais presidenciáveis:

- Jair Bolsonaro (PSL): 32%

- Fernando Haddad (PT): 23%

- Ciro Gomes (PDT): 10%

- Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

- Marina Silva (Rede): 4%

- João Amoêdo (Novo): 2%

- Henrique Meirelles (MDB): 2%

- Alvaro Dias (Podemos): 1%

- Cabo Daciolo (Patriota): 1%

- Guilherme Boulos (PSOL): 0%

- Vera Lúcia (PSTU): 0%

- João Goulart Filho (PPL): 0%

- Eymael (DC): 0%

- Branco/nulos: 11%

- Não sabe/não respondeu: 6%  

Ocorre que tanto o primeiro colocado quanto o segundo já acumulam uma alta rejeição. A de Bolsonaro seria de 42% enquanto a do petista 37%. Ou seja, há eleitores que não aceitam a figura grotesca do deputado do PSL, considerado uma mistura do Presidente norte-americano com o filipino, Rodrigo Duterte (conhecido por encorajar os cidadãos a matarem toxicodependentes), ao mesmo tempo em que outros não suportariam a volta do PT.

Assim, devido a esse isolamento dos dois primeiros colocados, há eleitores que já se antecipam numa prematura decisão por Bolsonaro, o qual vem pedindo o voto útil contra o PT com a justificativa de se evitar um "desgaste" no segundo turno: 

"Você tem como pegar até dentro da própria família, alguém que vai anular o voto ou vai votar em branco ou em outro candidato, que pratique o voto útil, vote na gente. Nós devemos resolver essa fatura no primeiro turno, para não termos o desgaste no segundo turno" 

Porém, trata-se de um raciocínio equivocado! Pois, conforme as simulações das pesquisas, Bolsonaro perderia para Haddad no segundo turno, assim como não ganharia de Ciro Gomes e nem de Alckmin. Senão vejamos os números de hoje do IBOPE divulgados pelo portal de notícias G1, com margem de erro de dois pontos percentuais:




Por sua vez, fica evidenciada que um nome de centro teria mais chances de êxito, sendo que Bolsonaro ainda não teria condições de definir já no primeiro turno a sua vitória. Isto porque, se formos calcular os votos válidos, em que são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos, os números seriam estes:

- Jair Bolsonaro (PSL): 38%

- Fernando Haddad (PT): 28%

- Ciro Gomes (PDT): 12%

- Geraldo Alckmin (PSDB): 8%

- Marina Silva (Rede): 4%

- João Amoêdo (Novo): 3%

- Henrique Meirelles (MDB): 2%

- Alvaro Dias (Podemos): 2%

- Cabo Daciolo (Patriota): 2%

- Guilherme Boulos (PSOL): 1%

- Vera Lúcia (PSTU): 0%

- João Goulart Filho (PPL): 0%

- Eymael (DC): 0%

Portanto, como o Bolsonaro não terá condições de receber mais da metade dos votos válidos para vencer no primeiro turno, fica bem claro que o melhor candidato para derrotar Haddad, em  dia 28/10, seria um concorrente de centro. Porém, teria que ser o terceiro ou o quarto colocado nas pesquisas, desde que o presidenciável se mostre capaz de unir o país.

Verdade seja dita é que nenhuma pessoa de bem quer ver o Brasil novamente governado pelo PT e tão pouco passando por um indesejável retrocesso histórico de extrema direita. Incluive, como bem expôs Geraldo Alckmin a um grupo de empresários em São Paulo, Bolsonaro poderá ser ainda pior do que se Haddad vencer.

De qualquer modo, mesmo considerando que nenhum presidenciável deverá abrir mão de sua candidatura em benefício de outro, continua sendo prematuro dar o voto útil em favor de um dos dois primeiros. Pois todos os que estão na disputa precisam pontuar em termos de sufrágios e fazer dos números obtidos em primeiro turno um quantitativo de negociação de apoio para uma nova composição de forças visando a obtenção de um resultado prático na votação de 28/10 tanto para presidente quanto para governador. E aí, mesmo se não for possível ter um candidato moderado no segundo turno, pode-se pensar em temperar as duas candidaturas.

Que haja sensatez e sabedoria do eleitor nestes últimos dias que antecedem as eleições!


domingo, 30 de setembro de 2018

Bendita seja esta primavera!




Chegamos hoje ao fim de setembro e o clima de Primavera já tomou conta do ambiente local com temperaturas mais quentes, embora ainda suportáveis se comparadas com as do verão.

Sendo este o segundo domingo da estação, passamos o dia ficando por aqui mesmo. Isto é, cuidando da casa, fazendo umas compras no mercado (e na farmácia), bem como descansando para mais uma semana que promete ser muito agitada até as eleições de 07/10.

Setembro foi turbulento. Em Mangaratiba, cidade onde moro, iniciamos o mês sem prefeito, visto que, dia 31/08, a Justiça havia determinado a prisão de três ex-presidentes da Câmara Municipal em que um deles respondia interinamente pelo Executivo, após a dupla vacância ocorrida no final de junho. Sob uma ordem judicial, o Legislativo local precisou escolher um novo presidente do órgão que, por sua vez, passou a exercer temporariamente a função de administrar a cidade até que as nossas eleições suplementares ocorram em 28/10 para um mandato tampão até o final de 2020.

Já em âmbito nacional, o episódio mais marcante teria sido a facada que o candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro (PSL), levou na barriga, conforme havia comentado na postagem de 06/09 (clique AQUI para ler). Houve, na época, uma comoção que fez com que o presidenciável ganhasse alguns pontos percentuais nas pesquisas de opinião, atingindo 28% até estabilizar-se aí. Porém, como não demorou muito para que a onda emocional passasse, logo a sociedade civil se organizou em amplos movimentos contrários como o "#EleNão", o qual é liderado por várias mulheres.

Assim, no sábado passado (29/09), tivemos inúmeras manifestações pelo país em quase todos os estados. Inclusive no Centro da cidade do Rio de Janeiro, em que pude receber fotos enviadas por uma amiga via WhatsApp de nome Deise, as quais mostraram a região da histórica Cinelândia lotada, o que foi confirmado depois pelos jornais por mim assistidos, estimando-se não menos do que 200 mil pessoas (acesse AQUI uma das postagens sobre o movimento de ontem).





É certo que também houve atos a favor do candidato do PSL, como uma manifestação na Praia de Copacabana, bairro da Zona Sul do Rio. Só que lá compareceu um número bem menor de apoiadores se comparado com a Cinelândia. Um fiasco perto do que é mostrado nas redes sociais da internet.


Amanhã saberemos pelas próximas pesquisas de opinião a serem divulgadas qual o tamanho do impacto no eleitorado desse florido final de semana que tivemos. E considero muito importante a ocorrência desses eventos de rua porque servirão para descredibilizar as notícias falsas que Bolsonaro poderá espalhar quando vier a perder o pleito devido à enorme rejeição que tem. Principalmente por parte das mulheres.

Assim sendo, podemos celebrar a esmagadora vitória da democracia ocorrida na data de ontem, em que ficou inquestionavelmente evidenciado que a maior parte da população brasileira não quer saber de racismo, homofobia, misoginia e nem incitação à violência. Consequentemente, todos terão que aceitar os resultados das urnas. 

Quanto a mim e a Núbia, vamos vivendo um momento cada vez em nossa luta do cotidiano. Tentamos sempre apreciar esse quintal abençoado daqui de cada, reparando as flores que vão nascendo como este pé de manacá a seguir exibido, o qual trata de uma planta de bela aparência e odor muito agradável.




Para outubro, continuaremos firmes e fortes nas campanhas dos nossos candidatos, torcendo para que tanto o Brasil quanto o Estado do Rio de Janeiro e o Município de Mangaratiba façam boas escolhas no exercício do voto popular.

Ótima semana a todos e viva a Primavera brasileira!

sábado, 29 de setembro de 2018

As eleições presidenciais de outubro e o risco de uma nova ruptura no país



Há quase 89 anos atrás, em 01/03/1930, ocorria a décima-primeira eleição presidencial direta da ainda jovem República brasileira, quando os cidadãos dos vinte estados da época e do Distrito Federal (com sede no Rio de Janeiro) tiveram que escolher entre o candidato do governo, o paulista Julio Prestes (PRP), e o maior nome da oposição, Getúlio Vargas (AL).

Para quem não sabe, a chamada "República Velha" vigorou entre os anos de 1889 a 1930 sendo que, conforme a Constituição de 1891, o pleito presidencial ocorria em data distinta do que vem sendo atualmente. E, por um longo período, o Partido Republicano Paulista (PRP) e o Partido Republicano Mineiro (PRM) acordavam entre si para se revezarem na Presidência da República, de modo que os seus interesses se preservassem. Tais entendimentos fizeram com que o regime fosse apelidado do "república do café com leite", numa referência aos principais produtos da economia de cada um dos dois estados brasileiros, tratando-se de algo que vinha funcionando harmonicamente até que houve uma quebra de alianças em 1930.

Assim, com a decisão do então presidente paulista Washington Luís em apoiar um sucessor do PRP, ao invés de um mineiro, eis que o governador de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, resolveu ceder a sua candidatura a presidente em favor do gaúcho Getúlio Vargas. Formou-se então com os estados de Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraíba a Aliança Liberal (AL), em que Vargas e o paraibano João Pessoa foram, respectivamente, indicados como candidatos a presidente e vice-presidente.

Importante esclarecer que, na época, o voto não era secreto e existia uma grande influência dos "coronéis" (pessoas influentes das oligarquias que detinham o Poder Executivo municipal, e principalmente, o poder militar da região). Com isso, costumava ser muito comum a fraude eleitoral e, não raramente, os eleitores eram obrigados a votar num determinado candidato apoiado pelo coronel local, de modo que os resultados corretos da disputa tornavam-se, com frequência, indeterminados.

Não custa lembrar que o Brasil de 1930 era uma nação de ainda 37.400.000 habitantes dos quais apenas 2.525.000 eram eleitores, tendo comparecido às urnas 1.900.256 cidadãos (1.838.335 votos nominais), o que representou 5% da população. Julio Prestes obteve 1.091.709 (59,39%) dos sufrágios enquanto Vargas alcançou 742.794 (40,41%), tendo os restantes se distribuído entre nulos, brancos e o terceiro colocado, que foi o comunista Minervino de Oliveira pela legenda do Bloco Operário e Camponês (BOC).

Entretanto, não houve uma aceitação do resultado! Pois surgiu um movimento armado, liderado pelos estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul, culminando com o golpe de Estado que depôs o presidente da república Washington Luís, em 24 de outubro de 1930, e impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes. Foi o fim da República Velha.

Pois bem. Feito esse breve resumo da História brasileira, assunto que muitos depois poderão se aprofundar pesquisando em livros e na internet, passo então a refletir sobre o problema atual das eleições presidenciais de 2018, as quais muito me preocupam.

De acordo com os números da pesquisa Datafolha de 29/09 sobre as intensões de votos para presidente, com base em levantamentos feitos entre os dias 26 a 28/09 pelo instituto, Jair Bolsonaro (PSL) ainda se manteve na liderança com os mesmos 28% do resultado anterior, sendo seguido por Fernando Haddad (PT) que já alcançou surpreendentes 22%, isolando-se na segunda colocação. E, em terceiro, temos Ciro Gomes (PDT) com 11% que está empatado tecnicamente com o candidato Geraldo Alckmin (PSDB), o qual tem 10%. Já os demais números seriam estes: Marina Silva (Rede) 5%; João Amoêdo (Novo) 3%; Henrique Meirelles (MDB) 2%; Alvaro Dias (Podemos) 2%; Cabo Daciolo (Patriota) 1%; Vera Lúcia (PSTU) 1%; Guilherme Boulos (PSOL) 1%; João Goulart Filho (PPL) 0%; Eymael (DC) 0%; Branco/nulos 10%; não sabe/não respondeu 5%.


Entretanto, embora figurando em primeiro lugar nas pesquisas, as simulações sobre o segundo turno mostram que Bolsonaro perde de qualquer um dos principais concorrentes, quer seja Haddad, Ciro Gomes ou Alckmin. O motivo da derrota seria a alta rejeição angariada pelo presidenciável em suas repudiáveis falas contra mulheres, negros, indígenas, homossexuais e minorias em geral. Tanto é que já surgiu um forte movimento entre o eleitorado feminino chamado "#ELENÃO" e que tem crescido surpreendentemente. Aliás, hoje mesmo estão acontecendo diversas manifestações pelo país contra o político, sendo uma delas na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro.

Ocorre que, em entrevista concedida a José Luiz Datena, da Band, o candidato do PSL afirmou que não vai aceitar o resultado da eleição se ele não for o vencedor, dizendo que: "Pelo que eu vejo nas ruas, não aceito resultado das eleições diferente da minha eleição". Em réplica, o jornalista ainda indagou se esse posicionamento não seria antidemocrático, pelo que recebeu a seguinte resposta:

"Não. É um sistema eleitoral que não existe em nenhum lugar do mundo. Eu apresentei um antídoto para isso. A senhora Raquel Dodge [procuradora-geral da República] questionou. O argumento dela, Datena, é que a impressão dos votos comprometeria a segurança das eleições. Pelo amor de Deus. Inclusive estava acertado que em 5% das seções teríamos impressão do voto"

Em outras palavras, Bolsonaro já está criando um clima de desconfiança quanto ao processo eleitoral estando já ciente de que não sairá vencedor, havendo antecipado o seu discurso a respeito de uma eventual "fraude", caso o PT ganhe mais uma vez as eleições presidenciais:

"Só na fraude. Lamentavelmente não temos como auditar as eleições. Não existe outra maneira que não seja na fraude. Quando Lula ia para a rua era hostilizado. Não existe essa história. Será que o Lula preso vai transferir a mesma quantidade de votos para Haddad que transferiu para Dilma?"

Além do mais, Bolsonaro também argumentou que não aceita as pesquisas eleitorais: 

"Não acredito em pesquisas. O que vejo nas ruas e como me tratam em aeroporto e como me tratam os outros não pode estar acontecendo. Não vejo eleitor de Marina, de outros candidatos. Lançaram uma campanha #ELENAO. Vocês vão votar em quem?"

Analisando os fatos, vejo um enorme risco para a democracia brasileira esse inconformismo de Bolsonaro e de seus apoiadores os quais, como sabemos, são muitos, mesmo não representando a maioria da possa população e nem os mais pobres. Pois, verdade seja dita, ele tem a seu favor um apoio que é de fato consolidado, tratando-se de uma massa formada por pessoas que acreditam piamente numa vitória já em primeiro turno, ignorando as pesquisas de opinião e as matérias divulgadas pelos jornais sérios desse país.

Ora, esse sentimento enganoso de que Bolsonaro irá vencer no primeiro turno decorre das percepções equivocadas que as redes sociais causam. Isto, aliás, virou hoje um grande mal para a democracia no mundo todo depois que muitos trocaram a TV e os jornais pela internet, tornando-se pessoas desinformadas, totalmente vulneráveis aos boatos espalhados pelos aplicativos de aparelhos celulares e ainda adeptas de teorias conspiratórias.

É fato que a rede social mais acessada do mundo, o Facebook, significou uma mudança drástica no modo de viver da segunda década do século XXI. E aí um dos efeitos que se tem na atualidade seria a intensificação do pensamento coletivo devido à facilidade de encontrarmos pessoas nos sites de relacionamento que pensam iguais a nós em determinados assuntos divulgados nos meios virtuais, o que acaba encorajando certas atitudes e intensificando a manifestação de opiniões.

Ora, a maneira como o referido site filtra o conteúdo que chega até os usuários faz com que estes acabem vivendo dentro de uma espécie de "bolha". Senão vejamos o que explica Lincoln Mirabelli Gomes em seu excelente artigo que versa sobre o assunto:

"Assim como o Google, Youtube e quase todas as outras redes sociais da atualidade, no Facebook o conteúdo que chega até o usuário passa por um algoritmo, que filtra o conteúdo bruto de acordo com certas preferências do usuário.
O algoritmo é extremamente complexo, contando com mais de 100.000 variáveis e fatores, entre eles proximidade do usuário com a fonte da publicação, número de curtidas, tipo de conteúdo e até horário de postagem.
Com isso, das cerca de 1500 publicações que um usuário teria acesso normalmente, apenas 20% desse montante chega ao destino. Apesar do motivo ser o de evitar uma enxurrada de conteúdo chegando ao usuário, esse “filtro” acaba gerando algumas consequências muito ruins, pois muitos usuários não sabem ou não percebem que essa “filtragem” acontece.
Como temos a tendência de se engajar mais em publicações que concordam com o que pensamos, o Facebook vai passar a mostrar mais daquilo que você gosta e menos daquilo que você não gosta — e não concorda também, passando uma sensação equivocada da realidade.
Um dos problemas observados desse efeito, que interfere diretamente no trabalho de um jornalista, é que dentro dessas bolhas sociais é muito mais fácil se espalhar as chamadas “Fake News”. Num ambiente em que predomina aqueles conteúdos e posições em que você acredita, a “guarda” fica mais baixa e acabamos acreditando mais facilmente nas coisas. Mesmo as vezes sendo uma notícia claramente falsa." - Extraído de https://medium.com/observat%C3%B3rio-de-m%C3%ADdia/uma-nova-fronteira-o-facebook-e-a-bolha-social-5986ff5bd89e

Será que, após a inevitável derrota do candidato do PSL, não será fácil para os seus seguidores espalharem boatos acerca de uma suposta fraude na votação eletrônica e as pessoas tomarem isso como sendo verdade absoluta?

Assim sendo, no caso do PT ganhar as eleições, não descarto a hipótese de que Bolsonaro poderá prosseguir com o seu intencional inconformismo, contribuindo para desencadear um movimento revolucionário no país que, semelhantemente com o que houve em 1930, causou a queda da primeira República. Ou seja, seria o prato cheio para termos um verdadeiro golpe de Estado, assassinando a Constituição Federal de 1988, cujas consequências seriam imprevisíveis para as conquistas alcançadas na área social e para as liberdades individuais.

Certamente que o ambiente de polarização na política brasileira é o que muito contribui para o aumento na divisão da nossa sociedade com sérios riscos para o regime democrático atual. Pois o fato do PT estar em segundo lugar nas pesquisas e com chances reais de ganhar as eleições instiga ainda mais os grupos de direita popular que surgiram nos últimos anos em apoio a Bolsonaro, acreditando tais militantes que o candidato irá por fim à corrupção e mudar o Brasil.

Todavia, se tivermos um presidenciável moderado disputando o segundo turno da eleição contra Bolsonaro, a exemplo de Geraldo Alckmin, poderemos evitar o aumento das tensões políticas no país. Isto porque um presidente de centro teria as chances de conciliar melhor os interesses do que um radical de direita ou um líder de esquerda cuja vice, Manuela d'Ávila, foi indicada pelo PCdoB para compor a chapa com o PT.

Felizmente, ainda nos restam oito dias pela frente e parte das horas de um final de semana como este, o qual considero decisivo para, quem sabe, ocorrer uma virada heroica até 07/10. Pois, segundo a otimista explicação do sociólogo Antonio Lavareda, presidente do Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), "se Alckmin crescer 3% ou 4% até segunda-feira, ele pega impulso e consegue chegar ao segundo turno. O final de semana é fundamental. É quando há troca de informação nos grupos sociais".

Nunca é demais lembrar que, na reta final de outras eleições, houve movimentos importantes nesta etapa. Em 2014, Aécio Neves (PSDB) teve variação positiva de 10 pontos. Já em 2010, Marina Silva (então no PV) cresceu 6 pontos. E, em 2006, o próprio Alckmin disputando contra Lula, cresceu 8%. Logo, ainda tenho minhas esperanças de que o PSDB consiga chegar lá para evitarmos uma tragédia histórica na política brasileira, sendo que considero o candidato tucano uma opção muito melhor para estabilizar o Brasil do que Ciro Gomes.


Coragem, meus amigos, e vamos todos vestir a camisa do 45 no dia 07 de outubro. E para quem está indeciso ainda há tempo para se definir, sendo que os eleitores de Fernando Haddad podem muito bem refletir sobre a importância de mudarem para uma opção mais light, trocando o PT pelo PSDB. O Brasil é Geraldo!

OBS: A primeira foto ilustrativa do artigo retrata Getúlio Vargas, com outros líderes da Revolução de 1930, no município paulista de Itararé, logo após a derrubada de Washington Luís.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

No meio de um grande mar



Estava lendo hoje no portal de notícias do G1 sobre a incrível aventura de um rapaz indonésio de 19 anos que sobreviveu 49 dias à deriva no Oceano Pacífico, navegando em uma cabana de pesca flutuante, até ser resgatado por uma navio de bandeira panamenha. Segundo a matéria, o jovem "tinha apenas alguns dias de suprimentos e sobreviveu pegando peixes, queimando madeira de sua cabana para cozinhá-los, e sugando água do mar de suas roupas para tentar reduzir a ingestão de sal".

Não foi a primeira notícia sobre pessoas que tiveram a sorte de percorrer tantas milhas náuticas com tão pouca estrutura em suas embarcações. Por exemplo, já houve alguns casos de pescadores perdidos da costa africana que conseguiram chegar até o Nordeste brasileiro, cruzando o Atlântico.

Certo é que as travessias marítima sempre povoaram a nossa imaginação fértil e tem a ver com o surgimento do Brasil, quando as naus de Pedro Álvares Cabral chegaram na Bahia em abril de 1500. E olha que as caravelas eram embarcações bem simples se comparadas com as atuais.

Como se sabe, a Bíblia fala das façanhas do profeta Jonas e da viagem do apóstolo Paulo quando era prisioneiro dos romanos, a qual terminou num naufrágio na ilha de Malta. E quem é que não se lembra das histórias de Simbá, o marujo? Ou ainda da mítica viagem de Odisseus ao retornar à ilha de Ítaca, quando veio a sofrer a fúria e as paixões das terríveis criaturas marinhas?

No caso da Bíblia, como uma representação do caos e da morte, o mar tornou-se também figura comum para os homens maus e as poderosas nações pagãs inimigas de Israel - o "bramido dos grandes povos" (Isaías 17:12). E, sem dúvida, percepções comuns acabaram se tornando comuns a outras culturas, servindo, em última análise, de metáfora quanto ao enfrentamento das nossas dificuldades.

Penso que, de todos os "mares" do mundo, o mais difícil de navegar seja o próprio inconsciente humano onde residem os medos, as inquietações, os traumas, as carências e os sonhos. Temos nesse ambiente psíquico tanto a paz quanto a bonança e o desejo que, diante de uma tormenta, algo repentinamente ocorra para tranquilizar as ondas e os ventos.

Ótima tarde a todos!


OBS: A imagem acima trata-se de uma reprodução extraída do Facebook cujos créditos autorais são atribuídos ao Consulado da Indonésia em Osaka.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Um inverno que termina com cara de inverno



Não posso dizer que o inverno de 2018 tenha sido rigoroso, mas também não foi atípico pois, diferentemente dos anos anteriores, manteve-se dentro da normalidade. Ou como era antigamente...

Assim, se setembro de 2017 foi intragavelmente quente e seco, em que só choveu por aqui no primeiro e no último dia do mês a ponto de faltar água na cidade, eis que, neste ano, está sendo bem diferente. No final da tarde desta terça-feira (18/09), peguei um tororó quando saí do Tribunal de Justiça, no Rio, de modo que acabei precisando me abrigar na estação das barcas, na Praça XV, antes de prosseguir até o terminal do VLT. Por conta do temporal, acabei iniciando a minha viagem de volta para casa só depois das 17 horas.



Felizmente, para o meu conforto, venho dormindo quase todos os dias de cobertor além da manta. Raras foram as noites em que senti calor no final desta estação. Aliás, houve dias tanto de agosto quanto de setembro em que fez frio.

Apesar de ainda não ser primavera, noto a presença de algumas flores aparecendo no quintal e no jardim de casa, as quais não perco a chance de fotografar. Pois, com o aumento da luminosidade, o cenário da natureza tende a se transformar ficando mais colorido e vívido.


Daqui umas semanas, certamente estarei já reclamando do tempo quente quando precisar vestir uma roupa social bem como ligar o ventilador de teto para dormir. Porém, haverá sempre algumas compensações no calor e não vejo a hora de vestir uma bermuda, tomar um gostoso banho de rio e ver as plantas cheias de flores, sendo que, no comecinho da nova estação, o ambiente ainda costuma ficar agradável.

Ótima quarta-feira a todos e que venha a Primavera!

domingo, 16 de setembro de 2018

Um erro comum dos governantes



Mesmo com as atenções do internauta brasileiro voltadas para as eleições, eis que, pelos jornais daqui, já repercutiu o mal estar causado entre o presidente da França, Emmanuel Macron, e um jovem desempregado de 25 anos, ocorrido nos jardins do Palácio do Eliseu. Conforme li no portal de notícias do G1, este teria sido o diálogo:

"'Tenho 25 anos, enviei vários currículos e cartas de motivação, mas não deu em nada', disse o homem, que estava de visita ao Palácio do Eliseu no sábado, por ocasião das chamadas jornadas de patrimônio, ao presidente francês.

'O senhor gostaria de trabalhar em que setor', perguntou Macron. 'Horticultura', disse o desempregado.

Macron sugeriu a ele trocar de área. 'Se o senhor estiver disposto e motivado, na hotelaria, nos cafés e restaurantes, na construção civil: não há um lugar onde vou onde não me dizem que estão procurando pessoas. Nenhum! Hotéis, cafés, restaurantes: eu atravesso a rua, consigo um para o senhor!', afirmou o presidente, que apontou com um gesto para as ruas ao redor.

'Pessoalmente, isso não é um problema para mim. Mas eu entrego meu currículo, e eles jamais me ligam', retornou o homem.

Macron insistiu: 'Passe por uma rua cheia de cafés e restaurantes em Montparnasse. Francamente, tenho certeza de que um em cada dois está recrutando neste momento'.

'Compreendo, obrigado', respondeu o desempregado, enquanto Macron lhe apertava a mão." - Extraído de https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/09/16/e-so-atravessar-a-rua-para-achar-emprego-diz-macron-a-desempregado.ghtml

Sou fã do presidente francês, um dos melhores políticos da nossa atualidade decadente, mesmo estando hoje com sua popularidade em baixa. Porém, creio que faltou a ele uma dose de sensibilidade para com o problema alheio, o que acaba se tornando um mal da grande maioria dos governantes quando chegam ao poder. 

Não discordo da sugestão para que o rapaz experimentasse mudar de ramo e tomasse iniciativas de ir à luta não se acomodando. Afinal, não existe atividade profissional que se eternize e muitas das vezes precisamos aceitar que não dá para fazermos a mesma coisa a vida inteira. Ainda mais quando somos jovens.

Entretanto, notei que Macron, em momento algum, foi capaz de atentar para a necessidade de capacitação dos trabalhadores para o enfrentamento da realidade dinâmica da economia atual e do oferecimento de condições para que o desempregado possa romper a sua situação de dependência. Pois, mesmo que a França venha a adotar políticas públicas quanto a isso, o que não duvido, deve-se tentar compreender a dificuldade do outro.

Atravessando o mundo por um momento bem crítico, e que se torna ainda mais grave em países periféricos da economia global, entendo que os governantes precisam ter uma nova postura. Deveriam sair da defensiva quando questionados pela população, passando a se colocar no lugar do outro, ou do contrário tornam-se indiferentes à realidade na qual se inserem, o que acaba sendo o caminho para o fracasso.

Apesar do ocorrido, continuo sendo um fã de Macron. Vejo-o como um líder de um enorme potencial para equilibrar a política nos dias atuais. Tanto é que teve uma vitória surpreendente nas urnas, em maio de 2017, com 65,8% dos votos, derrotando a direitista Marine Le Pen no 2º turno das eleições presidenciais francesas. Só que agora necessita tomar bastante cuidado para não se tornar impopular.

OBS: Créditos autorais da imagem acima atribuídos a Charles Platiau/Reuters.