Páginas

segunda-feira, 30 de abril de 2018

A renúncia do prefeito seria a melhor saida



Boa tarde, meus amigos. Para encerrar as postagens de abril, escreverei um pouco sobre política local mas que tem a ver com muitos lugares do nosso país.

Mangaratiba, assim como outras dezenas cidades do Brasil, vive a expectativa de ter novas eleições municipais (suplementares) com o julgamento do recurso no TSE a respeito do registro de candidatura do prefeito Aarão de Moura Brito Neto por motivo de aplicação da Lei da Ficha Limpa a casos anteriores à sua vigência, conforme já pacificado pela jurisprudência do STF.

Tal processo encontra-se atualmente no gabinete da Exma. Min. Rosa Weber desde 09/04 e pode ser colocado em pauta nas próximas semanas de maio. E havendo o provimento do recurso e a publicação da decisão do TSE, espera-se nos dias subsequentes a formação de um governo interino que irá administrar a cidade até às eleições suplementares, a qual precisa seguir o calendário eleitoral.

A meu ver, porém, tudo ficaria bem mais fácil se o atual mandatário renunciasse logo ao cargo que ocupa juntamente com o seu vice, possibilitando que seja feita uma transição. Tratar-se-ia, pois, de pensar no bem da cidade e seria um inegável ato de grandeza.

Que o bom senso passe a nortear a nossa cidade!

Convivência significativa

Ontem eu estava refletindo sobre a importância de melhorarmos a qualidade da nossa convivência com as pessoas do nosso presente e, principalmente, com as que estão próximas de nós.

Conviver é um desafio. Ainda mais quando nem sempre somos nós quem escolhemos as pessoas a exemplo dos nossos familiares e colegas de trabalho, ao contrário do que ocorre nas amizades e nos relacionamentos amorosos. São situações em que a vida, aleatoriamente, nos aproxima do outro e, com isso, nos leva a ter que lidar com as diferenças.

Por outro lado, vejo esse desafio como um aprendizado em que nem sempre conseguimos tirar nota 10 e muitas das vezes há situações que fogem do nosso controle por não dependerem das escolhas conscientes que fazemos. Por isso, chego à conclusão de que nunca devemos nos sentir culpados ou fracassados por não termos atingido um padrão ideal de convivência com o outro. Até mesmo quando somos a causa da discórdia visto que a culpa não leva a nada.

Fato é que esse aprendizado precisa ser encarado como uma oportunidade para melhorarmos como pessoas, mas há momento a em que o convívio também pode nos fazer mal. É quando o outro passa a assediar a nossa consciência, nos agredir, sufocar a nossa personalidade e, enfim, nos prejudicar. Então chega o momento em que precisamos tomar decisões nem sempre agradáveis pelo nosso próprio bem e até pelos outros na escolha de um afastamento ou da separação.

Por outro lado, posso dizer que o Evangelho me ensinou algo muito importante chamado perdão e que, apesar da religião nem sempre saber refletir adequadamente sobre isso, cuida-se de uma atitude importantíssima. Pois tendo em vista os conflitos existentes entre os seres humanos, pode-se dizer que a vida seria insustentável neste planeta se não houvesse uma certa dose de perdão liberada entre as pessoas.

Perdoar eu diria que é uma atitude humilde. É quando abrimos mão de exigir o que entendemos ser nosso por direito para reiniciarmos o relacionamento sobre novas bases. Em outras palavras, é  o entendimento de que é melhor sermos felizes do que querer ter razão.

Certamente que perdoar não significa abrir mão do amor próprio e nem se submeter a uma situação contínua de indignidade. Daí eu entender que muitas das vezes a religião não aborda o assunto com a clareza necessária pois muitas das vezes ela pouco desenvolve os seus conceitos da Bíblia e/ou da tradição.  Sem contarmos que é preciso levar em conta a necessidade de evitarmos a repetição dos erros que levaram ao conflito anterior.

Nesta segunda-feira, que para muitos de nós é parte de um feriadão de quatro dias, teremos nas despreocupadas horas de hoje uma grande oportunidade para convivernos melhor com aqueles que a vida aproximou de nós ou com quem escolhemos nos relacionar. Poderá ser o momento de quem sabe ficarmos menos na internet e tentarmos uma outra conexão mais direta e verdadeira com essas pessoas que compõem de fato a nossa breve passagem por este mundo como são os pais, filhos, irmãos, cônjuge e amigos.

Ótima segunda-feira a todos e que tenhamos ótimas conexões presenciais no decorrer deste dia.

sábado, 28 de abril de 2018

Chegando ao finalzinho de abril



Eta época boa! Como gosto do outono e acho os dias desta estação deliciosos. A cada semana, o clima vai ficando mais agradável.

Conforme previsto, as chuvas já diminuíram bem em relação ao verão e as manhãs têm sido convidativas para uma caminhada. Mesmo para quem não curte acordar muito cedo, pode-se dizer que, até umas nove e pouco, o ambiente ainda está propício para sair de casa e pôr as pernas em exercício.

O frio ainda não chegou apesar de estarmos dormindo já com uma mantinha mais um lençol, sem o ventilador ligado. Porém, não tivemos necessidade, por enquanto, de vestir um casaco. Dá tranquilamente para caminhar na rua de bermuda, camiseta e sandálias durante o dia (e até de noite também).

Neste último final de semana do mês, estou buscando curtir os agradáveis momentos da maneira que dá. Passei a manhã toda descansando em casa, fui ao quintal ver minhas plantas (esta da foto é o pé de amora) e logo mais pretendo dar uma voltinha com a esposa para comemorarmos o aniversário dela que ocorreu na quinta-feira  (26/04), mas que não foi possível festejarmos na data exata pois fiquei a maior parte do dia trabalhando. Talvez a gente coma um bolinho simples à noite.

Quanto ao feriado emendado com o final de semana, eis que Muriqui ainda não encheu e nem deve receber muitos visitantes desta vez. Pois, sendo uma localidade balneária, os turistas costumam vir para cá mais no verão e também na primavera de modo que, quando passa a Semana Santa, a visitação diminui bastante para o sossego dos moradores locais e aperto dos comerciantes.

Todavia, creio que não irei descansar plenamente porque tenho trabalhado com advocacia partidária visto que, na segunda-feira (30/04), será o prazo limite para cada partido político apresentar a prestação de contas anuais à Justiça Eleitoral. E, por conta disto, ainda estou esperando a documentação que, em regra, acabo recebendo só na última hora de certos clientes. Logo, mesmo se tivesse condições financeiras de viajar para fora (como eu gostaria de sair um pouco daqui com Núbia), ficarei à disposição para o trabalho depois de amanhã.

Seja como for, vou aproveitando as oportunidades e procuro passear aqui por perto de casa, tanto em Mangaratiba como nos municípios vizinhos que são Itaguaí, Rio Claro e Angra dos Reis. E, com muito orgulho, posso dizer que percorri muitas trilhas daqui da região. Dependendo só dos meus pés, já fui para cada lugar fantástico.

Bem, por aqui eu fico e aproveito para desejar a todos um excelente final de semana e para agradecer pelos recentes comentários recebidos nas postagens anteriores. 

Abração.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

O problema de se ideologizar problemas

Na semana passada, o comandante do Exército, general Villas Boas, muito bem expressou a sua lúcida opinião quando disse que a corrupção, a impunidade e a "ideologização dos problemas nacionais" constituem uma ameaça à democracia.

Nesta postagem, vou deter-me mais na última parte da fala quando o militar tocou no delicado assunto da ideologização dos problemas nacionais, algo que, a meu ver constitui um recado tanto para a esquerda quanto para a direita da política brasileira. Se é que de fato ainda podemos fazer uso de tal conceituação nos dias de hoje quando o mundo não mais se divide entre os blocos capitalista e socialista.

Não sou fã do Lula e menos ainda do Jair Bolsonaro, porém ambos os pretensos candidatos à Presidência da República são mestres em explorar a nefasta ideologização dos problemas. Pois, apelando para sofismas e para argumentos com fortes apelos emocionais, cada qual busca a concordância de seus respectivos eleitores sem incentivar o uso da racionalidade. Agem de uma maneira a ponto de deturparem a percepção de causa é efeito do destinatário de suas mensagens.

Um dos debates em que as pessoas mais fogem da realidade diz respeito justamente à problemática da violência. E, nestas horas, surge o oportunismo dos politiqueiros da "bancada da bala" que propõem medidas tipo a liberação do armamento para a população. Como se o fato de mais cidadãos andarem nas ruas portando uma pistola irá reduzir a criminalidade diante de facções do tráfico de drogas que hoje importam fuzis.

Ao contrário do que se prega, é certo que teremos um aumento absurdo de homicídios e de outros delitos mais quando o acesso à arma de fogo tornar-se facilitado no país. Isto porque, diante de meros desentendimentos de trânsito, brigas de bar, traições amorosas, discussões nas filas e suspeitas de assaltos, cidadãos de bem poderão ser baleados. Sem contar com a hipótese de menores utilizarem indevidamente o revólver do pai para atirar nos coleguinhas da escola conforme ocorreu ano passado em Goiás onde o autor dos disparos era filho de um policial.

Todavia, vejo que erros semelhantes são cometidos também pela esquerda radical quando, por exemplo, alguns falam levianamente das desconhecidas causas da morte da vereadora do PSOL do Rio de Janeiro, Marielle Franco, a ponto de levantarem suspeitas de associação dos fatos do delito à intervenção federal no RJ. Pois, se bem refletimos, o covarde assassinato da vítima em nada tem a ver com a presença das Forças Armadas na unidade federativa cujo objetivo é restabelecer a segurança das pessoas na tentativa não só de recuperar territórios do controle do crime organizado como também reestruturar as polícias fluminenses.

Para finalizar, quero dizer que não tenho nada contra o cidadão ter um seguimento ideológico pois é o prisma pelo qual ele irá entender a política e buscar um ideal de sociedade. Porém, diante da compreensão de um problema, torna-se indispensável procurarmos entender a realidade tal como de fato ela é, formulando respostas dentro da mais ampla racionalidade.

Que, nas eleições deste ano e no acompanhamento dos problemas que atormentam a vida nacional, o bom senso nunca nos falte. E que sejamos capazes de encontrar sempre soluções maduras e tomando decisões com base em fatos provados, números verdadeiros e em raciocínios plausíveis.

Ótima segunda-feira a todos!

domingo, 22 de abril de 2018

O dia do encontro

Por esses dias, várias datas são comemoradas no Brasil, sendo algumas delas feriado enquanto outras não.

Em 19/04, temos o Dia do Índio que foi o primeiro habitante deste continente. Dois dias depois, como já comentei em postagens anteriores, é o feriado de Tiradentes, o mártir da Inconfidência Mineira (primeiro movimento emancipacionista no Brasil enquanto colônia) e hoje comemora-se o "Descobrimento".

Não gosto do termo descobrimento. Pois a ideia que o vocábulo nos passa é que teria sido com as caravelas de Pedro Álvares Cabral que o homem teria chegado a essas terras como, na verdade, já havia inúmeros povos morando pela extensão do território brasileiro. E também houve a presença de europeus antes de 1500 e Colombo (1492). Pois, além da presença dos vikings na América do Norte, por volta dos séculos X e XI, há quem considere que os romanos, gregos e fenícios teriam cruzado o Atlântico em algumas viagens marítimas.

Seja como for, há uma longa História não contada sobre as Américas que inclui não só o desenvolvimento de povos tribais como de civilizações mais avançadas, muito embora estas se situassem fora do limites do atual território brasileiro a exemplo dos incas, maias e astecas. E, no caso dos incas, estes construíram um verdadeiro império no Peru.

Todavia, podemos avaliar tal momento da História sob outra ótica. O índio brasileiro, "descoberto" em 22/04/1500, poderia ser considerado bem adiantado pelos seus valores e modos de vida adaptados à natureza. Afinal, eles sabiam conviver com a floresta sem destruí-la, respeitavam os animais, as águas e os tempos. Viviam num igualitarismo exemplar em que compartilhavam entre si os bens concedidos pela natureza que, por sua vez, eram devolvidos à Terra da qual se consideravam "filhos".

Não quero criar aqui uma ideia muito romantizada dos nossos índios. Porém, no conjunto de tudo, considero que eles eram mais avançados em sabedoria do que os brancos de 518 anos atrás (e acho que do presente também). E, na época, nada precisavam de nós de modo que o Dia do Encontro  (prefiro falar assim) foi para eles uma experiência deficitária.

Entretanto, eis que, na atualidade, os povos indígenas precisam muito desenvolver intercâmbios positivos com o homem branco para que possam sobreviver nesse mundo hostil, o qual temos cada vez mais desequilibrado com os impactos da nossa economia desigual. Pois, numa era em que o conhecimento científico tornou-se essencial, mais do que nunca os habitantes originais do continente precisam se atualizar, enviar seus filhos para as universidades, eleger representantes para os parlamentos e participar democraticamente da gestão territorial. Já não podem mais viver confinados em reservas e devem ter o direito de optar pelo desenvolvimento das suas glebas transformando-as em municípios e, futuramente, constituindo regiões autônomas.

Coincidência ou não, a data de hoje é considerada pela ONU como o Dia da Terra e entendo ser de grande importância a sua valorização. Logo, podemos entender que a conquista marítima de Cabral feita há 518 anos agora começa a ser redescoberta com os bons valores que os povos indígenas podem influenciar a humanidade dita civilizada quanto ao seu melhoramento evolutivo e na relação de cuidado que precisamos estabelecer com o planeta, incluindo nao só o homem como todas as manifestações de vida existentes.

Ótimo domingo a todos!

sábado, 21 de abril de 2018

Prestigiando o Beco Livre



Neste sábado (21/04), feriado de Tiradentes, vim com Núbia prestigiar o evento cultural chamado "Beco Livre" que está completando um ano de existência em Mangaratiba.

No entanto, esta foi a primeira oportunidade em que pude prestigiar essa notável realização que muito tem contribuído para promover o entretenimento, a convivência saudável e o comércio alternativo no Centro de Mangaratiba. Pois, desde o ano passado, eu acompanhava as divulgações feitas nas redes sociais e nunca me preparei ou  me organizei o suficiente para ir até lá prestigiar os trabalhos.

O nome "beco" deve-se à denominação da travessa Beco da Poesia, localizada na parte central da cidade, onde tudo começou com apenas duas barracas. E, graças à continuidade dos trabalhos que foi se repetindo em edições mensais, o evento se tornou um sucesso capaz de dar um novo rumo ao turismo decadente de Mangaratiba.

Núbia, minha esposa gostou muito e, com a minha colaboração, expôs suas impressões ilustrando com várias fotos no seu blogue, tendo também postado mais imagens no site de relacionamentos Facebook. E ficaram muito boas.

Embora eu não tenha controlado o tempo, acredito que permanecemos lá mais de três horas conversando com pessoas e nos divertindo bastante. Também degustamos alguns doces, salgados e bebemos um excelente café artesanal purinho cultivado nas serras do Município. 

Na volta, pegamos uma carona e, finalmente, viemos descansar na nossa casa em Muriqui (4° Distrito de Mangaratiba) com ótimas recordações. Valeu a pena termos passeado!

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Deliciosos dias de abril

O mês está passando rápido, tenho trabalhado muito, porém sempre tiro um tempinho para reparar os detalhes da estação.

Outono é a época que mais gosto pois os dias são amenos e vão gradativamente esfriando até que mergulhamos finalmente no tempo do frio. É quando tiramos do guarda roupa os nossos agasalhos, dormimos com cobertor (às vezes dois) e mudamos muitos dos nossos hábitos.

Eu mesmo, neste mês, já tenho desligado o ventilador de teto e me aquecido de noite com uma mantinha mais um lençol em que, dependendo do dia, eu descubro uma das camadas. E, se esfria um pouco mais, ponho meias nos pés como fiz quando fiquei três noites na casa de minha mãe em Brasília, há dois finais de semana atrás.

Em relação às chuvas, elas diminuíram bem em relação ao verão. Porém, ainda tivemos uns dias muito chuvosos. E também considero que as temperaturas do mês estão um pouco abaixo se comparadas com abril de anos anteriores, sendo uma diferença enorme para o calor que enfrentamos em 2016.

Talvez por isso, algumas frutas da estação estão demorando a ser colhidas em 2018. Por exemplo, só agora estou encontrando pocan nas vendas e as que comprei hoje no hortifruti não estavam doces ao contrário do cajá e do caqui que também levei para casa.

Este final de semana teremos um feriado nacional que será amanhã em homenagem ao mártir da Inconfidência Mineira, o Tiradentes. Porém, no Estado do Rio de Janeiro, a folga se prolongará até segunda (23/04), quando é comemorado o Dia de São Jorge para a alegria dos umbandistas e dos católicos que são devotos do santo, sendo também uma data muito criticada pelos evangélicos mais radicais que não sabem ver os fatos pelo prisma da cultura.

Eu, no entanto, quero aproveitar esses dias para descansar e curtir os bons momentos de folga já que para a próxima semana, como sempre, terei vários compromissos profissionais. E, se não fosse pelo São Jorge (e pelos deputados estaduais do RJ que fizeram a Lei), o feriado do Tiradentes deste ano não teria diferença alguma para outro final de semana comum já que 21/04 cairá num sábado.

Deste modo, aproveito para desejar a todos um excelente final de semana com ou sem feriado. Curtam bastante o descanso e a estação!