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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

CARTA DOS BISPOS DO VELHO CHICO: SALVAR O RiO: CARTA DA LAPA

Achei bem interessante essa mensagem que encontrei no blogue do teólogo e ex-frei Leonardo Boff que passo a compartilhar a seguir. É uma causa que tanto católicos quanto evangélicos, religiosos ou não religiosos, moradores da bacia do São Francisco ou não, precisam se inteirar e se envolver.




CARTA DOS BISPOS DO VELHO CHICO

CARTA DA LAPA


Primeiro Encontro dos bispos da Bacia do Rio São Francisco


À luz do Evangelho, em comunhão com o Papa Francisco e inspirados pela carta encíclica “Laudato Sí”, nós, bispos da bacia do Rio São Francisco, representando onze das dezesseis dioceses, diante do processo de morte em que este Rio se encontra e das consequências que isto representa para a população que dele depende, assumimos de forma colegiada a defesa do Velho Chico, de seus afluentes e do povo que habita sua bacia. Como pastores a serviço do rebanho que nos foi confiado, constatamos, com profunda dor:


(a) o sumiço de inúmeras nascentes de pequenos subafluentes e, em consequência, o enfraquecimento dos afluentes que alimentam o São Francisco;


(b) o aumento da demanda da água para a irrigação, indústria, consumo humano e outros usos econômicos, sem levar em conta a capacidade real dos rios de ceder água;


(c) a destruição gradativa das matas ciliares expondo os rios ao assoreamento cada vez maior;


(d) a decadência visual dos rios e da biodiversidade;


(e) o aumento visível dos conflitos na disputa pela água em toda a região;


(f) empresas sempre fazem prevalecer seus interesses e o Estado acaba por ser legitimador de um modelo predatório de desenvolvimento.


Tudo isso vem gerando a destruição lenta e cruel da biodiversidade do Velho Chico e, consequentemente, sua morte gradativa. Diante dessa triste realidade, enquanto bispos da bacia do Rio São Francisco e pastores do rebanho que nos foi confiado, propomos:


1. Sermos uma “Igreja em Saída”: Ir ao encontro do povo e, como pastores, convocar os cristãos e as pessoas sensíveis à causa, para juntos assumirmos o grande desafio de salvar o rio da morte e garantir a vida humana, da fauna e da flora que dele dependem;


2. Sermos uma “Igreja Missionária”: Realizar visitas às nossas comunidades, missões, peregrinações, romarias e estabelecer um diálogo aberto com as pessoas para que entendam e assumam, à luz da fé, o cuidado com a “Casa Comum”, particularmente, a defesa do nosso Rio;


3. Sermos uma “Igreja Profética”: Elaborar subsídios educativos sobre meio-ambiente e o modo de preservá-lo. Utilizar os meios de comunicação, rádios, periódicos diocesanos para levar ao maior número de pessoas a boa nova da preservação da vida;


4. Sermos uma “Igreja Solidária”: Reforçar as iniciativas populares de recomposição florestal, recuperação de nascentes, revitalização de afluentes; incentivar a ética da responsabilidade socioambiental capaz de gerar um modo de vida sustentável de convivência com a caatinga, o cerrado e a mata atlântica; defender políticas públicas para implementação do saneamento básico, apoio à agricultura familiar, manutenção de áreas preservadas, a exemplo dos territórios das comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, pescadores, etc.


5. Finalmente, declaramos nossa posição em defesa do “Repouso Sabático” para os nossos biomas a fim de que possam se reconstituir. Particularmente, uma moratória para o Cerrado, por um período de dez anos. Durante esse período não seria permitido nenhum projeto que desmate mais ainda o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica, biomas que alimentam o Rio São Francisco e dele também se alimentam.


6. Nesse sentido chamamos as autoridades federais, os governadores, prefeitos, deputados, senadores, o Ministério Público, para que assumam sua responsabilidade constitucional na defesa do Velho Chico e do seu povo.


Que São Francisco, padroeiro da Ecologia e do Rio que traz o seu nome, nos inspire a cuidar da Criação. Que o Bom Jesus da Lapa, de cujo Santuário provém a água da torrente, abençoe e dê vida ao nosso Velho Chico e ao povo do qual ele é pai e mãe. Bom Jesus da Lapa, 1º Domingo do Advento de 2017.



Bispos Participantes


Dom José Moreira da Silva – Bispo de Januária (MG) Dom José Roberto Silva Carvalho – Bispo de Caetité (BA) Dom João Santos Cardoso – Bispo de Bom Jesus da Lapa (BA) Dom Josafá Menezes da Silva – Bispo de Barreiras (BA) Dom Luiz Flávio Cappio, OFM – Bispo de Barra (BA) Dom Tommaso Cascianelli, CP – Bispo de Irecê (BA) Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM – Bispo de Juazeiro (BA) Monsenhor Malan Carvalho – Administrador Diocesano de Petrolina (PE) Dom Gabriele Marchesi – Bispo de Floresta (PE) Dom Guido Zendron – Bispo de Paulo Afonso (BA)



OBS: Imagem acima dos arquivos do IBAMA sendo o conteúdo extraído do blogue do teólogo Dr. Leonardo Boff em https://leonardoboff.wordpress.com/2017/12/05/carta-dos-bispos-do-velho-chico-salvar-o-rio-carta-da-lapa/

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Sem condições de votar a reforma da Previdência com o atual presidente




Acho um grave erro político o presidente Michel Temer insistir em ainda querer que seja votada a reforma da Previdência na próxima semana.

Sinceramente, pouco importa se o governo tem ou não uma base de apoio para aprovar tal proposta pois, a meu ver, continua lhe faltando legitimidade. Até porque a chapa Dilma-Temer nem foi eleita para isso.

Além do mais, estamos bem perto das eleições de 2018. E, se bem refletirmos, qual parlamentar em sã consciência, precisando ser reeleito no ano que vem para escapar da caneta do juiz Sérgio Moro, irá fazer um gol contra aos 45 do segundo tempo?

Há que se levar em conta ainda o fato do PSDB estar desembarcando desse governo sujo que só tem obtido apoio no Congresso em troca de recursos tal como fizera o presidente para escapar das duas denúncias contra ele.

Tendo em vista o momento de janela partidária que se aproxima, é bem possível que as legendas aliadas do Planalto recusem os deputados infiéis que votarem contra a reforma e os dirigentes partidários, assim como, no ano que vem, contemplem com maiores recursos do fundo eleitoral os que forem leais ao presidente. Porém, tendo em vista a impopularidade da proposta, duvido que, com todas as ofertas e ameças, todos os votos necessários sejam alcançados.

Com uma aprovação popular baixíssima, algo em torno de 5%, segundo uma pesquisa do Datafolha divulgada domingo (03/12), e sem um nome competitivo para a sucessão presidencial no PMDB, o que poderemos esperar do governo daqui para frente é cada vez mais um isolamento político. Ou seja, o Palácio do Planalto virou uma casa mal assombrada...

Considerando tudo o que vem acontecendo, também me parece bem provável que todos esses fatos acabem fortalecendo a infeliz candidatura de Lula ou mesmo um nome de oposição apoiado pelo ex-presidente petista pois a esquerda se tornaria uma espécie de porto seguro para muitos que se lembrariam dos bons momentos da nossa economia durante a década passada. Só que, com isso, esses eleitores estarão se enganando porque, se o PT retornar, dificilmente irá retroceder em relação às reformas trabalhistas já concluídas ou promoverá uma eventual mudança nas regras no tocante à Previdência, caso aprovadas.

Também de acordo com o Datafolha em relação à eleição presidencial de 2018, Lula aparece com 34%, enquanto Bolsonaro tem 17% e Marina Silva, 9%. Aí, mesmo que a economia brasileira esteja dando sinais de uma tímida recuperação, a ponto de ao menos haver estagnado a rejeição de Temer, o tempo restante de apenas dez meses é muito curto para o governo exercer alguma força significativa sobre as urnas por mais que venha a fazer um amplo uso da máquina.

Assim sendo, na remota hipótese de Temer conseguir a proeza que o Congresso vote ainda este mês reforma da Previdência, temo que o resultado dessa medida acabe sendo o fortalecimento do PT e a volta da esquerda no pleito de 2018.

Tomara que eu esteja errado!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A participação de organizações da sociedade civil nas casas legislativas do RJ



Desde a década de 90, vem se desenvolvendo uma tendência na política brasileira que é dar mais oportunidades de participação às entidades da sociedade civil nos organismos públicos colegiados. Foi algo que se iniciou através dos conselhos de gestão, nos comitês de bacia hidrográfica e chegou até à Câmara Federal.

Assim, em 2001, no final da era FHC, a Câmara dos Deputados passou a ter uma Comissão de Legislação Participativa (CLP), a qual permite que qualquer entidade da sociedade civil organizada, sejam ONGs, sindicatos, associações e órgãos de classe, apresentem suas sugestões legislativas. Tais manifestações podem incluir desde propostas de leis ordinárias e complementares, até sugestões de emendas ao Plano Plurianual (PPA) e à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Após a iniciativa de se ampliar o acesso ao Poder Legislativo Federal, vários estados e municípios no país adotaram esta brilhante ideia a exemplo das Assembleias de Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraíba e Acre. Já nas cidades, podemos mencionar, dentre tantas outras, as Câmaras Municipais de Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP), Juiz de Fora (MG), Uberaba (MG), Santos (SP), Campinas (SP), Caxias do Sul (RS), Sete Lagoas (MG), Atibaia(SP), Americana (SP), Conselheiro Lafaiete (MG), São José dos Campos (SP), Poços de Caldas (MG), Tibagi (PR), dentre outros locais. 

Entretanto, aqui no Estado do Rio de Janeiro, a ALERJ preferiu não seguir essa tendência nacional. Houve um Projeto de Resolução n.º 454/2003, de autoria da então deputada estadual Heloneida Studart (PT), com o objetivo de criar a nossa Comissão Permanente de Legislação Participativa. Porém, a Comissão de Constituição e Justiça da Casa posicionou-se desfavoravelmente. Senão vejamos qual foi o teor do Parecer vencedor da lavra do Relator, Dep. Paulo Melo (PMDB), concluindo pela injuridicidade da proposta: 

"A presente proposição objetiva a modificação do Regimento Interno desta Casa para a criação de mais uma comissão permanente, com a denominação de Comissão Participativa. A esta Comissão competirá, em síntese, receber sugestões de iniciativa legislativa apresentadas por associações e órgãos de classe, sindicatos e entidades organizadas da sociedade civil. Tais sugestões serão transformadas em proposição legislativa, de iniciativa da referida Comissão, e encaminhada à Mesa para tramitação. Ocorre, no entanto, que a Constituição Estadual, em seu art. 112, ao dispor sobre a iniciativa das leis, não previu esta hipótese, facultando tal competência unicamente a qualquer membro ou comissão desta Assembléia Legislativa, ao Governador do Estado, ao Tribunal de Justiça e aos cidadãos, na forma e nos casos nela previstos. Assim sendo, a ser aplicado o que diz a Constituição, seria despicienda a criação de mais uma comissão permanente, para atender a finalidade acima descrita, uma vez que nada impede que as entidades supracitadas apresentem suas sugestões a qualquer Deputado ou Comissão já existente nesta Casa, aos quais, a teor do já mencionado art. 112, “caput”, da Carta Estadual, compete a iniciativa das leis, respeitada a iniciativa privativa dos demais poderes do Estado e do Ministério Público. A proposição agride, ainda, o princípio da economicidade, já que gerará aumento de despesa com a criação de mais uma comissão permanente, cujas atribuições se superpõem à competência dos Deputados e das comissões já constituídas, com atribuições autônomas. Em vista do exposto, o meu parecer é PELA INJURIDICIDADE do Projeto de Resolução nº 454/2003."

Devido a esse posicionamento que considero retrógrado, pois deixamos de ter um órgão específico que incentive uma maior engajamento da sociedade civil, eis que muitas Câmaras Municipais aqui no RJ também deixaram de criar suas respectivas comissões participativas. Aliás, não só por causa disto, o nosso estado deixou de evoluir democraticamente neste século XXI porque as autoridades legislativas preferiram estimular o afastamento da população e das suas entidades representativas ao invés do contrário.

Em Mangaratiba, cidade litorânea onde moro, tendo hoje cerca de uns 30 mil eleitores, eu diria que a cultura democrática é ainda menor que na média do Estado do Rio de Janeiro. E, no mês passado, tive essa experiência acompanhando o requerimento de uma ONG que ajudei a fundar junto com outras pessoas.

No dia 21/11 do corrente ano, a Organização Não-Governamental Mangaratiba Cidade Transparente, baseando-se nas disposições dos artigos 261 a 266 do Regimento Interno da Câmara Municipal, protocolou um requerimento solicitando fazer uso da chamada "Tribuna Popular" na última sessão do mês (30/11), observando o prazo de apresentação e demais requisitos exigidos na Resolução. E, embora os seus membros não tivessem sido previamente comunicados pela Secretaria da Casa, como manda o parágrafo único do art. 263 da norma, esperavam que fosse concedida a palavra à presidente da organização, tão logo ocorresse a leitura das matérias que constavam no Expediente.


Entretanto, durante a sessão, o presidente em exercício da Câmara, vereador Carlos Alberto Ferreira Graçano (PTN) não concedeu a palavra. O requerimento protocolado pela ONG Mangaratiba Cidade Transparente pareceu que ainda não havia sido apreciado, embora, como já dito, fora apresentado dentro do prazo pela sua representante.

Devido a isso, a ONG me constituiu como advogado para representar os seus interesses no processo interno que pediu o uso da "Tribuna Popular". Na mesma data de 30/11, renovei o requerimento solicitando o uso da Tribuna para a última sessão de dezembro e estarei aguardando uma resposta do vereador presidente, Vitor Tenório Santos (PDT), na expectativa de que o bom senso prevaleça e a Mangaratiba Cidade Transparente possa, finalmente, fazer uso da palavra no nosso Parlamento Municipal, o qual precisa ser conduzido como a "Casa do Povo".

Fatos como esses mostram a necessidade de que os legisladores estaduais e municipais no Rio de Janeiro (e acredito que em outras unidades da federação também) revejam essa cultura restrita e obsoleta de democracia, a qual não condiz mais com a atual realidade do mundo. 

Infelizmente, após a redemocratização do país, em que os nossos municípios também ganharam mais autonomia com a Constituição de 1988, muitas cidades viraram verdadeiras ditaduras disfarçadas. Não raramente, os distritos rurais e os bairros humildes de periferia tornam-se currais eleitorais, sendo que pouca gente acompanha o processo legislativo comparecendo às sessões da Câmara.

Mas será que a história das cidades brasileiras deve continuar a ser escrita com tanta passividade? Espero que não e os poucos que se interessam pelos acontecimentos cotidianos da política estão trabalhando para mudar isso, desejando alargar as possibilidades de participação. Pois são pessoas que querem comunicar as suas ideias, pretendendo transformar o cotidiano dos lugares onde vivem. E, por isso, luto para que tais cidadãos e cidadãs sejam respeitados nas suas louváveis iniciativas.

Ótimo final de semana a todos!

Que Papai Noel seja flamenguista!



Inicio o último mês de 2017 com um presentão do meu super time que está indo para a final da Copa Sul-Americana. 


Sei que o futebol não muda a vida de ninguém e nem abranda a situação crítica que o país está vivendo. Porém, não sou tão radical a ponto de abster-me de comemorar esses bons momentos da vida que foi a segunda vitória do Flamengo na competição, obtendo na virada de novembro para dezembro um resultado muito melhor fora de casa do que no jogo passado ocorrido no Rio. 

Seja como for, falta um pouquinho mais para comemorarmos de vez sendo que ainda vou torcer para o clube vencer o Vitória domingo, durante a última rodada do Brasileirão, para, enfim, segurarmos a nossa vaga na Libertadores de 2018. Pois assim pegaremos o Independiente da Argentina com mais calma nas próximas quartas. 

Pois é, meus amigos, vamos que vamos! Já passa de uma e meia da madrugada e preciso deitar para repor as minhas energias para encarar esta sexta-feira. 




Bom descanso a todos!


OBS: Imagem acima recebida pelos grupos de WhatsApp enquanto que a primeira ilustração foi extraída do blogue Buteco do Flamengo, conforme consta numa postagem antiga em http://www.butecodoflamengo.com/2010/12/enchendo-o-saco-do-papai-noel.html

domingo, 26 de novembro de 2017

Esposa de blogueiro, blogueira é...



Tenho incentivado minha esposa a escrever e, há três semanas, ela começou a editar um blogue no Wordpress chamado Cantinho da Núbia

Felizmente, ela tem gostado de se comunicar com o público e acredito que esteja fazendo bem à sua mente.

Até o momento, já são mais de vinte postagens por ela publicadas e falando sobre temas variados. Às vezes, os textos levam um toque de humor. Bem interessantes!

Geralmente Núbia escreve junto comigo. Eu digito e ela vai ditando enquanto trocamos ideias sobre a construção dos textos. Porém, procuro respeitar o seu estilo de se expressar.

Das mensagens dela que mais gosto são: Segundo dia (sobre os sete pecados capitais); Sexto dia (a respeito da nossa leitura bíblica diária); Décimo dia (fala da própria inspiração dela para escrever); Décimo primeiro dia (seu relato de coragem quando foi a uma consulta médica no Rio); Décimo quinto dia (a respeito do seu gosto pelo futebol); e Vigésimo primeiro dia (lembranças de um cartão de aniversário que ganhou no trabalho em 1994). Já as outras são também muito boas. Sou eu que não me identifico tanto com os assuntos a exemplo da postagem sobre bolsas.

Bem, se a minha propaganda valeu a pena, faça uma visita e confira! Basta clicar ou copiar o link abaixo:


Boa leitura, meus amigos! Depois digam o que acharam.

Tenham todos uma excelente semana!

Churrasco com os amigos da CPFG em Itaboraí




Neste último sábado (25/11), houve mais um encontro dos amigos da Confraria dos Pensadores Fora da Gaiola e que ocorreu aqui no Estado Rio de Janeiro. Mais precisamente na cidade de Visconde de Itaboraí, no Bairro Manilha, onde fica a casa da confrade Aline Cleo Vieira (ver foto abaixo).




Tivemos a oportunidade de estar pessoalmente com alguns amigos que, em anos anteriores, chegaram na escrever no blogue da Confraria, como os participantes Eduardo Medeiros, Edson Moura Santos (o Noreda), Elidia Rosa, Mariani Lima e Donizete Vieira, o qual veio acompanhado da esposa Marta. E estes dois eu tive o prazer de recepcioná-los no aeroporto Santos Dumont tão logo passaram pelo portão de desembarque.



Compareceram também outros colegas que conhecemos mais tarde, sendo que uns vieram pelo Facebook e outros foram apresentados no WhatsApp, como a irmã do Edu, Shirlene Medeiros e o marido Márcio, mais o Edson Viana Pinto com a esposa Cristiane, a Elaine Rodrigues (que veio ao churrasco junto com a mãe) e a própria anfitriã Aline. Também vieram algumas crianças.


Almoçamos um delicioso churrasco feito pelo nosso amigo Edinho Viana (quarta foto a seguir). Estava uma delícia! Eu mesmo que procuro evitar o consumo excessivo de carne não resisti e caí de boca (no frango e no filé bovino). E bebi bastante mate para ajudar na digestão.






O encontro terminou de noite. Tínhamos programado um amigo oculto que, originalmente, tinha por objetivo presentear o sorteado com algum livro de nossa biblioteca particular. Porém, acabamos compartilhando livremente as obras uns com os outros, sendo que eu havia levado para lá o Mestre dos mestres, de Augusto Cury, e trazido para casa 1968: O ano que não terminou, do jornalista Zuenir Ventura.



 


Finalmente cantamos parabéns para Marta, esposa do Donizete, que estava aniversariando. O bolo de chocolate estava nota 10! Bem do jeito que eu gosto.




Saí de lá de carona com o Márcio e acabei dormindo na residência do Edu, no bairro carioca de Campo Grande que é o lugar mais próximo daqui de Mangaratiba, município onde moro, pois já não encontraria ônibus em Itaguaí que me trouxesse até Muriqui, devido ao avançar das horas. Por isso, tomei café da manhã lá com dois casais bem simpáticos.


Mas se vocês pensam que vim de muito longe para curtir esse encontro, estão enganados. Pois eis que os confrades Edson Moura, Donizete Vieira e Elidia Rosa viajaram de outros estados. Por exemplo, o Edson saiu de São Paulo, enquanto o Doni de Campinas. Já a Elidia veio de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul.

Hoje mesmo, Doni e a esposa estão retornando para Campinas depois de terem passeado brevemente pela Cidade Maravilhosa. Já a Elidia e o Edson (que veio também prestar concurso para o TRE do Rio neste domingo), voltam amanhã.



Espero que, por mais vezes, essa galera se reencontre. E, apesar de não ter sido a primeira ocasião em que as pessoas do grupo estiveram juntas, visto que a última foi na casa do Edinho Viana em Realengo, bairro do Rio (clique AQUI para ler), talvez esse churrasco de Itaboraí tenha sido umas das mais representativas oportunidades de nos vermos presencialmente.


OBS: Texto original postado hoje mesmo por mim no blogue da Confraria dos Pensadores Fora da Gaiola, tendo sido reeditado aqui com modificações e num outro estilo de letra.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O feriado de 20/11 deveria ser nacional!



Hoje, aqui no Rio de Janeiro, é comemorado o Dia da Consciência Negra, sendo considerado para nós, fluminenses, um feriado estadual por corresponder à data do aniversário da morte do personagem histórico Zumbi dos Palmares (1655 — 1695) . Trata-se de algo que foi instituído pela Lei Estadual n.º 4.007, de 11 de novembro de 2002, sancionada pela nossa primeira governadora mulher (e negra), Sra. Benedita da Silva.

Recordo que, na época, tão logo foi assinada essa lei, houve minorias conservadoras dentro da sociedade do RJ que resolveram reagir infrutiferamente, havendo quem ingressasse até com uma representação por inconstitucionalidade, a qual veio a ser julgada improcedente dois anos depois. E, embora tivessem pessoas que insistiam em não reconhecer o novo feriado, muitos acabaram se conformando com a nova realidade.

Quinze anos depois, esse feriado é um grande sucesso em todo o Rio de Janeiro, podendo ser considerado um dos mais festivos e interessantes de se ver graças às apresentações que são feitas pelos diversos grupos de cultura afro existentes nas nossas cidades, a exemplo do que pude assistir no último sábado (19/11), quando visitei o Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos, situado no município de Rio Claro, vizinho a Mangaratiba (ler depois a postagem anterior sobre essa experiência).


Entretanto, na cidade onde moro, no litoral sul-fluminense, há um evento importantíssimo da cultura afro que ocorre anualmente na data de 20/11 no Quilombo da Ilha da Marambaia, uma belíssima região que faz parte do Distrito de Itacuruçá. Encontra-se dentro de uma área militar controlada pela Marinha cujo acesso é restrito guardando uma longa História para ser conhecida. E, embora eu ainda não tenha conseguido estar numa das festas típicas dessa comunidade tradicional ali existente, pude visitar a localidade há dois anos, como já compartilhei aqui na postagem Visitando a Ilha da Marambaia, de 23/07/2015.

Com uma riqueza cultural tão vasta, creio que o Brasil só teria a ganhar em termos de turismo e entretenimento, caso o Congresso Nacional transforme esta data num feriado válido para todo o país. Inclusive porque a nossa população negra já teve até à época do Presidente Getúlio Vargas o Dia da Abolição da Escravatura, comemorado em 13 de Maio, por ocasião da assinatura da Lei Áurea pela Princesa Isabel (1888).

Sem querer entrar na questão sobre qual a data que melhor representa o negro, pois não tenho dúvidas de que seja o 20 de Novembro, deixo, portanto, minha sugestão aos nossos deputados e senadores a fim de que não somente honrem o nome do último líder da resistência à escravidão à frente do Quilombo dos Palmares, mas também façam desse dia uma oportuna ocasião para a valorização da cultura afro e o combate ao racismo, instituindo ao mesmo tempo a Semana Nacional da Consciência Negra.

Sem precisar tanto do governo, a sociedade civil está de parabéns por fazer do feriado de hoje uma data quase tão viva quanto o Ano Novo, o Natal, o Carnaval e a Páscoa, superando em seus festejos tanto Tiradentes quanto a Independência.


OBS: A primeira imagem acima refere-se à pintura de Antônio Parreiras, artista niteroiense que viveu de 1860 até 1937. Já a segunda foi uma foto que tirei no passeio feito sábado (18/11) no Parque Arqueológico e Ambiental de São João Marcos.